Mostrando postagens com marcador curiosidades. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador curiosidades. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 28 de novembro de 2025

Sai da frente, Tóquio! Jacarta é a nova maior cidade do mundo

 


Por 

O mundo tem uma nova cidade mais populosa.

A capital da Indonésia, Jacarta, lidera um ranking cada vez mais dominado pela Ásia. Ela superou a capital de Bangladesh, Daca, e Tóquio, no Japão, para conquistar o título em um novo relatório das Nações Unidas.

Com uma população estimada em quase 42 milhões de habitantes, Jacarta subiu da 33ª posição no ranking anterior, em 2018, quando Tóquio ocupava o primeiro lugar.

Jacarta é seguida por Daca, com 36 milhões de habitantes, que, segundo o relatório, deverá se tornar "a maior cidade do mundo até meados do século".

O novo ranking reflete a rápida transformação que está ocorrendo em todo o mundo, com o surgimento de megacidades densamente povoadas.

Quase metade dos 8,2 bilhões de habitantes do planeta vive agora em cidades, de acordo com o relatório "Perspectivas da Urbanização Mundial 2025", o que representa uma duplicação da população urbana nos últimos 75 anos.

E nove das dez cidades mais populosas do mundo estão localizadas na Ásia.

A única exceção é a capital egípcia, Cairo, que ficou em sétimo lugar com uma população de 25 milhões de pessoas — mais que o dobro da população da cidade de Nova York.

As outras cidades que completam a lista das 10 maiores foram Nova Déli (30,2 milhões), Xangai (29,6 milhões), Guangzhou (27,6 milhões), Manila (24,7 milhões), Calcutá (22,5 milhões) e Seul (22,5 milhões).

“A urbanização é uma força determinante do nosso tempo. Quando gerida de forma inclusiva e estratégica, pode abrir caminhos transformadores para a ação climática, o crescimento económico e a equidade social”, afirmou Li Junhia, subsecretário-geral das Nações Unidas para os Assuntos Económicos e Sociais.

Em 1975, existiam apenas oito megacidades — definidas como aquelas com uma população de pelo menos 10 milhões de habitantes. Em 2025, esse número cresceu para 33, das quais 19 estão na Ásia. Los Angeles e Nova York são as únicas duas megacidades nos Estados Unidos, segundo o relatório.

“Para alcançar um desenvolvimento territorial equilibrado, os países devem adotar políticas nacionais integradas que alinhem habitação, uso da terra, mobilidade e serviços públicos em áreas urbanas e rurais”, disse Li.

Em 2050, poderá haver mais de 15.000 cidades no mundo, a maioria com populações inferiores a 250.000 habitantes.

As projeções da ONU mostraram que Daca provavelmente será a cidade mais populosa do mundo, com 52,1 milhões de habitantes em 2050, enquanto a população de Tóquio deverá diminuir em 2,7 milhões, refletindo o envelhecimento da população e a crise populacional do Japão.

Jacarta, propensa a terremotos e inundações, é superlotada, poluída e está afundando rapidamente.

Em agosto de 2019, o então presidente indonésio Joko Widodo afirmou que a capital do país seria transferida para Nusantara , localizada a 1.200 milhas de distância, em Bornéu, região que possui alguns dos mais altos níveis de biodiversidade do mundo.

A iniciativa, no entanto, enfrentou diversos contratempos, incluindo atrasos na construção, falta de investimento estrangeiro e problemas de gestão e de terrenos.


segunda-feira, 28 de junho de 2021

FORMAS DE CUMPRIMENTOS ENTRE POVOS - Evanildo Bechara



É assunto por demais palpitante o que se relaciona com as fórmulas e gestos de cumprimento e saudação entre vários povos que habitam este orbe terráqueo. Além de não fugir muito de nossa matéria, o que se vai ler oferecerá a alguns leitores uma série de curiosidades sobre o tema proposto.

Nem todos os aspectos das fórmulas e gestos serão aqui tratados; nem tampouco estas linhas pretendem ser a última palavra, nem têm sombra de ostentar o luxo de coisas inéditas.

 

É opinião corrente que as mais antigas maneiras de saudação seriam aquelas que consistiam em se lançar ao chão em sinal de inferioridade a quem cumprimentava. Assim procedem ainda hoje povos orientais e tribos selvagens.

Com o correr do tempo, foram substituídas pelo durativo ou momentâneo ajoelhar, pela curvatura demorada ou rápida do tronco e da cabeça, com as quais se indicava, simbolicamente, o intuito de submissão.

 

Este segundo gesto com rapidez é completamente estranho para nós outros brasileiros, e muito espalhado entre alemães e pela Europa. Tenho observado que entre nós, quando há intimidade, se costuma indicar o encontro com duas pessoas conhecidas fazendo-se uma ligeira suspensão das sobrancelhas, sinal talvez de agradável surpresa da presença do amigo. O costume de cumprimentar tirando o chapéu da cabeça parece ter-se originado do fato de, nestes atos de curvar a parte superior do corpo humano, a sua cobertura tender a cair. O indivíduo então se preparava, trazendo-a à mão. O gesto naturalmente agradou a todos pela sua simplicidade e comodidade, e veio a desbancar o seu concorrente na sociedade moderna, embora não se desprezando de todo o hábito primitivo que se especializou para as circunstâncias mais respeitosas. O descobrir a cabeça nestas situações parece ter-se tornado comum aí pelos séculos XVI ou XVII.

