segunda-feira, 4 de agosto de 2014

6 fronteiras muito perigosas mundo afora


Por Luíza Antunes
Intimidade demais é um problema. Principalmente quando as duas (ou mais) envolvidas partes têm diferenças irreconciliáveis. Há algumas fronteiras mundo afora que exemplificam bem esse problema. Os limites entre territórios conflituosos são, obviamente, lugares perigosos. Não precisa nem dizer: se você estiver planejando as próximas férias, tente a todo custo evitar essas áreas. Conheça algumas histórias:

1. Sudão e Sudão do Sul / Sudão e Chade
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O Sudão tem duas fronteiras extremamente perigosas. Ao sul existe um país que só se tornou independente em 2011, após uma das mais longas guerras civis na África. Sudão do Sul e Sudão ainda disputam uma região chamada Abyei, que é rica em petróleo. Com isso, ocorrem ataques violentos de milícias nas fronteiras entre os dois países.
Outra fronteira perigosa é com Chade. O problema é que Darfur, região a oeste do Sudão, vive um conflito armado entre árabes e não-árabes, com uma milícia chamada Janjaweed, que tem apoio do governo e promove um genocídio contra os habitantes da área. Esse conflito acabou se expandindo para Chade, país que já sofria com guerras civis entre árabes e cristãos. Existem grandes campos de refugiados em Chade e, apesar dos dois países terem assinado um acordo de paz em 2010, a situação na fronteira ainda é grave, com muitos assassinatos, estupros e sequestros ocorrendo. De acordo com a ONU, somente em 2013, mais de 460 mil pessoas foram retiradas de suas casas.


2. Índia e Paquistão
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Desde 1947, quando o Paquistão surgiu, a fronteira desse país com a Índia é marcada pela violência. Os dois países já entraram em guerra algumas vezes e cerca de 1 milhão de pessoas morreram em conflitos. Hoje, Índia e Paquistão estão num momento de cessar-fogo. Porém, a situação é muito tensa na longa fronteira, principalmente na disputada região da Caxemira. Hoje, essa área no Himalaia sofre com ataques de guerrilheiros.
Dos quase 3 mil quilômetros de fronteira, há apenas um ponto de passagem: Wagah, que fica próximo à Amritsar na Índia e Lahore, no Paquistão. Todos os dias os dois países fazem uma espécie de disputa de melhor troca da guarda e fechamento dos portões. O show dos exércitos virou uma atração turística que atrai multidões, com direito a arquibancada e torcida.

3. Estados Unidos e México
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Apesar da divisa entre México e Estados Unidos ser a fronteira internacional mais cruzada do mundo, com mais de 300 milhões de pessoas legalmente passando pelos dois lados, a região também vive muitos problemas com a violência, imigração ilegal e tráfico de drogas. Os estados fronteiriços no México sofrem com a atuação dos cartéis de drogas, que geram números assombrosos de assassinatos, estupros, sequestros e tráfico de pessoas.
Além disso, essa violência se estende para os imigrantes ilegais, que convivem com violência e extorsão de quadrilhas de coiotes, na tentativa de atravessar para os Estados Unidos. O país, que tem até um grande muro para evitar esse tipo de imigração, mantém mais de 20 mil policiais guardando suas entradas e tem problemas sérios com violência policial extrema, com casos de assassinatos e torturas relatados na fronteira.


4. Camboja e Tailândia
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A fronteira entre Camboja e Tailândia sofre com a disputa dos dois países por alguns templos.  A briga remonta ao período colonial, no início do século 20. O templo Preah Vihear, construído no século 11, fica no Camboja, mas a Tailândia reclama a posse da área. Desde 2008, as tensões nas fronteiras entre esses países têm aumentado, com aumento das tropas de ambos os lados e alguns conflitos armados. Cerca de 10 mil refugiados tiveram que sair da região. Outros templos, Ta Moan and Ta Krabey, próximos à fronteira também passaram a ser disputados.
Há um risco iminente de mais conflitos armados entre essas fronteiras, além da possibilidade da existência de minas terrestres.

