quinta-feira, 30 de julho de 2015

MUNDO TERÁ 9,7 BILHÕES DE HABITANTES EM 2050

Mais de 7 bilhões de pessoas vivem no mundo atualmente e o crescimento populacional continuará pelas próximas décadas. Em 2050, serão 9,7 bilhões de habitantes e no ano de 2100, o planeta deverá ter 11,2 bilhões de pessoas. A projeção é da Organização das Nações Unidas (ONU), que apresentou ontem (29/07/15), uma revisão da sua estimativa de crescimento populacional. O aumento pode ser atribuído a uma pequena lista de países com altos índices de fertilidade, especialmente na África.

Até 2050, nove países vão concentrar metade do crescimento populacional: Índia, Nigéria, Paquistão, República Democrática do Congo, Etiópia, Tanzânia, Estados Unidos, Indonésia e Uganda.
China e Índia continuam sendo os únicos países do mundo com mais de 1 bilhão de habitantes cada, mas a população indiana deve ultrapassar a chinesa em 2022.
Brasil
O Brasil também está entre os 10 maiores países do mundo em termos de população, ao lado de México, Nigéria, Paquistão, Estados Unidos e Rússia. A Nigéria inclusive poderá tornar-se, em 2050, o terceiro maior país do mundo em número de habitantes.
A maior taxa de crescimento populacional nas próximas três décadas estará concentrada na África. Pela projeção da ONU, a população de 28 nações desse continente irá dobrar. E olhando além, até 2100, Angola, Burundi e RD Congo serão um dos 10 países da África com maior aumento populacional.
Fertilidade
O crescimento da população depende muito dos rumos do padrão de fertilidade, porque segundo a ONU, pequenas mudanças de comportamento podem gerar grandes diferenças no total da população em cada região.
Em anos recentes, por exemplo, a taxa de fertilidade caiu em quase todas as regiões do mundo, até mesmo na África, apesar do continente manter o maior índice de fertilidade.
Com a redução da fertilidade, o número de pessoas mais velhas aumenta ao longo do tempo. Até 2050, o total de pessoas acima de 60 anos deverá dobrar. Na América Latina e Caribe, 25% da população terá 60 anos ou mais em 2050.
Jovens
Na África, atualmente apenas 5% da população tem mais de 60 anos, mas o índice subirá para 9% nas próximas três décadas. Por outro lado, o total de crianças menores de 15 anos representa 41% dos habitantes do continente africano.
Outro fator que contribui para o crescimento populacional é a redução das mortes de crianças menores de cinco anos de idade. O índice caiu mais de 30% em 86 países entre os anos de 2000 e 2015, como previsto nos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio(ODM).
O subsecretário-geral da ONU para Assuntos Econômicos e Sociais, Wu Hongbo, declarou que “entender as mudanças demográficas é essencial para a implementação da nova agenda de desenvolvimento sustentável”.
FONTE: Rádio ONU
Leda Letra

sábado, 25 de julho de 2015

Financiada por Bill Gates, 1ª vacina para malária é aprovada


São Paulo - A primeira vacina contra malária do mundo foi aprovada no último grande teste antes que sua aplicação em seres humanos seja autorizada.
A Agência Europeia de Medicamentos, órgão regulador da União Europeia, aprovou a vacina, afirmando que seu uso é seguro e eficaz em bebês. A Organização Mundial de Saúde deve decidir até o final do ano se recomenda o uso da vacina em seres humanos.
A vacina “RTS,S”, também conhecida como Mosquirix, é produzida pela farmacêutica britânica GlaxoSmithKline e foi parcialmente financiada pela Fundação Bill & Melinda Gates.

Ela não é a única que promete combater a malária. Pesquisadores descobriram que uma vacina ainda experimental chamada “PfSPZ” é ainda mais eficiente na prevenção da infecção.
A Mosquirix, porém, é a primeira que consegue chegar ao final do processo de aprovação.
O Mosquirix impede que o paciente seja infectado pelo Plasmodium falciparum, um dos parasitas mais fatais da malária. A vacina estimula no organismo a produção de uma quantidade maior de anticorpos que impedem que esse parasita infeccione o fígado do paciente.
A RTS,S foi criada especificamente para combater a infecção em crianças e seu uso não é recomendado em adultos ou pessoas que estão viajando para regiões de risco.
A eficácia da vacina, porém, gera polêmica na comunidade médica. Os primeiros resultados de um teste clínico da Mosquirix mostraram que três doses da vacina podem diminuir pela metade o risco de infecção em crianças com entre cinco e 17 meses de idade.
Mas, em bebês com entre seis e 12 semanas de vida, a possibilidade de infecção caia apenas 30%. E pior: em crianças mais velhas, a vacina se mostrou inútil.
Por isso, alguns cientistas consideram que os altos custos associados a uma vacina tão complexa não justificariam sua baixa eficácia.
Os defensores da vacina ressaltam que a África precisa urgentemente de uma vacina para a malária, mesmo que ela seja apenas parcialmente eficaz.
A doença mata mais de 500 mil pessoas todos os anos e metade da população mundial vive em regiões onde há risco de infecção.

