terça-feira, 19 de maio de 2009

LÍBIA


DADOS GERAIS

Capital

Trípole

Governo
Na teoria, governado pelo povo através de conselhos locais. Na prática, um Estado autoritário, chefiado pelo líder revolucionário Muammar Abu Minyar al-Qadhafi desde setembro de 1969

População
6,3 milhões (86,9% urbana)

Área
1.759.540 km2

Localização
Norte da África

Idioma
Árabe, italiano e inglês

Religião
Islamismo 97%, outras 3%



HISTÓRIA

Antigo assentamento de povos tão díspares quanto os fenícios, os romanos e os turcos, a Líbia recebeu seu nome dos colonos gregos, no século II antes da era cristã.

Durante grande parte de sua história, a Líbia foi povoada por árabes e nômades berberes, e somente na costa e nos oásis estabeleceram-se colônias. Fenícios e gregos chegaram ao país no século VII a.C. e estabeleceram colônias e cidades. Os fenícios fixaram-se na Tripolitânia e os gregos na Cirenaica. Os cartagineses, herdeiros das colônias fenícias, fundaram na Tripolitânia uma província, e no século I a.C. o Império Romano se impôs em toda a região, deixando monumentos admiráveis (Leptis Magna).

A Líbia permaneceu como província romana até ser conquistada pelos vândalos em 455 d.C. Após ser reconquistada pelo Império bizantino, continuador do romano, a região passou a ser dominada pelos árabes em 643. Os árabes estenderam a área cultivada em direção ao interior do deserto.

Durante pouco mais de três séculos, os berberes almôadas mantiveram o domínio sobre a região tripolitana, enquanto a Cirenaica esteve sob o controle egípcio. No século XVI, os otomanos ocuparam e unificaram o território, estabelecendo o poder central em Trípoli. A autoridade turca, entretanto, mal passava da região para além da costa, que servia de base corsária.

Dois séculos mais tarde, o reinado da dinastia Karamanli, que dominou Trípoli durante 120 anos, contribuiu para assentar mais solidamente as regiões de Fezã, Cirenaica e Tripolitânia, e conquistou maior autonomia. Em 1835, o Império Otomano restabeleceu o controle sobre a Líbia, embora a confraria muçulmana dos sanusis tenha conseguido, em meados do século, dominar os territórios da Cirenaica e de Fezã (interior do país).

Em 1911, sob o pretexto de defender seus colonos estabelecidos na Tripolitânia, a Itália declarou guerra ao Império Otomano e invadiu o país. Fato que iniciou a Guerra ítalo-turca. A seita puritana islâmica dos sanusis liderou a resistência, dificultando a penetração do Exército italiano no interior. A Turquia renunciou a seus direitos sobre a Líbia em favor da Itália no Tratado de Lausanne ou Tratado de Ouchy (1912). Em 1914 todo o país estava ocupado pelos italianos que, no entanto, como os turcos antes deles, nunca conseguiram afirmar sua autoridade plena sobre as tribos sanusi do interior do deserto.

Durante a Primeira Guerra Mundial, os líbios recuperaram o controle de quase todo o território, à exceção de alguns portos. Terminada a guerra, os italianos empreenderam a reconquista do país. Em 1939, a Líbia foi incorporada ao reino da Itália. A colonização não alterou a estrutura econômica do país, mas contribuiu para melhorar a infra-estrutura, como a rede de estradas e o fornecimento de água às cidades.

Durante a Segunda Guerra Mundial, o território líbio foi cenário de combates decisivos. Entre 1940 e 1943 houve a campanha da Líbia entre o Afrikakorps do general alemão Rommel e as tropas inglesas. Findas as hostilidades, o Reino Unido encarregou-se do governo da Cirenaica e da Tripolitânia, e a França passou a administrar Fezã. Essa nações mantiveram a Líbia sobre forte governo militar até que a Assembleia Geral das Nações Unidas aprovou a independência do país no primeiro dia de 1952, data a partir da qual foi adotado o nome Reino Unido da Líbia. O líder religioso dos sanusis, o emir Sayyid Idris al-Sanusi, foi coroado rei com o nome de Idris I (1951-1969).

Depois de sua admissão na Liga Árabe, em 1953, a Líbia firmou acordos para a implantação de bases estrangeiras em seu território. Em 1954, houve a concessão de bases militares e aéreas aos norte-americanos. A influência econômica dos Estados Unidos e do Reino Unido, autorizados a manter tropas no país, tornou-se cada vez mais poderosa. A descoberta de jazidas de petróleo em 1959 constituiu no entanto fator decisivo para que o governo líbio exigisse a retirada das forças estrangeiras, o que provocou graves conflitos políticos com aquelas duas potências e com o Egito. Em 1961 tem início a exploração do petróleo.

O coronel Muammar Khadafi, presidente do país.

A nova história da Líbia começou em 1969, quando um grupo de oficiais radicais islâmicos derrubou a monarquia e criou a Jamahiriyah (República) Árabe Popular e Socialista da Líbia, muçulmana militarizada e de organização socialista. O Conselho da Revolução (órgão governamental do novo regime) era presidido pelo coronel Muammar al-Khadafi. O regime de Muammar Khadafi, chefe de Estado a partir de 1970, expulsou os efetivos militares estrangeiros e decretou a nacionalização das empresas, dos bancos e dos recursos petrolíferos do país.

Em 1972, a Líbia e o Egito uniram-se numa Confederação de Repúblicas Árabes, que se dissolveu em 1979. Em 1984, a Líbia e o Marrocos tentaram uma união formal, extinta em 1986.

Khadafi procurou desencadear uma revolução cultural, social e econômica que provocou graves tensões políticas com os Estados Unidos, Reino Unido e países árabes moderados (Egito, Sudão). Apoiado pelo partido único, a União Socialista Árabe, aproveitou-se da riqueza gerada pela exploração das grandes reservas de petróleo do país para construir seu poderio militar e interferir nos assuntos dos países vizinhos, como o Sudão e o Chade (Tchad). O Chade foi invadido pela Líbia em 1980.

Depois da Guerra do Yom Kippur, a Líbia levou seus parceiros árabes a não exportar petróleo para os Estados que apoiaram Israel. Opôs-se à iniciativa do presidente egípcio Anwar al-Sadat, de restabelecer a paz com Israel, e participou ativamente, junto com a Síria, da chamada "frente de resistência" em 1978. Seu apoio à Organização para a Libertação da Palestina (OLP) se intensificou, e a cooperação com os palestinos se estendeu a outros grupos revolucionários de países não árabes, que receberam ajuda econômica líbia.