5. Coreia do Sul e Coreia do Norte
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A fronteira entre as Coreias do Sul e do Norte já virou até ponto turístico. Mas as coisas são tensas por lá. Há quase 2 milhões de soldados dos dois lados, além das armas nucleares que o país do norte posiciona contra o vizinho. A divisão dos países ocorreu em 1948. Dois anos depois começou a Guerra das Coreias, que só terminou em 1953, e os dois lados concordaram em criar a Zona Desmilitarizada da Coreia (ZDC), uma faixa de segurança de 4 km de largura e 238km de comprimento. Os Estados Unidos também mantém 28 mil soldados na Coreia do Sul.
Em 2013, depois de uma nova série de sanções da ONU contra a Coreia do Norte, devido a testes nucleares realizados pelo país, o governo de Kim Jong-un decretou que o armistício de 1953 é nulo.


6. Israel, Síria, Líbano e Palestina
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As fronteiras do Estado de Israel são bastante tensas. Como já contamos antes, a história da formação desse Estado foi marcada com guerras regionais que até hoje causam muita tensão e mortes. Principalmente por conta de um conflito de 1967, quando Israel foi atacada por vários de seus vizinhos árabes, mas acabou vencendo a guerra em 6 dias e ocupou alguns territórios importantes.
Na fronteira com a Síria ficam as Colinas de Golã, que hoje são ocupadas por Israel. Desde 1973, a ONU monitora uma Zona Desmilitarizada entre os dois países. Porém, em 2012, com a Primavera Árabe e a Guerra Civil na Síria, a tensão se transformou em conflito entre tropas israelenses e o grupo Hezbollah.
Na fronteira norte, com o Líbano, os rebeldes árabes também são motivo de briga com Israel. O Líbano foi um dos poucos na região que nunca entrou em guerra contra Israel e reconheceu o Estado Judeu em 1949. Ainda assim, Israel invadiu o sul do Líbano por duas vezes, em 1978 e 1985, para expulsar grupos rebeldes da facção Fatah, que eles consideravam ameaça à segurança israelense. Hoje, a região da fronteira é dominada pelo Hezbollah e também abriga militantes do Hamas, que são considerados terroristas por Israel.
Mas a situação mais grave fica em Gaza, região palestina que fica ao sul de Israel, dominada pelo Hamas. Os ataques são constantes e quem mais sofrem são os civis palestinos, que vivem ilhados em Gaza, convivem com racionamento e perigo constante de serem atingidos pelas forças armadas israelenses.

segunda-feira, 28 de julho de 2014

Como transformar sua caixa d'água numa pequena hidrelétrica

Créditos: Divulgação
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O fornecimento regular de energia elétrica em cidadezinhas afastadas dos grandes centros urbanos é um grande desafio para o desenvolvimento econômico. Além do alto custo de manutenção da rede elétrica, em locais como esses, é comum que fortes chuvas ou mesmo desastres ambientais provoquem apagões e deixem a população sem eletricidade. 

Pensando numa solução para o problema, o casal de empreendedores Mauro Serra e Jorgea Marangon vem desenvolvendo um sistema extremamente simples e não poluente como alternativa para complementar ao uso da energia elétrica sem nenhum custo adicional aos moradores: a Unidade Geradora de Energia Sustentável (UGES), uma espécie de miniusina hidrelétrica que transforma o abastecimento de água utilizado nas caixas dágua em energia elétrica. O produto conta com recursos do edital Apoio a Modelos de Inovação Tecnológica e Social, da Faperj e foi patenteado no Instituto Nacional de Propriedade Industrial (Inpi).

"A UGES transforma a passagem da água que abastece os reservatórios em um sistema gerador de energia. Vale destacar que o consumo diário de água no país é em média de 250 litros diários por pessoa, consumo que é totalmente desperdiçado como forma de energia. Ao desenvolver um sistema que reaproveita essa energia, podemos gerar eletricidade, sem emissão de gases e totalmente limpa", explica Mauro Serra.

Com pequenas dimensões, a unidade geradora é acoplada à entrada de água da caixa e conectada, por fios elétricos, a uma unidade móvel de tamanho aproximado a um pequeno container -- que pode ter rodinhas e ser móvel. Composta por várias partes, desde a válvula que regula a entrada de água, uma válvula pressurizadora para gerar pressão na saída para a caixa, fiação, unidade acumuladora móvel, composta de diversos aparelhos de recarga, inversor de energia, tomadas de saída para transformar a energia gerada em eletricidade, com espaço para duas baterias grandes, essa miniusina é autossustentável. Isso significa que o sistema só precisa de água circulando para gerar, armazenar e distribuir energia.

