sábado, 4 de janeiro de 2014

Como planejar as despesas em moeda estrangeira depois da alta do IOF

Aumento da taxa sobre cartões pré-pagos deve levar ainda mais consumidores ao uso do cartão de crédito em viagens internacionais

Bárbara Ladeia - iG São Paulo
Conhecido vilão dos orçamentos pessoais e familiares, o cartão de crédito pode ter finalmente conquistado um espaço interessante para o consumidor. Com as mudanças no Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) nos gastos em moeda estrangeira, o meio de pagamento pode se tornar uma boa opção para quem tem um cartão internacional.
LaTunya Howard / Creative Commons
Com o mesmo custo de operação, o acúmulo de milhas e o pagamento postergado do imposto tornam a opção bastante atrativa.
Com a taxa de 6,38% cobrada sobre qualquer operação em moeda estrangeira com cartão (de crédito e débito), o consumidor terá de observar outras vantagens para escolher a melhor forma de levar dinheiro para viagens no exterior. Se antes a estratégia era buscar a melhor cotação, agora o que deve definir a estratégia são os benefícios agregados a cada modalidade.
Esta é a dica de Reinaldo Domingos, educador financeiro da DSOP, que de saída já alerta que o dinheiro em espécie deve ser evitado. “É o risco mais caro que existe no mercado hoje. O ideal é levar o mínimo possível, apenas para gastos trocados, em situações em que não cabe o cartão”, explica. Sobram então algumas opções de plástico – o pré-pago, o crédito e a função débito da conta corrente.
Para o especialista, é aí que o cartão de crédito ganha espaço. Com o mesmo custo de operação, o acúmulo de milhas e o pagamento postergado do imposto tornam a opção bastante atrativa.
Se para você o cartão de crédito é sinônimo de descontrole financeiro, fica o alerta. Reduza o limite de compras estrangeiras do seu cartão de crédito ao valor que você já tem guardado para gastar na viagem. “É uma forma de imitar um pré-pago usando os benefícios de milhagem por exemplo”, diz Domingos. “Uma viagem envolve muitas emoções, então a gente entra naquelas de pensar ‘não sei quando vou voltar, então compro e gasto agora, depois me viro para pagar’, mesmo quando não há condições para isso. A redução do limite é uma arma contra esse impulso.”
A propósito, esse tipo de estratégia pode até ajudar a ganhar um trocado mesmo enquanto gasta. Parece controverso, mas é simples. Em vez de pagar o IOF na aquisição do câmbio, ao usar o crédito você adia por mais um mês o pagamento do imposto – tempo esse em que sua reserva financeira pode estar rendendo em alguma aplicação. O ganho é pequeno, se o dólar cair até o fechamento da fatura, o resultado da estratégia será ainda melhor.
Risco
Embora seja animadora, a estratégia também tem uma parcela de risco que merece toda a sua atenção. Esse caminho só é seguro quando as oscilações cambiais são curtas, ou seja, quando o preço do dólar está mais ou menos estável. Como o câmbio das operações é o do fechamento da fatura, o excesso de volatilidade no preço da moeda pode levar todo o exercício por água abaixo.
Em casos de alta volatilidade ou tendência de alta do dólar, Domingos explica que a “situação se inverte”. “Compre aqui, pague aqui, tudo antes de sair para a viagem”, afirma.
Mas e se as férias forem mais longas e trajetória do dólar começar a oscilar ou dar sinais de alta durante a viagem? Nesse caso a estratégia de não por todos os ovos na mesma cesta dá uma margem adicional de segurança. Você pode deixar uma parte menor do seu dinheiro no pré-pago e passar a utilizá-lo na rotina caso o cenário fique muito instável.
Antes da última decisão do Ministério da Fazenda quanto ao IOF, o pré-pago era o queridinho dos viajantes, uma vez que garantia a segurança do cartão e operava à taxa de 0,38% – que, na visão de Domingos, já era suficientemente alta. Agora, ele perde boa parte do apelo, ficando restrito aos superconservadores que preferem a segurança cambial, tarifária e tributária a qualquer outro benefício.
A título de educação financeira, diz Domingos, o pré-pago ainda funciona muito bem. “É a melhor saída para os filhos, por exemplo, que estão começando a aprender a administrar as próprias reservas”, explica.
Contexto
Entre o Natal e o Ano Novo, o aumento do IOF nas operações de câmbio em cartões pré-pagos despertou a ira de muitos brasileiros. Da noite para o dia, fazer compras em viagens internacionais ficou 6 pontos porcentuais mais caro, diminuindo o poder de compra dos consumidores durante o período de lazer.
Até novembro do ano passado, o cartão de crédito respondia por 54,7% do volume total gasto por brasileiros no exterior segundo o Banco Central. Ou seja, na prática, a maior parte dos brasileiros já pagava os tão criticados 6,38% de IOF.
Para José Raymundo Jr., consultor financeiro certificado do Instituto Brasileiro de Certificação de Profissionais Financeiros (IBCPF), esse cenário não deve mudar. No entanto, o consumidor deve ficar bastante atento as tendências da moeda.
Com os novos custos de câmbio, o câmbio em espécie deve voltar à evidência. No entanto, as oscilações do mercado e os contextos políticos podem guardar surpresas. “O ideal é que quando faltar três ou quatro meses para a viagem, o turista comece a verificar diariamente a cotação do dólar e ir comprando aos poucos”, diz.
Atualmente, segundo Raymundo, os turistas levam entre 10% e 30% do total em espécie. Essa parcela pode voltar aos 40%, margem que operava antes do boom dos pré-pagos.

