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domingo, 14 de maio de 2023

Dicas de segurança para viagens de barco

 


  1. Use coletes salva-vidas: Certifique-se de que todos a bordo tenham coletes salva-vidas adequados e em boas condições. Verifique se há coletes extras disponíveis para os passageiros.

  2. Verifique o tempo: Antes de embarcar em uma viagem de barco, sempre verifique as condições meteorológicas e a previsão do tempo. Evite navegar em condições de tempestade ou ventos fortes.

  3. Informe alguém: Avise um amigo ou membro da família sobre seus planos de viagem, incluindo o horário previsto de partida e chegada, bem como o itinerário. Dessa forma, alguém saberá onde procurar ajuda em caso de emergência.

  4. Conheça as regras de navegação: Esteja familiarizado com as regras de navegação em sua área. Isso inclui saber quais canais são seguros para navegação, limites de velocidade e quaisquer regulamentações específicas do local.

  5. Mantenha equipamentos de segurança a bordo: Certifique-se de ter a bordo equipamentos de segurança essenciais, como extintor de incêndio, dispositivos de sinalização (como fogos de sinalização e luzes de emergência), rádio VHF marítimo, bóia salva-vidas com linha de segurança e kit de primeiros socorros.

  6. Esteja atento aos arredores: Mantenha sempre os olhos abertos e esteja ciente de outros barcos, obstáculos e boias de navegação. Fique atento a sinais de perigo, como correntes fortes, águas rasas ou áreas de navegação restrita.

  7. Evite o consumo excessivo de álcool: O consumo de álcool pode afetar o julgamento e os reflexos, aumentando o risco de acidentes. Evite beber em excesso enquanto estiver a bordo e designe um condutor sóbrio, se necessário.

  8. Aprenda noções básicas de primeiros socorros: Ter conhecimentos básicos de primeiros socorros pode ser crucial em caso de emergência. Considere fazer um curso de primeiros socorros específico para situações marítimas.

  9. Mantenha os equipamentos em bom estado: Verifique regularmente a condição dos equipamentos do barco, como motor, sistema de direção, luzes de navegação, sistema elétrico e âncoras. Faça a manutenção adequada e substitua peças desgastadas ou danificadas.

  10. Esteja preparado para emergências: Tenha um plano de emergência detalhado, incluindo ações a serem tomadas em caso de incêndio, naufrágio ou lesões graves. Conheça a localização dos equipamentos de segurança e saídas de emergência.

Lembrando que estas são apenas algumas diretrizes gerais de segurança. É sempre recomendável seguir as regulamentações específicas de segurança do local em que você está navegando e buscar orientação de profissionais marítimos qualificados.


Aqui estão algumas dicas de segurança para navegação fluvial:

  1. Use colete salva-vidas: Sempre use um colete salva-vidas adequado ao navegar em um rio. Certifique-se de que esteja em boas condições e que se ajuste corretamente.

  2. Conheça as regras de navegação: Familiarize-se com as regras e regulamentos de navegação fluvial em sua área. Isso inclui saber quem tem o direito de passagem, as velocidades permitidas e as áreas restritas.

  3. Esteja atento às condições do rio: Antes de sair, verifique as condições do rio, como correnteza, marés, obstáculos submersos e previsão do tempo. Essas informações podem ajudá-lo a evitar situações perigosas.

  4. Mantenha uma velocidade segura: Ajuste a velocidade da embarcação de acordo com as condições do rio. Evite velocidades excessivas, especialmente em áreas congestionadas ou quando a visibilidade estiver comprometida.

  5. Fique atento aos outros usuários do rio: Esteja sempre atento a outras embarcações, como barcos, canoas ou caiaques. Mantenha uma distância segura e use sinais sonoros quando necessário.

  6. Mantenha-se atualizado com a sinalização fluvial: Esteja ciente das boias e sinais de navegação ao longo do rio. Eles fornecem informações importantes, como áreas de perigo, canais navegáveis e restrições de velocidade.