"Ao entrar pela tubulação para abastecer a caixa, a água que vem da rua é pressurizada pelo sistema gerador de energia, passando pela miniusina fixada e angulada na saída de água do reservatório. Girando com pressão mínima de 3 a 5 bar, ela gera nova energia, que, por sua vez, será levada, pelos fios elétricos, ao sistema que transformará a energia de 12 V em 110/220 V e a acumulará para abastecer o local. A energia elétrica gerada tem capacidade para abastecer lâmpadas de iluminação, geladeira, rádio, computador, ventilador e outros aparelhos domésticos", explica Mauro Serra.
Créditos: Divulgação
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"O sistema é simples: abastece de água a caixa, gera e acumula energia, abastecendo eletricidade para fazer funcionar eletrodomésticos da casa. Tudo vai funcionar de acordo com o consumo de água local. Ou seja, consumiu água, gerou energia", completa a engenheira Jorgea. Ela afirma ainda que, caso não haja demanda de energia, a eletricidade que sobra é exportada para um banco de baterias -- necessárias para garantir que a energia gerada pelo sistema seja armazenada. Ali, ela fica armazenada para eventuais necessidades. Equipamentos de alto consumo de energia, no entanto, como secadores de cabelo, ar-condicionado, chuveiros elétricos, ferros de passar roupa e fornos micro-ondas, não devem ser ligados ao equipamento", explica o empreendedor.

Os empreendedores destacam também que a unidade geradora deve ser compatível com o volume do reservatório de água local. "Em um lugar público, por exemplo, onde a quantidade de água consumida é maior, tem-se uma caixa d'água maior. Logo, a UGES deverá ter suas dimensões calculadas para esse consumo e, assim, gerar energia compatível. Se ela for instalada em um sistema de abastecimento de água municipal, poderá, por exemplo, ser dimensionada para gerar energia suficiente para abastecer a iluminação pública. Imagine então esse benefício em certos locais, como restaurantes, lavanderias, ou mesmo indústrias, onde o consumo de água é grande. Com o nosso sistema, esse gasto de água pode se tornar de vilão a um grande benefício para a geração de energia", afirmam entusiasmados Mauro e Jorgea.

O casal ainda chama a atenção para o fato de que além de poder ser empregada por municípios, o projeto pode ser disseminado de modo a minimizar o efeito de catástrofes ambientais que provocam falhas de transmissão e falta de energia elétrica. "Já que é independente da energia fornecida pelas distribuidoras, o sistema pode atender a cada residência. Ou seja, cada casa poderá gerar energia independente", destaca Serra. 

E ainda chama atenção para a eficiência e o custo-benefício da UGES, que é capaz de superar em muitas outras fontes de energia alternativa e não poluentes, como a solar e a eólica, pelo fato de gerar eletricidade de modo constante. "Sua instalação é adequada a qualquer lugar, a geração de energia é maior, não depende do sol nem ventos, é de pequeno porte e atende a qualquer tipo de consumo de água, seja para apenas um único morador, seja para um município", conclui Jorgea.

FONTE: Faperj



quarta-feira, 23 de julho de 2014

Conheça o festival Naadam, as 'olimpíadas' da Mongólia


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Por Camila Maccari

A Copa acabou, o Brasil, por incrível que pareça, conseguiu um honroso 4º lugar, mas, do outro lado do mundo, um país inteiro estava ligado a outra competição. Na Mongólia, o grande torneio tem pessoas montadas em cavalos correndo pelas estepes. Esse é Naadam, festival em homenagem ao Gêngis Khan, o grande imperador mongol.

