domingo, 27 de setembro de 2015

O alfabeto mais longo do mundo

Você sabe qual é o alfabeto mais longo do mundo?
É o Khmer, ou Cambojano, com 68 caracteres. É o idioma oficial do Camboja e é falado por mais de 25 milhões de pessoas – entre cambojanos, tailandeses, vietnamitas e alguns chineses. São 33 consoantes, 24 vogais, 11 independentes vogais (não precisam das consoantes e podem formar palavras monossilábicas) – e ainda temos os números!
Cambodian Alphabet: Khmer ConsonantsCambodian Alphabet: Khmer VowelsCambodian Alphabet: Khmer Numerals
Por incrível que pareça, é uma língua relativamente fácil de aprender. Em Khmer, os verbos e os nomes não são flexionados (não há verbos irregulares e a maioria dos nomes não contém sufixos, prefixos, derivações ou flexões de gênero, número ou grau), a conjugação é simples e as palavras não tem singular nem plural. Claro que não seria brincadeira memorizarmos esses símbolos todos, principalmente para nós que já estamos acostumados com o nosso ABC.
Veja como fica a palavra ‘professor’ (ou ‘professora’) em Khmer: គ្រូបង្រៀន
Oi ou Olá escreve-se ជំរាបសួរ e pronuncia-se  /shumripsua/ (formal) e /sousdei/ (informal).
Fácil não é?
Há alguns outros idiomas com longos alfabetos, mas para ser chamado “alfabeto”, tudo depende se o símbolo representa uma palavra, uma sílaba ou um fonema. Nem todas as formas de escrita são representadas por um alfabeto, alguns são chamados sistemas de escrita logográficos (Chinês, Japonês, Coreano) ou silábicos (Cherokee). No “verdadeiro” alfabeto, cada caractere ou letra deve representar um fonema e as vogais tem o mesmo status que as consoantes.
Deixemos a teoria de lado e vejamos mais alguns exemplos, só por curiosidade: o Thai possui 44 consoantes e 15 símbolos para as vogais; o antigo eslavo tem 43 letras; o !Xu falado pelos Ikung na Namíbia, Botswuana e Angola tem mais de 100 símbolos, o Cherokee tem 85 e o Yi, usado apenas para escrita das línguas Yi, tem mais de 800 símbolos.
De repente, eu fiquei muito feliz e satisfeita com o nosso maravilhoso alfabetinho de apenas 26 letrinhas. Right?
Leia mais sobre a Língua Khmer: https://pt.wikipedia.org/wiki/L%C3%ADngua_khmer

sábado, 19 de setembro de 2015

Bíblia é usada para desenvolver tecnologias de idiomas


Aplicativos de tradução, reconhecimento e sintetização de voz já são muito bons em idiomas falados por milhões de pessoas, como inglês, francês, alemão ou português.
Mas eles ainda são de pouca valia para falantes de idiomas menos difundidos justamente porque falta "massa de dados" para que os sistemas de inteligência artificial nos quais essas ferramentas são baseadas obtenham o treinamento necessário.
"Quando desenvolvemos sistemas de tradução automática e motores de busca, normalmente inserimos no computador enormes quantidades de textos anotados manualmente que contêm informações sobre a função e o significado das palavras individuais.
"Por razões históricas, esses textos têm sido principalmente artigos de jornal em inglês e outras grandes línguas. Nós não temos acesso a textos anotados em línguas menores, como feroesa [Ilhas Faroé], galês, galego e irlandês, ou mesmo uma grande língua africana como o iorubá, que é falada por 28 milhões de pessoas," explica o professor Anders Sogaard, da Universidade de Copenhague, na Dinamarca.
Sabedoria bíblica
Mas artigos de jornal não são a única fonte possível de informação sobre palavras e expressões em um determinado idioma. Há um livro grande, o mais traduzido em todo o mundo e, provavelmente, também o mais comentado: a Bíblia.
"A Bíblia foi traduzida em mais de 1.500 idiomas, mesmo os menores e mais 'exóticos', e as traduções são extremamente conservadoras: os versículos têm uma estrutura completamente uniforme ao longo de muitas línguas diferentes, o que significa que nós podemos construir modelos de computador adequados mesmo dos menores idiomas, dos quais nós temos apenas algumas centenas de páginas de texto bíblico," disse Sogaard.
Agora a equipe apresentou os primeiros resultados de seu "esforço bíblico".
"O esforço está valendo a pena, já tendo servido para construir modelos de mais de 100 idiomas 'exóticos', como suaíli, uólofe e xhosa, que são falados na Nigéria [e em outros países africanos]. Isto significa que poderemos desenvolver tecnologias de linguagem para esses idiomas similares às disponíveis para os falantes de inglês ou francês," disse o pesquisador.
O trabalho da equipe não tem data para terminar, e o esforço de criação de novas ferramentas - do tipo de aplicativos como Siri e Google Translate - para idiomas menos falados continuará.

