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terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

7 cidades sagradas para as maiores religiões do mundo

Por Luíza Antunes
Bilhões de pessoas no mundo têm crenças baseadas em uma religião. A fé de cada pessoa pode ter um deus único, vários deuses ou até deus nenhum. Como a história das religiões está profundamente ligada à história da humanidade, listamos 7 cidades consideradas sagradas por algumas das maiores religiões do mundo.

7. Amritsar, Índia – Sikhismo
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Talvez você nunca tenho ouvido falar dos Sikhs, mas saiba que o sikhismo é a sexta maior religião do mundo, com mais de 20 milhões de adeptos – cerca de 1,9% da população indiana, onde a fé dos sikhs se concentra. Amritsar é uma cidade no Norte da Índia, onde fica o Harmandir Sahib, ou o Golden Temple dos Sikhs. Tanto a cidade quanto o templo foram fundadas por gurus Sikhs no século 16. O Harmandir Sahib é uma construção grandiosa e atrai mais visitantes por dia que o Taj Mahal. O templo permite que qualquer pessoa, de qualquer idade, religião, sexo ou cor possa entrar e se purificar. Na cidade, não é permitido fumar ou consumir bebidas alcoólicas.

6. Hebron, Palestina e Israel – Judaísmo e Islamismo
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Hebron é uma das quatro cidades sagradas tanto para judeus quanto para muçulmanos. A cidade foi ocupada por Israel em 1967, mas acordos feitos em 1995 e 1997 garantiram que ela fosse dividida com a Palestina. É em Hebron que ficam os túmulos de figuras bíblicas que são considerados patriarcas e matriarcas do judaísmo, Abraão e Sarah, Isaac e Rebecca, Jacob e Leah. Para os muçulmanos, acredita-se que o Profeta Maomé esteve ali, no caminho entre Meca e Jerusalém. Além disso, Abraão também é considerado uma figura importante para o islã.

5. Bodhgaya, Índia – Budismo
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Também na Índia, fica Bodhgaya, uma das cidade sagradas para o Budismo, a quinta maior religião do mundo, com aproximadamente 376 milhões de adeptos. Foi ali, no nordeste da Índia, que Siddhartha Guatama passou 49 dias meditando embaixo da Árvore de Bodhi, atingiu o nirvana e se tornou Buda. Hoje em dia, em frente à árvore de Bodhi (que já teve que ser replantada 3 vezes) fica o templo Mahabodhi, considerado o mais sagrado dos templos budistas.

4. Varanasi, Índia – Hinduísmo
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Não é à toa que a Índia é considerado um país muito espiritualizado. Além das cidades já citadas, o Hinduísmo, terceira maior religião do mundo, com mais de 900 milhões de seguidores, foi fundado lá. No total, são sete as cidades sagradas para o Hinduísmo, mas a mais importante de todas elas é Varanasi, que também é considerada sagrada para os Budistas e Jainistas. Os hindus acreditam que a cidade foi fundada pelo deus Shiva. Eles vão ali para se purificar nas águas do Rio Ganges. Também acredita-se que quem morre em Varanasi consegue libertar sua alma.

3. Meca, Arábia Saudita – Islamismo
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A cidade mais sagrada para o mundo Islâmico, fé que reúne cerca de 1,6 bilhões de fieis, é Meca, na Arábia Saudita. Foi nessa cidade que o Profeta Maomé nasceu e em geral, os islâmicos oram voltados para essa direção. Ali, fica a maior mesquita do mundo, al-Masjid al-Haram. Todo muçulmano deve ir pelo menos uma vez na vida a Meca, uma tradição chamada Hajj. Nenhuma pessoa que não siga a religião islâmica pode entrar na cidade.

2. Cidade do Vaticano – Catolicismo
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O catolicismo reúne cerca de 1,2 bilhões de seguidores ao redor do mundo. É na cidade do Vaticano, um enclave no meio de Roma, que mora o Papa, principal líder religioso dos católicos, considerado o Vigário de Cristo. O primeiro papa foi São Pedro, para quem Jesus entregou as chaves do reino dos céus. É na cidade do Vaticano que foi construída a Basílica de São Pedro, e onde alegam estar a sua tumba, logo abaixo da igreja, onde fica uma antiga necrópole, que pode ser visitada por fiéis.