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Mitos e verdades sobre a seca

Mãe e filha da Comunidade quilombola de Fonseca, Manaíra (PB). Crédito: John Medcraft.
Mãe e filha da Comunidade quilombola de Fonseca, Manaíra (PB). Crédito: John Medcraft.
Portal Ultimato – Qual o nível de gravidade desta seca no Nordeste?
John Medcraft - Esta seca é gravíssima. É a pior que vi em 41 anos de trabalho aqui.
Marcos Sal da Terra - Esta é, sem dúvida, a maior seca que se tem registro no sertão. A fauna e flora são as maiores vítimas desta estiagem.
Ita Porto - A falta de chuvas em períodos prolongados como o dos últimos 3 anos é considerado um desastre ambiental, considerado um dos piores dos últimos 50 anos. Segundo o Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) já são cerca de 1.200 cidades espalhadas em nove Estados que já declararam situação de emergência. São 22% dos municípios do Brasil e quase 10 milhões de pessoas afetadas pelas secas na região. Todos os estados que compõe o semiárido nordestino estão passando por grandes dificuldades. Pernambuco, por exemplo, é o estado com maior número de municípios atingidos. Segundo a Compesa (Companhia Pernambucana de Saneamento), dos 185 municípios do Estado, 151 estão com algum tipo de déficit no abastecimento. Desses, 16 estão em colapso, sendo abastecidos por carros-pipa.
Portal Ultimato – Que tipo de sofrimento as pessoas estão vivendo?
John Medcraft - A falta de água é crítica. Patos (100.000 habitantes) sobrevive, graças a uma adutora do açude de Coremas (60 km ao oeste) que foi uma luta nossa de dez anos atrás. Mesmo assim temos água três dias sim, um dia não. Muitas cidades estão em colapso total de água e dependem de caminhões-pipa do Exército. Imaculada, onde ACEV tem uma igreja, está sem água desde janeiro. Nos sítios, quem não tem poço, precisa andar cada vez mais longe para conseguir água.
Marcos Sal da Terra – A economia quase que entrou em colapso em algumas regiões, principalmente nas bacias leiteiras. As notícias dão conta, por exemplo, que Pernambuco perdeu mais de 600 mil cabeças de gado (mortos, abatidos antes do tempo ou enviados para outros estados da Federação que não estão padecendo com a seca).
Ita Porto - Além da falta de água, algumas regiões também enfrentam a contaminação dos mananciais pelos restos dos animais mortos pela seca, o que provoca doenças diarreicas agudas, com registro de mortes de crianças e idosos. Outro problema é o aumento dos preços dos alimentos, sobretudo aqueles oriundos da agricultura. Com a morte de plantas frutíferas e dos rebanhos de animais, há perda da produção agrícola e diminuição do fornecimento de alimentos. Na pecuária, de acordo com a Associação Municipalista de Pernambuco (AMUPE), a seca já provoca prejuízos da ordem de R$ 1,5 bilhão na pecuária.
Portal Ultimato – Os Governos têm ajudado, de verdade, a enfrentar a seca deste ano?
John Medcraft - Aqui na Paraíba tem sido a seca melhor administrada que já vi. O Exército administra a distribuição de água nos sítios, com fiscalização transparência. Os governos federal, estadual e municipal estão reativando poços velhos e perfurando novos. O governo estadual tem distribuído ração animal subsidiada para, pelo menos, ajudar os pequenos produtores. A bolsa família pelo menos ajuda o sertanejo a sobreviver.
Marcos Sal da Terra - Esperar que os governos ajudem de verdade é uma atitude infantil. A gente sabe que existe a “indústria da seca”, a barganha eleitoral (voto por água, por exemplo), que situações de calamidades e emergenciais favorecem a corrupção. Porém não se pode negar que ações pontuais têm minorado os flagelos que são comuns à estiagem no sertão (caminhões-pipa, Bolsa Família etc).
Ita Porto - Algumas atitudes emergenciais têm sido realizadas pelo Governo Federal como o fornecimento de água através da Operação Carro-Pipa. São 835 cidades, em nove estados, totalizando quase quatro milhões de pessoas. Existem investimentos para construção de reservatórios de água como barragens, cisternas, perfurações de poços, dentre outras ações emergenciais de enfrentamento à seca (confira no Observatório da Seca. Da mesma forma os governos estaduais e municipais têm contribuído de acordo com a sua capacidade de recursos.
Portal Ultimato – No imaginário brasileiro, a seca está muito ligada à região Nordeste. E junto com ela, há toda uma “cultura da seca”. Que mitos ou ideias falsas o brasileiro tem da seca e de suas vítimas? O que é verdade e o que é mentira?
John Medcraft –
1. “Os nordestinos são coitadinhos ou preguiçosos”. O nordestino sertanejo que eu conheço e com convivo há mais de 40 anos levanta ainda no escuro e trabalho num sol escaldante durante longas horas cada dia. Não há mais preguiçosos aqui de que em outros lugares – acredito muito menos. Quanto a coitadinhos, esta imagem vem da exploração de imagens de miséria por organizações, inclusive evangélicas, que faturam com isso para si.
2. “Deus é um culpado pela seca”. A seca é um fenômeno natural. Alguns dizem que ela é causada por um pecado específico; outros que é causada pela idolatria (como se apenas no Nordeste houvesse idolatria). Se chove tanto no Rio de Janeiro e em São Paulo, ninguém deve pecar por lá então!