 

Quanto ao beijo, o assunto exige mais complexidade. Este gesto é assaz antigo como exteriorização de nosso afeto e carinho a um ente querido.

Só quando há mais familiaridade ou parentesco próximo é que se ajunta o beijo ao cumprimento. E em países onde as imagens de santos são veneradas com ósculo, o beijo passou a ser sinal de respeito. Este respeito nasceria também do amor puro.

 

Neste particular, é bom que se note que os gregos refletem em seu vocabulário a íntima relação entre amar e beijar. Da mesma maneira procedem os países eslavos. J.J. Nunes, citando R. Kleinpaul (Volkspsychologie, 36), nos lembra de que o sérvio “Ijubiti” significa ambas as coisas, e “Rukulibám” ou “beijo-lhe as mãos” é uma delicadeza e todos os dias se ouve aos tchecos. E mais. Quem não se recordará, neste instante, do fecho de respeito das cartas em espanhol?: “q.s.m.b”, iniciais que querem dizer: “que su mano besa”?

 

Permita-me o leitor abrir aqui um parêntese: os romanos tinham três denominações para o ato de beijar: osculum, basium e savium. Pretendeu-se afirmar que os escritores davam sentido particular a cada um destes vocábulos. Segundo alguns estudiosos, osculum demonstrava amizade, basium significava amor, savium expressava prazer.

 

Tal não revela, entretanto, a prática dos literatos latinos. Catulo, dirigindo-se à sua Lésbia, usa de basium onde deveríamos esperar, conforme o pretendido axioma, savium:

“Da mihi basia mille, deinde centum.

Dein mille altera, deinde secunda centum,

Deinde usque altera mille, deinde centum,

Dein, cum milia multa fecerimus,

Conturbabimus illa, ne sciamus,

Aut nequis malus individere posit,

Cum tantum sciet esse basiorum.”

(1,v)

E assim estes versos foram traduzidos pelo nosso correto Francisco Otaviano:

“Dá-me um beijo, portanto, e cem, e centos, 

E estes centos repete mais cem vezes;

E quando for mui longa, perturbemos

Essa conta dos beijos... Pode a inveja,

Se os somar todos, nos lançar maus olhos!...”

O beijo, como sinal de amor e afeição, não é somente dado nos lábios. Se esta é a forma habitual, não implica isto que seja a única. Varia também entre as comunidades o número de beijo na face, de um, dois (entre nós) a quatro, como fazem, por exemplo, os holandeses.

E fechemos sem mais demora o parêntese.

Os gregos, ao verem chegar um amigo, ou quando o encontravam, ou ainda quando dele se despediam, exclamavam “Kaire” (Alegra-te!). Os romanos, ao aproximar-se, diziam “Ave” (Seja saudado!); quando se retiravam “vale” (Fique com saudade!).

Os israelitas, aos conhecidos mais íntimos, beijam-se uns aos outros na mão, na cabeça e ombro. A sua habitual forma de saudação é “Cholem Alechem” (pronuncie-se Xalém Aléque, que significa Paz convosco!).

 

Lancemos nossas vistas para a culta Alemanha. Em algumas terras, daí, faz parte das boas maneiras beijar a mão às senhoras.

 

A diferença de seita religiosa implica quase sempre diferença nas fórmulas de saudação. Assim, enquanto a Alemanha protestante usa de “Guten Morgen! Ihr Diener!” (ao pé da letra: Bom dia! Seu criado!), por sua vez, a Alemanha católica serve-se de “Gelobt sei Jesus Christus!”, expressão recomendada pelo papa Benedito XIII, por volta do ano de 1728, além de outras variações regionais. A tais cumprimentos se respondia com “In Ewigeit, amem!” (literalmente: Em eternidade, Amém).

 

Na sociedade moderna, a forma de despedida difere da primeira saudação, e o mais idoso diz: “Gott befohlen! (Encomendado a Deus), “adieu”. E muitas vezes, a própria pessoa que se despede: “Empfehle mich!”(o que em bom português clássico significaria “Encomendo-me”, e na linguagem moderna, “Recomendo-me”).

 

Homens que dedicam mutuamente grande amizade se saúdam com o beijo, por quase todas as terras da Europa. Na despedida, alguns povos usam beijo na boca.

Na Inglaterra, porém, o beijo só era permitido com os parentes mais chegados.

 

Quanto ao beija-mão, na Itália só era dado fazê-lo aos amigos muito íntimos; na Rússia, por sua vez, as damas respondiam ao beija-mão de um cavalheiro com um beijo na testa.