Bibliografia:

If all you have is a bit of the Bible: Learning POS taggers for truly low-resource languages
Zeljko Agic, Dirk Hovy, Anders Sogaard
Proceedings of the National Academy of Sciences
Vol.: To be published

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Conceito de tenda dobrável promete obtenção de água e energia para refugiados

Desastres naturais, guerras e disputas políticas são responsáveis pelo deslocamento de milhões de refugiados ao redor do mundo. Muitos deles procuram asilo em terras desconhecidas com uma simples tenda para chamar de lar.

Foi com isso em mente que Abeer Seikaly, uma arquiteta e designer que atualmente mora na Jordânia, criou a Weaving a Home (Tecendo um Lar), uma tenda que procura reexaminar o conceito arquitetônico tradicional ao criar uma estrutura capaz de prover mais conforto, como energia, água e calor, ao mesmo tempo em que é prática, leve e fácil de transportar.
Não é somente o conceito social da obra de Seikaly que é impressionante. A tenda está preparada para necessidades e dificuldades vividas por refugiados em diferentes locais do mundo. O astro da tenda é seu tecido, que tem células fotovoltaicas acopladas – elas absorvem radiação solar, de modo a transformá-la posteriormente em eletricidade, e servem também para o aquecimento de água, graças à proximidade da tubulação com o material de absorção da radiação solar.
Sistema de drenagem
Através de um sistema natural de termossifão, a água da chuva sobe em direção ao tanque de armazenamento de água. A tenda também possui um sistema de drenagem que impede inundamentos, além de ter uma estrutura feita para se adaptar a diferentes climas, como em situação de neve forte (foto acima), o que permite a abertura do material para a entrada do ar frio e a saída do ar quente; também é possível isolar o calor na tenda, caso o usuário deseje selar completamente as aberturas.
Para Abeer, o design do conceito deve ser capaz de preencher a lacuna entre necessidade e desejo, colocando nas mãos das pessoas em situação de fragilidade devido a conflitos políticos a capacidade de fazer seu próprio lar um local minimamente habitável.
Para saber mais sobre o design, confira o site de Abeer Seikaly.

sábado, 29 de agosto de 2015

OS 5 ALFABETOS MAIS 'BONITOS' DO MUNDO


Desde os primeiros alfabetos, nascidos nos arredores da Mesopotâmia por volta de 2000 A.C., incontáveis sistemas de escrita, das mais diversas línguas e culturas, floresceram e padeceram na Terra. O exemplo mais clássico talvez seja o egípcio: uma civilização evoluída em vários campos do conhecimento, geograficamente vasta, que materializou seu legado em imponentes realizações arquitetônicas e um famoso sistema de escrita cuneiforme… que até hoje não conseguimos decifrar direito.
De uns tempos pra cá (2500 anos, mais precisamente), o alfabeto latino se popularizou a ponto de escantear e até extinguir os sistemas de escrita dos povos dominados pelos romanos, e pelos povos que deles descenderam. No entanto, ainda que seja o alfabeto mais usado no planeta, é a forma de comunicação escrita de menos de três quartos da humanidade. Mais de dois bilhões de pessoas ainda escrevem em outros formatos, e muitos deles impressionam pela beleza quase artesanal. Abaixo, conheça cinco dos alfabetos mais belos do mundo, e as razões pelas quais provavelmente eles vão se extinguir antes que você aprenda a lê-los.
1

Birmano (Myanmar)

