segunda-feira, 7 de junho de 2010

JMM e JMN propõem ações para evangelizar estrangeiros no Brasil


Evangelizar brasileiros no exterior e etnias estrangeiras dentro do Brasil. Debruçados sobre esta visão, os diretores executivos, gerentes e coordenadores das Juntas de Missões Nacionais e Mundiais, o Pr. Phillip Kesler da International Mission Board (IMB) e o Pr. Jonathan Guy Key, reuniram-se na sede da JMN, nos dias 19 de maio e 1 de junho, para estudar um planejamento estratégico esse projeto. Outros encontros estão agendados com o objetivo de formatar o projeto.

Esse empreendimento missionário será feito em parceria entre as duas Juntas. Haverá compartilhamento de informações entre as duas agências missionárias para estudar e aproveitar as oportunidades, estabelecer posicionamentos estratégicos e propor ações para a implementação dos planos.

Tudo será feito por meio de uma coordenação única e específica, integrada à estrutura organizacional das duas Juntas, que vai integrar as ações. Os recursos também serão compartilhados, sendo 50% para cada uma, em orçamento definido anualmente.

A missão dessa parceria é viabilizar a cooperação entre as Juntas na evangelização de estrangeiros no Brasil e brasileiros no exterior. A visão é que todos os estrangeiros que vivem em nosso país e os brasileiros que estão no exterior sejam alcançados pelo Evangelho.

Segundo uma pesquisa do missionário Phillip Kesler, existem hoje no Brasil cerca de 25 milhões de imigrantes e seus descendentes. Nos países de origem de alguns desses grupos não há liberdade para evangelizar. Os dados mostram ainda quais as etnias estão sendo alcançadas e quais obreiros e agências missionárias estão trabalhando entre elas. Umas das oportunidades para alcançá-los é que a liberdade religiosa no Brasil favorece a evangelização de estrangeiros em território nacional.

Essa iniciativa atende ao que foi determinado durante a assembleia da Convenção Batista Brasileira de 2009, em Brasília/DF, e ratificada pelo Conselho da CBB em sua reunião de março deste ano. Alinhadas no propósito de evangelizar o Brasil e o mundo, nossas instituições missionárias se fortalecem no ideal de fazer Cristo conhecido entre todos os povos da Terra.

Fonte: JMM
Postado por Débora Padoin Malva
Via: www.guiame.com.br

Via blog Missões Evangélicas
 

sábado, 5 de junho de 2010

Blogs Missionários que merecem sua visita!

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Amados irmãos, como muitos de vocês já sabem, um dos focos do blog Veredas Missionárias é promover a ampla divulgação de links missionários, com o objetivo (além, é claro, de informar e edificar)  de fomentar a união e a colaboração dos irmãos, para que possamos alcançar melhor, mais longe e mais rápido os que carecem da Luz de Cristo. 

Procuro também publicar sempre textos edificantes sobre Missões e seus assuntos relacionados, e dentre os muitos blogs missionários (confira nossa lista na barra lateral) que publicam material semelhante, não poderia deixar de destacar três deles, pelo primoroso trabalho que fazem neste sentido:

Missões e Adoração - Blog do irmão Gilson de Moura.  
O link: http://missoeseadoracao.net

Visão Missionária - Blog do irmão Valmir Barbosa. 
Link: http://valmirbarbosa09.blogspot.com

Páginas Missionárias - Blog do irmão Isac Rodrigues. 
Link: http://paginasmissionarias.blogspot.com

Visitem sempre e sigam também esses blogs, para aumentar seu conhecimento, conhecer mais irmãos e obras missionárias e ter acesso a recursos que podem auxiliar sua vida/ministério. E não deixem de visitar os demais blogs missionários da nossa seção de links. 

Estamos juntos, pelo Rei, pelo Reino!

domingo, 30 de maio de 2010

Culto pagão

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Dave Branon

Durante uma viagem ao distante Oriente, visitei um santuário insólito feito de centenas de estátuas. De acordo com o nosso guia, os adoradores escolhiam a estátua mais parecida com um antepassado e oravam para ela.
Alguns anos atrás, li sobre um estudante cujo nome era Le Thai. Ele cultuava seus antepassados e encontrava grande conforto em suas orações para sua querida falecida avó. Como rezava para alguém que conhecia e amava, considerava isto como algo pessoal e íntimo.
Porém, quando veio do Vietnam para estudar nos Estados Unidos, Le Thai conheceu o cristianismo. Parecia um conto de fadas baseado no pensamento americano. Para ele, era como cultuar um Deus estrangeiro (veja Atos 17:18).
Nessa época um amigo cristão o convidou para passar o Natal na casa dele. Ele viu como aquela família cristã se relacionava e mais uma vez ouviu a história de Jesus. Le Thai ouviu. Leu em João 3 sobre o “novo nascimento” e fez perguntas. Começou a sentir o toque do Espírito Santo, e compreendeu que o cristianismo era verdadeiro. Le Thai confiou em Jesus como seu Salvador pessoal.
Quando um amigo enxerga o cristianismo como um culto pagão, precisamos respeitar sua herança cultural enquanto compartilhamos o evangelho com generosidade, dando-lhe tempo para descobrir mais sobre o cristianismo. E então confiar no Espírito para fazer Seu trabalho. 

Deus é o único Deus verdadeiro.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

O tradutor eletrônico do Google e a rápida evolução dos tradutores



A tradução quase instantânea de textos para 52 línguas é apenas
o primeiro passo rumo a um comunicador universal em que o idioma
deixa de ser barreira e passa a ser o portal do grande encontro das culturas.


As diferenças de idioma são um divisor da humanidade. Há dois caminhos para contornar essa barreira. Num deles, busca-se um retorno à linguagem única que, segundo a Bíblia, existia antes da Torre de Babel. Ao longo da história, algumas línguas de fato procuraram desempenhar esse papel. Por exemplo, o latim, na Antiguidade, ou o inglês, nos dias de hoje. Línguas artificiais como o esperanto, criado no século XIX pelo polonês L.L. Zamenhof, também se candidataram a realizar essa tarefa. O outro caminho é o da tradução universal. Em princípio, seria coisa de ficção científica. O mais insólito modelo de tradutor universal aparece no livro O Guia do Mochileiro das Galáxias, dos anos 70: um peixinho é introduzido no ouvido do protagonista e verte frases alienígenas para o inglês. Na série Jornada nas Estrelas, a tecnologia entra em cena e um dispositivo permite a conversa não somente entre "terráqueos", mas entre habitantes de diferentes planetas. Pois bem: como acontece com frequência, a ficção científica não estava lidando com o impossível, mas apenas antecipando o futuro. A tecnologia já está avançada na criação de um tradutor universal. O sistema mais eficiente opera nos computadores do Google, o gigante da internet. Hoje, ele permite a tradução instantânea de textos escritos em 52 idiomas. Para o leitor, é como colocar-se diante de uma biblioteca infinita e descobrir que todas as publicações estão em português. Estima-se que em dez anos já sejam 250 as línguas contempladas. E, nesse ponto, a inclusão de aplicativos de tradução simultânea em computadores e telefones celulares permitirá que bilhões de pessoas se entendam – sem jamais ter de abandonar a própria língua.