 

O inglês saúda a alguém com o já conhecido “How do you do?”, “Good-Bye!” (redução que a linguagem coloquial fez da expressão “God be with ye”, antiga fórmula de despedida. Frequente em Shakespeare era “God buy you”. Abreviadamente, temos também “God buy”, ainda “b’w’y”), “Farewell”.

 

Semelhantemente, o holandês “Vaar well!”, o sueco “Farval!”, os franceses “Bonjour! Au plaisir!” (de vous revoir), os espanhóis “Buenos días! Adios! Hasta la vista!”, os italianos “Buon Giorno! Addio! A riverderci”. Em Portugal adeus (= a Deus) é a saudação tanto para o encontro como para a despedida; no Brasil, principalmente na cidade, só se usa para a despedida. Outra forma de despedida é o tchau, este mais moderno. O tchau, tão difundido entre nós brasileiros, na despedida, chegou-nos por influxo do italiano ciao, forma reduzida de schiavo, “escravo”, correlata a formas de cumprimento do tipo de seu servo.

 

Os turcos entrecruzaram os braços, batendo-os contra o peito, e curvam a cabeça. O árabe vulgar diz “Aleikum essalem” (Paz convosco). Os indus, em Bengala, tocavam a testa com a mão direita e curvavam a cabeça para a frente. Quando desejavam juntar ao ato uma demonstração de profunda reverência, colocavam primeiro a mão direita no peito, depois tocavam com ela o chão e, por fim, a testa, e, ao mesmo tempo, chamavam a si escravo submisso da pessoa a quem saudavam.

 

Em Ceilão, os súditos atiravam-se ao chão diante do superior que passava, e murmuravam, continuamente, o nome e título do superior.

Em geral, a maior parte das maneiras de saudação, no Oriente, e principalmente na Magnólia, tinha um cunho de pensar de escravo, modernamente, é claro que a influência do contato com outros povos tenha feito significativa mudança em tais maneiras.

 

Na China, quando duas pessoas a cavalo se encontravam, o inferior descia do animal e deixava passar o superior. No Japão, o inferior tinha de tirar a sandália diante do superior, enfiar a mão direita na manga da esquerda e descer vagarosamente os braços até o joelho e caminhar compassadamente diante do outro com gestos terríveis, exclamando “Auk! Auk!” (Não me faça mal!).

 

Entre os africanos civilizados, os abissínios caíam de joelho e beijavam a terra; os mandingas, ao saudarem uma mulher, pegavam-lhe a mão chegavam-na até o nariz e cheiravam-na duas vezes...

 

Os egípcios estendiam a mão, colocavam-na sobre o peito e curvavam a cabeça.

 

Entre os povos menos civilizados do mundo antigo, por exemplo, os camulcas, anamitas, em Nova Guiné, Taiti, ilhas Sandwich, da Sociedade e dos Amigos, era muito  espalhado o mútuo e insistente cheirar e juntar os narizes, esfregando-os um de encontro ao outro ou ainda com os lábios, e um forte ato de respiração.

Nas ilhas dos Navegadores, isto se dava com pessoas de igual condição. O inferior esfregava o próprio nariz e cheirava então a mão do outro. Semelhantemente procediam os habitantes das ilhas Sunís e Fidji.

 

E para terminar, a mais curiosa saudação que conheço: os tibetanos deitavam a língua para fora e faziam caretas arreganhando os dentes, e coçavam as orelhas.

Neste momento em que enfrentamos uma pandemia e precisamos evitar sair de casa pela saúde de todos, deixamos temporariamente de lado os cumprimentos calorosos próprios do nosso povo. O brasileiro, sempre muito criativo, já criou outros tantos cumprimentos à distância para evitar contato físico, mas sem deixar de transmitir o carinho que sente pelo próximo. E mantermos o isolamento necessário neste momento só deixa clara nossa solidariedade e a preocupação com o coletivo, para que em breve possamos voltar a nos encontrar pessoalmente e nos cumprimentar efusivamente da forma como estamos acostumados.

 

Texto publicado no jornal Mundo Português e na revista Na ponta da Língua, originalmente em duas partes: 16/8/1991 e 23/8/1991.]


Via https://www.ediouro.com.br/blog/cumprimentos-entre-povos



terça-feira, 28 de julho de 2020

MISSIOLÉXICO - Criando palavras e expressões para (melhor) pensar a Missão



Ampliar e/ou melhorar a capacidade de uma língua de dizer algo é ampliar a própria capacidade intelectiva de seus usuários; novos conceitos e configurações técnicas, científicas e sócio-organizacionais (traduzindo: novas coisas, processos e fenômenos) demandam termos apropriados para sua eficaz sedimentação no universo reflexivo seja de um idioma, seja de uma disciplina em particular, ao enriquecer seu arcabouço epistemológico.