O alfabeto birmano (da antiga Birmânia, moderna Myanmar) é composto por formas circulares que devem ser desenhadas sempre em sentido horário. A escrita hipnotizante tem uma razão mais prática que estética: as folhas de palmeira, nas quais as letras eram tradicionalmente entalhadas, seriam facilmente rasgadas por traços retos. Ainda que menos ameaçado que outros alfabetos dessa lista, o birmano tem cada vez mais ficado relegado a liturgias, enquanto, no uso cotidiano, é substituído pelo híndi e até pelo latino. Myanmar, que até pouco restringia o turismo estrangeiro, recentemente abriu suas fronteiras para visitantes, e deixou o seleto grupo de países nos quais não se vende Coca-Cola (ainda restam a Coréia do Norte e, discutivelmente, Cuba) / Foto: BBC.
2

Geórgio (Geórgia)

Espremida entre a Turquia e a Rússia, a Geórgia tem uma língua e um alfabeto próprios, que perduram sob fortes ameaças. No último século, a política imperialista russa tomou mais da metade da área original da Geórgia, e as atuais pressões para que o pequeno país ceda a independência para algumas porções de seu território indicam que cada vez menos caucasianos estarão falando e escrevendo em geórgio, e cada vez mais estarão falando russo e escrevendo pelo alfabeto cirílico. O desejo russo de controlar os oleodutos que passam pela Geórgia também ameaçam a soberania cultural local. É uma pena: o alfabeto geórgio tem uma elegância que remete ao árabe, combinada com uma simplicidade quase infantil expressa pelas curvas arredondadas.
3

Cingalês (Sri Lanka)

Considerado um dos alfabetos mais extensos do mundo, o cingalês possui mais de 50 fonemas, ainda que só 38 sejam usados com frequência na escrita contemporânea. Continua sendo ensinado em monastérios budistas e escolas, e é a língua-mãe de mais da metade dos 21 milhões de habitantes de Sri Lanka. A improbabilidade de que você aprenda a lê-lo se deve mais a sua baixa relevância geográfica (uma vez que praticamente só é usado na ilha de Sri Lanka) que às ameaças por ele sofridas. Restrito a uma porção de terra cercada de água, o cingalês tem boas chances de sobreviver por mais algum tempo, ainda que a tendência, daqui pra frente, é a de que seu uso só diminua.
4

Tagalogue (Filipinas)

Originado das línguas indianas, o tagalogue era o sistema de escrita dominante nas Filipinas até a chegada dos espanhóis. A colonização primeiro modificou preceitos do alfabeto: antes escrito de baixo pra cima, passou a correr da esquerda para a direita. Mais tarde, o espanhol foi denominado a língua oficial do país, numa imposição cultural devastadora para o antigo alfabeto. Ainda que o filipino (uma mistura de línguas locais antigas com o espanhol) tenha sido designado como língua co-oficial, em 1973, o idioma passou a ser expresso pelo alfabeto latino. A escrita tagalogue sobrevive, hoje, pelo menos segundo as autoridades. Na prática, seu destino deve ser parecido com o dos mais de 120 dialetos locais que, pouco a pouco, vão desaparecendo pelo país.
5

Hanacaraka (Indonésia)

Desenvolvido na ilha mais populosa do arquipélago indonésio como forma de comunicar o idioma javanês, a escrita hanacaraka foi se disseminando para ilhas vizinhas e incorporando variações regionais. Com a popularização das prensas, tentou-se insistentemente padronizar o alfabeto nos séculos XIX e XX, mas esses esforços foram subitamente interrompidos pela ocupação japonesa na Indonésia, no meio da segunda guerra mundial, durante a qual o uso do hanacaraka foi expressamente proibido. Desde então, o alfabeto tem sido suplantado pelo latino, ainda que o governo local tenha preservado seu uso em placas de trânsito, e tornado o seu ensino obrigatório em algumas escolas. Para conhecer o hanacaraka pessoalmente, a recomendação mais prudente é que você pegue logo um vôo para Jakarta. Antes que seja tarde demais. 

domingo, 9 de agosto de 2015

quinta-feira, 30 de julho de 2015

MUNDO TERÁ 9,7 BILHÕES DE HABITANTES EM 2050

Mais de 7 bilhões de pessoas vivem no mundo atualmente e o crescimento populacional continuará pelas próximas décadas. Em 2050, serão 9,7 bilhões de habitantes e no ano de 2100, o planeta deverá ter 11,2 bilhões de pessoas. A projeção é da Organização das Nações Unidas (ONU), que apresentou ontem (29/07/15), uma revisão da sua estimativa de crescimento populacional. O aumento pode ser atribuído a uma pequena lista de países com altos índices de fertilidade, especialmente na África.