Por trás do Google Tradutor está o conhecimento acumulado em inteligência artificial (I.A.), ramo da computação que se dedica ao desenvolvimento de modelos e programas que produzem nas máquinas um comportamento "inteligente". Nascida nos anos 40, a área produziu experimentos famosos como o robô Eliza, software que simulava diálogos reais na década de 60, e o supercomputador Deep Blue, da IBM, que em 1997 derrotou o campeão russo Garry Kasparov em uma partida de xadrez. O "cérebro" da máquina podia analisar cerca de 200.milhões de jogadas por segundo na busca do xeque-mate. O primeiro estágio da tradução universal – a de textos – já atingiu na internet um nível que linguistas e especialistas em inteligência artificial classificam como avançado. Isso quer dizer que, embora os erros de tradução da ferramenta sejam perceptíveis, os textos que ela apresenta permitem a compreensão do assunto de que eles tratam.

O funcionamento do tradutor do Google remete à Pedra de Roseta, o bloco de granito de 1,20 metro de altura que foi encontrado pelo exército de Napoleão, no século XVIII, e serviu de chave para a decifração dos hieróglifos egípcios. A Pedra traz inscrições de um mesmo texto na antiga língua do Egito e em grego. No século XIX, coube aos estudiosos Thomas Young e Jean-François Champollion relacionar os termos dos dois idiomas para desvendar a língua dos faraós. De forma análoga, os computadores do Google trabalham com pares de textos em línguas diferentes e calculam a probabilidade de palavras de uma delas corresponderem a termos da outra (confira o funcionamento). Com base nesses cálculos, o sistema é capaz de, em menos de um segundo, montar textos em 52 línguas, cada vez que um usuário o requisita.

O tradutor do Google está à frente dos rivais. Em pesquisas patrocinadas pelo governo americano, ele supera com frequência ferramentas de outras empresas e universidades. "Ele também é reconhecido como o melhor entre os sistemas comerciais", diz David Yarowsky, professor de ciência da computação da Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos. Isso significa sobrepujar os rivais Bing Translator, da Microsoft, e Babel Fish, do Yahoo!. "Hoje, a potência da ferramenta está relacionada ao tamanho de seu banco de dados. E também ao uso de supercomputadores, com sua imensa capacidade de processar informações", explica Helena Caseli, pesquisadora do Laboratório de Linguística Computacional da Universidade Federal de São Carlos. 

Se são esses os fatores determinantes, é certo que o tradutor vai evoluir. O aumento na capacidade de processar informações dos supercomputadores é garantido pela Lei de Moore – que postula que a capacidade dos chips dobra a cada 24 meses. O banco de dados do Google também cresce continuamente. Ele começou a ser formado em 2006, com textos oficiais da ONU vertidos para seis idiomas. Em seguida, a empresa recorreu a documentos bilíngues de arquivos públicos. Finalmente, mergulhou na internet. Hoje, seus próprios usuários ajudam a ampliar o banco de dados sugerindo traduções alternativas àquelas que lhes são apresentadas. "Há, no entanto, certo limite para essa abordagem", diz Miles Osborne, pesquisador da Universidade de Edimburgo, na Escócia, que trabalhou no projeto do Google. É por isso que vem sendo estudada a inclusão de regras gramaticais no programa: além dos algoritmos, ele usaria essas regras para compor textos mais fluentes. Hoje, as traduções invariavelmente contêm tropeços de gramática. Assim mesmo, quem se detém em uma página estrangeira, esteja ela escrita em mandarim, africânder, vietnamita, japonês ou hindi, já sabe ao menos sobre o que se fala ali. "Há cinco anos, isso era impossível. Daqui a cinco anos, teremos mais fluência", afirma David Yarowsky.

À medida que os tradutores avançarem, seus impactos deverão se espalhar pelas mais variadas áreas. No campo acadêmico, por exemplo, o avanço será dramático. "Em algumas áreas, como ciência e tecnologia, as versões automáticas poderão ser até melhores do que as feitas por humanos, pois, para nós, é muito difícil guardar detalhes de temas específicos", diz Yarowsky. Considere-se que atualmente, nos campos de ciências, tecnologia, finanças e administração, 90% do conteúdo de alta qualidade está em inglês, e a importância dos tradutores automáticos para milhões de estudantes e profissionais ao redor do mundo se torna clara. Yarowsky também aponta frutos na economia: "Será mais fácil vender produtos e serviços ao exterior, com a eliminação de custos com tradução de manuais técnicos, material promocional e e-mails". Atualmente, turistas já se beneficiam da tecnologia na hora de escolher destinos de viagem sem levar em conta a língua local, uma vez que ferramentas como a do Google estão disponíveis em celulares. Há outros dispositivos portáteis que fazem a conversão voz-texto ou texto-voz. Soldados americanos enviados ao Afeganistão já testaram tal aparelho, que dispara mensagens sonoras escolhidas pelos militares na língua local. "É a chance de pessoas de todas as partes do mundo saberem o que as demais pensam. Assim, suas diferenças podem ser minimizadas", diz Yarowsky. "Eu não sei o que um garoto de Bagdá pensa sobre os Estados Unidos, mas gostaria de saber." O Google já colocou seu arsenal também à disposição de outras ferramentas. Além de verter páginas da web, seu know-how na área traduz documentos apresentados por usuários, chats de texto via Google Talk e até converte legendas de vídeos no YouTube. Para conectar línguas e mentes via celular, precisará agregar ao sistema o reconhecimento de voz, desenvolvido por várias empresas ao redor do mundo. "A tradução voz a voz é incrível, e nós adoraríamos realizá-la", reconhece Nate Tyler, relações-públicas do Google internacional. É mais do que isso. E, embora a empresa tente despistar, o mercado espera dela a ferramenta para a próxima década.

Laura Guzman
A americana de 20 anos está há quatro meses em São Paulo, onde realiza um intercâmbio universitário. Ela recorre ao tradutor automático para dirimir dúvidas na hora de escrever e ler artigos extensos em português
"Eu me sinto segura para usar o idioma, mas vez ou outra as dúvidas aparecem"


A linguagem cotidiana já começa a ser desbravada pelos tradutores automáticos. A frase "Cê vai lá né?", por exemplo, recebe uma tradução bastante adequada no Google Tradutor: "You going there right?". A própria empresa reconhece, contudo, que sua máquina tem um limite claro: a literatura, sobretudo aquela que subverte a gramática e abusa da ironia, fazendo com que uma mesma palavra possa ter vários significados. "Se você tentar traduzir poesia pelo sistema, vai receber um novo tipo de poesia", brincou, durante uma apresentação, o pai da ferramenta do Google, o alemão Franz Josef Och. Mas isso não é demérito nenhum. Há uma infinidade de estudos literários que falam da "impossibilidade da tradução" – ou que, ao menos, lembram o velho adágio "Traduttore, traditore" ("Tradutor, traidor"). "Não existe efetivamente tradução perfeita entre línguas. Cada uma delas tem estrutura e recursos idiomáticos próprios, intraduzíveis. Você pode convertê-los em termos semânticos, mas não analíticos", diz Jacó Guinzburg, tradutor de francês, inglês, alemão, iídiche e hebraico. "Mas é claro que existem alguns trabalhos excelentes. É o caso da versão de As Minas do Rei Salomão feita por Eça de Queiroz: em inglês, é uma obra de segunda, mas se tornou primorosa em português."