A rejeição a Israel, as manifestações anti-americanas e a aproximação com a União Soviética, por parte da Líbia, geraram sérios conflitos na década de 1980. As relações da Líbia com os Estados Unidos se deterioraram quando, em 1982, os Estados Unidos impuseram um embargo às importações de petróleo líbio. Em resposta a vários atentados contra soldados americanos na Europa e às acusações de que o governo líbio patrocinava ou estimulava o terrorismo internacional, o presidente Ronald Reagan ordenou, em abril de 1986, um bombardeio da aviação americana a vários alvos militares em Trípoli e Bengazi, em que pereceram 130 pessoas. Kadhafi, que perdeu uma filha adotiva quando sua casa foi atingida, manteve-se como chefe político, mas sua imagem internacional deteriorou-se rapidamente.

Para tirar o país do isolamento diplomático, no início da década de 1990 o chefe líbio dispôs-se a melhorar o relacionamento com as potências ocidentais e com as nações vizinhas. Em 1989, a Líbia associou-se à União de Magreb, um acordo comercial dos Estados do norte da África. Em 1991, durante a Guerra do Golfo Pérsico, a Líbia adotou uma posição moderada, opondo-se tanto à invasão do Kuwait quanto ao posterior uso da força contra o Iraque. Apesar de sua neutralidade no conflito, a Líbia se manteve sob crescente isolamento internacional até meados da década. Em 1992 os Estados Unidos, o Reino Unido e a França, com a aprovação do Conselho de Segurança das Nações Unidas, impuseram pesados embargos ao comércio e ao tráfego aéreo líbio, porque o governo se negava a extraditar os dois líbios suspeitos de terem colocado uma bomba num avião de passageiros norte-americano que explodiu sobre Lockerbie, na Escócia, em 1988, e matou 270 pessoas (Atentado de Lockerbie). Este tipo de sanção se repetiu nos anos seguintes, mas Khadafi tem desrespeitado o bloqueio aéreo militar viajando a Nigéria e Níger, bem como enviando peregrinos a Meca em aviões de bandeira líbia.

Em 1993 a Líbia rompeu relações com o Irã, reagindo contra o crescimento do fundamentalismo islâmico. Em 1994, os líbios retiram-se do Chade. As relações de Khadafi com os palestinos se deterioraram, à medida que estes se mostraram dispostos a negociar uma paz com Israel, e em setembro de 1995 o dirigente líbio anunciou a expulsão de 30 mil palestinos que trabalhavam na Líbia. A medida foi suspensa depois da deportação de 1500 pessoas, e em outubro de 1996 Khadafi anunciou que estas seriam indenizadas. O regime líbio tem enfrentado uma crescente resistência de parte de grupos religiosos islâmicos, e em 1997 seis oficiais do exército foram fuzilados, acusados de espionagem. Tentando melhorar sua imagem internacional, Khadafi admitiu a possibilidade de conceder a extradição dos dois agentes acusados do atentado de Lockerbie, desde que não sejam julgados nos Estados Unidos da América ou no Reino Unido.


POLÍTICA

  • Forma de governo: Ditadura militar desde 1969.
  • Divisão administrativa: 3 províncias, 10 governadorias e 1.500 comunas.
  • Partido político: União Socialista Árabe (único legal).
  • Legislativo: unicameral - Congresso Geral do Povo, com 1.112 membros da União Socialista Árabe.
  • Constituição em vigor: 1977.

SUBDIVISÕES

A Líbia se subdivide em 34 municipalidades (em árabe Sha'biyah, plural Sha'biyat).

As 32 municipalidades são:

1 Ajdabiya 17 Ghat
2 Al Butnan 18 Ghadamis
3 Al Hizam Al Akhdar 19 Gharyan
4 Al Jabal al Akhdar 20 Murzuq
5 Al Jfara 21 Mizdah
6 Al Jufrah 22 Misratah
7 Al Kufrah 23 Nalut
8 Al Marj 24 Tajura Wa Al Nawahi AlArba'
9 Al Murgub 25 Tarhuna Wa Msalata
10 An Nuqat al Khams 26 Tarabulus (Tripoli)
11 Al Qubah 27 Sabha
12 Al Wahat 28 Surt
13 Az Zawiyah 29 Sabratha Wa Surman
14 Benghazi 30 Wadi Al Hayaa
15 Bani Walid 31 Wadi Al Shatii
16 Darnah 32 Yafran


GEOGRAFIA

A Líbia situa-se ao Norte de África, banhada pelo Mar Mediterrâneo e ladeado pelo Egito e pela Tunísia. Divide-se em três regiões geográficas: a Cirenaica, a Tripolitânia e o Fezzan. Ao longo da costa, o clima é mediterrânico, mas o interior é o deserto muito seco do Saara, de onde por vezes sopra um siroco quente, seco e carregado de poeira (conhecido no país como ghibli). No deserto também são comuns tempestades de poeira de areia. Os recursos naturais principais do país são o petróleo, o gás natural e o gesso.


ECONOMIA

A economia da Líbia, orientada por princípios socialistas, depende, basicamente, do sector petrolífero, preenchendo cerca de um quarto do Produto Interno Bruto. Os rendimentos proporcionados pelo petróleo, e o facto de a população ser reduzida, faz com que este país tenha um dos maiores rendimentos per capita da África. Contudo, há uma deficiente distribuição desses rendimentos, vivendo as classes mais baixas que chegam a apresentar dificuldades na obtenção de alimentos, devido, também, a restrições nas importações.


CULTURA

Gastronomia

A cozinha Líbia é uma mistura de árabe e Mediterrâneo, com uma forte influência italiana. O legado da Itália de quando a Líbia era uma colônia italiana pode ser visto na popularidade das massas nos seus cardápios, particularmente macarrão.

Esporte

Embora sempre tenha existido grande paixão do povo local pelas tradições árabes, naturalmente, tem crescido no país um movimento de inclusão e difusão de diversos esportes pela população nativa. Exemplos são a Liga da Líbia, de basquete, que embora com pouca projeção vem crescendo, e a Supertaça Líbia de Futebol, principal fonte de atletas para a seleção de futebol.


A IGREJA

O cristianismo possui raízes antigas na Líbia. Mas a fraca evangelização inicial, em conjunto com o enfraquecimento causado pelo cisma donatista, deixou o país à mercê do avanço islâmico no século VII.