Até 2050, nove países vão concentrar metade do crescimento populacional: Índia, Nigéria, Paquistão, República Democrática do Congo, Etiópia, Tanzânia, Estados Unidos, Indonésia e Uganda.
China e Índia continuam sendo os únicos países do mundo com mais de 1 bilhão de habitantes cada, mas a população indiana deve ultrapassar a chinesa em 2022.
Brasil
O Brasil também está entre os 10 maiores países do mundo em termos de população, ao lado de México, Nigéria, Paquistão, Estados Unidos e Rússia. A Nigéria inclusive poderá tornar-se, em 2050, o terceiro maior país do mundo em número de habitantes.
A maior taxa de crescimento populacional nas próximas três décadas estará concentrada na África. Pela projeção da ONU, a população de 28 nações desse continente irá dobrar. E olhando além, até 2100, Angola, Burundi e RD Congo serão um dos 10 países da África com maior aumento populacional.
Fertilidade
O crescimento da população depende muito dos rumos do padrão de fertilidade, porque segundo a ONU, pequenas mudanças de comportamento podem gerar grandes diferenças no total da população em cada região.
Em anos recentes, por exemplo, a taxa de fertilidade caiu em quase todas as regiões do mundo, até mesmo na África, apesar do continente manter o maior índice de fertilidade.
Com a redução da fertilidade, o número de pessoas mais velhas aumenta ao longo do tempo. Até 2050, o total de pessoas acima de 60 anos deverá dobrar. Na América Latina e Caribe, 25% da população terá 60 anos ou mais em 2050.
Jovens
Na África, atualmente apenas 5% da população tem mais de 60 anos, mas o índice subirá para 9% nas próximas três décadas. Por outro lado, o total de crianças menores de 15 anos representa 41% dos habitantes do continente africano.
Outro fator que contribui para o crescimento populacional é a redução das mortes de crianças menores de cinco anos de idade. O índice caiu mais de 30% em 86 países entre os anos de 2000 e 2015, como previsto nos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio(ODM).
O subsecretário-geral da ONU para Assuntos Econômicos e Sociais, Wu Hongbo, declarou que “entender as mudanças demográficas é essencial para a implementação da nova agenda de desenvolvimento sustentável”.
FONTE: Rádio ONU
Leda Letra

sábado, 25 de julho de 2015

Financiada por Bill Gates, 1ª vacina para malária é aprovada


São Paulo - A primeira vacina contra malária do mundo foi aprovada no último grande teste antes que sua aplicação em seres humanos seja autorizada.
A Agência Europeia de Medicamentos, órgão regulador da União Europeia, aprovou a vacina, afirmando que seu uso é seguro e eficaz em bebês. A Organização Mundial de Saúde deve decidir até o final do ano se recomenda o uso da vacina em seres humanos.
A vacina “RTS,S”, também conhecida como Mosquirix, é produzida pela farmacêutica britânica GlaxoSmithKline e foi parcialmente financiada pela Fundação Bill & Melinda Gates.

Ela não é a única que promete combater a malária. Pesquisadores descobriram que uma vacina ainda experimental chamada “PfSPZ” é ainda mais eficiente na prevenção da infecção.
A Mosquirix, porém, é a primeira que consegue chegar ao final do processo de aprovação.
O Mosquirix impede que o paciente seja infectado pelo Plasmodium falciparum, um dos parasitas mais fatais da malária. A vacina estimula no organismo a produção de uma quantidade maior de anticorpos que impedem que esse parasita infeccione o fígado do paciente.
A RTS,S foi criada especificamente para combater a infecção em crianças e seu uso não é recomendado em adultos ou pessoas que estão viajando para regiões de risco.
A eficácia da vacina, porém, gera polêmica na comunidade médica. Os primeiros resultados de um teste clínico da Mosquirix mostraram que três doses da vacina podem diminuir pela metade o risco de infecção em crianças com entre cinco e 17 meses de idade.
Mas, em bebês com entre seis e 12 semanas de vida, a possibilidade de infecção caia apenas 30%. E pior: em crianças mais velhas, a vacina se mostrou inútil.
Por isso, alguns cientistas consideram que os altos custos associados a uma vacina tão complexa não justificariam sua baixa eficácia.
Os defensores da vacina ressaltam que a África precisa urgentemente de uma vacina para a malária, mesmo que ela seja apenas parcialmente eficaz.
A doença mata mais de 500 mil pessoas todos os anos e metade da população mundial vive em regiões onde há risco de infecção.