Todo jovem mongol, independentemente do sexo, sonha em ganhar uma medalha no Naadam, maior festival de esportes da Mongólia, inspirado no treinamento militar dos exércitos de Gênghis Khan, o conquistador que unificou um império duas vezes maior que o Brasil e fez fama pelas carnificinas em guerra.
Neste ano, o torneio coincidiu com a fase final do Mundial de futebol no Brasil. Com atletas de todos os cantos da Mongólia e turistas do mundo todo, o país também ficou em clima de festa. Mas a deles está mais para uma olimpíada. E cada cidade e aldeia celebra o festival, mas o mais famoso é o da capital, Ulan Bator.
A competição mais aguardada é a corrida de cavalos, disputada até por crianças, que atravessam 20 km entre as estepes. A festa, que começa no Estádio Central, é cheia de pompa, autoridades e VIPs que esperam a chegada dos nove estandartes brancos de Gêngis Khan para a abertura oficial. É a oportunidade perfeita para conhecer um pouco da cultura local: são mais de duas horas dedanças religiosas budistas, canções tradicionais, desfile de motoqueiros e shows de rock nacional. Certamente mais interessante que abertura da Copa no Itaquerão.
No fim do dia, a maioria permaneceu nas estepes e dormiu em uma ger, habitação circular que serve de quarto e sala e é utilizada pelos nômades, que representam 30% da população local. Como os exércitos de Gêngis Khan, eles se movimentam por campos e aldeias.
Além de aproveitar o festival, o verão é a melhor época de conhecer Ulan Bator sem voltar asfixiado. A cidade vive em acelerado crescimento econômico por causa mineração, que dá a ela outro título, de capital mais poluída do mundo. No inverno, além do carvão das usinas, a população utiliza o mineral para se aquecer de temperaturas que chegam a -30°C – na época do Naadam, as temperaturas chegam a agradáveis 20°C.
Dá para passear pelas ruas abarrotadas de gente (mais de 30% da população do país vive na capital), admirar modernos edifícios e antigos monumentos. Sem parar, coma de pé um buuz, tradicional bolinho recheado de carne de carneiro no vapor, acompanhado de chá gorduroso feito com leite salgado, combo mais pedido da rede de fast-food Khan Buz.
E, diferentemente da nossa Copa, a dos mongóis ocorre todo ano.
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O festival é patrimônio imaterial da Unesco, que mostra como é a coisa toda neste vídeo:

sexta-feira, 18 de julho de 2014

Projeto mapeará principais hidrovias da região amazônica

O projeto Cartografia da Amazônia pretende realizar um mapeamento náutico da região para ajudar no planejamento de infraestrutura e segurança da navegação de pessoas e cargas. Para falar sobre o assunto, o NBR Entrevista recebe o diretor de produtos do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam), Péricles Cardim.


FONTE: TV NBR
Via http://www.agrosoft.org.br/

domingo, 13 de julho de 2014

O que é Ebola?

O que é Ebola?
O vírus Ebola, que tem uma estrutura filamentosa, é enorme, medindo 14 micrômetros de comprimento e 80 nanômetros de diâmetro.[Imagem: Wikipedia]
O que é Ebola?
ebola é um dos vírus mais mortais do planeta porque mata até 90% das pessoas infectadas.
Ele foi identificado pela primeira vez em 1976 no Zaire, atual República Democrática do Congo, nas proximidades do rio Ébola, que lhe deu o nome.
O vírus causa uma doença conhecida como febre hemorrágica ebola.
Não há vacina ou cura. O vírus se espalha através do contato com fluidos corporais de uma pessoa infectada, causando febre, diarreia e sangramentos.
Os sintomas iniciais incluem febre repentina, fraqueza intensa, dores musculares e dor de garganta.
A seguir, surgem vômito, diarreia e, em alguns casos, sangramento interno e externo, com interrupção do funcionamento dos órgãos.
Os humanos pegam o vírus por meio do contato próximo com animais infectados, incluindo chimpanzés, antílopes florestais e morcegos frutíferos - estes últimos são uma iguaria na Guiné, onde a surgiu o atual surto.
Em seguida, o ebola se espalha de uma pessoa para outra, por contato direto com sangue contaminado, fluidos corporais ou órgãos, ou indiretamente, através do contato com ambientes contaminados.
Até mesmo os funerais das vítimas do ebola pode ser um risco, se os enlutados tiverem contato direto com o corpo do falecido.
O período de incubação do vírus pode durar de dois dias a três semanas, e o diagnóstico é difícil.
Pessoas podem transmitir a doença enquanto o vírus permanecer em seu sangue e secreções - o que pode elevar até sete semanas depois da recuperação.
Onde o ebola ataca?
A febre hemorrágica ebola até agora tem ficado restrita essencialmente à África. Surtos de ebola ocorrem principalmente em aldeias remotas na África Central e Ocidental, perto de florestas tropicais, segundo a OMS.
Os países afetados com mais frequência estão mais ao leste desta área: a República Democrática do Congo, Uganda e Sudão.
Mas o surto que está acontecendo agora é incomum, porque está concentrado na Guiné, um país que nunca tinha sido afetado pela doença, e está-se espalhando para áreas urbanas, tendo inclusive chegado à capital, Conakry, onde vivem dois milhões de pessoas.
A entidade Médicos Sem Fronteiras (MSF) diz que o surto é "sem precedentes" pois os casos estão espalhados em vários locais em toda a Guiné.
Como se prevenir contra o ebola?
A OMS orienta evitar o contato com pacientes infectados por ebola e seus fluidos corporais. Não se deve tocar em nada que poderia ter sido contaminado, como toalhas compartilhadas.
Quem cuidar do doente deve usar luvas e equipamento de proteção, tais como máscaras, e lavar as mãos regularmente.
A OMS também adverte contra o consumo da carne de caça crua e qualquer contato com morcegos ou macacos.
Mas o ministro da Saúde da Libéria foi além, aconselhando as pessoas a parar de ter relações sexuais, além da orientação de não apertar as mãos ou dar beijo. A OMS não se manifestou sobre essas orientações.