Em língua portuguesa, possuímos métodos diversos para a criação de palavras, métodos sabatinados nos ensinos Fundamental e Médio, como o leitor há de recordar: os métodos capitais da derivação e da composição, mas ainda as onomatopeias, as reduções e os métodos que foram mais explorados neste nosso exercício criativo: os hibridismos (a união de elementos de idiomas diferentes – em nosso idioma, geralmente do grego e do latim) e os neologismos, que são palavras criadas para suprir uma necessidade comunicacional em contextos específicos.

Um aviso aos navegantes: O texto aqui apresentado, claro está, é chancelado pela ludicidade e em muito também pela informalidade: o purista, antes que se ofenda, poderá considerá-lo apenas uma “brincadeira” ou no máximo um exercício despretensioso de reflexão.
É provável que muitos desses termos jamais tenham sido “usados”. Quanto à necessidade de engendrá-los, alguns me pareceram interessantes; outros, verdadeiramente úteis; outros ainda constam apenas como exercício de reflexão, como já dito. Vamos lá?

Apomissional: Apo, designativo de grande, superior (apo, apóstolo, apocalipse, apologia). Grande ideia ou ação em termos de alcance e relevância missionárias. Exemplo de ato apomissional: Distribuição de um milhão de Bíblias pela Portas Abertas na China (Projeto Pérola); impacto geral da Conferência de Lausanne. Exemplo de conceito apomissional: o conceito de Janela 10/40, proposto por Luis Bush.

Cadeia missiotrófica: Trofé, comida, alimentação. Uma apropriação do termo ecológico cadeia trófica: “Cadeia alimentar” ou pirâmide sistêmica que representa a forma de sustentação da ação missionária considerada em relação a determinado indivíduo, organização, lugar, tempo, cultura. Um exemplo da cadeia missiotrófica tipicamente brasileira: Missionário é treinado com financiamento dividido entre recursos próprios, de sua igreja local, de uma agência missionária que mantém a instituição de treinamento; enviado para o campo, sobrevive em geral de ofertas de parentes e de sua igreja local. Pode ainda contar com ofertantes perenes ou esporádicos, de outras igrejas, cooptados através de visitas a estas igrejas e indivíduos, da divulgação em redes sociais etc. Ilustrativamente, comparar com a cadeia missiotrófica dos Irmãos Morávios: Indivíduo partia em missão munido de poucos recursos, e em geral jamais recebia ajuda posterior de seus enviadores.
A expressão poderia ainda referir o estudo da estrutura de sustentação e propagação do evangelho em culturas “exóticas” em relação aos nossos padrões ocidentais.

Cristão conectivo (igreja conectiva, missão conectiva): Pessoa ou instituição que, em prol do objetivo maior cristão que é levar o conhecimento de Cristo a todos os viventes, trabalha em profunda sintonia e liberalismo com outros cristãos e organizações, muitas vezes de inclinação denominacional e/ou teológica diferente da sua. Não se trata simplesmente do ecumênico, tanto no bom quanto no mau sentido que este termo carrega; é uma superação prática deste estágio, rumo a uma operacionalidade eclesial focada na ou demandada pela urgência missionária.

Cristobstar: Interpor, ser, promover obstáculos à propagação do conhecimento de Cristo (evangelização). Ex.: O governo saudita cristobstou nossos esforços. O governo chinês é o maior cristobstáculo asiático. Uma variação do conceito seria cristobstruir. Ex.: O direcionamento dos recursos da igreja para a aquisição da guitarra Fender é uma verdadeira cristobstrução.

Eklesioeirinilatria: Este termo quase cacofônico dá conta de um fenômeno que corporifica uma terrível contradição: ekklesia é o termo que em grego refere a “chamados para fora”; eirini é paz; latria é adoração. Assim, o termo refere o conjunto de “chamados para fora” que ama, adora estar “dentro”: na segurança da vida comunal da igreja, entre iguais, ou seja, em paz – ao contrário de lançar-se ao encontro do outro e à oposição que todo fiel de Cristo encontrará em sua interface com o mundo caído; patologia da pessoa ou instituição que se recusa a evangelizar e empenhar-se nos muitos processos que a ela conduzem. Horror ou desprezo pelo mundo que faz calar o amor do qual o Cordeiro o fez digno; medo cristão do mundo que supera a coragem que, como já mortos (e, logo, impossíveis de matar) temos ou deveríamos ter em Cristo. Adoração ou dependência viciosa da “paz das quatro paredes”.

Endoekklesia / endoeclesia: Endo, dentro. Igreja voltada para dentro; contradição em termos. Endoeclesismo: Relacionada ao termo anterior.

Etnópolis, etnópole: Etno, raça, etnia; pólis, cidade. Cidade polarizadora dentro de uma cultura, país ou região (regional, nacional, continental, mundial) que reúne, dentre todas de seu conjunto, a maior confluência de povos (etnias) diferentes. Ex.: Nova Iorque é a maior etnópole do mundo. São Paulo, por sua vez, reúne a maior variedade de povos diferentes dentro do Brasil. Você saberia identificar a etnópole de seu estado? Nem sempre é a capital. Remete indiretamente à estratégia paulina de plantar igrejas em grandes centros do helenismo, para com isso facilitar a propagação do evangelho.