3. “A seca é a maior inimiga do sertanejo”. Que a seca complica a vida, é verdade. Mas aprendemos cada vez mais a conviver com ela cada e a nos organizar para enfrentar a próxima. Lutamos para uma melhor distribuição da água e que a transposição do Rio São Francisco chegue às pessoas certas e aos centros que mais precisam.
Marcos Sal da Terra - O grande mito é tentar “combater a seca”. Seca não se combate. O sertão é seco e continuará com índices de precipitação pluviométricas muito baixos; este é o nosso clima. O que tem que ser feito é a adoção de políticas públicas e de convivências com a seca. A transposição do São Francisco é um grande exemplo desta realidade. O que era para ser um grande benefício para tanta gente, virou uma vergonha nacional.
Ita Porto - A seca está realmente ligada à região Nordeste do Brasil; isso é fato, consequência de um fenômeno ambiental natural, considerada uma catástrofe natural. Com as mudanças climáticas, no entanto, essa realidade vem deixando de ser um “privilégio” apenas da região Nordeste. No nosso caso, temos percebido que a maioria do nosso povo, devido a forma dos líderes governar os municípios, tem abandonado a cultura da convivência a partir do conhecimento acumulado de convivência com o semiárido pelos nossos antepassados. Esses conhecimentos foram (ou estão sendo) esquecidos por esse povo. Por exemplo, diminuímos a capacidade de plantio, migramos para as cidades, aumentamos o consumo de água como se vivêssemos em uma região que tem muita oferta de água. A seca está tendo um impacto maior, pois perdemos essa resiliência. Antigamente as pessoas guardavam queijo nas paredes para comer, hoje é melhor comprar do que produzir o alimento. Perdemos essa capacidade de convivência. Tínhamos animais adaptados ao ambiente. Nossos rios não eram devastados, hoje os rios não tem a capacidade de guardar água como antigamente. Para nós, perdemos a capacidade de viver nessa região, pois colocaram na nossa cabeça que o bom é viver na cidade.
O gado também sofre com a seca. Crédito: Acervo Diaconia.
O gado também sofre com a seca. Crédito: Acervo Diaconia.
Portal Ultimato – Como expressar o amor de Jesus no meio de tanto sofrimento?
John Medcraft - Há tantas maneiras! O essencial é trabalhar com comunidades perfurando poços e, onde for possível, criando hortas onde a água for suficiente e de qualidade. Demonstrar o amor de Jesus em coisas práticas assim torna a fé visível. Ainda se pode ensinar comunidades a criar abelhas, melhorar criação de cabras e coisas assim. O melhor é ajudar as comunidades a criar sua própria renda e cultivar seu próprio alimento, mas quando isso não é possível as cestas básicas devem ser distribuídas, de forma emergencial, dentro das possibilidades de cada instituição.
Marcos Sal da Terra - É simples, façamos o que Jesus ensinou: “Dai-lhe vós de comer” (Lc 9.13). O problema é convencer uma igreja já acostumada a pedir, que também assuma a responsabilidade de dar.
Ita Porto - Jesus Cristo, em toda sua trajetória de vida e missão, nos ensinou (e ainda ensina) a enxergar os problemas da sociedade através da convivência (discipulado) com as pessoas. Seus milagres são relatados sempre do ponto de vista de alguém que se deu ao trabalho de sentir o sofrimento alheio, se misturando na multidão de pessoas que o seguiam. O amor de Jesus pode ser expresso por meio do envolvimento das pessoas com a problemática que estamos vivenciando nos últimos três anos. Somos convidados e convidadas a nos solidarizarmos com as pessoas e, em um contexto de emergência que estamos vivendo com essa seca. Isso pode significar envolver-se na luta por melhoria da qualidade de vida das pessoas que enfrentam o desafio de conviver com esse fenômeno climático. Envolver-se nos espaços de políticas públicas e cobrar a melhor aplicação dos recursos também é uma forma de lutar junto de quem precisa e revelar o amor de Jesus, proporcionando justiça social.
Portal Ultimato – Você vê com bons olhos a participação das igrejas evangélicas na luta contra a seca?
John Medcraft - Igrejas evangélicas que não participam desta luta vão ter que responder diante de Deus. Deus nos coloca em nossas comunidades para sermos “sal e luz”. Pregar é bom, é essencial, mas fazer vista grossa quanto ao sofrimento do próximo é pecado grave. As igrejas evangélicas grandes e ricas de outras regiões precisam entender que estamos no meio de uma catástrofe lenta e discreta; não chama atenção como uma enchente, mas tem efeitos devastadores. Estas igrejas precisam trabalhar junto com instituições sérias e transparentes que fazem auditorias independentes e têm experiência em agir no sertão. Todo cuidado é pouco com os exploradores do momento.
Marcos Sal da Terra - Como na história do aleijado que foi colocado na presença de Jesus, por alguns homens, através de um buraco feito no telhado da casa (Mc 2), vivemos a mesma realidade no sertão. Apenas a exceção se envolve, de forma prática, com a nossa gente.