terça-feira, 8 de julho de 2014

Aplicativo ajuda na segurança de viajantes


Existe agora um aplicativo gratuito chamado Travel Secure (Viagem Segura), criado pela Morton Soluções de Segurança, que oferece aos viajantes informações atualizadas sobre as áreas de viagens, alertas de viagem e recursos de segurança que podem ser muito úteis para evitar e responder a todos os tipos de crises ao viajar e trabalhar ao redor  do mundo. O aplicativo está disponível no Google Play para os usuários do Android e estará disponível na Apple Store para iPhones, dentro das próximas semanas. O aplicativo puxa feeds de notícias locais e globais, alertas de viagens do governo e da inteligência coletada por Morton Soluções de Segurança, fornecendo-lhe múltiplas fontes de informação, críticas para operar de forma eficaz em um país estrangeiro. Faça o download aqui (disponível em inglês):
É grátis!
Artigo traduzido a partir de http://www.brigada.org/

quinta-feira, 3 de julho de 2014

Seu passaporte é poderoso?

http://revistagalileu.globo.com/

Se você viaja com frequência para o exterior, deve saber que algumas nacionalidades são mais privilegiadas que outras na hora de passar pelos guichês e pegar o carimbo da imigração. Ter passaporte brasileiro é, frequentemente, ter que responder a um monte de perguntas sobre sua vida pessoal, status financeiro e planos futuros, tudo para provar que você não tem intenção de ficar ilegalmente no país em que está visitando. Mas já foi mais difícil, especialmente antes da crise na Europa.
O infográfico aqui em baixo (clique nele para aumentar a imagem!) mostra quão poderoso é seu passaporte de acordo com a região do mundo de onde ele é. As cores mais escuras mostram os passaportes mais poderosos, aqueles que não precisam de visto pra entrar em um número maior de países. A outra ponta do espectro, de cores mais claras, identifica os países que precisam aplicar para um processo de visto em um número maior de territórios estrangeiros.
Dá uma olhada no status do Brasil: até que não estamos tão mal assim. A Argentina está um ponto na frente, mas nosso passaporte tem vantagem sobre os do Chile, Uruguai e México por exemplo. Sortudos são os finlandeses, os suecos e todo mundo que nasce no Reino Unido, donos dos passaportes que mais abrem portas no mundo.
Clique para aumentar (Foto: Reprodução)
CLIQUE PARA AUMENTAR (FOTO: REPRODUÇÃO)

sábado, 28 de junho de 2014

“Luzes da África”: autor que documentou 39 países africanos apresenta obra no Rio de Janeiro