  7. Evite o consumo de álcool e drogas: Nunca navegue sob a influência de álcool ou drogas, pois elas podem prejudicar sua capacidade de tomar decisões seguras e reagir rapidamente a situações de emergência.

  8. Tenha equipamentos de segurança a bordo: Carregue equipamentos de segurança essenciais, como extintor de incêndio, boias salva-vidas adicionais, dispositivos de sinalização, kit de primeiros socorros e uma âncora de reserva.

  9. Comunique seus planos: Informe alguém sobre seu plano de navegação, incluindo a rota pretendida e o horário estimado de retorno. Isso é importante caso ocorra algum contratempo e precisem procurar por você.

  10. Mantenha a calma em caso de emergência: Se algo der errado, mantenha a calma e tente resolver a situação da maneira mais segura possível. Use seus equipamentos de segurança e peça ajuda, se necessário.

Lembre-se de que a segurança é fundamental ao navegar em um rio. Seguir essas dicas pode ajudar a garantir uma experiência segura e agradável na água.

Fonte: Chat.Openai


quinta-feira, 2 de março de 2023

Dicas para suportar voos longos



viajala.com.br


 Viajar de avião por longos períodos de tempo pode ser algo bem estressante. Você já ficou 10, 12, às vezes até 14 horas fechado dentro de um avião? Vamos combinar que, por mais legal que seja o destino, a viagem acaba sendo muito cansativa.

Como funciona um voo longo?

O voo longo é muito similar aos voos curtos, nacionais. O que muda é o tempo de voo, a estrutura do avião, as refeições à bordo e o cansaço que esse tipo de viagem gera.

Os aviões para voos longos costumam ser maiores (até porque precisam de um tanque de combustível mais robusto para cobrir longas distâncias) e mais confortáveis e espaçosos que os aviões de voos curtos nacionais. Eles têm mais assentos (inclusive uma fileira de assentos no meio do avião) e mais banheiros, além de contarem com um sistema de entretenimento com mais opções, como filmes e séries de escolha individual, com uma tela por assento.

No geral, as refeições são mais elaboradas: no almoço e no jantar, saem os lanches e entram pratos de arroz, carne, massas... No café da manhã, costumam ser servidos café, leite, pães, ovos e frutas.

Ainda assim, essas viagens costumam ser cansativas. São várias as razões que esgotam nossas energias. Algumas são questões de distração mesmo. É difícil arranjar o que fazer para passar o tempo até o fim da viagem. Outras razões são corporais: o fuso horário bagunça com a nossa cabeça, é desconfortável dormir, dá dor nas pernas, a digestão fica leeenta, os olhos ressecam...

Então, como fazer para as viagens longas de avião serem mais confortáveis, mais seguras e mais fáceis de encarar? Separamos 10 truques de viajantes experientes que vão ajudar você nessa tarefa.

1. Deixe o indispensável à mão 

Carregador portátil (para não correr risco de ficar sem bateria no celular), um travesseirinho de pescoço (quem sabe até um massageador?), uma máscara para tapar os olhos (vai que você queira dormir quando houver muita claridade?), um livro, fones de ouvido para ouvir suas músicas, um suporte para celular para assistir seus filmes e séries sem precisar ficar segurando o aparelho...

Lembre-se de não despachar esses itens! Eles serão seus amigos fiéis em uma viagem longa e precisam estar na sua bagagem de mão.

2. Leve cremes hidratantes e outros umidificadores

O ar condicionado do avião, durante períodos prolongados de tempo, acaba ressecando a pele e as mucosas do nosso corpo: ou seja, nossos olhos, boca e nariz.

Um hidratante para rostos e mãos pode ajudar no conforto e na refrescância durante o voo - especialmente durante a pandemia. Como passamos muito álcool gel nas mãos, ele também contribui no ressecamento da pele. Colírio para os olhos, umidificante nasal e manteiga de cacau para os lábios ajudam a melhorar a sensação de ressecamento.