Exomissiologia: Exo, fora. Acredite, há quem creia que existam formas de vida, e inteligentes, habitando em outros planetas. A Bíblia não nega, mas também não afirma e mesmo não fala nada sobre isso (embora há quem utilize o texto de João 10.16 para considerar tal possibilidade). Agora, imagine a questão. Seres inteligentes, em suposição igualmente caídos, personagens de culturas e processos outros que não os que nós vivenciamos, e eles também necessitados de re-ligação com o Criador, através da ponte Jesus Cristo. Que corpo fantástico de conhecimentos seriam necessários para que pudéssemos levar o evangelho a tais seres? Esta é a função da exomissiologia. Mas ei, este termo não é meu, já existe e há até uma tese de mestrado sobre o tema (HOFFMANN, 2004). Fascinante, não?
Mas, agora deixe-me ir além. E se não formos nós os emissários (transmissores), mas sim os receptores tanto de um contato com alguma outra civilização planetária, quanto com uma nova (ou nova faceta da) revelação (não confundir com um novo evangelho, que é anátema) que eles nos tragam acerca da obra de Cristo? Como lidar com esse aporte? Como debater, negar, avaliar, contextualizar? Uma ciência ou disciplina à parte se faria necessária, um novo braço ou ramo da (exo)missiologia, portadora de um novo nome exatamente para diferenciar epistemologicamente os estudos: uma xenoteologia e, porque não, uma xenomissiologia. Pois em grego xeno significa estrangeiro, mas também, convidado; logo, alguém que vem a nós.

Keryssofobia: Kerisso, proclamar, anunciar, tornar conhecido, e fobia, medo. Medo do chamado. Após a percepção, por parte do indivíduo (percepção que por vezes dá-se até mesmo por métodos sobrenaturais), de que Deus o está chamado para a ação missionária, um misto de terror e desespero toma conta do mesmo, que não se imagina nem capaz de cumprir o chamado, nem desejoso de abandonar seu modo de vida atual. Aquele que já viu essa rejeição fóbica atuando num indivíduo em seus níveis extremos, percebe que ela pode aparentar ou assemelhar-se mesmo a uma patologia psicológica.

Keryssotomia: Kerisso, proclamar, anunciar, tornar conhecido, e tomia, cortar. Corte, interrupção ou impedimento na obra de proclamação do evangelho. Quebra da (cadeia de) proclamação.

Mazetnia: Mazi, junto; etnia, povo. Estar junto a uma etnia; etnia de adoção. Emprega-se para aquela pessoa que recebeu/percebeu um chamado especial para (trabalhar com, interceder, amar) determinado povo (etnos). Ex.: “Os ianomâmis são minha mazetnia”.

Missioastenia: Astenia, perda ou diminuição da força física. Debilidade (após eventual período de sucesso ou regularidade) de um indivíduo, uma organização, uma cultura ou mesmo toda uma era no seu desempenho missionário.

Missiocultura: Cultura, clima, atmosfera, comovisão (de pessoa ou grupo) centrada na Missio Dei. Ex.: “Aquela igreja vive em missiocultura”.

Missiofagia: Fagia, comer. Ação de (re)direcionar para outros propósitos (ou quase que literalmente alimentar-se d)os recursos (financeiros, humanos e espirituais) que Deus providenciou para serem investidos em MISSÕES. Ex.: “Aquele pastor é um missiófago”.

Missiolaetaria: Uma espécie de alegria, de contentamento no Espírito, ocasionada exclusivamente pelo cumprimento da missão; aquela conhecida e simples satisfação de “missão cumprida”, acessível a qualquer ser humano, mas aqui potencializada no indivíduo cristão pelo Espírito Santo; é uma alegria sobrenatural, e traz consigo temor e tremor; uma paz associada a um aumento da certeza, de fazer parte dos processos maiores e globais (universais) de Deus, mesmo em ação no mínimo, no local. Uma alegria eu diria quase sabática, pelo descanso equalizador que ela acarreta; um contrito, pequeno, “civilizado” êxtase.

Singularidade Tav: Tav, Taf, última letra do alfabeto hebraico. Em filosofia, em física e em outras áreas, alguns eventos-mestres são chamados de ‘singularidade’. Por exemplo, temos a hipótese da ‘Singularidade tecnológica’: o momento em que a inteligência artificial (IA), atingindo estado superior, autoreplicável, autoaperfeiçoável, ultrapassará o que é humano, nos tornando não apenas obsoletos, mas eventualmente dispensáveis (futuro discutido em filmes como Exterminador do Futuro e Matrix).
Agora me diga: você já imaginou o que pode acontecer no momento exato em que o último povo da Terra (não pela nossa incerta contagem humana, mas pela de Deus) for alcançado? Aquele momento exato e quase mágico em que a Grande Comissão, aos olhos de Cristo o Comissionador, for finalmente concluída? Tal evento merece com certeza o epíteto de singularidade. Como nomear tal singularidade? Me pareceu por bem utilizar a última letra do alfabeto hebraico. Você poderia propor, “por que não uma Singularidade Ômega, já que Ele o Cristo é o Alfa e o Ômega?”. A razão é que tal terminologia já existe em ciência (SCHMIDHUBER, 2006, baseado em CHARDIN, 1969), designando outro fenômeno.