Ita Porto - Nosso grande desafio é fazer com que as igrejas evangélicas compreendam sua importância e grande potencial no contexto do desenvolvimento social. Nosso convite é que as igrejas se sintam desafiadas a, junto conosco, ocuparmos os espaços de controle social, propondo ações de justiça social e ambiental e, nesse caso, colaborando com as ações de transformação cultural de enfrentamento dos efeitos da seca no Nordeste. Já temos tido bons resultados junto a igrejas parceiras que tem se levantado para lutar em favor de ações de convivência com o semiárido, envolvendo-se em audiências públicas, conscientização da sociedade, numa visão de missão integral.
Menino brinca em região seca de Pernambuco. Crédito: Alison Worrall.
Menino brinca em região seca de Pernambuco. Crédito: Alison Worrall.
Portal Ultimato – A seca tem um “lado positivo”?
John Medcraft - O lado positivo da seca é, como dizia Dom Helder Câmera, que ela é um desafio que faz a vida interessante. Ela nos estica a buscar soluções novas como, por exemplo, dessalinizar água salobra de poços com o mínimo possível de prejuízo ao meio ambiente.
Marcos Sal da Terra - Vemos nela a soberania de Deus. Apesar dos nossos pecados, Ele nos permite “continuar vivos pra contar a história”.
Ita Porto - Sim. As famílias tem se preocupado em se precaver com armazenamento de alimentos a partir do aprendizado das dificuldades enfrentadas pelos anos de seca. Essa pode ser uma oportunidade para, em longo prazo, voltarmos à cultura de convivência com a seca.
Portal Ultimato – Conte-nos alguma história de superação que você viu ou ouviu.
John Medcraft - A ACEV fez um poço nesta seca com uma comunidade quilombola em Manaíra (PB). Era uma comunidade isolada que, além de sofrer com o grave problema da falta de água, ainda sofria terríveis preconceitos raciais. Na terceira tentativa, conseguimos ajudar a comunidade a perfurar um poço que deu água e então bombear a água do vale onde fica o poço para o alto da serra onde a comunidade reside. Presenciei todo este processo e luta. Vi as lágrimas de alegria, a esperança renovada e a autoestima do povo começando a ser restaurada. “Se alguém está em Cristo é verdadeiramente livre”!
Marcos Sal da Terra – Uma comunidade caminhava 18 quilômetros a pé para buscar água (barrenta e salobra), apesar de dispor de cisternas em suas casas, mas que nunca haviam sido abastecidas pelo governo. Lá, uma igreja cavou um poço que custou R$ 7.900. Hoje a comunidade tem 36 mil litros d’água por hora.
Ita Porto - Seu Antonio Magalhães é agricultor e mora na Comunidade Carnaúbinha, na cidade de Afogados da Ingazeira, Sertão do Pajeú (PE). Ele e sua família são assessorados por Diaconia há cerca de 10 anos e desenvolvem estratégias de convivência com a seca, como a reutilização da água usada no trabalho doméstico, o uso inteligente da silagem para armazenar alimento humano e animal. Seu Antonio também gerencia um Banco de Sementes Comunitário que existe há 13 anos com sementes nativas que beneficiam a família dele e a comunidade. Ele cultiva um banco de proteínas com variedades de plantas forrageiras como gliricídia, leucena, palma, feijão guandu, sorgo forrageiro, dentre outras. Essas estratégias fazem parte do resultado da ação de Diaconia junto as famílias, estimulando-as a aplicarem técnicas de convivência com o semiárido. Os silos são feitos em mutirões comunitários estimulando a organização das famílias como forma de fortalecimento político.
Portal Ultimato – Como os leitores podem ajudar seu ministério e organização na luta contra a seca?
John Medcraft - A ACEV só não faz mais poços (já fez mais de 200), só não inicia mais plantações no meio do deserto, e só não cria mais cabras, abelhas e galinhas por falta de mais recursos financeiros. A resposta é simples assim. Já temos uma equipe maravilhosa, dedicada e experiente que deseja e precisa fazer mais. O sertanejo ama o sertão e não quer sair daqui. Temos que facilitar isso e fortalecer a igreja evangélica sertaneja no processo.
Marcos Sal da Terra - O samaritano em (Lc 10) fez o que a grande maioria (representada na mesma história pelo sacerdote e levita) hoje não faz. Ele prestou atenção na situação daquele que havia sido salteado, aproximou-se dele e, cheio de íntima compaixão, pôs “a mão na massa”.
Precisamos mais do que dinheiro (o samaritano não se limitou a dar dois denários ao dono da estalagem), precisamos de gente que disponha dos seus dons e talentos, do seu tempo e do seu esforço. Precisamos menos de discurso e mais de ações. Temos uma “teologia refinada” (tantas vezes), mas uma prática cristã pífia, que não acompanha o discurso (tantas vezes). Temos um exército que tenta em vão defender a fé em Cristo, mas que não vive o que ele ensinou (e acha que isto é defesa).
“Grande é, em verdade, a seara (sertaneja e toda a sua problemática), mas os obreiros são poucos; rogai, pois, ao Senhor da seara que envie obreiros para a sua seara.”
Ita Porto - Ocupar os espaços de construção das políticas públicas como fóruns e conselhos de desenvolvimento. Que os líderes evangélicos possam estimular os debates sobre o poder da cidadania de seus membros junto às comunidades em que vivem.
***