3. Use meias de compressão

Normalmente recomendadas para pessoas de mais de 50 anos, as meias de compressão são perfeitas para viagens longas de avião em qualquer idade. Isso porque fazem uma leve pressão nas nossas pernas, facilitando a circulação sanguínea, que fica prejudicada com a altitude, a pressurização da cabine do avião e a falta de movimento do corpo.

Essas meias possuem preço acessível, duram bastante e ajudam a evitar problemas sérios de saúde, como embolias. Mas é importante ter alguns cuidados: vista as meias antes do voo, de preferência depois de ter passado algum tempo deitado.

4. Ainda assim, caminhe!

Usar as meias de compressão não é desculpa para passar o voo inteiro sentado. Elas melhoram a circulação sanguínea, mas ficar muito tempo na mesma posição não contribui muito para sua saúde. O corpo precisa de movimento, ou seja: levante-se sempre que possível, caminhe nos corredores do avião e faça pequenos exercícios de alongamento nas pernas e nos pés. 

5. Use roupas leves

Um voo longo não é ambiente para maquiagem, roupas justas, salto alto, tecidos incômodos e outras peças pouco confortáveis. Escolha peças leves, maleáveis e versáteis, que ajudem na transpiração do corpo, e leve também um casaco para caso sinta frio.

Uma dica é levar um lenço ou manta de pescoço. Ele pode servir como cachecol, como cobertor caso você queira se cobrir, como apoio de cabeça (basta enrolar o tecido e dar um nó) ou como apoio de pés - é só amarrar na mesinha do assento e fechá-la, para que o lenço não escorregue.

6. Escolha bem suas refeições

É comum que sejam servidas refeições em voos longos, mas alguns cuidados devem ser observados. Se você tem alguma restrição alimentar (por exemplo: caso não possa consumir carne, glúten, lactose, tenha alguma alergia ou siga alguma dieta especial), informe a companhia aérea antes do voo, para garantir que existam opções para você.

Também é importante levar em consideração que a altitude e a pressurização da cabine do avião podem afetar o funcionamento intestinal, causando muito desconforto. Para aliviar o estômago e o intestino e evitar essas sensações indesejáveis, fuja de comidas pesadas durante o voo: prefira pratos leves, saladas, carnes brancas e evite massas e molhos gordurosos.

7. Leve um "kit de emergência" com você

Separe uma necessaire na bagagem de mão que contenha não só os itens básicos de higiene, como escova de dentes, mas também outras coisinhas: uma muda de roupa limpa, roupa íntima, meias, um pijama, medicamentos, sabonete...

Você vai se perguntar: pra quê tudo isso? De fato, é provável que você não precise usar esse kit. Mas é bom estar preparado. Em voos com escala, pode acontecer de, devido a algum atraso ou cancelamento, o passageiro não conseguir embarcar em um dos trechos da viagem e ter que dormir no local da conexão sem sua bagagem principal, que, por ter sido despachada, chegou ao destino sem ele. Ou também pode acontecer extravio de bagagem, já pensou? Uma mochila bem equipada ajuda muito nesses momentos.

8. Escolha um bom assento no avião

Você é do tipo que vai ao banheiro toda hora? Então é melhor escolher um assento de corredor, bem próximo aos toaletes do avião. Mas se você tem sono leve, evite as áreas próximas ao banheiro, pois costumam acumular filas,  barulho e luz o tempo todo e podem atrapalhar seu descanso.

Você gosta de ter bastante espaço nas pernas? Então prefira uma saída de emergência. 

Você odeia turbulências? Procure assentos próximos da asa, onde o avião é mais estável e o movimento é menos perceptível.

9. Observe o fuso horário do destino

Se você vai viajar para um país cujo fuso horário difere muito do que você está acostumado, é bom fazer um exercício prévio ao voo, para ajudar o corpo na adaptação. Uma boa ideia é ir adiantando ou atrasando o seu sono em uma hora, todos os dias, até que ele chegue próximo ao horário em que você dormirá no seu destino.