Xenomissiologia – Ver Exomissiologia.


Referências:

CHARDIN, Teilhard. The Future of Man. New York: Perennial, 1969.
HOFFMANN, Thomas. Exomissiology: The Launching of Exotheology. Disponível em: https://www.researchgate.net/publication/229646070_Exomissiology_The_Launching_of_Exotheology
SCHMIDHUBER, Juergen. Website do autor: http://people.idsia.ch/~juergen/


SE PREFERIR, BAIXE ESTE CONTEÚDO NA FORMA DE UM PEQUENINO E-BOOK EM PDF, CLICANDO AQUI.


Sammis Reachers - Licenciado em Geografia, com pós graduações em Metodologia do Ensino e Gestão Escolar, é professor, escritor, promotor missionário e editor de recursos vários para servir aos esforços de conscientização e de mobilização missionárias.


Você é livre para reproduzir este material e seu conteúdo, no todo ou em partes, desde que citando autor e fonte.

sexta-feira, 20 de março de 2020

Cheondoísmo: Você conhece essa religião coreana?

Símbolo do chendoísmo
O Cheondoísmo, também conhecido como Chondoísmo é uma doutrina e movimento de ordem religiosa de origem coreana que começou a ganhar força no século XX, que é baseado em outro movimento coreano que teve grande importância no século XIX. Esse movimento anterior ao Cheondoísmo teve origem nas rebeliões de camponeses que aconteceram no território da Coreia (O rompimento na Coreia só ocorreu no século XX, no qual originou a Coreia do Norte e Coreia do Sul) em 1812, enquanto a Dinastia Joseon vigorava nas terras coreanas. Dentre outro fatores, absorveu elementos budistas e xamanistas.
Apesar de estarem presentes em ambas as Coreias, a religião Cheondonísta tem maior incidência na Coreia do Norte, onde os preceitos religiosos da doutrina dizem que Deus está presente em cada uma das pessoas, e que as boas atitudes devem estar sempre presentes em suas ações cotidianas. Como dizem que Deus se encontra em cada um, os praticantes dessa religião dizem que a vida deve ser vivida de forma intensa no presente, já que não acreditam em uma possível vida após a morte, como pregam muitas doutrinas religiosas, como o Cristianismo.
O movimento religioso é apontado, segundo o regime da Coreia do Norte, como a principal religião do território, com cerca de 10% da população envolvida com a religião. No entanto, o Cheondoísmo chegou com força, também, na Coreia do Sul, no qual o país registra, ano após ano, um crescimento significativo de seguidores da doutrina Cheondoísta.
No ano de 2005, foi feito um censo que determinou que, na Coreia do Sul, mais de 1.131.00 pessoas eram adeptas do movimento religioso, contabilizando, também, mais de 280 templos religiosos da seita por todo o território.
Em suma, o Cheondísmo determina que o Céu – que, na verdade, representa todo o Universo- é o limite para todas as ações e realizações mundanas. Por conta disso, a vida, segundo eles, é somente essa, descartando uma possível vida pós-terrena. Diz ainda que o Céu atua como “um instrutor” na vida cotidiana dos fieis, no qual o Deus é encontrado em cada um, e não um somente na qual todos devotam. Cabe a cada um, buscar o Deus interior e, por fim, agir como um, como, por exemplo, em boas ações e projetos que não prejudiquem o próximo.
Por essa noção de não existir uma vida após a morte no paraíso, a crença da religião determina que o “Paraíso” deva ser feito na Terra, com atitudes que façam prosperar a cooperação, a humildade, a compaixão, o amor e, principalmente, a paz entre as pessoas.


quinta-feira, 20 de fevereiro de 2020

Alemanha, Deutschland, Germany: Por que um mesmo país tem nomes diferentes? Conheça os exônimos


Um exônimo (português brasileiro) ou exónimo (português europeu) (do grego ἔξω (éxō) 'externo' + ὄνυμα (ónyma) 'nome') é um nome pelo qual um nome próprio é conhecido em outra língua que não aquela(s) falada(s) nativamente. Em outras palavras, exônimos são nomes estrangeiros para nomes próprios, especialmente para topônimos, ou seja, nomes de lugares ou feições geográficas. Por exemplo, os nomes Londres, Moscou/Moscovo e Pequim são exônimos em português respectivamente para as cidades de London, Москва (Moskva) e 北京 (Běijīng), cujos originais estão em inglês, russo e chinês. Ainda mais especificamente, Москва pode ter as formas exonímicas Moscou em português brasileiro e Moscovo em português europeu.
O oposto de exônimo é o endônimo, ou nome nativo (ou "autóctone").[1]
Há basicamente os seguintes tipos (ou subcategorias) de exônimos:
  • os exotopônimos - traduções e adaptações de nomes de lugares
  • os exantropônimos - traduções e adaptações de nomes de pessoas
  • os (exo)etnônimos - traduções e adaptações de nomes de povos e nacionalidades
  • os heteroglotônimos - traduções e adaptações de nomes de idiomas e dialetos