Com o avanço dos sistemas de tradução de línguas por computador, a exigência de aprender um idioma estrangeiro poderá ser abalada. Estudo da empresa de RH Catho Online mostra que o salário médio do brasileiro que domina o inglês e o espanhol é em média 125% superior ao de trabalhadores que não falam esses idiomas. Mas, se a tecnologia evoluir como se espera, a questão terá de ser revista: valerá a pena investir mais de 50 000 reais, custo de um curso completo de inglês de primeiro nível, se em tese for possível contar com as máquinas? "Quando têm a oportunidade de escolha, as pessoas preferem se expressar no idioma materno", diz o linguista britânico David Crystal, estudioso das relações entre língua e internet. "A eficiência dos sistemas de tradução poderá provocar certo desinteresse pelo aprendizado de idiomas estrangeiros." Mas seria um erro abandonar de vez o hábito de aprender línguas. O italiano Luciano Floridi, filósofo da informação, lembra que conhecer um idioma é uma experiência insubstituível, um mergulho em outra cultura. "Há palavras intraduzíveis: se você quer falar sobre saudade, tem de usar o português", exemplifica. Isso, contudo, não demove o filósofo da posição de entusiasta da tradução digital, que para ele ocorrerá em um regime de perdas e ganhos. "Imagine que eu nunca tenha ido ao Brasil e certo dia vá a um restaurante típico em Londres: a receita é brasileira, mas a linguiça é inglesa. Ou seja, não é o mesmo que ir ao Brasil, mas é melhor do que nada."

Felipe Carvalho Zulato
Navegar pelas redes sociais é tarefa do relações-públicas de 23 anos, que vive em Belo Horizonte. Antes de descobrir o tradutor, conferir as páginas de sites japoneses era frustrante

"As traduções ainda pecam na concordância, mas ao menos me permitem avançar no trabalho"


Se tivessem surgido mais cedo, como ansiava o homem desde o princípio, as ferramentas de tradução automática bem poderiam ter sido de grande ajuda em momentos cruciais da história. Durante a Batalha de Cajamarca pela conquista do Peru, em 1532, coube a um jovem nativo chamado Felipillo mediar o encontro entre os espanhóis, comandados por Francisco Pizarro, e os incas. Por má-fé ou não do tradutor, o rei Atahualpa foi levado a entender que os espanhóis queriam lhe impingir a condição de vassalo do rei espanhol. A negociação foi um fracasso e precipitou a guerra, ocaso inca. Quatro séculos depois, outro entrevero. Em 26 de julho de 1945, as forças aliadas apresentaram a Declaração de Potsdam, um ultimato que dava a Tóquio duas alternativas: rendição incondicional ou destruição total. Dois dias depois, o primeiro-ministro Suzuki Kantaro disse aos jornais de seu país que a declaração não tinha "nenhum valor", acrescentando à frase seguinte o termo mokusatsu – que pode assumir os significados distintos de "ignorar" ou "silêncio". O jornal The New York Times estampou em sua primeira página: "Japão rejeita ultimato aliado de rendição". Tradutores afirmariam mais tarde que melhor seria dizer que os japoneses "silenciaram". As bombas atômicas caíram sobre Hiroshima e Nagasaki sete e dez dias depois, respectivamente. Há dúvidas sobre o efeito que outras traduções poderiam exercer nos dois episódios. Mas o fantasma da diferença linguística perpassa a história. Agora, com os tradutores automáticos, o homem tem a chance de derrubar, com a ajuda da tecnologia, a barreira que Deus, segundo a tradição bíblica, ergueu com a Torre de Babel.

Nicholas Ostler
O especialista britânico em história das línguas enxerga no tradutor do Google um aprimoramento da globalização, com novas oportunidades para o indivíduo.
E sentencia: o inglês será a última língua franca

"As pessoas se darão ao luxo de falar com outras culturas usando o próprio idioma"


Franz Josef Och
O alemão que chefia o time de tradução do Google, diante da Pedra de Roseta, que no século XIX ajudou a decifrar os hieróglifos egípcios e serve de modelo ao sistema automático do gigante de buscas. O tradutor moderno alia números e palavras, matemática e linguística para converter idiomas

"No futuro, teremos muito mais. A máquina será capaz de quebrar barreiras, levando a informação aonde quer que as pessoas precisem dela"


David Yarowsky
O professor de ciência da computação da Universidade Johns Hopkins aposta no poder de aproximar pessoas da ferramenta de tradução. A cada língua colocada à disposição na internet, surgem chances de aumentar a troca de ideias e diminuir as diferenças culturais

"Eu não sei o que um garoto de Bagdá pensa sobre os Estados Unidos, mas gostaria de saber"


Vinício Fornasari
Aos 52 anos, o empresário da construção civil usa o Google Tradutor a partir de Florianópolis para checar minúcias de contratos firmados com companhias da China, Japão e Turquia, além de prospectar oportunidades pela internet

"A ferramenta tem ajudado muito nas negociações"

A ficção chegou primeiro

A literatura e o cinema inventaram dispositivos – ou geringonças – capazes de simular a comunicação entre línguas muito antes dos tradutores automáticos
Babel fish
Colocado no ouvido, o peixe de O Guia do Mochileiro das Galáxias, dos anos 70, absorve energia mental e libera ondas telepáticas: assim, é claro, o tímpano do anfitrião entende qualquer língua.


Tradutor Universal
O dispositivo da saga Jornada nas Estrelas, que surgiu nos anos 60, foi uma espécie de precursor do modelo do Google: usa cálculos e recorre a um banco de dados para comparar idiomas. Uma diferença: pode ler ondas cerebrais.


Robô C-3PO
O androide medroso e falador de Star Wars, criado por George Lucas nos anos 70, é o tradutor mais culto da ficção: é fluente em 6 milhões de idiomas. E ainda pertence ao grupo de robôs diplomáticos.