1. Jerusalém, Israel – Cristianismo, Judaísmo e Islamismo
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Jerusalém provavelmente é um dois locais mais sagrados e disputados do mundo. Essa é também uma das cidades mais antigas que exist0em, motivo de guerras e mais guerras ao longo dos anos, devido à importância espiritual que tem para Cristãos, Judeus e Muçulmanos. Ali você vai encontrar mesquitas, sinagogas e igrejas. No Monte Sião fica a igreja onde acredita-se que Maria, a mãe de Jesus, teria morrido. Lá também está o edifício onde pode ter ocorrido a última ceia e a tumba do Rei Davi. A via Sacra indica o caminho de Jesus até o calvário. O Domo da Rocha, que fica dentro da Mesquita de Omar, seria o lugar onde Maomé ascendeu aos céus. E o Muro das Lamentações é sagrado para o Judaísmo por ser parte do antigo Templo de Salomão.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Festa Sikh em Londres

Anualmente acontece a festa de ação de graças para as pessoas da religião sikh. O segundo maior templo desta religião fica localizado aqui em Southall. O termo sikh significa em língua punjabi "discípulo forte e tenaz".
No dia  foi o dia de ação de graças para eles. No rodapé desta página você poderá assistir ao VÍDEO DA FESTA.
Um carro de som com o formato do templo vai na frente tocando uma musica, as pessoas seguem o carro e também tem distribuição gratuita de comida e bebida. Eles montaram tendas para confecção dos alimentos. Várias pessoas pegam os pratos e distribuem para as pessoas que estão no meio da rua. Não é necessário usar nenhum tipo de talher porque é normal na cultura deles. Várias pessoas de procedência da Índia comem sem usar talher. Geralmente as comidas sã bem apimentadas. Várias pessoas vieram para esta festa. O transito aqui teve que ser mudado por causa da procissão. A quantidade carros era muito grande e também teve engarrafamento e presença da polícia para manter a ordem. 
As mulheres usam roupas coloridas e os homens usam turbantes e uma longa barba. A maioria dessas pessoas é originária da Índia e fala o idioma panjabi ou hindi. São moradores desta região e trabalham aqui em Londres. Em geral os sikhs são pessoas muito dóceis. Tive a experiência de fazer amizade com alguns deles, mas infelizmente nossa comunicação ficou comprometida porque eu não falo panjabi e nem eles falavam inglês ou portugês.  
Abaixo está mais informações sobre a religião sikh:
A doutrina básica do sikhismo consiste na crença em um únicoDeus e nos ensinamentos dos Dez Gurus do sikhismo, recolhidas no livro sagrado dos sikhs, o Guru Granth Sahib, considerado o décimo-primeiro e último Guru.
Para o sikhismo, Deus é eterno e sem forma, sendo impossível captá-lo em toda a sua essência. Ele foi o criador do mundo e dos seres humanos e deve ser alvo de devoção e de amor por parte dos humanos. 

O sikhismo ensina que os seres humanos estão separados de Deus devido ao egocentrismo que os caracteriza. Esse egocentrismo (haumai) faz com que os seres humanos permaneçam presos no ciclo dos renascimentos (samsara) e não alcancem a libertação, que no sikhismo é entendida como a união com Deus. Os sikhs acreditam no karma, segundo o qual as acções positivas geram frutos positivos e permitem alcançar uma vida melhor e o progresso espiritual; a prática de acções negativas leva à infelicidade e ao renascer em formas consideradas inferiores, como em forma de planta ou de animal.
Deus revela-se aos homens através da sua graça (Nadar), permitindo a estes alcançar a salvação. Mais informações consulte a Fonte clicando aqui.



domingo, 21 de novembro de 2010

Diwali, festa religiosa de diversas religiões indianas






Em Amritsar, Índia, devotos  Sikh no templo dourado de Amristar, iluminado com cores variadas, para comemorar o  Diwali.