Um etíope protege-se com seu cobertor do frio das montanhas de Gheralta. Foto: Haroldo Castro/Época
Rio - Ele documentou 165 países através de suas lentes, mas não foi só isso que ele registrou. Nessa estrada de descoberta, Haroldo Castro colecionou histórias, cheiros, lembranças de todas as partes do mundo. Especialmente, a África esteve em seu roteiro, onde ele somou 39 países africanos, que contribuíram para a produção de um livro com riqueza única, chamado “Luzes da África”.
Elias Sonote explica os seis talismãs de proteção – Foto: Haroldo Castro/Época
- Antes de criar o projeto, eu já conhecia 29 países africanos. Alguns, como Madagascar, eu já havia visitado mais de 12 vezes. Durante à expedição em 2009, fomos (eu e meu filho) a 18 países. Destes, oito eram novos para mim. Assim, o número de países africanos passou a ser 37. Em abril passado, estive em Togo e Benim, ou seja, hoje posso dizer que documentei 39 países do continente – conta em entrevista ao Por dentro da África o autor, que no próximo dia 2 de julho participará de um encontro acompanhado de uma sessão de autógrafos no Rio de Janeiro.
Haroldo já havia feito duas grandes viagens intercontinentais nos anos 1970: uma da Europa à Índia, em um Renault 5, e outra pela América do Sul, em uma Kombi. Ele conta que, há pelo menos uma década, havia decidido fazer uma viagem rodoviária pela África. O plano começou no início de 2009 e se concretizou entre novembro de 2009 e julho de 2010. Foram 40 mil km por 18 países, que deu origem ao Luzes da África, lançado em 2012.
Haroldo e Mikael Castro na Namíbia
- Meu filho Mikael Castro e eu havíamos pensado em vários nomes para a viagem: Acreditar na África, Caminhos Africanos, Luzes Africanas. Acabamos escolhendo Luzes da África, nome que tem muito a ver com a fotografia (a luz da imagem), assim como a mensagem positiva que queríamos mostrar sobre o continente. O nome acabou sendo o mesmo para a viagem, para a série de reportagens publicadas na revista Época e, obviamente, para o livro – explica Haroldo, que nasceu em Roma (Itália).
O livro de 574 páginas é repleto de detalhes, de cultura, dos costumes, da fuga dos clichês da miséria e da guerra  de um continente impossível de ser definido diante de tamanha diversidade.
Uma senhora vende colares de todas as cores. No Togo, estas “guias” são usadas ao redor da cintura e não em volta do pescoço. (Foto: © Haroldo Castro/Época)
- Durante uma viagem de 9 meses por 18 países não existe apenas um momento emocionante. São, no mínimo, dezenas de experiências singulares. Para exemplificar, sublinho as paisagens da Namíbia, a vida selvagem na Tanzânia, os gorilas-da-montanha em Ruanda e Uganda, as tribos na região do Omo na Etiópia, a Páscoa em Lalibela e as pirâmides do Sudão – enumera o jornalista e documentarista.
Compartilhando a experiência de Lalibela
Lalibela é uma cidade no norte da Etiópia com igrejas esculpidas na rocha viva, por ordem do rei Lalibela (do século XII da era cristã). As igrejas foram feitas ao contrário, ou seja, de cima para baixo a partir de um grande bloco de rocha.
Esses “monumentos”, considerados patrimônio da humanidade pela Unesco desde 1978, são registros  de uma região que abriga as mais antigas tradições cristãs. Para seus fiéis, de tradição copta (a Igreja Ortodoxa Copta, de acordo com a tradição, foi estabelecida pelo apóstolo São Marcos no Egito em meados do século I), a peregrinação à Lalibela tem o caráter de uma viagem à Jerusalém.
Durante a tarde da Sexta-feira Santa, várias procissões ocorrem ao redor das igrejas de Lalibela. Foto: Haroldo Castro/Época
Para compartilhar o que aprendeu durante sua visita  à Lalibela, Haroldo organizou, em abril passado, uma verdadeira expedição com turistas interessados em conhecer um pouco mais sobre essa região tão importante para a história da Etiópia. O período escolhido foi a Fasika (Páscoa Etíope), considerada a mais importante celebração do calendário ortodoxo. O retorno à Lalibela com um grupo de turistas mostrou que, além das lembranças do passado, a África permanece no presente e nos planos futuros de Haroldo.
- Inspirado na viagem pelo continente, decidi que eu deveria dividir minha experiência com outros viajantes. Estive em lugares tão fantásticos que não posso guardar essas experiências só para mim. Outras pessoas também precisam saber que estas maravilhas existem – conta o fotógrafo, que criou o Viajologia Expedições com a proposta de levar grupos de brasileiros a destinos exóticos como Namíbia e Etiópia.
Capa do livro Luzes da África
Seja nas “expedições” à África (organizada pelo autor) ou nas páginas do livro, este contato com a África permite descobrir, aprender, respeitar e se encantar com a cultura do outro.
- O leitor aprende muito da história, da cultura, dos hábitos e dos costumes africanos. Minha proposta principal foi mostrar uma perspectiva positiva sobre o continente, normalmente desprezado pela imprensa mundial. Além disso, considero que o livro aborda constantemente a arte e a ciência de viajar.
Serviço: Encontro com Haroldo Castro
Dia 2 de julho, às 19h30, na Livraria da Travessa, Shopping Leblon, Rio de Janeiro
Avenida Afrânio de Melo Franco, 290
Por dentro da África 