Exônimos: História e tendências

Exônimos eram a forma principal pela qual os nomes de países, cidades e regiões eram conhecidos pelos outros povos até o século XX. As pessoas se acostumavam a ouvir nomes de lugares distantes e adaptá-los para facilitar a pronúncia em suas próprias línguas. Assim, os exônimos seguem a lógica da língua do observador. Na maioria dos casos, os exônimos foram simples adaptações fonéticas e ortográficas, seguindo padrões de nomenclatura que "faziam mais sentido" em cada língua. Por exemplo, a cidade italiana Firenze é chamada de Florença em português, Florence em inglês e Florencia em espanhol, cada forma coerente com a lógica de seu idioma. Ocorre o mesmo com o nome "Jerusalém", forma adaptada para o português a partir do original hebraico/aramaico Yeroushalaim. Neste caso, diz-se que são exônimos cognatos.
Em outros casos, porém, exônimos são não-cognatos – ou seja, são criações inteiramente novas e diferentes do idioma nativo do local batizado, como o nome Albânia para o país que em albanês é chamado de Shqipëria ("terra das águias"). Inclusive, um mesmo lugar pode ter versões não-cognatas (ou seja, que derivam de raízes etimológicas diferentes) até em línguas próximas. Por exemplo: os nomes Alemanha (português), Alemania (espanhol), Yr Almaen (galês), Almanya (turco) e Allemagne (francês) são aparentados, enquanto Germany (inglês), Guermaniya (russo, búlgaro) e Germania (italiano) pertencem a outro grupo, que por sua vez contrasta com Nemačka (sérvio), Nemecko (eslovaco) e Németország (húngaro) e ainda Tyskland (dinamarquês, sueco) e Duitsland (neerlandês), estes cognatos do endônimo alemão Deutschland. Embora pertencentes a quatro grupos inteiramente distintos, são todos exônimos para designar o mesmo país.
A aparição de exônimos era tanto maior quanto mais variado fosse o número de povos entrando em contato e trocando informações, em particular desde a Antiguidade. Já locais de colonização mais recente (principalmente ocidental) receberam nomes oficializados e padronizados em documentações institucionais e divulgadas mundialmente sob os auspícios dos Estados e dos poderes constituídos. Por esse motivo, cidades na Europa, na Ásia e no norte da África tendem a ter mais exônimos que as aglomerações urbanas das Américas, do sul da África e da Oceania.
Antes da Idade Contemporânea, a criação de exônimos era incentivada pela falta da escrita (populações majoritariamente analfabetas), pela comunicação oral que muitas vezes mal-interpretava a pronúncia nativa, pela referência a mapas antigos e pouco precisos e pelo contato internacional mediado por relativamente poucos (em comparação com a sociedade inteira) mercadores, diplomatas e cartógrafos. O desenvolvimento das tecnologias de comunicação nas últimas décadas criou uma situação sem precedentes em que os cidadãos comuns de vários países se comunicam em larga escala uns com os outros. Isto tem facilitado o aprendizado de endônimos por populações às vezes muito distantes geográfica e culturalmente.
A disseminação da internet também permitiu o acesso direto a fontes originais, com as formas autóctones de grafia e pronúncia dos nomes próprios. A mídia, principalmente, tem tido um papel de destaque na solapação de exônimos, ao disseminar nomes "nativos" em lugar de formas preexistentes na língua corrente. Vários jornalistas e personalidades de mídia — por ignorância, pressa ou desleixo —, utilizam nomes estrangeiros em vez de formas consagradas (inclusive na língua portuguesa) ao longo de séculos por cartógrafos, historiadores, geógrafos e diplomatas, e registradas em atlas, enciclopédias e livros especializados. O uso de exônimos, portanto, é um problema negligenciado pelo jornalismo internacional.
Atualmente, alguns críticos consideram o uso de exônimos como forma de etnocentrismo e defendem que cada local seja conhecido por seu próprio nome autóctone, inclusive ignorando formas plenamente usadas em outros idiomas. Há, no entanto, diferentes níveis nesta posição, das mais radicais (que propõem usar Deutschland para Alemanha, por exemplo) às mais moderadas (que defendem "exceções consagradas", ainda que o critério de consagração seja vagamente definido).
Em contraposição, outros críticos aduzem que a recomendação da ONU de utilizar formas originais (ver abaixo) é uma mera declaração de intenções sem consequências práticas, pois a adaptação de nomes é um fenômeno perfeitamente normal em quase todas as línguas e que não pode ser suprimido por decreto. Lexicógrafos, inclusive as academias de letras, costumam se opor a esta nova tendência de ignorar as adaptações (que deve ser adotada em círculos profissionais, como bibliotecários e arquivistas, ou políticos) e continuam considerando obrigatório o uso dos exônimos, tanto tradicionais quanto recém-criados, pelo menos nos âmbitos não-oficiais. O lexicógrafo galego José Martínez de Sousa justifica este critério da seguinte forma:
"Em escritos não-profissionais, na literatura e no jornalismo, os exônimos são de uso obrigatório, já que as formas originais são desconhecidas e carecem de enraizamento com a cultura popular e a fonética de cada língua. Caso contrário, teria que ser utilizada, como de fato fazem os profissionais mencionados (bibliotecários e arquivistas) uma série de sinais fonéticos ou combinações de letras (especialmente nas transcrições) que o grosso do público desconhece e só servem para desorientar."[2]