O cristianismo foi praticamente eliminado e, atualmente, há apenas alguns milhares de cristãos líbios, a maioria constituída de trabalhadores estrangeiros.

Os líbios são um dos grupos mais não-alcançados com o evangelho. A maior parte dos líbios da etnia árabe não sabe em que os cristãos realmente creem. Por causa de suas fortes raízes muçulmanas, não considerariam a mensagem do evangelho como algo dirigido a eles.

Nenhuma forma de evangelismo ou trabalho missionário é permitida. Apenas os estrangeiros podem se reunir, contudo, eles são monitorados. Assim, os líbios não participam desses cultos por medo de serem vigiados, delatados, presos e até mesmo assassinados.


A PERSEGUIÇÃO AOS CRISTÃOS

Ainda que a Líbia seja um Estado laico, seus líderes prestam grande respeito ao islamismo, conferindo-lhe papel ideológico na sociedade. O governo exige respeito às normas e tradições muçulmanas e a submissão de todas as leis à sharia (lei islâmica).

O governo proíbe a conversão de muçulmanos e, por isso, proíbe atividade missionária. Ele também exige que todos os cidadãos sejam muçulmanos sunitas "por definição".

Há organizações secretas e redes de espiões que monitoram possíveis rebeldes e também os estrangeiros. Essa situação faz com que seja praticamente impossível evangelizar na Líbia.

As pessoas raramente são perturbadas por causa de suas práticas religiosas, a menos que tais práticas fossem percebidas como tendo dimensão ou motivação política. O governo controla e restringe toda atividade política. Ele também monitora a literatura religiosa, inclusive a literatura islâmica, publicada ou importada ao país. A importação das Sagradas Escrituras em árabe ainda é estritamente controlada.

É proibido evangelizar muçulmanos. Os muçulmanos que se convertem são sujeitos à pressão e ostracismo social. Muitos deles consideram abandonar a pátria.

Em fevereiro de 2006, uma igreja e um convento católicos da cidade de Benghazi foram roubados e incendiados. O bispo e as freiras ficaram em Trípoli durante algumas semanas, até que os prédios fossem restaurados.


MOTIVOS DE ORAÇÃO

1. Os convertidos se sentem isolados. Ore para que haja mais abertura e possibilidade de os líbios cristãos se reúnam para terem comunhão e louvarem Deus juntos.

2. Missionários não são permitidos. Existem áreas em que há espaço e abertura para profissionais cristãos e missionários que tenham uma profissão. Ore para que cristãos de todo o mundo tornem-se profissionais destas áreas e busquem servir aos líbios no amor de Jesus Cristo.

3. A Igreja resiste a um governo que financia a propagação do islamismo. O governo líbio dá à religião islâmica um papel de destaque e contribui com missões muçulmanas em todo o mundo. Ore para que os líderes da Líbia conheçam a Cristo.

4. É arriscado para um líbio confessar sua fé em Jesus. Peça a proteção e a sabedoria de Deus para todas as conversas e relacionamentos dos convertidos.

Fonte dos textos: Missão Portas Abertas e Wikipédia
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ALGUMAS FOTOS DO PAÍS


A capital do país, Trípoli


Trípoli


Mercado em Trípoli


Pratos típicos da culinária do país


Tuareg


Oásis no deserto


Grande parte do país é recoberta pelo deserto


No país há muitas ruínas históricas e sítios arqueológicos



domingo, 17 de maio de 2009

CURSO PARA FAZEDORES DE TENDAS

Com o objetivo de equipar líderes profissionais para atuação em missões, paralelamente ao exercício de sua profissão, o Centro Evangélico de Missões, em parceria com a Associação de Fazedores de Tendas do Brasil - AFTB, oferece o Programa para Treinamento de Fazedores de Tendas.

Público Alvo:

Profissionais (com formação superior, média e também com outras capacidades práticas para servir no campo) e universitários. Candidatos para servir como missionários alternativos, testemunhando do amor de Cristo através do exercício de sua profissão de maneira ética e responsável e através dos relacionamentos pessoais que evidenciam o caráter cristão e o compromisso com o Reino de Deus.
O profissional ou estudante normalmente é muito ocupado. Por isso o Fazedor de Tendas poderá fazer um programa com algumas matérias presenciais - cursadas junto com as turmas da pós graduação - que facilitam a integração, a convivência, debates, a comunhão, etc., além de outras a distância.
A maioria das matérias será feita como Curso a Distância, com orientador para acompanhar o aluno. As matérias presenciais são oferecidas na Escola de Missões do CEM.

PARA MAIORES INFORMAÇÕES ACESSE: http://www.cem.org.br/academico/disciplina_fts.asp

terça-feira, 12 de maio de 2009

LAGOS, a maior cidade da Nigéria

LAGOS, Nigéria

Lagos é a maior cidade da Nigéria, com cerca de 7.937.932 de habitantes (censo de 2006),[1] e a segunda maior cidade africana logo depois de Cairo, capital do Egito. Era capital da Nigéria até 1991 (quando a capital passou a ser Abuja). Localiza-se a uma latitude 6°34'60" norte e a uma longitude 3°19'59" leste.

É um porto no Golfo da Guiné. A cidade é constituída por uma parte continental e uma série de ilhas ao redor da lagoa de Lagos.

Fundada no século XV como feitoria portuguesa. No século XIX tornou-se colónia britânica, sendo a capital da Nigéria independente até 1991. Há um bairro chamado Brazilian Quarter, onde se concentra uma colônia de descendentes de escravos brasileiros que retornam à África em fins do século XIX.

Fonte texto: Wikipédia

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ALGUMAS FOTOS DA CIDADE





quarta-feira, 6 de maio de 2009

Missão transcultural: o fenômeno migratório em Portugal


O processo de imigração em Portugal teve vários momentos, desde a fixação de diferentes povos no processo de criação da nação portuguesa ao longo dos séculos. Atualmente, os imigrantes provém principalmente das ex-colónias portuguesas: Brasil , Angola, Cabo Verde, Guiné Bissau, India, Macau, Moçambique, São Tomé, São Tomé e Príncipe e do Timor Leste. Há muito que Portugal, tal como a Espanha, passou de um país de emigração para um país de imigração, ou seja, a entrada de pessoas é superior à saída.