domingo, 12 de julho de 2015

Todos os detalhes sobre o novo passaporte brasileiro


São Paulo – Nesta sexta-feira, a Polícia Federal e a Casa da Moeda lançaram a nova versão do passaporte brasileiro, que terá um prazo de validade maior e quase o dobro do preço.
O modelo que foi apresentado hoje já está sendo emitido para quem entrou com o pedido de novas expedições e renovação do passaporte desde a última segunda, 6 de julho.
Para quem ainda tem a versão antiga, o documento continua valendo até o fim do prazo de validade.

Veja o que muda no novo modelo:
O prazo de validade 
O novo passaporte passa a valer por dez anos; o prazo de validade do modelo anterior expirava em cinco anos.
O preço
O valor para adquirir o novo modelo é de R$ 257,25 - 100 reais mais caro do que a versão antiga 
A capa
A versão ganhou um layout com cinco estrelas representando a constelação do Cruzeiro do Sul e a inscrição "Passaporte Mercosul". 
A tecnologia de segurança
Foi adotado um novo padrão de criptografia que, segundo a Polícia Federal, garante mais segurança aos dados gravados no chip.

terça-feira, 7 de julho de 2015

Número de pedidos de refúgio no Brasil cresce 2.000%, diz ONU


O número de solicitações de refúgio no Brasil cresceu mais de 2.000% em quatro anos, mas a estrutura para atender a demanda praticamente não mudou, comentou nesta segunda-feira o representante do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur), Andrés Ramires, durante Seminário Trabalho e os Direitos dos Refugiados no Brasil, promovido pela Cáritas no Rio de Janeiro e o Ministério Público do Trabalho no Estado (MPT-RJ).
— No ano de 2010, recebemos por volta de 560 solicitações. Ao final de 2014, tivemos 12 mil. Esta é uma tendência mundial, mas a porcentagem de crescimento no Brasil é maior do que todas as outras regiões do mundo — afirmou.
Anistia denuncia fracasso de líderes mundiais diante da crise de refugiados
O principal desafio do Brasil para atender essa demanda, que só vem crescendo, é aumentar a estrutura do Comitê Nacional para os Refugiados (Conare) que, segundo ele, permanece praticamente a mesma, desde que foi criada.
— Essa estrutura precisa ser fortalecida para poder dar conta da grande quantidade de refugiados que estão chegando.
expectativa do órgão no Brasil é que esse número chegue a 17 mil neste ano. Os principais grupos, de acordo com o Conare, vêm da Síria, Colômbia, Angola e República Democrática do Congo. O representante da ONU ressaltou que o número de refugiados no mundo já ultrapassou o de deslocados na 2ª Guerra Mundial. Ainda há os imigrantes que não são considerados refugiados, como os haitianos e sul-americanos.
Fonte: Jornal Zero Hora
Via MIAF

quarta-feira, 24 de junho de 2015

Moringa, a árvore mágica que pode acabar com a fome no mundo

Mulher Karo retira folhas verdes dos talos da moringa  (Foto: © Haroldo Castro/Época)