domingo, 12 de julho de 2015

Todos os detalhes sobre o novo passaporte brasileiro


São Paulo – Nesta sexta-feira, a Polícia Federal e a Casa da Moeda lançaram a nova versão do passaporte brasileiro, que terá um prazo de validade maior e quase o dobro do preço.
O modelo que foi apresentado hoje já está sendo emitido para quem entrou com o pedido de novas expedições e renovação do passaporte desde a última segunda, 6 de julho.
Para quem ainda tem a versão antiga, o documento continua valendo até o fim do prazo de validade.

Veja o que muda no novo modelo:
O prazo de validade 
O novo passaporte passa a valer por dez anos; o prazo de validade do modelo anterior expirava em cinco anos.
O preço
O valor para adquirir o novo modelo é de R$ 257,25 - 100 reais mais caro do que a versão antiga 
A capa
A versão ganhou um layout com cinco estrelas representando a constelação do Cruzeiro do Sul e a inscrição "Passaporte Mercosul". 
A tecnologia de segurança
Foi adotado um novo padrão de criptografia que, segundo a Polícia Federal, garante mais segurança aos dados gravados no chip.

terça-feira, 7 de julho de 2015

Número de pedidos de refúgio no Brasil cresce 2.000%, diz ONU


O número de solicitações de refúgio no Brasil cresceu mais de 2.000% em quatro anos, mas a estrutura para atender a demanda praticamente não mudou, comentou nesta segunda-feira o representante do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur), Andrés Ramires, durante Seminário Trabalho e os Direitos dos Refugiados no Brasil, promovido pela Cáritas no Rio de Janeiro e o Ministério Público do Trabalho no Estado (MPT-RJ).
— No ano de 2010, recebemos por volta de 560 solicitações. Ao final de 2014, tivemos 12 mil. Esta é uma tendência mundial, mas a porcentagem de crescimento no Brasil é maior do que todas as outras regiões do mundo — afirmou.
Anistia denuncia fracasso de líderes mundiais diante da crise de refugiados
O principal desafio do Brasil para atender essa demanda, que só vem crescendo, é aumentar a estrutura do Comitê Nacional para os Refugiados (Conare) que, segundo ele, permanece praticamente a mesma, desde que foi criada.
— Essa estrutura precisa ser fortalecida para poder dar conta da grande quantidade de refugiados que estão chegando.
expectativa do órgão no Brasil é que esse número chegue a 17 mil neste ano. Os principais grupos, de acordo com o Conare, vêm da Síria, Colômbia, Angola e República Democrática do Congo. O representante da ONU ressaltou que o número de refugiados no mundo já ultrapassou o de deslocados na 2ª Guerra Mundial. Ainda há os imigrantes que não são considerados refugiados, como os haitianos e sul-americanos.
Fonte: Jornal Zero Hora
Via MIAF

quarta-feira, 24 de junho de 2015

Moringa, a árvore mágica que pode acabar com a fome no mundo

Mulher Karo retira folhas verdes dos talos da moringa  (Foto: © Haroldo Castro/Época)












Poucos brasileiros ouviram falar de uma planta chamada moringa. Originária da Ásia e da África, a árvore de até 12 metros de altura fornece abundantes galhos carregados de pequenas folhinhas verdes. Considerada como uma panaceia para muitos males – de tratamento da malária a dores de estômago – e um alimento com alto valor nutritivo e com uma excelente composição de proteínas, vitaminas e sais minerais, a moringa é uma daquelas árvore que todos habitantes dos trópicos deveriam ter no quintal de casa.
Das 14 espécies identificadas, duas são as mais populares. Nativa das encostas do Himalaia, a Moringa oleifera foi reconhecida pela medicina ayurvédica como uma importante erva medicinal há quatro mil anos. A planta indiana acabou sendo disseminada por todo o mundo e chegou até o Brasil.
Uma espécie próxima é a Moringa stenotepala, nativa do leste da África. Segundo pesquisadores da Universidade de Addis Ababa, da Etiópia, que pesquisam a planta há quase duas décadas, a moringa possui uma elevada capacidade para combater diferentes doenças tropicais, tais como a leishmaniose.
Mas o que assombra os nutricionistas é sua composição como alimento. Pesquisadores concluíram que, comparada grama por grama com outros produtos, a moringa possui sete vezes maisvitamina C que a laranja, quatro vezes mais vitamina A que a cenoura, quatro vezes mais cálcio que o leite de vaca, três vezes mais ferro que o espinafre e três vezes mais potássio que a banana. E mais: a composição de sua proteína mostra um balanço excelente de aminoácidos essenciais (aqueles que precisamos ingerir pois o corpo humano não os produz).
Árvores de moringa  (Foto: © Haroldo Castro/Época)
Em um país lembrado por imagens de subnutrição, observar que a moringa etíope – a espécie Moringa stenotepala – é fartamente plantada na zona tropical do país nos dá um grande entusiasmo. Na estrada que sai de Arba Minch em direção ao sul, a árvore está espalhada em diversos campos de cultivo de milho, assim como ao redor das cabanas de palha dos habitantes da região.
Cerca de 90 km depois, chegamos em Konso, a porta de entrada para o território nativo dos povos do vale do rio Omo. Os vilarejos tradicionais da etnia Konso foram proclamados Patrimônio Mundial pela Unesco em 2011 devido aos terraços criados para a agricultura e às muralhas de pedras que protegem os assentamentos humanos.
Como se não bastasse a engenhosidade dos Konso com seus terraços, possibilitando uma agricultura sustentável nas encostas áridas das montanhas, os líderes da etnia plantam, há muitas gerações, árvores de moringa ao redor de suas casas. Assim, a folhinha verde tão nutritiva não falta a ninguém na comunidade e traz um mínimo de elementos nutritivos a toda a população, principalmente às crianças.
 