Atualmente o tema “Imigração” está presente quase qe diariamente nas pautas das reuniões de cúpulas dos governos em toda a Europa. Tanto que para o Bloco Europeu, 2008 é o “Ano Europeu do Diálogo Intercultural”. No passado dia 27 de Fevereiro, o Ministro da Presidência, o Ministro da Cultura e a Alta Comissária para a Imigração e Diálogo Intercultural convidaram todos os portugueses a serem parte ativa no Ano Europeu do Diálogo Intercultural (AEDI). Daí vê-se como este tema é relevante não só em Portugal, mas na Europa como um todo

Em Portugal, grande é o fluxo de imigrantes vindos também da Europa de Leste: Rússia, Ucrânia, Moldávia; também da Romênia e da Polônia. Porém, as maiores comunidades imigrantes legais em Portugal são os brasileiros, ucranianos, cabo-verdianos, e angolanos. A maioria desta comunidade fixou-se em volta da cidade de Lisboa.

A diversidade cultural na capital do país está para a humanidade como a biodiversidade está para a natureza. É verdade que, segundo atesta a história de Portugal, a expressão das multiculturas sempre compuseram sua paisagem tanto rural quanto urbana, mas os fluxos migratórios alteraram drasticamente o mosaico multi-étnico há muito conhecido em Portugal. Que o diga o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF): “Em 1980 residiam legalmente em Portugal cerca de 50.000 cidadãos estrangeiros, número que subiu para 108.000 em 1990, e que no ano de 2000 já atingia as 208.000 pessoas. Hoje, com os titulares de autorização de permanência residem em Portugal cerca de 400.000 cidadãos estrangeiros. A manter-se o actual fluxo e conscientes de que o fenómeno migratório tende a alimentar-se a si próprio, é previsível que a curto prazo se atinja o número de meio milhão de imigrantes”.

É claro e evidente que estes números do SEF dizem respeito apenas às comunidades imigrantes em situação regular. E quanto aos imigrantes ilegais? Quantos serão? Pela própria natureza da clandestinidade os números não são precisos, mas segundo a mesma entidade, pode-se seguramente somar a este número pelo menos mais 200 mil imigrantes em situação irregular no país. Uma coisa é certa: Dos 400.000 cidadãos estrangeiros em Portugal em situação regular, 233.000 residam na Área Metropolitana de Lisboa distribuídos, pasmem, em mais de 180 nações distintas, sem falar de grupos étnicos com seus variados idiomas!

O Desafio Da Missão Transcultural

Os dados acima são mais que suficiente para constatarmos que temos diante de nós, os que fazemos missões em Portugal, uma realidade multi-étnica muito semelhante àquela vivida um dia em Jerusalém:

Nós, partos, medos, e elamitas; e os que habitamos a Mesopotâmia, a Judéia e a Capadócia, o Ponto e a Ásia, a Frígia e a Panfília, o Egito e as partes da Líbia próximas a Cirene, e forasteiros romanos, tanto judeus como prosélitos, cretenses e árabes - ouvímo-los em nossas línguas, falar das grandezas de Deus. E todos pasmavam e estavam perplexos, dizendo uns aos outros: Que quer dizer isto? E, ouvindo eles isto, compungiram-se em seu coração, e perguntaram a Pedro e aos demais apóstolos: Que faremos, irmãos? Pedro então lhes respondeu: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo, para remissão de vossos pecados; e recebereis o dom do Espírito Santo. Porque a promessa vos pertence a vós, a vossos filhos, e a todos os que estão longe: a quantos o Senhor nosso Deus chamar. E com muitas outras palavras dava testemunho, e os exortava, dizendo: salvai-vos desta geração perversa. ( At 2.9-12; 38-40). (ARA)

O desafio está dinte de nós, todos os dias, nas ruas, nas praças, nos mercados, nas escolas e universidades, nos prédios onde moramos, em nossas igrejas, etc e etc. Cada igreja evangélica em Portugal como um todo, mas especialmente na área da Grande Lisboa, deverá desenvolver planos estratégicos para alcançar os grupos étnicos aqui representados e dispor-se a alcançá-los com o Evangelho transformador de Jesus Cristo. Ainda em Atos (8. 26-39), sabemos da história de um homem, de etnia etíope, como Deus o alcançou através de Filipe, e a Etiópia conheceu o Evangelho por intermédio daquele “turista” de passagem por Jerusalém.

É sabido que a economia mundial está arruinada e que a imigração não passa de uma miragem para aqueles que pensam em enriquecer-se, sem falar da desigualdade social em todas as sociedades mundial, ou seja, o rico cada vez mais rico e o pobre cada vez mais pobre! Mas Deus tem as suas maneiras de trabalhar e quem sabe se o Evangelho não será o bem mais precioso que estes imigrantes realmente encontrarão por cá? Se assim o for, sem dúvida levarão para os seus países de origem a resposta daquela pergunta que fizeram os perplexos em Jerusalém: “Que faremos, irmãos? (At 2. 37). O mesmo Espírito que operou em Pedro também opera em nós e a resposta já está pronta: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo, para remissão de vossos pecados; e recebereis o dom do Espírito Santo. Porque a promessa vos pertence a vós, a vossos filhos, e a todos os que estão longe: a quantos o Senhor nosso Deus chamar. E com muitas outras palavras dava testemunho, e os exortava, dizendo: salvai-vos desta geração perversa. (At 2.38-40).

Soli Deo Glória!

Pr. Samuel S. Silva é Articulista, Teólogo e Pedagogo. Prfº de Teologia Sistemática. Prfº da COMACEP (Comiss. para Ação Educativa Evang. nas Esc. Públicas). Membro da CGADB. Missionário credenciado pela SENAMI. Pastoreia a Ass. De Deus Missões – ADM em Almada, Portugal. samuelprof@ibest.com.br

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Fonte: Igreja Assembléia de Deus de Missões

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Salvação entre os Indígenas - RS

Louvamos a Deus pela obra de Salvação realizada entre os Kaingangs.