Fontes: Blog Contúdo Livre e Revista Veja.

terça-feira, 18 de maio de 2010

SBB lança Novo Testamento Chinês-Português este mês

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Uma obra inédita, desenvolvida pela Sociedade Bíblica do Brasil (SBB), está sendo aguardada com muita expectativa. Trata-se do Novo Testamento, Salmos e Provérbios Chinês-Português, que reúne, numa edição primorosa, dois dos idiomas mais falados em todo o mundo. Editada em conjunto com a Sociedade Bíblica de Hong Kong, esta publicação utiliza as duas traduções mais apreciadas pelas populações da China e do Brasil: Revised Chinese Union Version (RCUV) – em mandarim com escrita simplificada – e Almeida Revista e Atualizada (RA), respectivamente. Cada uma das traduções, apresentadas lado a lado, foi feita a partir dos textos originais e reflete fielmente a mensagem bíblica. 
O lançamento do NT Chinês-Português acontecerá no dia 23 de maio, às 15h, na Primeira Igreja Presbiteriana Independente de São Paulo, na capital paulista. O culto poderá ser acompanhado ao vivo, via internet, pelo link www.catedralonline.com.br (clicar no ícone “culto ao vivo”).

A obra pode ser considerada um símbolo da união desses dois países, além de apontar para a importância dos dois idiomas no cenário internacional: o português, dominante entre cerca de 250 milhões de pessoas, ocupa a 6ª posição no ranking dos idiomas mais falados no mundo; e o mandarim, que é utilizado por mais de 1,3 bilhão de pessoas, e configura-se no idioma mais falado do planeta. 
“Unir dois idiomas tão diferentes e lançar o Novo Testamento bilíngue Chinês- Português foi a meta que as Sociedades Bíblicas do Brasil e de Hong Kong assumiram e hoje comemoram a realização de mais esse projeto”, afirma o secretário de Tradução e Publicações da SBB, Paulo Teixeira. A edição conservou as características editoriais das traduções em mandarim e em português. Com isso, o leitor poderá encontrar pequenas diferenças na divisão das seções, o que, no entanto, não prejudica a compreensão da mensagem bíblica no seu todo. 
Para Teixeira, o lançamento – desenvolvido a pedido das igrejas cristãs chinesas do Brasil – representa, sobretudo, um importante avanço na consolidação da fé de uma comunidade em constante crescimento. “É missão da Sociedade Bíblica do Brasil levar a Palavra de Deus a todas as pessoas. Ao preencher mais esta lacuna em nossa sociedade, sentimo-nos recompensados e estimulados a continuar nossa tarefa”, resume.

Com 1,3 bilhão de habitantes, a China apresenta números grandiosos relacionados à sua população: um em cada cinco habitantes do planeta vive na China, representando um quinto da população mundial, estimada em 6,5 bilhões de habitantes. Sozinha, a China tem uma população duas vezes maior do que a da Europa inteira. Mais de 30% das pessoas com idade acima de 16 anos se denominam religiosos, quatro vezes mais do que há uma década. 

Conforto e evangelização

A importância desta edição bilíngue é destacada por líderes religiosos chineses residentes no Brasil. “É o instrumento eficaz da própria Palavra de Deus para evangelização, especialmente para o chinês que vem da China, para ler nas horas vagas. Quando eles chegam aqui sofrem de muita solidão, não falam e não entendem o português”, diz Wu Tu Hsing, médico da Universidade de São Paulo (USP) e pastor da Igreja Presbiteriana de Formosa no Brasil Tai-an (Grande Paz). Assim como os cristãos chineses que vêm para o Brasil, os brasileiros que fazem o caminho inverso também são alvo desta nova publicação. 
Outro grupo que poderá se beneficiar com a novidade são os brasileiros que estudam mandarim, como endossa Chang Lien Chuan, pastor da Igreja Cristã Pão da Vida: “Essa edição é muito importante para a geração nova que fala mandarim e também para os brasileiros que estão em contato com a língua. Foi feita na hora certa para abençoar a população. E se vier a Bíblia completa, melhor ainda”, arremata. 

Culto Bilíngue de Ação de Graças pelo lançamento do NT, Salmos e Provérbios Português-Chinês
Data: 23 de maio de 2010 (Domingo).
Local: Primeira Igreja Presbiteriana Independente de São Paulo – Rua Nestor Pestana, 136.
Horário: Das 15h às 17h.
Mensagem e apresentação: Paulo Teixeira, secretário de Tradução e Publicações da SBB.
Louvor: Coral da Igreja Presbiteriana de Formosa no Brasil Tai-An (Grande Paz) – Hinos em chinês e português, alternados.
Obs.: Para acompanhar o culto ao vivo, pela internet, acesse www.catedralonline.com.br (clicar no ícone “culto ao vivo”)

Fonte: Site da Sociedade Bíblica do Brasil

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Línguas Africanas no Brasil

A presença de línguas africanas no Brasil está diretamente associada ao tráfico de escravos que, por mais de três séculos sucessivos, de 1502 a 1860, introduziu no país por volta de 3.600.000 africanos, de origem diversa: “sudaneses”, da região situada ao norte do equador (ciclo da Guiné, século XVI); “bantos”, ao sul do equador (ciclo do Congo e de Angola, século XVII); “sudaneses”, novamente,  da costa ocidental (ciclo da costa da Mina, início do século XVIII, e ciclo da baía do Benim, meados do mesmo século); no século XIX, chegam escravos de todas as regiões, predominando os originários de Angola e Moçambique  (Mattoso, 1982). Não se pode precisar o número das línguas que aqui aportaram, mas sabe-se que na área atingida pelo tráfico são faladas por volta de 200 a 300 línguas, uma pequena parcela do conjunto lingüístico africano que conta com mais de  2000 línguas, segundo o inventário mais recente (Grimes, 1996). Elas são originárias, essencialmente, de duas grandes áreas:
 
a) área oeste-africana - caracterizada pelo maior número de línguas, tipologicamente muito diversificadas:
(i) "oeste-atlântica" (fulfulde, wolof, serer, temne...);
(ii) "mandê"(mandinga, sobretudo); 
(iv) "benuê-congo", principalmente os falares iorubá designados no Brasil pelo termo 'nagô-queto", nupe (tapa), igbo, ijo... e também 
(v) "chádicas" (hauçá) e ainda
(vi) "nilo-saariana" (canúri).
b) área banto -  limitada à costa ocidental (atuais Congo, República do Congo e Angola) e só mais tarde à costa oriental (Moçambique) – caracterizada por um número reduzido de línguas, tipologicamente homogêneas, mas falada por um número maior de cativos: (i) quicongo (H10) , falada pelos bacongos, numa zona que corresponde ao antigo Reino do Congo; (ii) quimbundo (H20), falada pelos ambundos, na região central de Angola, correspondendo ao antigo reino de Ndongo; (iii) umbundo (R10), falada pelos ovimbundos, na região de Benguela, em Angola.
No século XX não se localiza nenhum registro sobre línguas africanas ‘plenas’ no Brasil, visto que desde o final do século anterior elas passam a manifestar-se como línguas especiais, utilizadas como códigos por grupos específicos, seja como “língua ritual” – nos cultos “afro-brasileiros”, seja como “língua secreta” – marca  de identidade de descendentes de escravos, em comunidades negras (atuais ‘quilombos’) como Cafundó e Tabatinga.
As línguas africanas, marcadas pela ruptura de sua continuidade no espaço original, encontraram-se, no Brasil, distantes do convívio com suas variantes dialetais, dentro de um quadro heterogêneo em que os novos contatos lingüísticos com o português, as línguas indígenas e outras línguas africanas ocorreram de forma diferenciada, nas diferentes épocas e nos diferentes ambientes (urbano e rural).  A pesquisa acadêmica só as considerou enquanto possibilidade de “influenciar” o português brasileiro. Os trabalhos mais recentes admitem a presença de um léxico importante de origem africana (2.500  itens, no inventário de Schneider, 1991), mas questionam a “influência” africana na gramática (fonologia e sintaxe) do português brasileiro. Os defensores associam o contato a processos de crioulização (Guy, 1981; Baxter, 1992), ou semicrioulização (Holm, 1994); os contestadores reconhecem a presença africana, mas destacam como mais significativa a deriva secular européia, mantida apesar de todas as mudanças do português brasileiro (Naro e Scherre, 1993).