Entrevistados:
John Medcraft é inglês, naturalizado brasileiro, e mora em Patos (PB). É o presidente da Ação Evangélica (ACEV), uma igreja que neste ano completou 75 anos. A ACEV trabalha em todo sertão paraibano, e também em regiões de Pernambuco, Rio Grande do Norte e Ceará.
Marcos Sal da Terra é o vocalista da banda Sal da Terra, um projeto missionário que leva a música, o serviço (alimento, água, oração, voluntários) e a Palavra de Deus para o sertão pernambucano.
Ita Porto trabalha na Diaconia, uma organização de inspiração cristã, sem fins lucrativos, que promove a justiça e o desenvolvimento social no Nordeste. A instituição enfrenta a seca com ações estruturantes que ajudam a população, de forma sustentável, a conviver com as condições de semiaridez. Marcelino Lima e Adilson Viana também colaboraram com as respostas.

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Racha entre muçulmanos se torna força mais perigosa no Oriente Médio

Protestos em Bahrein (Reuters)
Protestos em Bahrein, um dos focos de tensão entre xiitas e sunitas

Jeremy Bowen - Editor de Oriente Médio da BBC
Passados três anos desde o início da Primavera Árabe, tem se agravada a divisão entre muçulmanos xiitas e sunitas - que diz respeito não apenas a religião, mas também a poder e identidade.
Líderes tentam usar o sectarismo como uma ferramenta para proteger e reforçar sua legitimidade, assim como alguns governos europeus ainda usam o nacionalismo.
Mas as forças que estão em curso no Oriente Médio no momento podem sair do controle.
Um dos focos de tensão é Trípoli, a segunda maior cidade do Líbano - atualmente inquieta, dividida e muitas vezes perigosa.
A crescente guerra civil síria, do outro lado das montanhas de Trípoli, fomentaram um persistente conflito entre muçulmanos sunitas, majoritários na cidade, e alauítas, que são da mesma divisão xiita que o presidente sírio, Bashar al-Assad.

Pôsteres

Em todas as cidades libanesas, há pôsteres de jovens que foram mortos combatendo na Síria.
O Hezbollah, milícia xiita e partido político libanês, enviou tropas para lutar ao lado dos soldados pró-Assad.
Um sunita proeminente local observava os pôsteres, dizendo: "Tudo o que eles fizeram foi viajar e ficar (na Síria) tempo o bastante para serem mortos. Eles eram muito novos e pouco treinados (para combater)."
Alguns xiitas ainda idolatram Saddam Hussein, o líder sunita que, durante seu regime no Iraque, enfrentou o xiita Irã.
O sunita Abu Firas perdeu seu filho de 22 anos quando duas mesquitas sunitas de Trípoli foram bombardeadas, em agosto. A comunidade atribui a culpa aos xiitas.
"Pedimos permissão a Deus todo poderoso para erradicá-los", diz Firas.
Um comandante de uma milícia sunita local diz que a raiva e a dor fazem com que Firas fale assim. Mas, a cada ação sectária que resulta em mortes, aumentam as divisões no Oriente Médio.