Poucos brasileiros ouviram falar de uma planta chamada moringa. Originária da Ásia e da África, a árvore de até 12 metros de altura fornece abundantes galhos carregados de pequenas folhinhas verdes. Considerada como uma panaceia para muitos males – de tratamento da malária a dores de estômago – e um alimento com alto valor nutritivo e com uma excelente composição de proteínas, vitaminas e sais minerais, a moringa é uma daquelas árvore que todos habitantes dos trópicos deveriam ter no quintal de casa.
Das 14 espécies identificadas, duas são as mais populares. Nativa das encostas do Himalaia, a Moringa oleifera foi reconhecida pela medicina ayurvédica como uma importante erva medicinal há quatro mil anos. A planta indiana acabou sendo disseminada por todo o mundo e chegou até o Brasil.
Uma espécie próxima é a Moringa stenotepala, nativa do leste da África. Segundo pesquisadores da Universidade de Addis Ababa, da Etiópia, que pesquisam a planta há quase duas décadas, a moringa possui uma elevada capacidade para combater diferentes doenças tropicais, tais como a leishmaniose.
Mas o que assombra os nutricionistas é sua composição como alimento. Pesquisadores concluíram que, comparada grama por grama com outros produtos, a moringa possui sete vezes maisvitamina C que a laranja, quatro vezes mais vitamina A que a cenoura, quatro vezes mais cálcio que o leite de vaca, três vezes mais ferro que o espinafre e três vezes mais potássio que a banana. E mais: a composição de sua proteína mostra um balanço excelente de aminoácidos essenciais (aqueles que precisamos ingerir pois o corpo humano não os produz).
Árvores de moringa  (Foto: © Haroldo Castro/Época)
Em um país lembrado por imagens de subnutrição, observar que a moringa etíope – a espécie Moringa stenotepala – é fartamente plantada na zona tropical do país nos dá um grande entusiasmo. Na estrada que sai de Arba Minch em direção ao sul, a árvore está espalhada em diversos campos de cultivo de milho, assim como ao redor das cabanas de palha dos habitantes da região.
Cerca de 90 km depois, chegamos em Konso, a porta de entrada para o território nativo dos povos do vale do rio Omo. Os vilarejos tradicionais da etnia Konso foram proclamados Patrimônio Mundial pela Unesco em 2011 devido aos terraços criados para a agricultura e às muralhas de pedras que protegem os assentamentos humanos.
Como se não bastasse a engenhosidade dos Konso com seus terraços, possibilitando uma agricultura sustentável nas encostas áridas das montanhas, os líderes da etnia plantam, há muitas gerações, árvores de moringa ao redor de suas casas. Assim, a folhinha verde tão nutritiva não falta a ninguém na comunidade e traz um mínimo de elementos nutritivos a toda a população, principalmente às crianças.
 
Árvores de moringa entre as cabanas dos habitantes Konso (Foto: © Haroldo Castro/Época)
Graças à moringa abundante e aos cereais e as leguminosas plantados nos terraços Konso, o fantasma da subnutrição afasta-se cada vez mais do sul da Etiópia. De fato, em todos os mercados semanais da região, sempre encontramos pencas e pencas de moringa fresca sendo vendidas para aqueles que não possuem uma árvore em seu quintal.
Thamyres Matarozzi, uma fotógrafa paulistana que viaja com nosso pequeno grupo de brasileiros, já conhecia a fama da moringa desde 2011 quando vivia em Londres. Por ser vegana e buscar uma alimentação consciente, Thamyres comprara na Europa dezenas de saquinhos de pó de moringa para complementar uma possível falta de proteínas ou vitaminas durante sua viagem à Etiópia. Qual não foi sua surpresa ao ver que quase todos os restaurantes onde comemos ofereciam moringa – ou, no idioma local, aleko – nas mais variadas formas, de sopa a refogado!
Thamyres compra um quilo de moringa fresca (Foto: © Haroldo Castro/Época)
Mulher da etnia Banna, com uma cabaça sobre seu penteado tradicional (Foto: © Giselle Paulino )
Uma jovem da etnia Ari chega com um carregamento de folhas de moringa nas costas (Foto: © Haroldo Castro/Época)
A moringa oferece ainda mais um presente às comunidades rurais. Devido a uma composição particular dos óleos e das proteínas contidas nas sementes, quando trituradas e misturadas a uma água turva e não potável, uma reação extraordinária é produzida: a água fica limpa. Como isso acontece? O pó das sementes de moringa possui a propriedade de atrair argila, sedimentos e bactérias, os quais acabam indo para o fundo do recipiente e deixando a água clara e potável.
Tanto as sementes da espécie etíope (Moringa stenopatala) como da asiática (Moringa oleífera) possuem as mesmas características de decantar a água. Pesquisadores do Instituto de Ciências Agrárias da Universidade Federal de Minas Gerais comprovaram, em testes de laboratório, que as sementes da moringa asiática conseguem remover 99% da turbidez da água.
Com todos esses atributos, não é difícil considerar a moringa como uma das plantas mais generosas do planeta. Por isso, várias ONGs de desenvolvimento humano que combatem a pobreza e a fome a chamam de “super planta”, “árvore milagrosa” ou “folha que salva vidas”. 
Depois de saber tudo isso, nosso próximo passo será comprar sementes e plantar moringa em casa!

terça-feira, 16 de junho de 2015

COMUNICAÇÃO DE SAÍDA DEFINITIVA DO PAÍS: O QUE É ISTO?