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Globetrotter XL : Um super jogo online de geografia

Você é bom em geografia? Então se liga, neste super jogo online, onde você vai por os seus conhecimentos a prova. Encontre as cidades e seus respectivos países nesse super jogo.

A cada partida iniciada a sequência das cidades é disposta em ordem aleatória. Tudo que você tem que fazer e chegar o mais próximo da localização da cidade no mapa, Quanto mais perto do ponto indicado, mais pontos você acumula e vai passando de nível.

Cada nível exige uma pontuação mínima e a partir do nível 7 a divisão política desaparece e você se guia apenas pelo seu conhecimento físico.
Um ótimo passatempo e ainda pode ser usado em salas de aula, então clique no link e boa diversão!
Ainda não passei do nível 7 , mas eu chego la, vai la e deixa aqui nos comentários a sua pontuação!


Fonte: Mural na Net

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Aplicativo gratuito do Joshua Project para iPhone, iPod e iPad fornece dados sobre povos não alcançados

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Imagine ser capaz de acessar informações sobre milhares de grupos de pessoas, ver os dados de centenas de países, folhear fotos incríveis, aprender sobre os missionários famosos ou até mesmo compartilhar o evangelho. Tudo no seu dispositivo portátil da Apple. Com apenas o toque de um dedo. A qualquer momento. E isso é grátis!

É o que oferece o aplicativo Web JPMobile, do Joshua Project.
Saiba maiores informações aqui:  http://www.joshuaproject.net/mobile.php

domingo, 2 de maio de 2010

Segundo o Datafolha, 25% dos brasileiros são evangélicos

 
FSP (26/04/2010): Segundo o Datafolha, 25% dos brasileiros são evangélicos: Os evangélicos já são 25% dos brasileiros, sendo 19% seguidores de denominações pentecostais, segundo levantamento concluído em março pelo Datafolha. Ainda não há pesquisas de intenção de voto segmentadas por religião na corrida presidencial. Em 1994, quando Fernando Henrique Cardoso (PSDB) foi eleito para o primeiro mandato, o segmento somava 14% da população. O crescimento do rebanho acompanha a redução do percentual de católicos, que hoje são 61%.

terça-feira, 27 de abril de 2010

Mudança de realidade

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Ricardo Miranda

Sempre que paramos para escrever, até mesmo pelo nosso dia a dia esbarramos e paramos na questão financeira. Não que missões seja um point de arrecadação, mas sem dinheiro é impossível fazer missões, creio que disto os amados leitores são conscientizados.
Nesta edição queremos falar de um assunto até mesmo desconhecido na área financeira, que é a mudança de realidade no campo. Para que se trabalhe com precaução vamos falar do "caixa de reserva’’ ou "mante-nedores de reserva". Por que?
Muitos missionários e suas respectivas igrejas ou agências quando na formação do projeto calcula-se que ele, o missionário, irá depender de um valor "X". A partir deste cálculo, monta-se o projeto e quando atinge aquele valor calculado, então se despede o missionário. Daí em diante ele começa a correr um certo risco, que é a mudança de realidade naquela nação que por tanto tempo se sonhou em alcançar.
Imaginamos o seu missionário chegando em uma nação estranha com aquele valor "X" e às vezes em questões de meses haja algumas turbulência econômica, e essas turbulências podem ser associadas a diversos fatores como fatores meteo-rológicos, instabilidade política ou mesmo uma instabilidade econômica, todos estes fatores podem elevar o custo de vida em uma região ou às vezes em uma nação. E aí o missionário, juntamente com sua igreja, começa também a sofrer o efeito daquelas conseqüências que aquele país esteja atravessando, só que ele lá no campo e a igreja aqui. Vejamos que boa parte dos missionários está em paises que passam por estes problemas e até mesmo países de economia estável poderão sofrer turbulência econômica. A economia mundial é na sua maioria globalizada e basta uma noticia negativa na bolsa de valores de Nova Délhi, na Índia, que se começa uma derrubada de outras bolsas. Quem não se lembra da crise russa na década de noventa? Crise Argentina e tantas outras, e o mundo econômico é assim: o dólar sobe e arrasta também os juros, e o missionário no campo começa então a sofrer a chamada pressão financeira, chegando às vezes a ponto de abandonar o campo, simplesmente por uma falta de precaução daqueles que com tanto carinho montaram aquele projeto.
Para que tal coisa não venha acontecer com seu missionário eis algumas orientações:
1º- Quando atingir o valor desejado de seu projeto, insira uma quantia a mais em torno de 20% para que esta porcentagem faça um calço em uma eventual necessidade.
2º- Investigar ao máximo a economia daquele país para onde o projeto estiver direcionado, principalmente nos paises de primeiro e segundo mundo, um bom parâmetro para isto é o risco país, os de terceiro todos nós conhecemos o nível.
Pesquisamos muito a questão cultural de um povo e isto é ótimo, enfatizamos muito a comunhão do missionário para com Deus e isto é fundamental mas às vezes esquecemos da parte econômica para que o servo do senhor não passe por pressões financeiras no campo. Existem hoje abnegados servos do senhor que trabalham com economia e mercado e não é demais uma consultoria prévia a um deles.
3° - É importante que a retaguarda mantenha uma boa comunicação com o missionário no campo para identificar a mudança de realidade econômica que o afeta e buscar novos mantenedores, de forma a corrigir o sustento dos "Embaixadores de Cristo" naquela nação.
Por sua vez, é importante que os missionários busquem formas possíveis de se adequarem à nova realidade econômica, antes de cumularem dívidas que possam afetar seu relacionamento com Deus, com a Igreja enviadora ou com o povo onde vive.
Talvez você pense que Paixão pelas Almas agora tenha encarte de economia e que esta coluna não tenha aquela tradicional referência bíblica. Mas eu te digo que os homens de negócios quando vão investir em um país eles passam até anos pesquisando a economia daquele país para dali ganharem seus muitos dólares, e nós? "Pois qual de vós querendo edificar uma torre, não se assenta primeiro a fazer as contas dos gastos, para ver se tem com que a acabar?" (Lc 14:28), Jesus já nos instruiu a respeito disto. Somos também homens de negócios que enviamos um representante não para ganhar dólares mais sim, valiosos almas que estão pressas nas mãos de Satanás.
Então amados sejamos prudentes e vigilantes.