Outra opção é fazer isso durante o voo. Por exemplo: se você vai chegar ao destino de manhã na hora local, é importante tentar dormir durante quase todo o voo, como se estivesse passando a noite, para ter energia para aproveitar o dia todo ao chegar. Caso você chegue no destino à noite na hora local, tente se manter acordado durante todo o voo, para ter sono e dormir ao chegar.

10. Tenha ainda mais cuidado em tempos de pandemia

Durante a pandemia do covid-19, até que todas as populações estejam totalmente vacinadas e o contágio desacelere bastante, temos que ter cuidado redobrado ao viajar. 

As máscaras faciais, com o tempo, saturam o ar e podem ficar desconfortáveis. Uma solução é levar mais máscaras limpas para trocar ao longo do voo, para ter mais conforto.

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Sobre este tema, leia mais dicas aqui: https://www.skypasstravel.com/beatjetlag


segunda-feira, 7 de fevereiro de 2022

INFORMAÇÃO DE UTILIDADE PARA MISSIONÁRIOS SERVINDO EM CAMPOS DE POUCOS RECURSOS EM SANEAMENTO BÁSICO

 


O Grupo de Pesquisa "Tratamento de Efluentes e Recuperação de Recursos" lança a página "SANEAMENTO RURAL":

 

http://www.fec.unicamp.br/~saneamentorural/

 

Nela estão disponíveis GRATUITAMENTE os seguintes materiais:

 

1 - Descritivos do projeto Saneamento Rural;

2 - Livro "Tratamento de esgotos domésticos em comunidades isoladas";

3 - Cartilha "Fossa Verde e Círculo de Bananeiras – UNICAMP";

4 - Cartilha "Tanque séptico, filtro de coco, e vala de bambu";

5 - Descritivo simplificado de 19 tecnologias aplicáveis ao saneamento de áreas rurais;

6 - Vídeos que apresentam a problemática do saneamento rural;

7 - Vídeos que demonstram como construir alguns sistemas de tratamento de esgotos;

8 - Outros conteúdos.

segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Como construir um ar-condicionado sem eletricidade




Asituação precária de Bangladesh torna a vida de muitos habitantes difícil, além de não terem eletricidade, internet, água limpa, comida, ainda sofrem com a alta temperatura.
Em Daulatdia um vilarejo no país com aproximadamente 28 mil pessoas, empilhadas em casebres sem água corrente, com temperaturas que passam de 45ºC, criaram o primeiro ar-condicionado sem eletricidade, com baixo custo já que é feito de garrafas pet e papelão.

São feitos furos no papelão, e preenchidos com garrafas pet. Após finalizado, o ar-condicionado é colocado na frente da porta ou janela. O efeito refrigerador é imediato e abaixa 12º celsius.


Isso acontece pois o ar quente entra nas garrafas pelo lado de fora e depois manda um ar mais frio pra fora pela passagem da garrafa. Além de ajudar na refrigeração deste lugar, também incentiva a reciclagem.
O Eco-cooler com certeza é uma ideia muito criativa e que ajuda muito essas pessoas, veja o vídeo abaixo de como funciona essa invenção:

sábado, 29 de outubro de 2016

Doenças que atingem 1 bi de pessoas: E ninguém se importa


Negligência
Com o impacto gerado pela epidemia do vírus zika, que se espalha para outras partes do mundo, parece fácil esquecer que centenas de milhões de pessoas nos países mais pobres ou em desenvolvimento sofrem de "doenças tropicais negligenciadas", ou DTNs.
Trata-se de um grupo de doenças tropicais endêmicas, especialmente entre populações pobres da África, Ásia e América Latina.
A negligência é das autoridades de saúde e das empresas farmacêuticas, que não veem essa parcela da população como mercado capaz de comprar medicamentos.
Surtos como o de zika, emergência internacional presente hoje em mais de 60 países e territórios, vêm e vão ao longo do tempo e ganham as manchetes da imprensa. Porém, silenciosamente, mais de 1 bilhão de pessoas em 149 países sofrem com as doenças tropicais negligenciadas.