segunda-feira, 23 de junho de 2014

Livros acadêmicos gratuitos sobre as populações indígenas do Brasil


Na página Taqui Pra Ti, mantida pelo professor e pesquisador José Ribamar Bessa Freire, é possível fazer o download de alguns livros acadêmicos gratuitos sobre questões indígenas, como por exemplo Aldeamentos Indígenas no Rio de Janeiro e a História Social das Línguas na Amazônia, dentre outros.

Acesse: http://www.taquiprati.com.br/publicacoes_categoria.php?cat_num=2

quarta-feira, 18 de junho de 2014

Rádio paranaense cria programa voltado a haitianos no Brasil


[Folha de São Paulo]

Desde o início do mês, a comunidade de cerca de 1.300 haitianos que vive na cidade, a 498 km de Curitiba, tem uma nova forma de comunicação com os familiares que estão no país caribenho e com os demais conterrâneos espalhados pelo Brasil.
O "Haiti Universal" é um programa veiculado em uma rádio local. Iniciativa da Norte FM em parceria com a Igreja Anglicana, vai ao ar todos os domingos, das 20h às 21h.
Também pode ser ouvido no site www.nortefm.com, em qualquer lugar do mundo, como no Haiti.

Leia a matéria completa da Folha de São Paulo:

sexta-feira, 13 de junho de 2014

Conheça um pouco sobre as divisões internas do Isl@mismo



Muçulmanos ou Islâmicos

São os seguidores do Islã ou Islamismo, a segunda maior religião do mundo, com mais de 1,6 bilhão de adeptos (atrás apenas do Cristianismo, com 2,2 bilhões de fieis). O Islamismo é uma religião monoteísta que tem o Corão como livro sagrado e Maomé como o principal profeta. O Corão é considerado a palavra revelada de Deus e os ensinamentos de Maomé, chamados de ‘suna’, são exemplos da conduta muçulmana. A população muçulmana se divide entre sunitas, 85%, e xiitas, 15%. Essas duas correntes, contudo, contêm diversas subdivisões.


Divisão entre Sunitas e Xiitas

Maomé morreu no ano 632 d.C. sem deixar sucessor. Os califas (líderes espirituais) que o sucederam foram escolhidos por aclamação entre os fiéis. Porém, muitos muçulmanos queriam que a sucessão respeitasse os laços consanguíneos do profeta, o que apontava para Ali bin Abi Talib, primo e genro de Maomé, que também insistia na sucessão dentro da linhagem imediata da família.
A expressão Shi’atu Ali – “partido de Ali”, em árabe – deu origem ao termo “xiita”. Ali só foi aclamado califa em 656 d.C., depois que os três líderes religiosos anteriores morrerem. Sua ascensão deu origem a uma guerra civil e acabou com a unidade entre os muçulmanos.
Os xiitas seguem uma forma mais interpretativa da suna, a compilação dos ensinamentos de Maomé, adaptando seus preceitos aos dias atuais. Os sunitas acreditam que se deve seguir a suna à risca, por isso, consideram os xiitas heréticos e os tratam como cidadãos de segunda classe nos países onde são minoria.

