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sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Série de TV ensina a compartilhar o evangelho com muçulmanos


Série ensina a compartilhar o evangelho com muçulmanosSérie ensina a compartilhar o evangelho com muçulmanos
A emissora Al Hayat TV está transmitindo a série “Verdade Aberta” com o objetivo de ensinar aos cristãos como evangelizar os muçulmanos que chegam nos Estados Unidos com o objetivo de buscar melhores oportunidades de trabalho e educação e até mesmo para fugir da opressão de seus países.
Os vídeos exibidos tentam responder perguntas do tipo “como devem responder os cristãos ao terrorismo islâmico?”. A produção parte do princípio de que os ataques terroristas podem causar, em algumas pessoas, medo de seus vizinhos muçulmanos.
A produção mostra primeiramente aspectos da cultura islâmica e suas crenças religiosas. A apresentadora Amani Mostafa acredita que com esses documentários será possível fazer com que a população americana entenda mais sobre o tema. “Creio que ajudará nosso país a estar bem equipado para lidar com o terrorismo e tratar com as pessoas”, disse ela.
O co-produtor da série, Tim Clemens, comenta que a ideia de realizar vídeos para falar sobre o tema surgiu quando seus filhos começaram a estudar com crianças muçulmanas. “Me senti pouco preparado e ignorante sobre esta outra cultura”, afirmou.
A apresentadora foi escolhida não só por ser a estrela de AL Hayat TV, mas também por ser uma ex-muçulmana, assim como toda a produção de “Verdade Aberta” ela acredita que os ocidentais precisam entender a cultura dos muçulmanos antes de iniciar qualquer relação com eles.
Sobre a evangelização, Mostafa diz que não é preciso temer quando for compartilhar a fé com islamitas, porque estes anseiam em estar perto de Deus. “Quando uma pessoa cristã vem e me apresenta o Deus que ama e adora, é revelador”, disse.
O grande diferencial desse material é a produção feita por ex-muçulmanos, além de Mostafa o diretor Wajdi Iskander também se converteu ao cristianismo e entende o que é necessário saber antes de falar de Jesus para uma pessoa que crê no Corão e na profecia de Maomé.
“Como muçulmano, eu sempre me perguntava como Deus pode humilhar-se e vir como um homem para a Terra? Creio que a pergunta é por que Deus queria se tornar homem?.. Para mim o problema se resolveu quando soube que Deus se colocaria no nível do homem porque ele ama o homem”. Com informações CPAD News.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