Árvores de moringa entre as cabanas dos habitantes Konso (Foto: © Haroldo Castro/Época)
Graças à moringa abundante e aos cereais e as leguminosas plantados nos terraços Konso, o fantasma da subnutrição afasta-se cada vez mais do sul da Etiópia. De fato, em todos os mercados semanais da região, sempre encontramos pencas e pencas de moringa fresca sendo vendidas para aqueles que não possuem uma árvore em seu quintal.
Thamyres Matarozzi, uma fotógrafa paulistana que viaja com nosso pequeno grupo de brasileiros, já conhecia a fama da moringa desde 2011 quando vivia em Londres. Por ser vegana e buscar uma alimentação consciente, Thamyres comprara na Europa dezenas de saquinhos de pó de moringa para complementar uma possível falta de proteínas ou vitaminas durante sua viagem à Etiópia. Qual não foi sua surpresa ao ver que quase todos os restaurantes onde comemos ofereciam moringa – ou, no idioma local, aleko – nas mais variadas formas, de sopa a refogado!
Thamyres compra um quilo de moringa fresca (Foto: © Haroldo Castro/Época)
Mulher da etnia Banna, com uma cabaça sobre seu penteado tradicional (Foto: © Giselle Paulino )
Uma jovem da etnia Ari chega com um carregamento de folhas de moringa nas costas (Foto: © Haroldo Castro/Época)
A moringa oferece ainda mais um presente às comunidades rurais. Devido a uma composição particular dos óleos e das proteínas contidas nas sementes, quando trituradas e misturadas a uma água turva e não potável, uma reação extraordinária é produzida: a água fica limpa. Como isso acontece? O pó das sementes de moringa possui a propriedade de atrair argila, sedimentos e bactérias, os quais acabam indo para o fundo do recipiente e deixando a água clara e potável.
Tanto as sementes da espécie etíope (Moringa stenopatala) como da asiática (Moringa oleífera) possuem as mesmas características de decantar a água. Pesquisadores do Instituto de Ciências Agrárias da Universidade Federal de Minas Gerais comprovaram, em testes de laboratório, que as sementes da moringa asiática conseguem remover 99% da turbidez da água.
Com todos esses atributos, não é difícil considerar a moringa como uma das plantas mais generosas do planeta. Por isso, várias ONGs de desenvolvimento humano que combatem a pobreza e a fome a chamam de “super planta”, “árvore milagrosa” ou “folha que salva vidas”. 
Depois de saber tudo isso, nosso próximo passo será comprar sementes e plantar moringa em casa!

terça-feira, 16 de junho de 2015

COMUNICAÇÃO DE SAÍDA DEFINITIVA DO PAÍS: O QUE É ISTO?


Muitos brasileiros deixam o País todos os anos em busca de educação, qualidade de vida e segurança. Embora os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e o Ministério de Relações Exteriores sejam divergentes, é certo que mais de 2,5 milhões de cidadãos brasileiros vivem, atualmente, em outros países. Porém, ao deixar o Brasil em busca de perspectivas melhores, algumas medidas devem ser tomadas, uma delas é a Comunicação de Saída Definitiva do País.
Neste post explicamos o que é a Comunicação Definitiva de Saída do País, para que serve e como ela deve ser feita.

O QUE É E PARA QUE SERVE A COMUNICAÇÃO DE SAÍDA DEFINITIVA DO PAÍS?