Muitos brasileiros deixam o País todos os anos em busca de educação, qualidade de vida e segurança. Embora os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e o Ministério de Relações Exteriores sejam divergentes, é certo que mais de 2,5 milhões de cidadãos brasileiros vivem, atualmente, em outros países. Porém, ao deixar o Brasil em busca de perspectivas melhores, algumas medidas devem ser tomadas, uma delas é a Comunicação de Saída Definitiva do País.
Neste post explicamos o que é a Comunicação Definitiva de Saída do País, para que serve e como ela deve ser feita.

O QUE É E PARA QUE SERVE A COMUNICAÇÃO DE SAÍDA DEFINITIVA DO PAÍS?

1. O QUE É A COMUNICAÇÃO DE SAÍDA DEFINITIVA DO PAÍS?
A Comunicação Definitiva de Saída do País (CSDP) é o documento que o cidadão brasileiro deve enviar para a Receita Federal do Brasil comunicando a sua saída do país. Em outras palavras, este documento serve para informar ao fisco que, a partir de determinada data, o cidadão efetivamente deixou de ser residente no País.
2. POR QUE O CIDADÃO BRASILEIRO QUE DEIXA O PAÍS DEVE ENVIAR A CSDP À RECEITA FEDERAL DO BRASIL?
É importante que a Comunicação de Saída Definitiva seja enviada à Receita Federal por três motivos:
  • Imposto de Renda é uma responsabilidade do cidadão perante o fisco. Com a Comunicação de Saída (e, posteriormente, a Declaração de Saída), ele fica “liberado” desta obrigação. Caso não o faça, posteriormente, você poderá ter que fornecer esclarecimentos ao fisco e, em alguns casos, pagar multa;
  • para evitar que os contribuintes sejam tributados duas vezes na mesma fonte de renda. Ou seja, a partir do momento em que você envia a CSDP, você passa a prestar contas no País onde está residindo;
  • porque a não comunicação da mudança de domicílio pode fazer com que o contribuinte tenha dificuldade de explicar o seu patrimônio – bens e recursos eventualmente acumulados no exterior – caso ele decida regressar ao Brasil. Se o aumento do patrimônio não tem explicação, ou seja, surge do nada, o imposto é cobrado na totalidade. Ex: Um imóvel adquirido por R$ 450mil será tributado no seu valor total;
3. QUAL É O PRAZO PARA ENCAMINHAR A CSDP?
O prazo para envio da Comunicação de Saída Definitiva do País depende da forma com que a saída do cidadão efetivamente aconteceu:
  • Saída em caráter permanente: a partir da data da saída até o último dia do mês de fevereiro do ano-calendário subsequente;
Comunicação de Saída Definitiva do País - Permanente
  • Saída em caráter temporário: a partir da data da caracterização da condição de não residente e até o último dia do mês de fevereiro do ano-calendário subsequente.
Comunicação de Saída Definitiva - Permanente

4. QUAL A DIFERENÇA ENTRE SAÍDA EM CARÁTER PERMANENTE E TEMPORÁRIA?
  • Caráter temporário: ocorre quando não há uma decisão prévia de deixar o País. Ou seja, o cidadão viaja para o exterior com a intenção de passar alguns dias/meses mas, acaba decidindo não retornar e ficar residindo no exterior.
  • Caráter permanente: ocorre quando há uma decisão prévia de deixar o País, ou seja, quando a pessoa embarca (em geral com a família), já sabendo que vai ficar um tempo, determinado ou não, fora do Brasil. Nesta situação, em geral, ele se prepara para a mudança de País, por isso o prazo diferenciado.

COMO FAÇO A COMUNICAÇÃO DE SAÍDA DEFINITIVA DO PAÍS?

5. COMO FAÇO PARA ENVIAR A COMUNICAÇÃO DE SAÍDA DEFINITIVA DO PAÍS?
Para fazer a CSDP basta acessar a página da Receita Federal do Brasil (clique aqui) , preencher as informações solicitadas e seguir as instruções para enviá-la ao fisco.
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