DTNs
A Organização Mundial de Saúde (OMS) reconhece 18 doenças como DTNs: dengue, raiva, tracoma, úlcera de Buruli, bouba, hanseníase, doença de Chagas, doença do sono, leishmaniose, teníase/neurocisticercose, dracunculíase, equinococose, trematodíases de origem alimentar, filariose linfática, oncocercose (cegueira dos rios), esquistossomose, helmintíases transmitidas pelo solo e micetoma.
No Brasil, a DTN que tem maior incidência, em números absolutos, é a dengue, segundo a entidade Médicos Sem Fronteiras - ainda que, mais recentemente, venha havendo um esforço consistente para o desenvolvimento de uma vacina. Outra doença preocupante em território nacional é a hanseníase (lepra): o Ministério da Saúde registrou cerca de 28 mil novos casos de infecção em 2015.
Diferentemente da infecção por zika ou ebola - ou da gripe aviária e da Sars, voltando um pouco no tempo -, há pouco risco de as DTNs se espalharem pelo mundo desenvolvido.
Os atingidos se concentram em áreas rurais remotas ou aglomerados urbanos, e a voz dessas pessoas quase não se faz ouvir pelo mundo.

Anos Vividos com Incapacidade
Nem todas as infecções por DTNs resultam em morte, mas conviver com elas pode ser debilitante. Uma maneira de medir o impacto de doenças na saúde da população é relacionar a duração média da enfermidade com sua gravidade, um indicador chamado Anos Vividos com Incapacidade (AVIs).


Embora a China e a Índia sejam os países mais afetados por DTNs, isso ocorre pelo tamanho das populações dessas nações. Ajustando a medição por população, países africanos, do Sudeste Asiático e pequenos arquipélagos como Kiribati e ilhas Marshall se destacam como as áreas mais atingidas.
Na República Democrática do Congo, um dos países mais afetados, o Instituto para Métricas Médicas e Avaliações, centro de pesquisa da Universidade de Washington, disse que apenas em 2013 houve mais de 8 milhões de casos de apenas uma DTN, a oncocercose ou cegueira dos rios, resultando em 500 mil AVIs.
A oncocercose é uma doença parasitária crônica transmitida por mosquitos que carregam o nematódeo Onchocerca volvulus. No corpo humano, essas larvas se tornam vermes adultos que podem causar cegueira, lesões cutâneas, coceira intensa e despigmentação da pele quando os vermes morrem.

Avanços e retrocessos
Apesar de a oncocercose ser uma das DTNs mais disseminadas, muitos países a controlaram pela aplicação de inseticidas, e houve uma queda de 24% de 1990 a 2013 nos AVIs causados pela enfermidade no mundo.
Há outros casos bem-sucedidos. Infecções intestinais por nematódeos, como aquelas causadas por vermes em forma de gancho, registraram a maior queda entre as DTNs - 46% até 2013. Já o chamado verme-da-Guiné, causador da dracunculíase, está quase erradicado.
Mas enquanto a maioria das DTNs registram prevalência menor em 2013 do que em 1990, algumas estão em alta, e certas doenças possuem um potencial de estrago maior do que as enfermidades que estão recuando.
A leishmaniose é uma delas: Cerca de 12 milhões de pessoas estão infectadas, e houve um aumento de 136% nos AVIs desde 1990. E o caso mais preocupante é da dengue, doença conhecida dos brasileiros, mas distante do mundo desenvolvido. Segundo a OMS, há registro de cerca de 390 milhões de casos de dengue no mundo por ano, e 96 milhões desses casos resultam em doenças com alguma severidade. Houve aumento superior a 600% nos AVIs causados pela dengue desde 1990.