1. O QUE É A COMUNICAÇÃO DE SAÍDA DEFINITIVA DO PAÍS?
A Comunicação Definitiva de Saída do País (CSDP) é o documento que o cidadão brasileiro deve enviar para a Receita Federal do Brasil comunicando a sua saída do país. Em outras palavras, este documento serve para informar ao fisco que, a partir de determinada data, o cidadão efetivamente deixou de ser residente no País.
2. POR QUE O CIDADÃO BRASILEIRO QUE DEIXA O PAÍS DEVE ENVIAR A CSDP À RECEITA FEDERAL DO BRASIL?
É importante que a Comunicação de Saída Definitiva seja enviada à Receita Federal por três motivos:
  • Imposto de Renda é uma responsabilidade do cidadão perante o fisco. Com a Comunicação de Saída (e, posteriormente, a Declaração de Saída), ele fica “liberado” desta obrigação. Caso não o faça, posteriormente, você poderá ter que fornecer esclarecimentos ao fisco e, em alguns casos, pagar multa;
  • para evitar que os contribuintes sejam tributados duas vezes na mesma fonte de renda. Ou seja, a partir do momento em que você envia a CSDP, você passa a prestar contas no País onde está residindo;
  • porque a não comunicação da mudança de domicílio pode fazer com que o contribuinte tenha dificuldade de explicar o seu patrimônio – bens e recursos eventualmente acumulados no exterior – caso ele decida regressar ao Brasil. Se o aumento do patrimônio não tem explicação, ou seja, surge do nada, o imposto é cobrado na totalidade. Ex: Um imóvel adquirido por R$ 450mil será tributado no seu valor total;
3. QUAL É O PRAZO PARA ENCAMINHAR A CSDP?
O prazo para envio da Comunicação de Saída Definitiva do País depende da forma com que a saída do cidadão efetivamente aconteceu:
  • Saída em caráter permanente: a partir da data da saída até o último dia do mês de fevereiro do ano-calendário subsequente;
Comunicação de Saída Definitiva do País - Permanente
  • Saída em caráter temporário: a partir da data da caracterização da condição de não residente e até o último dia do mês de fevereiro do ano-calendário subsequente.
Comunicação de Saída Definitiva - Permanente

4. QUAL A DIFERENÇA ENTRE SAÍDA EM CARÁTER PERMANENTE E TEMPORÁRIA?
  • Caráter temporário: ocorre quando não há uma decisão prévia de deixar o País. Ou seja, o cidadão viaja para o exterior com a intenção de passar alguns dias/meses mas, acaba decidindo não retornar e ficar residindo no exterior.
  • Caráter permanente: ocorre quando há uma decisão prévia de deixar o País, ou seja, quando a pessoa embarca (em geral com a família), já sabendo que vai ficar um tempo, determinado ou não, fora do Brasil. Nesta situação, em geral, ele se prepara para a mudança de País, por isso o prazo diferenciado.

COMO FAÇO A COMUNICAÇÃO DE SAÍDA DEFINITIVA DO PAÍS?

5. COMO FAÇO PARA ENVIAR A COMUNICAÇÃO DE SAÍDA DEFINITIVA DO PAÍS?
Para fazer a CSDP basta acessar a página da Receita Federal do Brasil (clique aqui) , preencher as informações solicitadas e seguir as instruções para enviá-la ao fisco.

domingo, 7 de junho de 2015

Vistos para estrangeiros - Tipos e modalidades de visto utilizados no Brasil




A permanência legal de estrangeiros no Brasil é regulada, de forma genérica e precípua, pela Constituição Federal Brasileira, e, de forma específica, pelo “Estatuto do Estrangeiro” (Lei nº 6.815, de 19 de agosto de 1980), bem como por tratados, convenções e acordos internacionais, assim como por leis, decretos, regulamentos e normas administrativas especiais, estas últimas, estabelecidas pelos respectivos órgãos de imigração do Governo Brasileiro.

De forma genérica, o Brasil adota outros tipos de visto, a saber: trânsito, turista, temporário, permanente, cortesia, oficial e diplomático. Entre eles, destacamos:


1. VISTO DE TRÂNSITO: Outorga-se esse visto aos estrangeiros que indo para um país diverso do Brasil, precisam passar ou transitar pelo território brasileiro, nele permanecendo por curto período. O visto é concedido pelo prazo máximo de 10 dias.


2. VISTO DE TURISTA: destinado à viagem de caráter recreativo ou de visita, sem finalidade imigratória. Prevê estadas de no máximo 90 (noventa) dias, entretanto, sua validade pode ser de até 5 (cinco) anos, dependendo da reciprocidade. O prazo pode ser prorrogado uma única vez, junto ao Departamento de Polícia Federal, antes do seu vencimento. É importante ressaltar que se trata de um visto intransformável e que é vedado o exercício de atividade produtiva remunerada

3. VISTO TEMPORÁRIO: Concede-se esse visto ao estrangeiro que pretenda ficar no Brasil, por determinado lapso temporal, para a realização justificada de diversas atividades, entre as quais, a realização de estudos, viagem cultural, de negócios, para artistas ou desportistas, para estudantes, para trabalho, para jornalistas, para ministro de qualquer organização religiosa, etc.