Sectarismo

Funeral de combatente do Hezbollah morto na Síria
O grupo libanês Hezbollah (acima, funeral de um de seus integrantes) apoia o regime de Assad na Síria
O racha no islã remete à disputa quanto a quem deveria suceder o profeta Maomé após sua morte, em 632. Os que queriam que seu posto fosse herdado por seus seguidores próximos se tornaram sunitas. Os que defendiam que seus descendentes deveriam sucedê-lo aderiram ao xiismo.
Nos últimos tempos, a invasão americana ao Iraque, em 2003, deu um novo impulso à divisão sectária no islã.
A deposição de Saddam Hussein, maior adversário do Irã (de maioria xiita), foi um golpe à tradicional supremacia sunita no Oriente Médio. Milhares de iraquianos foram mortos em atos de violência sectária desde então.
Na outra ponta do golfo Pérsico, em Bahrein, um persistente conflito político entre a minoria empobrecida xiita e a elite majoritariamente sunita fica cada vez mais abertamente sectária. Um membro do clã que governa o país disse à BBC que isso é perceptível em confrontos nas ruas bareinitas ou mesmo sírias.
Na Síria, o levante que desde 2011 conclama mais liberdade e justiça evoluiu para uma guerra de traços sectários. Grupos extremistas sunitas, em geral seguidores da al-Qaeda, agora dominam a oposição armada a Assad.
Esses jihadistas, que usam a guerra civil para aumentar seu poder em pleno coração do Oriente Médio, têm uma visão profundamente dividida do mundo.
Eles acabam sendo rechaçados por muitos sírios sunitas e "empurram" as minorias do país - tanto cristãos quanto xiitas - para o lado de Assad.

Rivais regionais

Em Beirute, homens-bomba alvejaram a embaixada do Irã em novembro. Muitos deduziram que se tratava de mais uma escalada na chamada "guerra por procuração", travada entre o Irã (que apoia o regime Assad) e a Arábia Saudita (sunita, que apoia os rebeldes sírios).
Os dois rivais regionais trocam acusações entre si quanto à escalada do sectarismo.
Membros da minoria xiita na Arábia Saudita, que se concentra no leste do país, se queixam de serem tratados como se fossem agentes infiltrados pelo Irã.
Tanto o Teerã quanto Riad ajudaram a alimentar as rivalidades, mas as divisões entre xiitas e sunitas também foram usadas e abusadas por líderes de outros países árabes que não têm nenhuma intenção de dividir o poder com sua própria seita, muito menos com outros grupos.
A BBC debateu o tema com o novo chanceler iraniano, Javad Zarif, no mês passado, durante negociações em Genebra que levaram a um acordo preliminar sobre o programa nuclear do país.
Zarif disse que, independentemente das diferenças quanto à Síria, os países envolvidos devem cooperar para controlar a crescente divisão entre xiitas e sunitas. O chanceler opina que essa é a maior ameaça não apenas à paz no Oriente Médio, mas à paz no mundo inteiro.
Se há uma chance de se gerenciar ou ao menos reverter a onda de sectarismo, ela provavelmente recai sobre o Irã e a Arábia Saudita. Mas os dois países são potências regionais, divididos pela História e por sua rivalidade no século 21.
Em um funeral recente para combatentes xiitas em Damasco, que morreram defendendo o regime, as pessoas enlutadas não cantavam elogios a Assad (em cujo Exército os homens morreram), mas sim entoavam slogans sectários, exaltando a tradição xiita.
Até mesmo em partes da Síria onde esses rachas são menos evidentes, há os problemas de crise econômica, falência política e repressão.
Mas a força mais perigosa, que ameaça definir a próxima década no Oriente Médio, é a tensão entre xiitas e sunitas.

Passados três anos desde o início dos levantes árabes - nesta semana, foi lembrado o terceiro aniversário da morte do tunisiano Mohammed Bouazizi, cuja autoflagelação serviu de estopim para protestos na região -, o peso de um milênio e meio de rivalidades sectárias está esmagando qualquer esperança de um futuro melhor.

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Aprenda a usar o sári, tradicional vestido indiano


Jornalista da BBC finalmente conseguiu dobrar o próprio sári (BBC)
Jornalista da BBC finalmente conseguiu dobrar o próprio sári

Via BBC
A jornalista da BBC em Nova Déli Anu Anand nunca soube como vestir um sári, o traje tradicional popular entre as mulheres na Índia.
Ela mesma é de origem indiana e sempre achou que, quando alguém ajustava os metros e metros de tecido em volta de seu corpo, o traje causava incômodo, restringindo os movimentos.
Para resolver o problema, a jornalista foi até uma escola para aprender como o tecido deve ser dobrado e jogado por cima do ombro.
No vídeo, ela mostra de forma simples o passo a passo da "arte" de se vestir com um sári.