Segue testemunho do casal missionário Pr.Ray Miller e Luciana:


Aldeia Bananeiras, 14 de Março de 2.009

“Vinde e vede as obras de Deus: tremendos são seus feitos…”

Queridos irmãos e irmãs,
Expressamos primeiramente a nossa gratidão pela maravilhosa parceria nesta obra grandiosa.
Desejamos que cada um de vocês esteja desfrutando de um tempo de alegria no Senhor.
Sobre o Projeto Kaingang, temos iniciado quatro novos grupos familiares de estudos bíblicos nas casas com cerca de 8 pessoas por lar e, assim, Deus alcança os corações.
Ampliar a nossa visão é o que temos pedido ao Senhor, para realizarmos, por meio dEle, uma grande mudança e que este povo declare que Jesus é a Única Esperança…
Deus deseja realizar algo grandioso e está convocando seu povo para colocar as mãos no arado, e com os olhos fixos nEle.
Para os planos de Deus não existe crise, mas manter-se firme neles em meio à crise exige fé, não podemos permitir que o avanço da obra seja abalado.
Tremenda certamente seria o termo para descrever a amplitude do mover de Deus e a manifestação da Sua graça na vida daqueles que priorizam o reino de Deus e nEle depositam toda confiança.
Realizamos o batismo de cinco índias e pretendemos que estes motivem outros e que, dentre esses, Deus levante missionários nativos para comunicar o evangelho nessa aldeia.
Esse momento é de grandes vitórias e de um despertar deste povo junto com nossa Nação. Como poderemos parar diante de um Deus tão grande que quer agir através de nós e mostrar grandes feitos? Não podemos omitir nossa responsabilidade.
Povos estão clamando por Jesus, e nós, o que faremos?
Esses dias tivemos dois rapazes, um de cada família (indígenas), que parou nosso carro e falou dessa forma conosco: “Por favor, minha família não aguenta mais, eu não aguento mais, precisamos de ajuda, quero aprender a sua palavra (Palavra de Deus).”
Precisamos ainda mais que segurem as cordas, pois quando pensamos em desistir, o nosso Deus nos levanta e nos faz olhar para frente e avançar. Quanto maiores são as lutas, maiores serão as vitórias.
Celebremos ao Senhor com Alegria!

Em Cristo Jesus ,


Casal missionário Pr.Ray Miller e Luciana da Conceição
E-mail/MSN: raylu_filhosmissoes@hotmail.com
Skype: raylu_missoes

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via http://www.evangelizabrasil.com

quinta-feira, 30 de abril de 2009

ANIMISMO



Animismo:
é o fenômeno pelo qual a pessoa arroja ao passado os próprios sentimentos, « de onde recolhe as impressões de que se vê possuída ». As forças da natureza, como o sol, a chuva, o trovão, o relâmpago e etc, sempre exerceram um grande fascínio sobre o homem, principalmente no primitivo, que por não os compreender, passou a acreditar que eram deuses, e que eles podiam intervir na vida dos homens, conseqüentemente, deveriam ser venerados e cultuados, como forma de atrair-lhes a proteção. Este é o fundamento do animismo, que pode ser considerada como a primeira manifestação religiosa do ser humano. Inicialmente denominado de fetichismo, pela sua ligação com rituais de feitiçaria, apenas na segunda metade do século XIX é que foi reconhecido como animismo. Segundo Tylor o animismo é o primeiro estágio da evolução do pensamento religioso, que evolui para o politeísmo e posteriormente amadurece ao chegar ao monoteísmo.Tylor afirma que devido à experiência do adormecimento, das doenças, da morte e principalmente dos sonhos é que o homem primitivo desenvolveu a crença na existência da alma, e que a mesma podia atuar com independência e sobreviver após a morte. Mais tarde por analogia também foi atribuída a existência da alma em animais e plantas. Idéia da existência da alma imortal em homens, animais e plantas; As divindades são imortalizadas em lendas e estão ligadas aos elementos da natureza (ar, água, fogo, terra).

Seguidores: 350 milhões no mundo.

Caracteristicas: A presença de homens santos ou de mulheres santas em cerimônias, os curandeiros, as visões, os transes, a feitiçaria; O culto é realizado ao ar livre com a utilização dos elementos da natureza, como animais, uma pedra ou árvore; No animismo a presença divina está em toda parte;

Doutrina: É a primeira etapa da evolução do pensamento religioso que continua pelo politeísmo até culminar no monoteísmo.
Os animais acreditam que todas as coisas são animadas por espíritos: Tudo é sagrado. Eles também acreditam num Deus único.

Localização: Em proporções diferentes, encontram-se em todos os continentes .

O animismo é sem dúvida a prova concreta de que o homem possui uma forte ligação com Deus e que mesmo sem compreendê-lo, e mesmo sem ter quem o ensine, o homem busca intuitivamente a Deus, percebendo a grandeza do universo e a grandeza do Ser que tudo criou e que de tudo cuida. ( esse e o nosso chavão )

Fonte: http://www.faylumissoes.org

sexta-feira, 24 de abril de 2009

O sertão do Piauí clama por vida!


A igreja não tem olhado para o Piauí como um campo branco pronto para a colheita. No Piauí existe a maior porcentagem de pessoas que não conhecem a Jesus no Brasil (90,02%), e conseqüentemente depois do Vaticano, o território mais católico do mundo (somos 6,02% de evangélicos no Piauí ou aproximadamente 171 mil pessoas).

Existe uma necessidade urgente da Igreja Brasileira de se levantar, e fazer algo pelo Estado do Piauí, não podemos fazer de conta que esta tudo bem… Não podemos fechar os olhos em relação às necessidades espirituais do povo do Piauí.

Conforme o Censo de 2000 o Piauí tinha 10(dez) de suas cidades entre as 100(cem) mais católicas do País com uma população de apenas 1% professando a fé evangélica. Eram elas: (Amarante, Aroazes, Barreiras do Piauí, Bocaína, José de Freitas, Miguel Alves, Monsenhor Hipólito, Novo Oriente do Piauí, Palmeira do Piauí e Palmeirais). Hoje entre as 50 cidades mais católicas do Brasil o Piauí figura com apenas 04(quatro) e são elas: Santo Inácio (99,33%), Nova Santa Rita (99,93%), Nossa Senhora de Nazaré (99,14%) e São Francisco de Assis do Piauí (98,69%).

“E a terra seca se tornará em lagos, e a terra sedenta em mananciais de águas; e nas habitações em que jaziam os chacais haverá erva com canas e juncos.” Isaias 35:7

Percorrendo varias cidades do Piauí com Impactos pude perceber a carência do povo em conhecer a Deus, as pessoas conhecem todo tipo de coisa menos o amor de Deus. As estatísticas são piores quando se conhece cada cidade pessoalmente, é necessário que a igreja faça algo urgente para mudar essa história.

Aqui usamos um ditado que diz assim: O povo conhece Genésio, e não conhece Jesus.

Infelizmente a igreja no Piauí tem gasto seus dias com discussões doutrinárias a cerca de usos e costumes, e tem deixado de cumprir a sua missão como igreja do Senhor.

Chegou à hora de agir como crentes maduros e cheios do amor de Deus para que possamos ver todos os povos livres para juntos louvarmos, e adorar Ao Único que é Digno.