O Diwali (também transcrito do Deepavali ou Deepawali) é uma festa religiosa hindu, conhecida também como o festival das luzes. Durante o Diwali, celebrado uma vez ao ano, as pessoas estreiam roupas novas, dividem doces e estouram rojões e fogos de artifício. Este festival celebra o assassinato de Narakasura, o que converte o Diwali num evento religioso que simboliza a destruição das forças do mal.
O Diwali é um grande feriado indiano, e um importante festival para o hinduísmo, o sikhismo, o budismo e o jainismo. Muitas lendas são associados a Diwali. O feriado é atualmente comemorado pelos hindus, sikhs e jains em todo o mundo como o festival das luzes, onde as luzes ou lâmpadas significam a vitória do bem sobre o mal dentro de cada ser humano. Diwali é comemorado no primeiro dia do mês lunar Kartika, que ocorre no mês de outubro ou novembro.
Em muitas partes da Índia, é o Baile do Rei Rama de Ayodhya,que após 14 anos de exílio na floresta derrotou o mal Ravana. O povo de Ayodhya (a capital do seu reino) congratulou-se com Rama por iluminação em fileiras (avali) das lâmpadas (Deepa), dando assim o seu nome: Deepavali. Esta palavra, em devido tempo, se tornou Diwali em hindi. Mas, no sul indiano em algumas línguas, a palavra não sofreu qualquer alteração e, portanto, o festival é chamado Deepavali no sul da Índia. Existem várias observâncias do feriado em toda a Índia.
O Jainismo Diwali é marcado como o nirvana do Lord Mahavira, que ocorreu em 15 de outubro, 527 aC.
Entre os sikhs, o Diwali veio a ter significado especial a partir do dia ao qual houve o retorno a cidade de Amritsar do iluminado Guru Hargobind (1595-1644), que havia sido detido no Forte em Gwalior sob as ordens do imperador Mughal, Jahangir (1570-1627). Como o sexto Guru (professor), do Sikhismo, Guru Hargobind Ji, foi libertado da prisão - juntamente com 53 hindus Kings (que eram mantidos como prisioneiros políticos) a quem o Guru havia organizado sua libertação. Após a sua libertação ele foi para o Darbar Sahib (Templo Dourado) na cidade santa de Amritsar, onde foi saudado pelo povo com tamanha felicidade que acenderam velas e diyas para cumprimentar o Guru. Devido a isto, sikhs referem frequentemente que Diwali também como BANDI Chhorh Divas - "o dia da libertação dos detidos".
O festival também é comemorado pelos budistas do Nepal, especialmente os Newar budistas.
Na Índia, o Diwali é hoje considerado um festival nacional quanto ao aspecto estético, entretanto, é usufruído pelos hindus, independentemente da fé.


quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Racha entre os Sikhs. Surge uma nova religião

Típico seguidor sikh


O Sikhismo é a quinta religião do mundo em quantidade de seguidores. São mais de 23 milhões segundo algumas estimativas. Trata-se de uma religião monoteísta com infiltração do hinduísmo e do islamismo. Surgiu no século XV em uma região chamada Punjab, território hoje dividido entre o Paquistão e a Índia.

Uma característica do homem sikh é sua barba e seu turbante.

É comum os sikhs venerarem homens sábios do passado, chamados de gurus. Os seguidores dos gurus criaram linhas dentro do sikhismo. O sikhismo é um amontoado de pequenos grupos, os seguidores dos tais gurus do passado. O ramo principal do sikhismo que venera o guru fundador considera as outras correntes como seitas. O livro sagrado deles é objeto de conflito. Cada seguidor quer adicionar composições do seu guru preferido.

http://www.gururavidas.org/
Um dos gurus mais venerados é o Guru Ravidass que viveu vários séculos atrás. Os ravidassianos fundaram templos em várias cidades do mundo e contam com uma liderança forte. A separação se deu por causa de um assassinato de um de seus líderes (acompanhe a notícia da Folha de São Paulo). Esta ação desencadeou um movimento separatista entre os sikhstas e os seguidores de Ravidass.

O movimento para criar uma identidade religiosa distinta para Ravidassianos foi liderada por Dera Sachkhand Ballan após o assassinato de Sant Ramananad, um dos líderes da religião em Viena, no dia 24 de maio do ano passado em um templo Ravidass. Sant Niranjan Dass ficou ferido no atentado supostamente realizado por alguns sikhs. O motivo do ataque ainda é desconhecido e a polícia austríaca ainda está investigando o caso.