Exônimos em português


 A língua portuguesa teve uma rápida expansão no número de exônimos a partir das Grandes Navegações, quando os mercadores e colonizadores registravam os topônimos das "novas terras" adaptados à pronúncia e ortografia portuguesas. Vários exônimos europeus para cidades e países da Ásia, como Formosa e Japão, derivam dos nomes que os portugueses davam a estes locais (neste caso, Cipango; o original é Nihon). O português europeu e africano é de certa forma mais conservador que a variante brasileira e, por isso, utiliza exônimos mais extensivamente. Vários nomes para cidades europeias — como Estugarda e Utreque — são comuns em Portugal e nos PALOP mas caíram em desuso no Brasil.
Os portugueses também criaram novos nomes para as áreas que colonizaram na América, na África e na Ásia (Índia, China e Indonésia). Do ponto de vista histórico, o nome Brasil era originalmente um exônimo, já que povos do tronco tupi chamavam o território de Pindorama. Ao longo do tempo, com a colonização e a criação de uma população nativa que falava português (principalmente de meados do século XVIII em diante), o nome se consolidou como endônimo. O mesmo pode-se dizer do nome Rio de Janeiro para o lugar que os índios chamavam de Guanabara, se for considerada a formação geográfica já existente (o que não existiam era a cidade e o ente político-administrativo).
Os exônimos em português costumam seguir algumas normas e particularidades:
  1. Acentuação gráfica sempre que necessária.
  2. Utilização da ortografia corrente, com os acentos, diacríticos e dígrafos presentes no alfabeto português, mas sem as letras e sinais não portugueses, como K, W, Y, Ñ, PH e SH.
  3. Tradução de prefixos ou termos de situação relativa (Alto, Baixo, Novo, Velho, Grande, Pequeno, Maior, Menor): Antilhas Menores; New York → Nova York ou Nova Iorque; New Orleans → Nova Orleães; Niedersachsen → Baixa Saxônia; Great Britain → Grã-Bretanha; Prednistrovie → Transnístria
    1. Acréscimo (por sufixação) de vogais e acentuações em terminações indicativas de cidade, região ou país: Seeland → Zelândia; Ijsland → Islândia; mas Cf. Éire/Ireland → Irlanda; Nederland → Neerlândia; Annapolis → Anápolis; Minneapolis → Mineápolis; Edinburgh → Edimburgo; Strasbourg → Estrasburgo; Hamburg → Hamburgo; Beograd → Belgrado; Leningrad → Leningrado; Titograd → Titogrado; Poland → Polónia
  4. Eliminação de artigos (em contraste com árabe, espanhol, italiano e outras línguas): Al-Kuwait → Kuwait; La Habana → Havana; A Coruña → Corunha (OBS.: casos como El Salvador, Los Angeles, Las Palmas não são exônimos, mas endônimos, o nome original)
  5. Acréscimo de vogais para evitar consoantes "mudas": Iraq → Iraque; Al-Beyrut → Beirute; Bangkok → Banguecoque, New York → Nova Iorque (ver acima)
  6. Substituição das terminações -an e -am por -ã ou -ão: Pakistan → Paquistão; Iran → Irã ou Irão; Amsterdam → Amsterdã ou Amsterdão
  7. Substituição das terminações -in e -en por -im ou -ém: Berlin → Berlim; Benin → Benim; Dublin → Dublim; Yemen → Iêmen
A esse respeito, o Formulário Ortográfico da Língua Portuguesa de 1943 (em vigor oficial no Brasil) prescreve que:
"39. Os nomes próprios personativos, locativos e de qualquer natureza, sendo portugueses ou aportuguesados, serão sujeitos às mesmas regras estabelecidas para os nomes comuns. (…) 41. Os topônimos de origem estrangeira devem ser usados com as formas vernáculas de uso vulgar; e quando não têm formas vernáculas, transcrevem-se consoante as normas estatuídas pela Conferência de Geografia de 1926 que não contrariarem os princípios estabelecidos nestas Instruções".[3]
LEIA MAIS SOBRE O TEMA:  https://pt.wikipedia.org/wiki/Ex%C3%B4nimo

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...