Precisamos como Igreja do Senhor nos levantar e fazer resplandecer a LUZ que vem do Trono de Deus.

Como Igreja temos o dever, e a obrigação de preparar o Caminho do Senhor!

João Batista Já fez a parte dele! E nós o que temos feito?

Fonte: Cruzada Água Viva Para o Sertão - http://aguavivaparaosertao.wordpress.com

NOTÍCIAS LUSÓFONAS


Amados, apresentamos aqui a dica de um excelente site com notícias de todos os países lusófonos (onde é falada a língua portuguesa):

É o Notícias Lusófonas - http://www.noticiaslusofonas.com/

domingo, 19 de abril de 2009

Preso por aceitar Jesus

Saudita vai para prisão após publicar em blog que deixava o islã para ficar com Cristo.

Um saudita de 28 anos chamado Hamoud Saleh Al-Amri foi preso em janeiro pelo Governo da Arábia Saudita após publicar em seu blog que havia decidido deixar o islamismo e começar a seguir a Jesus Cristo, informa o Assist News Service.


Além disso, o site pessoal deste homem - www.christforsaudi.blogspot.com - foi retirado do ar após algum tempo. Amri diz que o responsável por este ato de censura é o Governo.


“As autoridades sauditas obstruíram o acesso a seu blog dentro de Arábia Saudita”, informa a entidade cristã Middle East Concern.


Atualmente, Amri está solto. No entanto, sua liberdade só foi obtida após a ação de entidades de direitos humanos.


“A relativa leniência das autoridades sauditas neste caso surpreenderam alguns analistas, considerando a franca desaprovação de Amri ao regime e sua reivindicação explícita de deixar o islã”, diz a Middle East Concern.


Fonte: http://www.cristianismohoje.com.br

sábado, 11 de abril de 2009

POVOS NÃO ALCANÇADOS: Os Thais

Ruínas de templo budista na Tailândia

Seriam Eles Predestinados ao Budismo?

Embora politicamente livres e fiéis às tradições budistas, a maioria se constitui de adoradores de espíritos.

Creme doce tempera o chá tailandês. Temperos quentes em arroz cozido umedecem o paladar. Seus rostos são saudáveis e risonhos. Seus olhos são negros e brilhantes. Sua frase predileta é: Sabay, sabay, khun thaiteh - agradável e bela é a vida de um tailandês. Possuem voz tranqüila, são pessoas muito agradáveis e seus ancestrais povoaram a planície central da Tailândia.


Os mais de 61 milhões de tailandeses são um povo bonito, que parece não perceber a dádiva da beleza que Deus lhes concedeu.


História


Thai, palavra que lhes deu origem ao nome, significa "livre". Este povo, majoritário da Tailândia, tem orgulho de sua História de liberdade há mais de mil anos. Para permanecerem livres, porém, os tailandeses às vezes tiveram que entregar seus bens, suas terras e suas almas.


Seus ancestrais eram originários de China central e se chamavam Tais. Migraram para o sudeste da Ásia por volta dos anos 1000 a 1300 de nossa era, e estabeleceram um reino chamado Sião, nos anos 1500. O ocidente tem retratado as terras exuberantes do Sião em musicais populares como "Terra dos sorrisos" e "O Rei e eu".


A Tailândia foi o único país do sudeste asiático que não se deixou colonizar. Nos anos 1800 as astutas negociações dos reis da Tailândia jogaram as potências coloniais Inglaterra e Holanda, uma contra a outra. Parte do território tailandês foi negociado, a fim de permitir que o país continuasse livre.


Tailandeses de hoje


São uma força extraordinária na economia do sudeste asiático. Entretanto, para conquistar este status comercial, tiveram que se desfazer de grande parte de seus recursos naturais, inclusive as últimas reservas mundiais de teca, uma madeira asiática nobre. Como resultado, a inundação e erosão dos solos expulsou para as cidades muitas famílias rurais, principalmente para a já superpovoada Bangkok.


Bangkok é uma megalópole de 5,62 milhões de habitantes, recortada de canais poluídos, lindos parques, cintilante vida noturna, centros de negócios chineses, favelas imensas e prostíbulos que proporcionam bons negócios turísticos.


Religião


Há um ditado na Tailândia que diz: "Ser tailandês é ser budista".
Os tailandeses também acreditam que todo mundo deve reencarnar como tailandês, a fim de chegar ao Nirvana, estado de pureza a ser alcançado pelos budistas. Entretanto, longe de ser uma garantia, ninguém tem certeza de que possa alcançar este estado. Os budistas vivem em estado de passiva resignação espiritual. Para eles, a própria vida é uma ilusão, sem nenhum valor, e o homem está fadado aos círculos infindáveis das reencarnações. O chamado Budismo Therevada é ateu. Também é conhecido como Mahayana, "Barco Menor" e "Caminho dos Anciãos". Deus não existe e o homem não tem alma. Portanto, o Budismo não consegue satisfazer as necessidades espirituais. Muitos tailandeses praticam o Budismo como atividade cultural.

Adoração aos espíritos


Para conseguir poder espiritual adotam os velhos rituais do animismo - os espíritos a que chamam de Fi.
Adornada com enfeites budistas, a adoração aos espíritos se baseia no medo. Todo Fi deve ser servido e respeitado, seja ele o espírito de um rio, de uma árvore, de uma plantação de arroz, ou de uma casa.
Estes espíritos exercem realmente grande domínio sobre os tailandeses. Muitos venderam suas próprias almas - que para o budismo de nada vale - a estes espíritos, a fim de poderem controlar o destino.
Durante 2500 anos os tailandeses permaneceram livres politicamente, e continuam a buscar a liberdade e o significado da vida no materialismo e no Budismo. Oremos para que consigam realmente libertar-se.

Os tailandeses continuam não alcançados


Missionários católicos portugueses levaram o cristianismo à Tailândia há 500 anos. Missionários protestantes chegaram lá em 1830. Hoje em dia existem mais de 70 missões na Tailândia e cerca de 1030 missionários.
O cristianismo floresceu entre os grupos tribais montanheses da Tailândia. Mas os da etnia tailandesa nunca responderam satisfatoriamente, de modo a sustentarem uma igreja independente. Menos de 1% dos tailandeses são cristãos. O Cristianismo ainda é visto como ocidental, ou chinês. E para eles, ser estrangeiro não é bom.