Dera Sachkhand Ballan anunciou a nova religião, Ravidassia Dharm, em Benares, a cidade natal do Guru Ravidass, na noite de sábado. A ocasião era o 633° aniversário de Ravidass.

Foi também anunciado que a comunidade terá seu livro religioso separado, Amrit Bani Guru Ravidass, contendo 240 hinos do Guru Ravidass, um símbolo separado "Har" e um lema separado "Jai Gurudev". 200 hinos a mais que havia originalmente no livro sagrado dos sikhs.

Símbolo Ravidass
Notícia original, em inglês, aqui.

Vamos orar pelos sikhs e suas dezenas de seitas. Precisam encontrar o verdadeiro Deus! Peça para que Jesus apareça em seus sonhos.

domingo, 4 de janeiro de 2009

Religiões: Conheça o S I K H I S M O

Símbolo da religião Sikh

Prof. João Flávio Martinez

História.

O Sikhismo é uma ramificação do HINDUISMO e do ISLAMISMO, resultado de um agudo conflito entre os séculos 12 e 15. O movimento hindu BHAKTI e o islâmico SUFISMO encontraram compatibilidade em certos elementos comuns aos dois.
O início formal do Sikhismo é marcado pela era dos DEZ GURUS, que começa com o GURU NANAK (1469-1538). Ele nasceu na vila de Rai Bhoi di Talvandi, na região do Punjab, atual Paquistão. Sua educação incluía conhecimentos do Hinduísmo e Islamismo. Em seus anos de formação, Nanak conheceu e tornou-se amigo de um muçulmano chamado Mardana, junto com quem compunha hinos. Ambos, hindus e muçulmanos, reuniam-se, para cantar esses hinos num local chamado Sultanpur. Foi ali que Nanak teve uma visão na qual percebeu seu chamado para pregar e ensinar sobre o caminho da ILUMINAÇÃO e de Deus. Conforme a história é relatada, ele desapareceu, enquanto se banhava num riacho e reapareceu depois de três dias de reclusão, para proclamar: "Não existe hindu, não existe muçulmano". Esta frase tornar-se-ia um dos pilares do Sikhismo.
Nanak ensinou pelo resto da vida e fundou o primeiro templo Sikh em Katarpur. Antes de sua morte, em 1538, nomeou seu sucessor,Angad, que se tornou o segundo dos dez gurus. A seguir, listamos os dez, juntamente com as respectivas datas de liderança:

1. Nanak (1469-1538)
2. Angad (1538-1552)
3. Amar Das (1552-1574)
4. Raml Das Sodhi (1574-1561)
5. Arjun Mal (1581-1606) (morreu executado)
6. Hargobind (1606-1644)
7. Har Raj (1644-1661)
8. Hari Khishen (1661-1664)
9. TegK Bahadur (1664-1675) (morreu executado)
10. Gobind Rai (1675-1708).
Embora originariamente o Sikhismo tivesse uma filosofia e teologia pacifista, a execução de dois dos gurus criou sikhs mais militantes nas gerações seguintes. O décimo guru, Gobind Rai, fundou a ORDEM KHALSA, a principal do Sikhismo. Devido ao fato de que ele perdera todos os seus filhos durante o curso de sua vida, não teve desejo de nomear um sucessor. Conseqüentemente, declarou que o reinado dos gurus chegara ao final.
Gobind Rai, entretanto, teve sucessores, os quais enfrentaram duras perseguições na região do Punjab, governada pelos muçulmanos. A tolerância desenvolveu-se gradualmente, quando os afegãos e persas invadiram a região e finalmente assumiram o poder. No início do século 19, foi formado um Estado sikh sob a liderança de Ranjat Singh (1780-1839) e foi sustentado até que os britânicos levaram tropas para a região. Isso ocasionou as duas guerras (1 843-46 e 1848-49), que culminaram na derrota dos sikhs e o domínio da Inglaterra. Várias facções desenvolveram-se dentro do Sikhismo no século 19. As relações com os ingleses eram consideravelmente melhores do que fora com os dominadores muçulmanos, mas o massacre de civis em Amritsar em 1919, resultou no crescimento da amargura dos sikhs contra seus "dominadores imperialistas". Muitos deles uniram-se ao movimento de MAHATMA GANDHI contra o domínio britânico.
Em 1947 ocorreram grandes mudanças culturais e demográficas, quando a Índia tornou-se independente. A terra foi repartida no que atualmente é o Paquistão, no norte e oeste; e a Índia ao leste e sul. Devido ao confronto entre os grupos religiosos 2,5 milhões de sikhs foram obrigados a abandonar o Paquistão e mudar-se para a Índia. Isso ocasionou mais violência, quando os muçulmanos, por sua vez, mudaram-se para o Paquistão. Os sikhs, por causa de seu crescimento, sempre desejaram constituir uma nação independente, o que gerou continuas explosões de violência contra o governo, que culminou com o ataque do exército indiano em junho de I984, contra HARIMANDIR, o santuário sikhs mais sagrado. Em outubro do mesmo ano, a primeira ministra Indira Gandhi foi assassinada por dois de seus guarda-costas. Isso intensificou a tensão entre sikhs e hindus, e precipitou mais violência. Essa tensão diminuiu em 1989, quando o primeiro ministro Rajiv Gandhi anunciou que todos os militantes sikhs presos depois do ataque de 1984 seriam soltos. Os sikhs ainda lutam pela formação de um estado independente