Subdivisões entre xiitas

Alauitas: Os alauitas veneram santos cristãos, comemoram o Natal e a Páscoa e não usam véu. Para eles, Ali é mais importante que Maomé. Consideram-se xiitas, mas, para muitos muçulmanos, não passam de uma seita peculiar. 
Duodecimanos: maioria entre os xiitas. Para eles, existiram doze descentes de Ali com direito a guiar o Islã. O mais novo deles teria desaparecido no século IX e retornará um dia para liderar o povo muçulmano.
Ismaelitas:  Distanciaram-se dos duodecimanos no século VIII e reconhecem apenas sete descendentes de Ali (o último deles se chamava Ismael).
Zaiditas: Reconhecem apenas os cinco primeiros imãs e divergem quanto à identidade do último deles. Não acreditam na infalibilidade dos imãs nem que eles tenham inspiração divina.

Subdivisões entre sunitas

Hanafitas: Membros da primeira escola jurídica, que estabeleceu o Corão, as tradições de Maomé e a analogia como bases para a lei islâmica. Apesar de se apoiarem na unidade da comunidade muçulmana mundial, aceitam os costumes locais como fonte secundária de aplicação da lei.
Malikitas: Para eles, a legislação se baseia principalmente nos costumes das comunidades que viviam na Medina antiga, priorizando as opiniões tradicionais e a analogia em um julgamento legal. A hadith (conjunto de narrações tradicionais de palavras e atos de Maomé) não deixa de ser utilizada, mas isso é feito mais arbitrariamente.
Shafitas: Fazem o julgamento legal com base principalmente no Corão e na suna e são mais rígidos em relação a decisões pessoais sobre temas que não estão no Corão. O consenso e a analogia são vistos como secundários, utilizados apenas para resolver possíveis ambiguidades.
Hanbalitas: Aceitam como guias apenas o Corão e a suna. Somente um imã tem autoridade para opinar, e, caso haja discordância entre dois imãs, a posição daquele que estiver mais de acordo com as escrituras prevalecerá.
Wahabitas: O wahabismo é uma forma puritana do sunismo que acredita que os livros sagrados devem ser seguidos literalmente. A interpretação dos sábios não é aceita. Os wahabitas mais conservadores consideram os xiitas e demais muçulmanos hereges.
Ibaditas: Não são considerados nem sunitas nem xiitas, apesar de terem mais semelhanças com os primeiros. Para eles, o líder muçulmano deveria ser escolhido pelos chefes das comunidades com base em sua sabedoria e piedade. Não deveriam ser consideradas a raça nem a ascendência do candidato.

Salafistas
São adeptos de uma corrente mais radical do islamismo político. Entre os salafistas são comuns os casamentos arranjados e a poligamia. Alguns compram suas mulheres. Conhecidos por impor sua ideologia, almejam a restauração do Império Islâmico do século VII, cujo domínio se estendia por todo o Oriente Médio até a Espanha. 

Drusos
São uma pequena facção islâmica muito fechada e com ritos secretos. Eles habitavam a região das Colinas de Golã, território no sul da Síria ocupado por Israel na guerra de 1967. Em árabe, Golã significa ‘a montanha dos drusos’.  Hoje, os drusos encontram-se espalhados no Líbano, Israel, Síria, Turquia e Jordânia.

Bahá'ís
Ex-xiitas que elaboraram uma nova religião monoteísta juntando conceitos islâmicos, judaicos e cristãos. Foi fundada por Bahau Lláh na Pérsia do século XIX, região que hoje abriga o Irã. Estima-se que existam entre cinco a seis milhões de bahais espalhados por mais de 200 países. Os bahais não possuem dogmas, clero, nem sacerdócio. Incluem entre seus mensageiros sagrados Krishna, Abraão, Buda, Jesus e Maomé. Hoje há cerca de 300 000 bahais no Irã, onde são perseguidos pela maioria muçulmana que os considera hereges.

sexta-feira, 6 de junho de 2014

Águas, Povos e Tradições - Um olhar sobre as relações dos povos tradicionais do Semiárido com a Água (vídeo)

O vídeo "Águas, Povos e Tradições - Um olhar sobre as relações dos povos tradicionais do Semiárido com a Água" faz um breve passeio pelos estados de Bahia, Minas Gerais, Pernambuco e Piauí apresentando uma diversidade de povos tradicionais. São quilombolas, indígenas, vazanteiros, geraizeiros e comunidades de fundo de pasto, representando a cultura e saberes para a convivência com a região.



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