BBC

sábado, 18 de junho de 2016

FAO: COMO ALIMENTAR A CRESCENTE POPULAÇÃO GLOBAL?


Até 2050, a população mundial irá provavelmente aumentar em 35%. Para alimentar todas e todos, a produção agrícola terá de duplicar. O que podemos fazer para alimentar esta crescente população e proteger o meio ambiente ao mesmo tempo?
A agricultura é maior empreendimento humano na Terra, usando mais de 38% de terra livre. No entanto, apenas 55% das calorias de cereais do mundo alimentam as pessoas diretamente – 36% alimentam o gado e 9% vão para os biocombustíveis e a indústria. Além disso, aproximadamente 25% dos alimentos do mundo são perdidos ou desperdiçados.
Não precisamos necessariamente de mais comida. Precisamos pensar nas prioridades. Em 2050, a população mundial provavelmente aumentará em até 35%. Para alimentar essa população, a produção agrícola terá que duplicar.
Como a prosperidade está impulsionando a demanda por mais carne, um pobre comércio de valiosas calorias, a nossa necessidade de alimentos representa um dos maiores perigos para o mundo. A agricultura emite mais gases de efeito estufa do que os veículos, e limpar o habitat para criar terras agrícolas acelera a perda de biodiversidade.
Então, o que nós podemos fazer? E se a gente parar de cortar as florestas e aprimorar as fazendas que temos? Utilizar os recursos de forma mais eficiente? Mudar nossa alimentação? Reduzir o desperdício? Soluções vão nos ajudar a alimentar um planeta com fome e um planeta saudável.
FONTE: ONU Brasil

segunda-feira, 23 de maio de 2016

O pequeno país sul-americano que tem o maior índice de suicídios do mundo

Em um pequeno estande da GuyExpo, a principal feira da Guiana, o Escritório de Pesticidas e Produtos Químicos Tóxicos, uma agência do governo, tenta atrair visitantes.
Um armário com recipientes de vidro contendo líquidos borbulhantes com as cores da bandeira do país (vermelho, preto, verde, branco e amarelo) chama atenção.
Alguns chegam e pegam folhetos que alertam: "Lembre-se! Guardar os pesticidas em local adequado pode salvar vidas".
Em meio à excitação e ao otimismo com a feira, que faz parte das comemorações do 50º aniversário da independência da Guiana, o estande é um lembrete das muitas vidas que foram ceifadas no país devido à ingestão de venenos, herbicidas e pesticidas de fácil acesso.
Localizada no litoral norte da América do Sul, a Guiana é um país pequeno com uma população diversificada de pouco mais de 750 mil habitantes. Mas também possui a maior taxa proporcional de suicídio do mundo.
A OMS (Organização Mundial da Saúde) estima que 44,2 em cada 100 mil pessoas se matam na ex-colônia britânica (no Brasil, esse índice é de 5,8 pessoas por 100 mil habitantes).
Como uma prisão: assim é a Unidade Psiquiátrica do hospital da capital, Georgetown (Foto: BBC Mundo)Como uma prisão: assim é a Unidade Psiquiátrica do hospital da capital, Georgetown (Foto: BBC Mundo)
Estigma
"Ninguém sabe o número exato de suicídios", ressalva à BBC William Adu-Krow, representante da OPAS (Organização Pan-Americana da Saúde) e da OMS na Guiana.