Ensinos:

A missão de Nanak era reunir os elementos comuns do Hinduísmo e Islamismo. Mais tarde, portanto, os sikhs foram considerados dissidentes do BRAMANISMO. Nanak rejeitou os dogmas cerimoniais e ritualísticos do Hinduísmo, em prol da compatibilidade.
Arjun, o quinto dos dez gurus, reuniu os muitos escritos e os hinos, que até sua época permaneciam separados e independentes. Este processo de junção continuou até ser concluído pelo décimo guru, Gobind Rai. O volume resultante, que contém as doutrinas do Sikhismo, é chamado de Siri Guru Granth Sahib (também conhecido como Adi Granth), uma antologia dos escritos dos dez gurus, considerada como a bíblia Sikh.
Deus, como confessado no Islamismo, é apenas um. Ele criou todas as coisas. A experiência para se chegar ao conhecimento do Todo-poderoso é alcançada através da MEDITAÇÃO. Os sikhs adotam o conceito hindu da SAMSARA, carma e REENCARNAÇÃO. Ao nascer, o homem tem a oportunidade final de escapar da samsara.
Os sikhs mais zelosos, chamados de santos Khalsa, aderem ao que é conhecido como os cinco K, que são os seguintes: (1)kesa -"cabelos longos", que os Khalsa conservam sem cortar; (2) kangha - "pente'; (3) kacha - "calças curtas"; (4) kachu - "bracelete de metal"; e (5) kirpan -"arma" ou "espada".
Os templos sikhs, que são mais de duzentos na Índia, são chamados GURDWARAS. O principal é o já mencionado Harimandir, em Amritsar. O segundo santuário mais sagrado é Nankana, local de nascimento de Nanak.
Embora os sikhs, como os muçulmanos, são terminantemente proibidos de adorar ícones e ídolos, o Adi Grnnth na realidade tornou-se um objeto de devoção. Como acontece no Islamismo, um tempo sagrado, geralmente pela manhã, é reservado para a oração.

Conclusão:

Os sikhs e hindus tornaram-se cada vez mais separados uns dos outros, tanto na política como na teologia, apesar da convicção de Nanak de que "não existe hindu, não existe muçulmano". No Sikhismo, todos têm direito de ler os escritos sagrados; eles não são destinados apenas às classes privilegiadas.O Hinduísmo, por outro lado, permite que apenas a elite espiritual, dentro do SISTEMA DE CASTAS, tenha acesso às escrituras. Os sikhs rejeitam as estreitas estruturas sociais do sistema de castas hindu, mas as divisões étnicas ainda persistem, principalmente nos vilarejos rurais com menor acesso à educação.
O Sikhismo tem considerável influência no Ocidente, principalmente através dos ensinamentos de IOGUE BHAJAN e sua forma particular de Shikhismo, conhecida como S1KH DHARMA. Devido à natureza mais radical das idéias de Bhajan, este volume discute o Sikh Dharma separadamente.

Prof. João Flávio Martinez é fundador do CACP, graduado em história e professor de religiões.
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FONTE: Centro Apologético Cristão de Pesquisas (CACP) - http://www.cacp.org.br
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