Fonte: http://www.semipa.org.br

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Alfabetos - Sistemas de Escrita


A escrita é a representação de ideias através de símbolos gráficos. Ela surgiu há mais ou menos 5500 anos, no Egito e na Mesopotâmia. Nesta época, todas as formas de escrita eram ideográficas (hieróglifos egípcios, escrita cuneiforme); as fonéticas apareceram alguns milênios depois, com a escrita ugarítica, no Oriente Médio. Este alfabeto deu origem ao alfabeto fenício, que é a base de quase todas as escritas fonéticas atuais. Hoje ainda há uma escrita ideográfica, a chinesa / japonesa. A diferença principal entre os dois tipos de sistemas de escrita é que, no tipo fonético, os sons da fala são representados por letras, enquanto no ideográfico são as palavras ou conjuntos de palavras que são representados, por desenhos chamados ideogramas. No caso da escrita chinesa, há uma certa razão para se conservar o sistema ideográfico. Na China, há mais de mil dialetos, que são variações de uma mesma língua, mas que não diferem na estrutura básica, apenas um pouco nas palavras. Desta forma, um texto em chinês é escrito igual em todos os dialetos, mesmo com a pronúncia sendo diferente.
       O tipo fonético se divide em 4: alfabético, abjad, abuguida (ou alfassilábico) e silábico. O sistema alfabético é o mais comum, no qual cada consoante ou vogal é representada por uma letra. Provavelmente é a forma mais lógica de se escrever, mas, na prática, com a evolução das línguas, as escritas alfabéticas passaram a apresentar letras duplas, acentos, dígrafos, letras mudas, mais de uma letra para o mesmo som e vice-versa, o que torna torna a escrita mais complexa. Esse é o caso do alfabeto latino, usado para a grande maioria das línguas atuais.
       O abjad é um sistema similar, sendo historicamente anterior ao alfabético, já que a escrita ugarítica é abjad. Nesse sistema, as letras só representam as consoantes, e as vogais podem ser representadas, opcionalmente, por pequenos traços e pontos colocados abaixo ou acima das consoantes. Normalmente não se utiliza essa pontuação de vogais, apenas para os iniciantes na escrita. Isso pode parecer estranho, e seria muito difícil ler português ou inglês sem as vogais, mas esse tipo de escrita se adapta bem às línguas semíticas, como o hebraico e o árabe. Nestas línguas, como as vogais dos radicais mudam quando há derivação de palavras, os radicais podem permancecer intactos se só forem escritas as consoantes.
       A escrita abuguida é diferente. Nela, cada letra pode representar uma sílaba, composta de uma consoante e uma chamada vogal herdada, que geralmente é o som de vogal mais comum (a ou o, dependendo da língua). Para modificar a vogal herdada, são utilizados sinais diacríticos, parecidos com os acentos, que são postos encostados nas letras. Por exemplo, em hindi, a consoante para o som d é pronunciada da, e se for colocado um pequeno traço inclinado para a esquerda, em cima da letra, ela se torna a sílaba de. Também há símbolos para vogais isoladas na sílaba, e para nasalizar ou retirar a vogal das letras. Estes alfabetos são pouco conhecidos no Ocidente, mas existe um grande número de abuguidas, usados principalmente para as diversas línguas indianas e do sul e sudeste asiático, como hindi e tailandês.
       Os alfabetos silábicos são os que têm o funcionamento mais simples, próprios para línguas com pouca variedade de sílabas, como o japonês e o cherokee. Nestes alfabetos, cada letra representa uma sílaba composta por uma consoante e uma vogal, ou somente por uma vogal.
       Abaixo estão citados 28 dos alfabetos utilizados hoje em dia, o que representa as escritas de quase todo o mundo. Para informações mais detalhadas, entre em http://www.omniglot.com/, http://www.krysstal.com/ e http://www.geonames.de/.
       Veja aqui como fazer para o navegador mostrar corretamente os caracteres dos diferentes alfabetos.

Observações:

1) Os 28 alfabetos abaixo são todos aqueles atualmente adotados ou recomendados para a escrita de uma língua por alguma forma de governo em alguma parte do mundo. Há muitos outros, usados em pequenas localidades por um número restrito de pessoas, ou em textos religiosos ou tradicionalmente em ocasiões especiais, e ainda aqueles inventados por autores de ficção, além dos muitos alfabetos extintos. No mapa abaixo, as fronteiras entre os alfabetos são aproximadas, pois seguem as fronteiras entre países ou suas subdivisões (estados, províncias etc.).
2) A classificação em grupos linguísticos é controversa, pois geralmente engloba sob um mesmo grupo línguas sem clara relação, sendo preferível e mais aceita a classificação em famílias linguísticas. Entretanto, aqui foi usada a classificação em grupos por ser mais simples, uma vez que o número de famílias é extremamente maior. Foram considerados os seguintes 10 grupos linguísticos: indo-europeu (inclui o idioma isolado basco, apenas por simplicidade), uralo-altaico (inclui famílias urálica, altaica (incluindo os idiomas japonês e coreano, não comprovadamente altaicos), esquimó-aleuta e as diversas famílias paleo-siberianas), caucasiano, afro-asiático, dravidiano, sino-tibetano (inclui família tai-kadai), austro-asiático, malaio-polinésio (inclui as diversas famílias papuásias e australianas), africano (inclui as famílias nígero-congolesa, nilo-saariana e khoisan) e americano (inclui as diversas famílias indígenas norte e sul-americanas).
Como se pode perceber pelo mapa, e também considerando a desidade populacional de cada área, 
os alfabetos mais usados hoje são o latino, o cirílico, o árabe, o chinês / japonês e o hindi.