"Além disso, acredito que esse número seja subestimado. Por causa do estigma que envolve o suicídio, o paciente que tenta tirar a própria vida não diz que tomou veneno, por exemplo, mas, quando chega ao hospital, fala que se sentiu mal e não consegue respirar."
Bibi Ahamad: "O suicídio é um grande tabu na Guiana" (Foto: BBC Mundo)Bibi Ahamad: "O suicídio é um grande tabu na Guiana" (Foto: BBC Mundo)
Na ausência de um centro toxicológico no país, a obtenção de dados confiáveis é ainda mais difícil.
"O suicídio é um grande tabu aqui", diz Bibi Ahamad, vice-presidente da filial guianense da ONG La Voz del Caribe, com sede em Nova York.
A ONG usa redes sociais e programas de mensagem como o WhatsApp para se comunicar com pessoas que entram em contato em busca de conselhos e apoio psicológico.
"O número de tentativas de suicídio é muito, muito alto. Por exemplo, falei com uma adolescente que havia tentado se matar seis vezes, mas ninguém lhe ofereceu ajuda, ninguém prestou atenção no caso dela", explica Ahamad.
Autoridades guianenses reconheceram como "vergonhosa" atenção dada à saúde mental da população (Foto: BBC Mundo)Autoridades guianenses reconheceram como "vergonhosa" atenção dada à saúde mental da população (Foto: BBC Mundo)
Razões
Um dos casos mais famosos no país foi o do comediante Kirk "Chow Pow" Jardine, que sobreviveu a uma tentativa de suicídio.

"Fui viciado em drogas por 21 anos e perdi o interesse na vida em determinado momento", disse ele à BBC. "Pensei que todos os meus problemas tinham ficado maiores do que eu".
Mas Jardine procurou ajuda e se submeteu a um processo de reabilitação, dando a volta por cima.
"Hoje sou o principal comediante da Guiana. E em vez de lágrimas, faço as pessoas sorrirem", diz.
Mas ele é um dos poucos que têm sorte. Com poucos estudos disponíveis, estabelecer as razões por trás da alta taxa de suicídio é difícil.
Um levantamento feito com sobreviventes de suicídio no hospital público de Georgetown, capital do país, constatou que os principais fatores são geralmente desavenças familiares, problemas de relacionamento e violência doméstica.
Outros mencionam a pressão dos colegas, o preconceito contra a comunidade LGBT, a pobreza, a desigualdade no acesso à educação e à saúde, e até mesmo a glorificação do suicídio em filmes e novelas da Índia, o chamado "efeito de Bollywood" (mais de 65% dos casos ocorrem dentro da comunidade de imigrantes indianos).
"No ano passado, nós (na Voz del Caribe) nos concentramos principalmente em ações de sensibilização para os sinais de alerta, mitos e desinformação", diz Ahamad.
"Mas decidimos focar em questões como alcoolismo e dependência de drogas, estupro, incesto e gravidez na adolescência".
'Manicômio'
Porém, o sistema de saúde mental na Guiana é, segundo a OMS, "fragmentado, pobre em recursos e não está integrado à rede global de cuidados de saúde."

 Sistema de Saúde Pública não oferece apoio a suicidas potenciais (Foto: BBC Mundo)Sistema de Saúde Pública não oferece apoio a suicidas potenciais (Foto: BBC Mundo)
A Guiana possui apenas cinco psiquiatras e um hospital psiquiátrico, que está localizado em East Berbice-Corentyne, a região com a maior taxa de suicídio no país.
Fundado pelo governo britânico em 1867 inicialmente como um "hospício", o Hospital Psiquiátrico Nacional enfrenta escassez de recursos. O ministro de Saúde Pública, George Norton, que é médico, descreveu o estado do hospital como "vergonhoso" depois de visitá-lo no ano passado.
Há também uma pequena unidade psiquiátrica no Hospital Público de Georgetown, que não está em melhor situação.
Jovens vulneráveis
A dimensão da crise é significativa, principalmente entre os jovens.