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Aplicativos para o aprendizado de línguas

Com textos (adaptados) de EstadãoUOL EducaçãoG1 e Info

50 Línguas
Este app GRATUITO tem 30 lições. As 100 lições o ajudarão a, rapidamente, aprender e utilizar uma língua estrangeira em diversas situações (por exemplo: em um hotel ou restaurante, nas férias, jogando conversa fora, com novos conhecidos, nas compras, no médico, no banco etc.). Você pode baixar os arquivos de áudio para seu tocador de MP3 e ouvi-los em qualquer lugar. O 50linguas (www.50linguas.com) corresponde aos níveis A1 e A2 do Quadro Europeu Comum e é, portanto, adequado para todos os tipos de escolas e alunos. Os arquivos de áudio podem também ser eficazes se usados como um suplemento em escolas e cursos de línguas. Os adultos que aprenderam uma língua na escola podem atualizar seus conhecimentos utilizando o 50linguas.
Para obter maiores informações e baixar o aplicativo, CLIQUE AQUI.

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LinguaLeo

Com o mote "aprenda inglês jogando", o app gratuito da empresa russa de ensino online de inglês permite que o usuário escolha o nível de dificuldade do curso e treine o idioma jogando. A versão do aplicativo para brasileiros tem um dicionário com áudio para cada palavra, recursos multimídia (músicas, vídeos, artigos e piadas em inglês), treinos para memorização e exercícios para aprender novas palavras em inglês. Disponível na App Store (iOS, iPhone), no Google Play (Android) e no Windows Phone.

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Babbel 

Disponível em dez idiomas, os aplicativos gratuitos para iOS da Babbel permitem a consulta de vocabulário básico e avançado utilizado em situações cotidianas. São mais de 3.000 palavras com imagens e áudio. Também é possível treinar e avaliar a pronúncia em inglês com reconhecimento de voz. Disponível no Google Play (Android), no Windows Phone e na App Store (iOS, iPhone).

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Duolingo
Um dos aplicativos gratuitos de maior sucesso do mundo, o Duolingo permite que o usuário faça exercícios em até seis idiomas (português, espanhol, francês, alemão, italiano e inglês). Você pode fazer lições diárias com perguntas rápidas, testes com imagens e áudio. A cada acerto você pula de nível e ganha pontos. Quando você chega num determinado nível, pode traduzir textos para a comunidade Duolingo e compartilhar o que aprendeu. Disponível no Google Play (Android) e na App Store (iOS, iPhone).

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Rosetta Stone
A Rosetta Stone é uma empresa de ensino de línguas que disponibiliza aplicativos para iOS e Android, com cursos básicos de alemão, tcheco, chinês, coreano, espanhol, francês, holandês, inglês, italiano, japonês, polonês, russo, sueco e turco. Os exercícios focam na pronúncia correta e usam reconhecimento de voz para avaliar como o usuário está repetindo a palavra. Eles também criaram um aplicativo exclusivo para brasileiros que viajam para o exterior, o Rosetta Stone Viagem Inglês, que traz livro de frases básicas para situações típicas de viagem e ajudar a evitar deslizes no vocabulário. Disponível no Google Play (Android) e na App Store (IOS, iPhone). Alguns dos itens são pagos.

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Mindsnacks
Os apps da Mindsnacks são gratuitos e dedicados a quem quer aprender idiomas como espanhol, francês, italiano, chinês, alemão ou japonês jogando. Os games são feitos para melhorar o vocabulário, as conjugações verbais e as habilidades em conversação. O aplicativo reúne jogos de memória, puzzles, biblioteca de imagens e arquivos em áudio. Bom para quem já fala inglês e quer aprender outros idiomas. Disponível na App Store (iPhone).

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Busuu
O Busuu é uma rede social de aprendizado de idiomas com mais de 19 milhões de usuários no mundo. O serviço oferece cursos on-line com recursos de áudio e vídeo em 12 línguas, além de permitir a interação entre os alunos e falantes nativos. Além do site, a empresa lançou o aplicativo Busuu. São aplicativos para o ensino de 12 línguas, como inglês,  francês, italiano, alemão, português, russo, japonês, mandarim, turco e polaco, entre outras.
Para baixar, acesse: http://www.busuu.com/enc/mobile

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Google Tradutor
Pode não parecer, mas o Google Tradutor, disponível como plugin para Chrome e app para Android e iOS, ajuda bastante não só a entender, como também a praticar outros idiomas. 
Disponível em 63 línguas diferentes, que incluem português, o aplicativo para Android (assim como a velha conhecida versão web) dele conta com reconhecimento de voz para tradução. Basta falar no microfone para que ele "escreva" tudo por você. Daí, basta dar um clique para ver a tradução no idioma que quiser e ainda ouvir a pronúncia.
Na última atualização do app para Android, tornou-se possível baixar os dicionários que quiser. Assim, o Tradutor se tornou consultável até mesmo offline.
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sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Permissão Internacional para Dirigir, sua Carteira de Habilitação válida em quase todo o mundo