1) latino, romano
Alfabeto latino: escrita alfabética
Línguas que utilizam este alfabeto, separadas por grupo linguístico:
indo-europeias: inglês, francês, espanhol, português, italiano, alemão, holandês, irlandês, dinamarquês, norueguês, sueco, polonês, tcheco, eslovaco, esloveno, sérvio, croata, bósnio, albanês, letão, lituano, romeno, luxemburguês, galês, galego, catalão, basco, africâner;
uralo-altaicas: finlandês, estoniano, húngaro, turco, azeri, turcomeno, uzbeque;
afro-asiáticas: maltês, haussa, somali;
austro-asiática: vietnamita;
malaio-polinésias: malgaxe, filipino, malaio, indonésio, javanês, gilbertino, tuvaluano, fijiano, tonganês, samoano, maori, taitiano, havaiano;
africanas: ibo, ioruba, fulani, fang, wolof, malinka, mende, kongo, swahili, tswana, sesoto, sindebele, suazi, zulu, xhosa, nama;
americanas: guarani, quêchua, aimará, quiché, navaho.
Alfabeto utilizado em:



  • América: toda, exceto o território canadense de Nunavut;





  • Europa: toda, exceto Rússia, Belarus, Ucrânia, Bulgária, Sérvia, Macedônia, Grécia, Chipre;





  • África: África Subsaariana, exceto Mauritânia, Chade, Sudão, Etiópia, Eritreia;





  • Ásia: Turquia, Azerbaijão, Turcomenistão, Uzbequistão, Indonésia, Timor Leste, Malásia, Cingapura, Brunei, Vietnã, Filipinas;





  • Oceania.
    Origem: cuneiforme → ugarítico → fenício → grego → etrusco → latino.

    2) ελληνικά (elliniká)
    Alfabeto grego: escrita alfabética
    Língua que utiliza este alfabeto, indo-europeia: grego.
    Alfabeto utilizado em: Grécia, Chipre.
    Origem: cuneiforme → ugarítico → fenício → grego.

    3) кириллица (kirillitsa)
    Alfabeto cirílico: escrita alfabética
    Línguas que utilizam este alfabeto, separadas por grupo linguístico:
    indo-europeias: russo, bielorrusso, ucraniano, búlgaro, sérvio, macedônio, tadjique;
    uralo-altaicas: cazaque, quirguiz, mongol, nenets, evenki;
    caucasiana: abkhaz.
    Alfabeto utilizado em:





  • Europa: Rússia, Belarus, Ucrânia, Bulgária, Sérvia, Macedônia;





  • Ásia: Ásia Setentrional, Cazaquistão, Quirguistão, Tadjiquistão, Mongólia, república georgiana da Abkházia.
    Origem: cuneiforme → ugarítico → fenício → grego → cirílico.

    4) հայերեն (hayeren)
    Alfabeto armeno: escrita alfabética
    Língua que utiliza este alfabeto, indo-europeia: armeno.
    Alfabeto utilizado na Armênia.
    Origem: cuneiforme → ugarítico → fenício → grego → armeno.

    5) მხედრული (mkhedruli)
    Alfabeto georgiano: escrita alfabética
    Língua que utiliza este alfabeto, caucasiana: georgiano.
    Alfabeto utilizado na Geórgia, exceto república da Abkházia.
    Origem: cuneiforme → ugarítico → fenício → grego → georgiano.

    6) العربية (al-arabiyah)
    Alfabeto árabe: escrita abjad
    Línguas que utilizam este alfabeto, separadas por grupo linguístico:
    indo-europeias: persa, pashto, balúchi, urdu, punjabi, caxemir;
    uralo-altaica: uigur;
    afro-asiáticas: árabe, berbere.
    Alfabeto utilizado em:





  • Ásia: Arábia Saudita, Iêmen, Omã, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Bahrein, Kuwait, Egito, Jordânia, Líbano, Síria, Iraque, Irã, Afeganistão, Paquistão, estado indiano de Jammu e Caxemira, região autônoma chinesa de Xinjiang;





  • África: Norte da África, Mauritânia, Chade, Sudão, Eritreia.
    Origem: cuneiforme → ugarítico → fenício → nabateu → árabe.

    7) עברית (ivrit)
    Alfabeto hebraico: escrita abjad
    Língua que utiliza este alfabeto, afro-asiática: hebraico.
    Alfabeto utilizado em Israel.
    Origem: cuneiforme → ugarítico → fenício → aramaico → hebraico.

    8) ፊደል (fidel)
    Alfabeto amárico: escrita abuguida
    Línguas que utilizam este alfabeto, afro-asiáticas: amárico, tigrinia.
    Alfabeto utilizado na Etiópia.
    Origem: cuneiforme → ugarítico → fenício → aramaico → amárico.

    9) ތާނަ (thaana)
    Alfabeto divehi: escrita abjad
    Língua que utiliza este alfabeto, indo-europeia: divehi.
    Alfabeto utilizado em Maldivas.
    Origem: cuneiforme → ugarítico → fenício → nabateu → árabe → divehi.

    10) देवनागरी (devanāgarī)
    Alfabeto hindi: escrita abuguida
    Línguas que utilizam este alfabeto, indo-europeias: hindi, nepali, marathi, maithili, bhojpuri.
    Alfabeto utilizado em: centro e norte da Índia, Nepal.
    Origem: cuneiforme → ugarítico → fenício → aramaico → brahmi → hindi.

    11) বাংলা (bānglā)
    Alfabeto bengali: escrita abuguida
    Línguas que utilizam este alfabeto, indo-europeias: bengali, assamês.
    Alfabeto utilizado em: Bangladesh, estados indianos de Bengala Ocidental, Assam, Manipur, Tripura.
    Origem: cuneiforme → ugarítico → fenício → aramaico → brahmi → bengali.

    12) ਗੁਰਮੁਖੀ (gurmukhī)
    Alfabeto punjabi: escrita abuguida
    Língua que utiliza este alfabeto, indo-europeia: punjabi.
    Alfabeto utilizado no estado indiano de Punjab.
    Origem: cuneiforme → ugarítico → fenício → aramaico → brahmi → punjabi.

    13) ગુજરાતી (gujarātī)
    Alfabeto gujarati: escrita abuguida
    Língua que utiliza este alfabeto, indo-europeia: gujarati.
    Alfabeto utilizado em: estado indiano de Gujarat, territórios indianos de Dadra e Nagar Haveli, Damão e Diu.
    Origem: cuneiforme → ugarítico → fenício → aramaico → brahmi → gujarati.

    14) ಕನ್ನಡ (kannada)
    Alfabeto canarês: escrita abuguida
    Língua que utiliza este alfabeto, dravidiana: canarês.
    Alfabeto utilizado no estado indiano de Karnataka.
    Origem: cuneiforme → ugarítico → fenício → aramaico → brahmi → canarês.

    15) മലയാളം (malayālam)
    Alfabeto malaiala: escrita abuguida
    Língua que utiliza este alfabeto, dravidiana: malaiala.
    Alfabeto utilizado em: estado indiano de Kerala, território indiano das Ilhas Lacadivas.
    Origem: cuneiforme → ugarítico → fenício → aramaico → brahmi → malaiala.

    16) සිංහල (sinhala)
    Alfabeto cingalês: escrita abuguida
    Língua que utiliza este alfabeto, indo-europeia: cingalês.
    Alfabeto utilizado no Sri Lanka.
    Origem: cuneiforme → ugarítico → fenício → aramaico → brahmi → cingalês.

    17) தமிழ் (tamil)
    Alfabeto tâmil: escrita abuguida
    Língua que utiliza este alfabeto, dravidiana: tâmil.
    Alfabeto utilizado em: estado indiano de Tamil Nadu, território indiano de Pondicherry.
    Origem: cuneiforme → ugarítico → fenício → aramaico → brahmi → tâmil.