4. VISTO PERMANENTE: Outorga-se esse visto ao estrangeiro que pretenda estabelecer-se no Brasil de forma definitiva, permanente. Para a obtenção desse visto é necessário que o estrangeiro tenha um vínculo forte e estável com o país, que deverá ser comprovado perante as autoridades de imigração, a exemplo do visto por casamento, união estável, filhos brasileiros, investimento de capitais, anistia, etc. 

5. VISTO DE CORTESIA: concedido aos empregados domésticos estrangeiros dos chefes de missão e de funcionários diplomáticos e consulares acreditados junto ao governo brasileiro; também à autoridades estrangeiras em viagem não-oficial ao Brasil;  e aos dependentes de portadores de visto oficial ou diplomático, maiores de 21 (vinte e um) anos ou até 24 (vinte e quatro) anos  na condição de estudantes. Válido por 90 (noventa) dias, prorrogável por igual período junto ao Ministério das Relações Exteriores.

6. VISTO OFICIAL: poderá ser concedido a autoridades e funcionários estrangeiros e de organismos internacionais que viajem ao Brasil em missão oficial de caráter transitório ou permanente, incluídas nessa definição as missões de cunho científico-cultural e a assistência técnica praticada no âmbito de acordos que contemplem expressamente a concessão de visto oficial a técnicos, peritos e cooperantes.

7. VISTO DIPLOMÁTICO: concedido a autoridades e funcionários estrangeiros e de organismos internacionais que tenham status diplomático, que viajem ao Brasil em missão oficial.

A concessão de visto diplomático e de visto oficial poderá ser estendida, por reunião familiar, ao cônjuge do interessado e aos descendentes do casal, menores de 21 anos, e terão validade por dois anos.

1.4. OUTROS VISTOS DE TRABALHO NO BRASIL: Há outras modalidades de visto relacionados com a autorização de trabalho de estrangeiros, a exemplo de:
1.4.1. Visto de negócios.
1.4.2. Visto para professores, técnicos ou pesquisadores de alto nível. 
1.4.3. Visto para estagiários, objetivando a aquisição de experiência profissional.
1.4.4. Visto para treinamento profissional.
2.3. VISTO TEMPORÁRIO DE VIGEM DE NEGÓCIOS: Outorga-se esse visto ao estrangeiro que deseje vir ao Brasil em razão de empreendimento comercial, industrial, financeiro etc., relacionados com o mercado, empresa ou indústria brasileira.

sexta-feira, 22 de maio de 2015

UMA PONTE ENTRE AS COSMOVISÕES BUDISTA E CRISTÃ

A comunicação adequada para a comunicação do Evangelho entre budistas theravadaPor  Rev. Dr. Bantoon e Sra. Mali Boon-Itt, cedido pela Mission Frontier Magazine


Nosso sonho é ver em breve um movimento histórico de budistas theravadas conhecendo a Cristo como Salvador. Esse também é o sonho e o desejo de seu coração?
O que tem impedido tal movimento e limitado a salvação dos budistas, apesar de décadas de empenho missionário? Alguns dizem que trabalhar entre budistas é como semear em terra rochosa. Alguns estão convencidos de que não há número suficiente de cristãos trabalhando e orando. Outros pensam que nossos métodos estão errados. Por exemplo, usando meios literários, quando a maioria dos budistas prefere meios orais e visuais de comunicação.[1]

O PROBLEMA: FALHA NA COMUNICAÇÃO PELA DISPARIDADE ENTRE AS COSMOVISÕES DE BUDISTAS E CRISTÃOS

Fiz duas perguntas para mim mesmo: 1) Por que é tão difícil os budistas aceitarem Cristo como Senhor e Salvador? 2) Por que, apesar de eu ser tailandês, pregar e ensinar na língua local, os que procedem de contextos cristãos apreciam minha mensagem, mas amigos tailandêses não cristãos não? Como pastor tailandês, precisei chegar à raiz dessa assunto. Com essa convicção e essas perguntas em mente procurei, por dez anos, identificar o problema, estudando o desenvolvimento do budismo e do cristianismo na Tailândia e a interação entre as duas religiões. Percebi que, sendo cristão, era difícil trabalhar com muitos tipos diferentes de budismo que são praticados na Tailândia. Descobri algumas situações que precisam ser consideradas.[2]
O problema principal é que a mensagem que os cristãos apresentam com tanto entusiasmo aos budistas é incompreensível, pouco atraente e irrelevante. Ocorreu-me que, assim como considero dificílimo tirar as lentes cristãs e colocar as budistas, também deve ser complicado para eles enxergarem a perspectiva cristã. A raíz do problema é que não temos comunicado de maneira eficaz porque não percebemos que as falhas de comunicação ocorrerão naturalmente devido a disparidade entre as cosmovisões de budistas e cristãos. Nós, cristãos tailandêses, não percebemos a necessidade de aprender a compreender o budismo theravada. Doutrinas expressadas num vocabulário cristão são em geral comunicadas pelos cristãos em termos incompreensíveis aos budistas. Um entendimento profundo do budismo nos ajudará a entender por que isso ocorre.[3]