Acordos e muita transigência tornaram o evangelismo ineficaz na pequena igreja tailandesa. A liderança chinesa ou sino-tailandesa inibe e participação da etnia tailandesa.

Os tailandeses não responderam


Mesmo tendo a Bíblia, igrejas e missionários, os tailandeses continuam sendo um povo não alcançado, porque não responderam ao Evangelho.

Oremos pelos tailandeses


- Para que Deus use acontecimentos internacionais e econômicos para mostrar-lhes a verdadeira liberdade e que as respostas não se encontram no budismo, na adoração Fi, ou no materialismo. Ore para que os negócios com cristãos mostrem aos tailandeses o valor do indivíduo.
- A música tailandesa é profundamente triste, o que mostra a angústia no coração deste povo risonho. Ore para que a música cultural do cristianismo possa ser divulgada nos 14 programas de rádio cristãos existentes na Tailândia.
- O principal problema dos tailandeses se concentra no fato de que eles não aceitam a existência da alma. Privados deste real valor, os tailandeses facilmente se vendem aos espíritos, filosofias e práticas budistas, e vendem seu povo e sua terra por lucros de curto prazo. Ore para que livro cristão e material educativo infantil possa alcançar a infância tailandesa, antes que a doutrina budista a prive dos verdadeiros valores.
- Ore para que sejam as forças do mal sejam expulsas e assim cesse a falsa liberdade que os leva à prostituição.
- Ore para que os tailandeses ouçam o Evangelho como mensagem de esperança e não como credo de estrangeiros.

Depois destas coisas olhei, e vi uma grande multidão, que ninguém podia contar, de todas as nações, tribos, povos e línguas. Apocalipse 7.9

Fonte: Missão Evangélica Global
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ALGUMAS FOTOS


A culinária tailandesa é muito rica e exótica

Alguns pontos são verdadeiros paraísos turísticos

Navegação num dos muitos rios do país

Vista da capital da Tailândia, Bangkok

sábado, 4 de abril de 2009

ARGÉLIA

Bandeira da Argélia

Localização geográfica


Costa de Argel, a capital do país

A Argélia é um país do norte de África, limitado a norte pelo Mar Mediterrâneo (através do qual se avizinha de Espanha e da ilha italiana da Sardenha), a leste pela Tunísia e pela Líbia, a sul pelo Níger e pelo Mali e a oeste pela Mauritânia, pelo Saara Ocidental e por Marrocos. A capital é a maior cidade: Argel.

HISTÓRIA

A Argélia tem sido habitada pelos berberes desde pelo menos 10.000 a.C. A partir de 1.000 a.C. os cartagineses passaram a exercer influência sobre os berberes ao instalarem assentamentos ao longo da costa. Os primeiros reinos berberes começaram a surgir, destacando-se o reino da Numídia, e aproveitaram a oportunidade oferecida pelas guerras púnicas para se tornarem independentes de Cartago. Sua independência, no entanto, não durou muito já que em 200 a.C. eles foram anexados por Roma, então uma república. Com a queda do Império Romano do Ocidente os berberesVândalos que por sua vez foram expulsos pelos bizantinos. Com sua vitória o Império Bizantino manteve, ainda que com dificuldades, o domínio sobre a parte leste do país até a chegada dos Árabes no século VIII. tornaram-se independentes outra vez retomando o controle da maior parte do seu antigo território, com exceção de algumas zonas que foram ocupadas pelos

A Argélia foi anexada ao Império Otomano por Khair-ad-Don e seu irmão Aruj que estabeleceram as atuais fronteiras argelinas ao norte e fizeram da costa uma importante base de corsários. As atividades dos corsários atingiram seu pico por volta do século XVII. Ataques constantes a navios norte americanos no mediterrâneo resultaram na primeira e segunda guerra berbere. Sob o pretexto de falta de respeito para com seu cônsul a França invade a Argélia em 1830. A forte resistência de personalidades locais e da população dificultou a tarefa da França, que só no século XX obtém o completo controle do país.

Mesmo antes da obtenção efetiva desse controle, a França já havia tornado a Argélia parte integrante de seu território, uma situação que só acabaria com o colapso da Quarta República. Milhares de colonizadores da França, Itália, Espanha e Malta se mudaram para a Argélia para cultivar as planícies costeiras e morar nas melhores partes das cidades argelinas, beneficiando-se do confisco de terras populares realizado pelo governo francês. Pessoas de descendência européia (conhecidos como pieds-noirs), assim como judeus argelinos eram considerados cidadãos franceses, enquanto que a maioria da população muçulmana argelina não era coberta pelas leis francesas, não tinha cidadania francesa e não tinha direito a voto. A crise social chegou ao seu limite neste período, com índices de analfabetismo subindo cada vez mais enquanto que a tomada de terras desapropriou boa parte da população.

A Argélia é obrigada a enfrentar uma guerra prolongada de libertação em virtude da resistência dos colonos franceses (apelidados na metrópole de pieds noirs, ou pés pretos), que dominam as melhores terras. Em 1947, a França estende a cidadania francesa aos argelinos e permite o acesso dos muçulmanos aos postos governamentais, mas os franceses da Argélia resistem a qualquer concessão aos nativos. Nesse mesmo ano é fundada a Frente de Libertação Nacional (FLN), para organizar a luta pela independência. Uma campanha de atentados antiárabes (1950-1953) desencadeada por colonos direitistas, tem como reação da FLN uma onda de atentados nas cidades e guerra de guerrilha no campo. Em 1958, rebeldes exilados fundam no Cairo um governo provisório republicano. A intervenção de tropas de elite da metrópole (Legião Estrangeira e pára-quedistas) amplia a guerra. Ações terroristas, tortura e deportações caracterizam a ação militar da França. Os nacionalistas e oficiais ultradireitistas dão um golpe militar na Argélia em 1958. No ano seguinte o presidente francês, Charles de Gaulle, concede autodeterminação aos argelinos. Mas a guerra se intensifica em 1961, pela entrada em ação da organização terrorista de direita OAS (Organização do Exército Secreto), comandada pelo general Salan, um dos protagonistas do golpe de 1958. Ao terrorismo da OAS a FLN responde com mais terrorismo. Nesse mesmo ano fracassam as negociações franco-argelinas, por discordâncias em torno do aproveitamento do petróleo descoberto em 1945. Em 1962 é acertado o Armistício de Evian, com o reconhecimento da independênciaFrança em troca de garantias aos franceses na Argélia. A República Popular Democrática da Argélia é proclamada após eleições em que a FLN apresenta-se como partido único. Ben Bella torna-se presidente. argelina pela


POLÍTICA

A Argélia é governada sob a Constituição de 1976, a qual foi revisada inúmeras vezes. O poder Executivo é liderado pelo Presidente, que é eleito pelo voto popular para um mandato de 5 anos. O primeiro-ministro é indicado pelo presidente. O Parlamento bicameral consiste em 380 cadeiras para a Assembléia Nacional Popular e 144 assentos no Conselho de Nações. O sistema legal argelino é baseado nas leis francesa e islâmica.