    18) తెలుగు (telugu)
    Alfabeto telugu: escrita abuguida
    Língua que utiliza este alfabeto, dravidiana: telugu.
    Alfabeto utilizado no estado indiano de Andhra Pradesh.
    Origem: cuneiforme → ugarítico → fenício → aramaico → brahmi → telugu.

    19) ଓଡ଼ିଆ (oriyā)
    Alfabeto oriya: escrita abuguida
    Língua que utiliza este alfabeto, indo-europeia: oriya.
    Alfabeto utilizado no estado indiano de Orissa.
    Origem: cuneiforme → ugarítico → fenício → aramaico → brahmi → oriya.

    20) བོད་ཡིག (bodyig)
    Alfabeto tibetano: escrita abuguida
    Língua que utiliza este alfabeto, sino-tibetana: tibetano.
    Alfabeto utilizado em: Butão, região autônoma chinesa do Tibete, província chinesa de Qinghai.
    Origem: cuneiforme → ugarítico → fenício → aramaico → brahmi → tibetano.



    21)
    ᠮᠣᠩᡍᠣᠯ
    (monggol)
    Alfabeto mongol: escrita alfabética
    Língua que utiliza este alfabeto, uralo-altaica: mongol.
    Alfabeto utilizado na região autônoma chinesa da Mongólia Interior.
    Origem: cuneiforme → ugarítico → fenício → aramaico → mongol.

    22) ဗမစာ (bama sa)
    Alfabeto birmanês: escrita abuguida
    Língua que utiliza este alfabeto, sino-tibetana: birmanês.
    Alfabeto utilizado em Myanmar.
    Origem: cuneiforme → ugarítico → fenício → aramaico → brahmi → birmanês.

    23) ตัวอักษรไทย (dtuaa aksohn thai)
    Alfabeto tailandês: escrita abuguida
    Língua que utiliza este alfabeto, sino-tibetana: tailandês.
    Alfabeto utilizado na Tailândia.
    Origem: cuneiforme → ugarítico → fenício → aramaico → brahmi → tailandês.

    24) ພາສາລາວ (phaasaa laao)
    Alfabeto lao: escrita abuguida
    Língua que utiliza este alfabeto, sino-tibetana: lao.
    Alfabeto utilizado no Laos.
    Origem: cuneiforme → ugarítico → fenício → aramaico → brahmi → lao.

    25) ភាសាខ្មែរ (phéasa khmér)
    Alfabeto khmer: escrita abuguida
    Língua que utiliza este alfabeto, austro-asiática: khmer.
    Alfabeto utilizado no Camboja.
    Origem: cuneiforme → ugarítico → fenício → aramaico → brahmi → khmer.

    26) 中文, 日本語 (zhōng wén, nihongo)
    Alfabeto chinês / japonês: escrita ideográfica
    Línguas que utilizam este alfabeto, separadas por grupo linguístico:
    uralo-altaica: japonês;
    sino-tibetana: chinês.
    Alfabeto utilizado em: centro e leste da China, Taiwan, Japão.
    Obs.*: ㄅㄆㄇㄈ (bopomofo) - escrita alfabética chinesa, utilizada em Taiwan;
    ひらがな (hiragana), カタカナ (katakana) - escritas silábicas japonesas, utilizadas no Japão.
    * Essas três últimas escritas são utilizadas juntamente com a escrita ideográfica, para denotar a pronúncia de um ideograma não muito conhecido, no ensino da língua ou para palavras estrangeiras.
    Origem: pictogramas → chinês / japonês.

    27) 한글 (hangŭl)
    Alfabeto coreano: escrita alfabética
    Língua que utiliza este alfabeto, uralo-altaica: coreano.
    Alfabeto utilizado em: Coreia do Sul, Coreia do Norte.
    Origem: pictogramas → chinês / japonês → coreano.

    28) ᐊᓂᔑᓇᐯ (anishinaabe)
    Alfabeto ojibwe: escrita abuguida
    Línguas que utilizam este alfabeto, separadas por grupo linguístico:
    uralo-altaica: inuktitut;
    americanas: ojibwe, cree.
    Alfabeto utilizado no território canadense de Nunavut.
    Origem: ojibwe.


  • (Nota do Sammis: Note que infelizmente alguns alfabetos não puderam ser corretamente visualizados.)

    Fonte: http://www.ews.uiuc.edu/

    quinta-feira, 15 de abril de 2010

    Como evitar deslizamentos

    *
    https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiIaMJ6d2V-v9UCDFbk6XM8KiyNnHW_eIK8IpuxWON1Vl3F5j5BIMSQw_xXTL6MLJ1znwLR5yaZlwwFyTZZYK2msyze0-LcQr-8mETpyft7FdHDJQS8fHdjUhH0CDGYHDcb4uccYMxd9tA/s1600/SDC11595.JPG
    Niterói 07/04/2010 - Sammis Reachers
     
    DESLIZAMENTOS 
    Geralmente, os deslizamentos acontecem nos morros e podem trazer sérios problemas, principalmente na época em que ocorre muita chuva. Os deslizamentos causam desabamentos e soterramentos.

    Se você mora em morro ou encosta, aqui vão algumas dicas:

    • Plante grama e capim nas encostas do terreno. As raízes penetram no solo, evitando assim seu desmoronamento.

    • Evite plantar bananeiras e árvores grandes como manga, mamão, abacate, entre outras.
    Elas acumulam muita água no solo e podem provocar deslizamentos de terra.

    • Evite também cortes e aterros nas encostas para não enfraquecer o terreno.

    • Nunca construa próximo a barrancos. Quanto maior for a distância que você deixar, maior será a segurança para a sua moradia.

    • Sabia que o lixo jogado nas encostas acumula água? Isso vai deixá-lo mais pesado e, se escorregar, vai arrastar o solo junto com ele.

    • Nunca jogue água de pia, tanque ou chuveiro nas encostas. Além de ser errado e
    contaminar o solo, umedece a área e aumenta o risco de deslizamento.

    • O melhor a fazer para a prevenção é instalar canaletas ou tubos para o escoamento dessas águas usadas.

    Atenção aos primeiros sinais de perigo:
    • Observe no terreno se árvores, postes ou muros estão com alguma inclinação anormal.
    • Observe rachaduras, trincas ou saliências no chão ou nas paredes.
    • Observe se o local tem água mais barrenta que o normal. Pode ter algum cano com vazamento e infiltrando-se pelo terreno.
    O que você deve fazer:
    • Saia imediatamente do local.
    • Procure abrigo em lugares sem perigo de deslizamento.
    • Informe a Defesa Civil. Ligue 199. A Defesa Civil quer proteger a sua casa.

    POLÍCIA MILITAR
    190
    BOMBEIROS
    193
    DEFESA CIVIL
    199

    Fonte: Coordenadoria Estadual de Defesa Civil - SP
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