RESPOSTAS ENCONTRADAS NA BÍBLIA

Exemplos da Bíblia mostram que precisamos deixar que o contexto do ouvinte nos guie no uso de vocabulário, métodos e ilustrações para explicar Deus, o que Jesus fez na cruz e sua ressurreição. Paulo mudava seu jeito de apresentar o evangelho de acordo com a audiência.[4] Os autores do Novo Testamento empregavam palavras e até termos religiosos provenientes do contexto local para explicar o que Deus fez por meio de Cristo. Infelizmente, em vez de aprender com exemplos bíblicos e apresentar o evangelho no contexto budista local, os cristãos esperam que os budistas compreendam nossa mensagem do mesmo jeito que nós, sem perceber que a interpretação de um budista é moldada pela cosmovisão budista. Assim, nossas boas novas não são boas novas para os budistas. Os cristãos locais precisam fazer com que o mistério da cruz seja relevante para os tailandêses budistas, levando em consideração que na cosmovisão budista palavras e ideias cristãs como expiação, sacrifício, redenção ou filhos adotivos não comunica nenhum significado relevante.
Vemos na Bíblia que a contextualização da mensagem é uma questão crucial no caminho para um grande avanço entre os budistas theravada. Isso significa explicar aos budistas o significado daquilo que Cristo fez na cruz em termos cuidadosamente selecionados que ajudem na compreensão e sejam significativos para a vida deles. Não significa simplesmente pegar palavras budistas para substituir as cristãs. Os budistas o considerariam negativo. A língua tailandêsa reflete a cosmovisão tailandêsa que, por sua vez, é sustentada pelo budismo. Não se pode simplesmente traduzir palavras de uma língua, esperando que transmitam o mesmo significado e nuances em outra língua com outra cosmovisão. Por exemplo, alguns termos cristãos nem existem na língua tailandêsa fora da igreja. Para a palavra comunhão, os cristãos usam a expressão as mak kee tham(literalmente, ensino acerca da unidade). Um tailandês não cristão não compreenderia que essa palavra significa “reunião para conhecer e apoiar um ao outro, partilharCOMIDA, cantar, orar e estudar a Bíblia”. Dificuldade semelhante ocorre com outros termos cristãos, entre eles: Deus, amor, fé, pecado, arrependimento, redenção, santificação, justificação, justiça, glorificação, e assim por diante. Muitos desses termos não existem na cosmovisão budista. Mesmo para os termos que têm um equivalente budista, os cristãos precisam gastar um tempo para explicar as semelhanças e diferenças entre os significados nas duas cosmovisões diferentes. Deixe-me explicar um pouco:
O que um cristão entende pela palavra “Deus” é bem diferente do que entende um budista. Para o budista, “deus” pode significar muitas coisas, mas o entendimento mais comum é que “deus” significa uma das muitas divindades que ocupam um espaço nas diferentes dimensões celestiais.
O alvo da vida para um budista é alcançar o nibbana, mas para o cristão, é ser salvo, se relacionar com Cristo e tornar realidade o Reino de Deus em sua vida. O budista pode entender isso como a pessoa fazendo algo em benefício próprio, a fim de alcançar o céu e ficar com Deus.
Para o budista, o céu e o inferno são dimensões celestiais e infernais hierárquicas em que os seres recebem as consequências de seus atos (kamma), mas para os cristãos, “o céu é a plenitude do Reino de Deus”, enquanto “o inferno é a separação eterna de Deus”.
Pecado: no budismo não existe esse conceito, só atos maus, bap – ou seja, ações negras (kamma), que no budismo são ações inábeis,akusala, que impedem a pessoa de atingir o nibbana. Para o cristão, pecado é desobediência a Deus, ficar aquém dos padrões divinos. Uma vez que no budismo não existe esse conceito de um Deus criador como no cristianismo, o entendimento do pecado como uma ofensa contra um Deus criador não faz sentido na cosmovisão budista.
Com essas diferenças, não é de se admirar que os budistas não entendam o cristianismo e o considerem incompreensível e irrelevante para a vida deles. Há várias áreas em que as palavras que os cristãos usam não comunicam aos budistas aquilo que os cristãos acreditam estar comunicando. É só quando os cristãos conhecem a cosmovisão budista e aprendem acerca da percepção que os budistas têm do cristianismo que podemos compreender o que realmente estamos dizendo. Conhecer pouco sobre a percepção budista a cerca do cristianismo tem resultado uma apresentação pouco sábia da mensagem cristã para os budistas theravada tailandêses.