Permissão Internacional para Dirigir
O Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) lançou em abril de 2006 o novo modelo de Permissão Internacional para Dirigir (PID). O modelo segue o padrão estabelecido na Convenção de Viena, firmada em 08 de novembro de 1968 e promulgada pelo Decreto nº 86.714, de 10 de dezembro de 1981. A PID poderá ser utilizada em mais de cem paises (veja a lista abaixo), porém não substitui a CNH no território nacional.
Antes da padronização da Permissão Internacional para Dirigir ficava a cargo dos órgãos e entidades executivos de trânsito a elaboração e expedição da permissão. Com a PID o Denatran padroniza o modelo do documento. As informações dispostas na PID estarão descritas na língua portuguesa e nas preconizadas na Convenção de Viena. 
Para obter a permissão o condutor deverá possuir a Carteira Nacional de Habilitação (CNH), devendo esta estar vigente. O prazo de validade da PID, a categoria da habilitação e as restrições médicas são os mesmos referentes a CNH e na hipótese de ocorrer qualquer alteração no cadastro do condutor a mesma deverá ser incluída no respectivo documento internacional de habilitação. 
A Permissão Internacional para Dirigir não será emitida para o condutor habilitado somente com a Autorização para Conduzir Ciclomotor - ACC. Desde abril de 2006, o novo modelo pode ser retirado nos órgãos e entidades executivos de trânsito dos Estados e do Distrito Federal e a cargo deles ficará a responsabilidade de determinar o valor da expedição do documento.

Países onde é aceita a Permissão Internacional para Dirigir (PID):

África do Sul, Albânia, Alemanha, Anguila (Grã Bretanha), Angola, Argélia, Argentina, Arquipélago de San Andres Providência e Santa Catalina (Colômbia), Austrália, Áustria, Azerbaidjão, Bahamas, Barein, Bielo-Rússia, Bélgica, Bermudas, Bolívia, Bósnia-Herzegóvina, Bulgária, Cabo Verde, Canadá, Cazaquistão, Ceuta e Melilla (Espanha), Chile, Cingapura, Colômbia, Congo, Coréia do Sul, Costa do Marfim, Costa Rica, Croácia, Cuba, Dinamarca, El Salvador, Equador, Eslováquia, Eslovênia, Espanha, Estados Unidos, Estônia, Federação Russa, Filipinas, Finlândia, França, Gabão, Gana, Geórgia, Gilbratar (Colônia da Grã Bretanha), Grécia, Groelândia (Dinamarca), Guadalupe (França), Guatemala, Guiana, Guiana Francesa (França), Guiné-Bissau, Haiti, Holanda, Honduras, Hungria, Ilha da Grã-Bretanha (Pitcairn, Cayman, Malvinas e Virgens), Ilhas da Austrália (Cocos, Cook e Norfolk), Ilhas da Finlândia (Aland), Ilhas da Coroa Britânica (Canal), Ilhas da Colômbia (Geórgia e Sandwich do Sul), Ilhas da França (Wallis e Futuna), Indonésia, Irã, Iriã Ocidental, Israel, Itália, Kuweit, Letônia, Líbia, Lituânia, Luxemburgo, Macedônia, Martinica (França), Marrocos, Mayotte (França), México, Moldávia, Mônaco, Mongólia, Montserrat (Grã Bretanha), Namíbia, Nicarágua, Níger, Niue (Nova Zelândia) Noruega, Nova Caledônia (França), Nova Zelândia, Nueva Esparta (Venezuela), Panamá, Paquistão, Paraguai, Peru, Polinésia Francesa (França), Polônia, Porto Rico, Portugal, Reino Unido (Escócia, Inglaterra, Irlanda do Norte e País de Gales), República Centro Africana, República Checa, República Dominicana, Republica Eslovaca, Reunião (França), Romênia, Saara Ocidental, Saint-Pierre e Miquelon (França), San Marino, Santa Helena (Grã Bretanha), São Tomé e Príncipe, Seichelles, Senegal, Sérvia, Suécia, Suíça, Svalbard (Noruega), Tadjiquistão, Terras Austrais e Antártica (Colônia Britânica), Território Britânico no Oceano Índico (Colônia Britânica), Timor, Toqu
elau (Nova Zelândia), Tunísia, Turcas e Caicos (Colônia Britânica), Turcomenistão, Ucrânia, Uruguai, Uzbequistão, Venezuela e Zimbábue.

Fonte: Sistema RENACH Denatran – Dezembro 2010
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