Segundo o Ministério da Saúde Púbica, entre 2006 e 2008, o suicídio foi a principal causa de morte entre os guianenses com idade entre 15 e 24 anos.
"Acredito que uma das razões é que eles não têm com quem falar sobre seus problemas", diz à BBC Mundo, o serviço em espanhol da BBC, Daniel Ali, estudante de medicina que coordena oficinas de prevenção de suicídio em escolas junto a professores e alunos. O trabalho é desenvolvido em colaboração com a ONG Give Foundation Guyana.
"Eles têm muita dificuldade em confiar em alguém. Eles têm medo de que a primeira coisa que vão ouvir é 'por que você está tentando fazer isso consigo mesmo?'. Eles temem o estigma e a discriminação", afirma.
"O outro problema é a questão da confidencialidade. Eles se preocupam que suas vidas privadas se tornem público".
Imprensa
Com frequência, a imprensa da Guiana é acusada de ser excessivamente dramática e insensível em sua cobertura sobre o suicídio e outras doença mentais.

"Todos os dias a imprensa relata suicídios em detalhes e o que as vítimas fizeram antes de tirarem a própria vida", conta à BBC Mundo Jorge Balseiro, psiquiatra do Hospital Público de Georgetown.
Em novembro do ano passado, quando as autoridades descobriram corpos de um casal após um aparente pacto suicida, vários meios de comunicação publicaram fotos da cena, nas proximidades de uma praia.
Balseiro defende que o jornalismo mude a cobertura dos casos de suicídio (Foto: BBC Mundo)Balseiro defende que o jornalismo mude a cobertura dos casos de suicídio (Foto: BBC Mundo)
Balseiro diz esperar que a imprensa possa ajudar a prevenir suicídios promovendo um jornalismo mais responsável na Guiana, seguindo uma normativa recente da OPAS.
No entanto, mais do que um maior compromisso dos meios de comunicação, o governo espera concretizar dois planos: a Estratégia 2015-2020 de Saúde Mental e o Plano Nacional de Prevenção do Suicídio.
"A ideia é trazer a questão da saúde mental de dentro das instituições centrais para a comunidade e divulgar cuidados primários de saúde", diz à BBC Mundo Leslyn Holder, uma das coordenadoras do novo Departamento de Saúde Mental, criado há apenas um mês.
Os planos também incluem uma melhor formação de médicos e enfermeiros, e ter mais funcionários dedicados exclusivamente à questão da saúde mental e suicídio em um maior número de instituições.
"Estamos começando do zero", disse Holder, "o que não é necessariamente uma coisa ruim."
Dúvidas
No entanto, a tarefa não será fácil.

"Durante muito tempo, o nosso silêncio criou um ambiente no qual o governo anunciava planos grandiosos para enfrentar a crise de saúde mental na Guiana e nada saía do papel", diz em seu blog Anthony Autar, advogado especializado em direitos de pessoas que sofrem de transtornos mentais.
Uma das medidas práticas que têm sido tomadas é a criação de uma linha telefônica exclusiva para potenciais suicidas.
O serviço, que funciona 24 horas por dia, é gerido pela Polícia Nacional, que afirma ter tido uma "taxa de sucesso de 100%" em respostas e encaminhamentos a especialistas.
Leslyn Holder, da recém-criada Secretaria de Saúde Mental: 'Estamos começando do zero' (Foto: BBC Mundo)Leslyn Holder, da recém-criada Secretaria de Saúde Mental: 'Estamos começando do zero' (Foto: BBC Mundo)
Crime
O problema é que o suicídio ainda é "uma ofensa criminal na Guiana", assinala à BBC Mundo a sargento da polícia Sherry Mason.

"Mas entendemos que não podemos criminalizar a pessoa que tenta tirar a própria vida. Em contrapartida, precisamos estender-lhe a mão".
A atual miss Guiana, Lisa Punch, que em 2012 fundou a ONG Prevention (POTS, na sigla em inglês), voltada para adolescentes suicidas, fez campanha para aumentar o número de conselheiros nas escolas.
"O governo está enviando conselheiros para várias escolas, mas não o suficiente. (...) Seria melhor que cada escola tivesse um", defende ela. "Os jovens precisam de alguém em quem possam confiar, com quem possam conversar, alguém que diga que tudo está bem, que algumas crises podem ser parte do processo de envelhecimento, porque às vezes você acha que é a única pessoa que passa por algo do tipo."
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