Evidentemente, isso significa que a cosmovisão e a terminologia budista precisam ser compreendidas pelo comunicador cristão. Se isso não acontecer, o cristão desejoso de comunicar o evangelho não consegue avaliar ou entender as raízes das dificuldades de compreensão dos budistas em relação ao cristianismo. Ao tentar compreender a perspectiva budista, chegamos à conclusão de que são os cristãos que tem falhado na comunicação. Uma resposta cristã ao budismo pode ser desenvolvida de maneira mais efetiva depois de estudarmos a cosmovisão deles e percebemos como os budistas entendem nossa mensagem. É só quando tentam compreendê-los que os cristãos conseguem comunicar Cristo de maneira que realmente faz sentido para eles.
Talvez os cristãos nãos percebam, mas doutrinas budistas importantes estão bem incrustadas e são expressas no cotidiano dos budistas: linguajar, lei, moralidade, crença, cultura, tradição, arte e arquitetura. Assim, precisamos compreender o âmago das doutrinas budistas porque elas determinam a cosmovisão e o estilo de vida das pessoas. Ainda que a maioria do povo budista talvez não conheça a terminologia budista nem seja capaz de explicar doutrinas budistas, a maneira de pensarem, de praticarem o budismo e de verem o mundo está fundamentada no budismo. Precisamos compreender a base do budismo clássico para nos ajudar a avaliar e compreender as várias expressões do budismo que encontramos no mundo hoje. Como ilustração, considere a necessidade de aprender os princípios e teorias da matemática para aplicá-los a problemas matemáticos. Se o entendimento básico é precário, fica difícil, ou até impossível, resolver problemas matemáticos.
É necessário um conhecimento sadio do cristianismo e do budismo para uma comunicação eficaz. As palavras que escolhemos precisam transmitir toda a teologia cristã. Tome, por exemplo, o desafio de comunicar sobre o pecado aos budistas. Cristãos tailandêses usam a palavra bap (conforme já explicado). Precisamos compreender o que a palavra bap significa na cosmovisão budista e saber se ela comunica tudo o que “pecado” significa na cosmovisão cristã. Atualmente, a palavra bap, que os cristãos escolheram para falar do pecado, carrega significados bem distintos nas duas cosmovisões. Assim, vemos que o desafio desce ao nível de escolher as palavras corretas — criar conceitos e métodos para explicar a teologia cristã de maneira que um budista consiga compreender. Talvez, usando um conjunto de palavras ou cunhando novos termos a partir de palavras existentes em tailandês (ou na língua de determinado país budista), seremos capazes de comunicar, sem sermos mal compreendidos. Toda linguagem humana tem suas limitações. Não é possível explicar plenamente o mistério de Deus ou o mistério da cruz. O que se pode fazer é testemunhar e proclamar Cristo, para que possam ter um relacionamento íntimo com ele e se tornarem mais parecidos com o Senhor.
Essa tarefa requer a cooperação de pessoas de muitas disciplinas, como linguística e teologia. No contexto tailandês, isso conclama os que compreendem a cosmovisão local (a língua e a cultura tailandêsa), os que compreendem o budismo e os que compreendem o cristianismo.
A repercussão da contextualização da mensagem será extensa. As sociedades bíblicas, os cristãos e os evangelistas na Tailândia precisarão trocar alguns termos empregados na Bíblia em tailandês. A igreja local estabelecida precisará trocar termos com que está familiarizada, mas confundem os budistas. Não será fácil para a igreja já estabelecida substituir termos que são usados há quase duzentos anos por outros que possam comunicar melhor a mensagem da cruz aos budistas.
E se não encontrarmos termos melhores para comunicar a vida e o significado de Jesus de um modo que seja significativo e relevante para os budistas? Vamos continuar experimentando pouquíssima resposta de budistas ainda por muitas décadas. Amigos budistas que ouvirem nossa mensagem não compreenderão, ainda que usemos meios orais (não escritos) de comunicação, pois o conteúdo não fará a transmissão das necessidades reais de nossos ouvintes budistas. Mas se comunicarmos a mensagem da cruz com sensibilidade cultural, em termos com que os ouvintes budistas consigam interagir e serem transformados por eles, as palavras terão significado profundo para a evangelização e o discipulado. Cristãos tailandêses precisam estar prontos para transmitir o evangelho com clareza para os outros. Eles precisam crescer no entendimento das duas cosmovisões para espalhar o evangelho falando mais do que “Essa é a minha experiência, logo, creia”.