Após a independência, a Frente de Libertação Nacional (FLN) torna-se o único partido do país. Após os motins de outubro de 1988 o multipartidarismo é instaurado. O país conta com mais de 30 partidos políticos, porém o mais importante c

ontinua sendo a FLN. A imprensa argelina obteve uma relativa independência nos anos 90, apesar do assassinato de vários jornalistas. Em contrapartida, o Estado manteve seu monopólio no setor audiovisual. Desde 2004, a imprensa enfrenta novamente uma pressão das autoridades. A década de terrorismo entre 1992 e fim dos anos 90 custou a vida de vários jornalistas, intelectuais e agentes de Estado. 1992 é o ano da instauração do estado de urgência. Esta foi decretada pelo Exército após a vitória dos islamistas do FIS (Frente Islâmica de Salvação) nas eleições legislativas. Em 1999,

e novamente em 2005, a política de paz e segurança nacional levada a cabo pelo presidente Bouteflika tenta erradicar os focos radicais.


SUBDIVISÕES

A Argélia é dividida em 48 wilayas. Além da capital, as maiores cidades incluem Annaba, Blida, Constantina, Mostaganem, Oran, Setif, Sidi Bel Abbes, Skikda e Tlemcen.


GEOGRAFIA

A Argélia tem duas regiões geográficas principais, a região norte, e a região do deserto do Saara, na região ao sul do país. A região norte é formada por quatro zonas: uma pequena faixa de planícieMediterrâneo; a região da cadeia de montanhas do Atlas, que possuem um clima mediterrâneo e solo fértil abundante; a região semi-árida e parcamente povoada do Chotts, o qual contém lagos salgados (chotts) e onde se localizam em maior número os criadores de ovelhas e cabras; e a região das montanhas do Atlas do Saara, uma série de montanhas e massivos, também sendo uma região semi-árida e usada essencialmente como pastagem. O rio Chéliff é o maior do país. acompanhando a costa do

O norte argelino está sujeito a terremotos e, como em 1954, 198

0 e 2003, pode devastar, matar e ferir milhares de pessoas.

A maioria região árida do Saara é coberta com cascalhos e pedras, com pouca vegetação; há também grandes áreas de dunas de areia no norte e no leste. Alguns oásis importantes são: Touggourt, Biskra, Chenachane, In Zize, e Tin Rerhoh.

A maior parte da área costeira da Argélia é acidentada, por vezes mesmo montanhosa, e há poucos bons portos. A área imediatamente a sul da costa,

conhecida como o Tell, é fértil. Mais para sul situam-se os montes Atlas e o deserto do Saara. Argel, Oran e Constantina são as principais cidades.

O clima da Argélia é árido e quente, se bem que o clima da costa seja suave, e os invernos nas áreas montanhosas possam ser rigorosos. A Argélia é afectada pelo siroco, um vento quente e carregado de pó e areia, especialmente comum no verão.


ECONOMIA

O sector dos hidrocarbonetos é o pilar da economia da Argélia, sendo responsável por cerca de 60% das receitas orçamentais, 30% do PIB e mais de 95% das receitas de exportação. A Argélia tem a sétima maior reserva de gás natural do mundo e é o segundo maior exportador de gás. É ainda o 14º país com maiores reservas de petróleo.

As finanças argelinas em 2000 e 2001 beneficiaram dos aumentos nos preços do petróleo e de uma política fiscal apertada por parte do governo, que levou a um grande aumento no excedente comercial, a máximos históricos nas reservas de divis

as e a uma redução na dívida externa. Os esforços do governo para diversificar a economia através da atracção de investimento estrangeiro e doméstico fora do sector energético tem tido pouco sucesso na redução do elevado nível de desemprego e na melhoria do nível de vida. Em 2001, o governo assinou um Tratado de Associação c

om a União Europeia que irá, eventualmente, baixar as tarifas e aumentar as trocas comerciais. A dívida externa da Argélia foi em 2004 de 21,9 bilhões de dólares, contra US$ 24 bilhões em 2000.


DEMOGRAFIA

A população da Argélia é de 32 818 500 habitantes (est. Julho 2003), o que corresponde a uma densidade de 13,78 hab./km². Estima-se que em 2025 a população seja cerca de 44 milhões de habitantes. A esperança média de vida atinge 71 anos. O valor do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) é de 0,704 e o valor do Índice de Desenvolvimento ajustado ao Género (IDG) é de 0,687 (2001).

Em termos de composição étnica, dominam os berberes (80%) e árabes (20%). A língua oficial é o árabe, cuja variedade coloquial é falada por 83% da população. A principal língua berbere é o kabila (30%). A religião maioritariamente praticada é a muçulmana.


CULTURA

Universidade de Bejaia

A grande maioria dos argelinos são descendentes de árabes e berberes; os berberes, a partir do século VII adotaram a língua árabe e o islamismo dos poucos árabes que habitavam a região.

Atualmente o árabe é a língua principal. Cerca de 15% da população ainda fala a língua berbere; estes habitantes vivem maioritariamente nas regiões do norte, mas também incluem os tuaregues do Saara. O francês é largamente falado, e cerca de 1% da população argelina é descendente européia (antes da independência os europeus eram 10% da população).

A questão da língua é um problema crucial na Argélia, devido à política de arabização feita pelo Estado e devido à resistência dos falantes da língua berbere e dos favoráveis ao uso do francês. Nem a língua berbere nem o francês não possuem o status de língua oficial, já que o presidente Abdelaziz Bouteflika negou tal status ao berbere em 2002 e novamente em setembro de 2005, o que causou grande revolta e um boicote por parte dos berberes ao referendo pela paz e conciliação nacional, realizado em 29 de setembro de 2005.

Fonte dos textos: http://pt.wikipedia.org

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FOTOS


Hotel de luxo na capital do país


Um projeto do arquiteto brasileiro Oscar Niemeyer na Argélia: a universidade de Constantine


Mesquita


Vista da cidade de Oran, uma das maiores do país


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