CONSCIÊNCIA: O PRIMEIRO PASSO EM DIREÇÃO AO CORAÇÃO DOS BUDISTAS

A consciência do problema de comunicação entre cosmovisões diferentes é o ponto chave para comunicar Cristo de tal modo que possa alcançar corações budistas. Isso é crucial para a mensagem do evangelho para os budistas na Tailândia e se aplica a outros contextos. Embora o judaísmo, o cristianismo e o islamismo tenham muitos pontos óbvios de contato em suas cosmovisões, isso não é tão óbvio no hinduísmo, no confucionismo e nas várias correntes do budismo (theravada, mahayana, xintoísmo, etc.). Que fique claro: se eu não tiver consciência de que, quando falo tailandês com amigos budistas tailandêses, eles podem não compreender o que desejo comunicar, eu posso ter a impressão de que eles têm coração duro ou que a mensagem caiu em terreno rochoso. Em vez de analisar como apresentei a mensagem, posso ser induzido a pensar que tudo o que preciso é orar mais e pedir ao Espírito Santo que derreta o coração deles. Precisamos sim de oração e de crer que somente o Espírito Santo é quem convence a todos do pecado, mas não podemos ignorar que somos chamados a comunicar e testemunhar o evangelho de forma compreensível. A cosmovisão do outro e o entendimento que eu tenho do outro determina o entendimento que eles têm de minha mensagem. Quando tenho consciência de que preciso transpor cosmovisões quando estou comunicando Cristo, fico mais atento a como estou anunciando o nosso Salvador. Terei mais cuidado para escolher palavras e métodos de comunicação e vou me certificar se a pessoa realmente entendeu o que eu queria comunicar.
Necessitamos urgentemente encontrar um meio efetivo de comunicar Cristo aos budistas, de modo que aquilo que comunicamos possa realmente tocar-lhes o coração. A tarefa de tornar o cristianismo compreensível aos amigos budistas exigirá grande sabedoria, uma vez que as ideias e os conceitos cristãos são muito estranhos e muito diferentes das ideias budistas na Tailândia. Assim, precisamos adequar a mensagem cristã ao contexto budista para ajudá-los a compreender Cristo. Os budistas poderão então perceber que a mensagem cristã não é inteiramente estranha a eles, receber novos insights e perceber que há uma resposta alternativa ao sofrimento humano ou dukkha.
Nosso sonho é que a comunidade budista abrace a mensagem do evangelho dentro de seu contexto cultural e desencadeie um avanço entre budistas theravadas.
 Rev. Dr. Bantoon e Sra. Mali Boon-Itt
Dr. Bantoon e Mali Boon-Itt são um casal que trabalha junto para o aprimoramento da comunicação da mensagem cristã a fim de torná-la compreensível e relevante para budistas tailandêses. Rev. Dr. Boon-Itt escreveu vários ensaios e uma tese de doutorado ligados a esse tópico. Ele é o pastor titular da 4a. Igreja Suebsampantawong em Bancoque, Tailândia.
O artigo original “Bridging Buddhist-Christian Worldviews” foi generosamente cedido pelo Mission Frontier Magazine, edição de novembro-dezembro de 2014, e traduzido em português pelo Martureo.
Notas
[1] Veja uma explicação das diferenças entre esses tipos de comunicação em www.ask.com/question/difference, entre a comunicação oral e escrita.
[2] Por exemplo: a igreja não consegue incentivar e preparar os cristãos para que sejam sal e luz na sociedade budista; pelo contrário, os tiramos dela e os colocamos em ambientes totalmente novos com novos amigos, vocabulário e tradições cristãs ocidentais. A sociedade tailandêsa entende o cristianismo como uma religião estrangeira (ocidental). Tailandêses que se tornam cristãos perdem a identidade cultural local. Novos convertidos não são orientados quanto à maneira de se relacionarem com a sociedade local como um nativo que crê em Cristo. Eles descobrem que precisam se desligar da família e da antiga sociedade. Não se faz nenhum esforço para formar uma identidade cristã tailandêsa, de modo que os cristãos locais possam ser vistos como cidadãos que não abandonaram suas raízes, pelo contrário, continuam sendo tailandêses de verdade. Insistimos para que aceitem Cristo, apesar de eles não terem compreendido o significado e as implicações disso. É como se os estivéssemos vacinando contra Cristo: eles acham que já o conhecem e que foram salvos. O parto prematuro diminui as chances de permanecerem firmes na fé.
[3] Três boas fontes para compreender o problema:
  • Boon-Itt, Bantoon. 2011 “What is being communicated to Buddhists”. In: Suffering: Christian Reflections on Buddhist Dukkha. Paul De Neui, ed. Pasadena: William Carey Library, 1-22.
  • Boon-Itt, Bantoon. 2007 “A study of the dialogue between Christianity and Theravāda Buddhism in Thailand as represented by Buddhist and Christian writings from Thailand in the period of 1950 – 2000”. Ph.D. dissertation, St John’s College, Nottingham, United Kingdom.
  • youtube.com/watch?v=_B_kVieeqSQ
[4] Veja Atos 13, 14 e 17.
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