O ramadã e os cristãos


O jejum do Ramadã traz muitas implicações e desafios para aqueles que vivem em um país muçulmano e não pertencem à religião islâmica, especialmente para os cristãos. Durante esse período de jejum (que este ano é de 1º a 30 de agosto) são registrados inúmeros casos de intolerância religiosa contra aqueles que professam qualquer outra fé e que não estejam se abstendo de alimentos.
Esta época também é uma oportunidade de muitos cristãos testemunharem do amor de Deus e da salvação em Cristo, já que muitos deles acabam sendo convidados para as festas e confraternizações ao final do jejum.
Por isso, a Portas Abertas convoca todos os cristãos brasileiros a orarem e intercederem por seus irmãos em Cristo que vivem no que chamamos de “mundo muçulmano”.
Ritual obrigatório
O jejum (ramadã) é obrigatório em muitos países de maioria muçulmana ou islâmicos; por isso, ninguém pode declarar em público que não está jejuando durante este mês sagrado. Sendo o jejum um dos pilares do islamismo, os sábios muçulmanos consideram um dos pecados mais graves deixar de jejuar, mesmo que seja apenas por um dia do ramadã. Os rigores do ramadã geram em muitos fiéis frustração e zelo islâmico exacerbado. Em comunidades e cidades sob forte tensão religiosa, o último dia do ramadã gera, muitas vezes, extrema violência.
No pré-islamismo, o Ramadã foi oficialmente um mês de paz, quando as caravanas poderiam viajar desarmadas. Com os muçulmanos em declínio, Maomé decidiu agir atacando uma caravana desarmada durante o ramadã. Quando os árabes protestaram, dizendo que a guerra no mês sagrado era uma “grande transgressão”, Maomé teve uma “revelação” e declarou ser pecado qualquer coisa que pudesse abalar a fé de um muçulmano. Aquele foi o pior derramamento de sangue registrado na região até então (Sura 2:216 – 217). Atualmente, os fundamentalistas islâmicos do Egito, Paquistão, Indonésia, Argélia, entre outros, rotineiramente rivalizam com Maomé e praticam a suajihad (guerra santa) durante o ramadã.
Muitos ataques a igrejas e cidadãos cristãos costumam acontecer nos últimos dias do Ramadã.
Na noite do 26º para o 27º dia do Ramadã, celebra-se o laylat al-kadr (noite do decreto), pois acredita-se que foi nessa noite que Alá começou a falar com Maomé. Alguns oram durante toda a noite e fazem seus pedidos mais especiais. No fim do jejum ocorre o eid ul-fitr, um banquete seguido de três dias de comemoração. É proibido jejuar nesse período. Muitos muçulmanos vestem suas melhores roupas e decoram suas casas com luzes e outros enfeites. Dívidas antigas são perdoadas e dinheiro é dado aos pobres. Alimentos especiais são preparados e amigos ou parentes são convidados a partilhar a festa. Presentes e cartões são trocados e as crianças recebem presentes, algo semelhante ao Natal comemorado nos países do Ocidente.
Hadith: “Todo aquele que quebrar o jejum, mesmo por um dia, durante o Ramadã sem uma boa razão, nem mesmo toda a eternidade pode compensar”.
 Penalidades, multas e prisões
Em muitos países do mundo muçulmano não praticar o jejum ou comer na frente de alguém que está jejuando é uma falta grave. Na Arábia Saudita, por exemplo, quem ousar admitir que não está jejuando é punido.
No Marrocos o código penal prevê pena de até seis meses de prisão a quem não praticar o jejum. A Constituição marroquina ressalta que o islamismo é a religião oficial, mas diz também que o Estado protege a liberdade religiosa, enquanto o código penal criminaliza a quebra do jejum em público. Dessa forma, os indivíduos são obrigados a praticar o Ramadã de duas formas: pela lei e pela religião.
Na Argélia, por exemplo, em outubro de 2008, seis pessoas foram condenadas a quatro anos de cadeia e receberam pesadas multas. No Kuwait, uma lei de 1968 estipula multa e/ou encarceramento para aqueles que forem flagrados comendo, bebendo ou mesmo fumando durante o período sagrado do Ramadã. Nos Emirados Árabes Unidos, comer ou beber durante o dia é considerado uma ofensa menor e punida com serviços comunitários. Nos Emirados, as leis trabalhistas estabelecem que durante o Ramadã os empregados devem trabalhar apenas seis horas por dia, sejam eles muçulmanos ou não.
A Portas Abertas criou um blog especial para o período de Ramadã, com informações, pedidos de oração e muito mais. Acesse: http://www.portasabertas.org.br/ramada/

quinta-feira, 14 de abril de 2011

MISSÕES Por que tanta inimizade entre sunitas e xiitas?

Procissão de Aschura para comemorar o dia em que foi morto o Imã Hussein, neto de Maomé, em Karbala, Iraque. A imagem mostra um retrato de Hadrat Ali Ibn Abu Talib, genro de Maomé. (Reuters)

Por Eveline Kobler, swissinfo.ch


No Iraque, Paquistão e Bahrein fala-se frequentemente das tensões entre sunitas e xiitas. São conflitos que alimentam os fundamentalistas de ambos os grupos islâmicos, de acordo com Arnold Hottinger, ex-correspondente no Oriente Médio do jornal "Neue Zürcher Zeitung".
Autor de vários livros sobre o Islã e o mundo árabe, o jornalista explica, na entrevista a seguir, as diferenças entre xiismo e sunismo.
swissinfo.ch: Como é que a minoria sunita consegue governar a maioria xiita, por exemplo no Bahrein, país que também foi submergido pela atual onda de revoltas?
Arnold Hottinger: É uma questão de poder que resulta da história. O Bahrein tem um governo sunita e uma população majoritariamente xiita (70%). A mesma explicação vale para o caso do Iraque, cuja maioria é xiita.

O Iraque pertencia ao Império Otomano. Os turcos eram sunitas e colocavam em Bagdá governantes sunitas. Quando os ingleses tomaram o poder no Iraque, mantiveram os xiitas em uma posição inferior, promovendo os sunitas.

Mas a diferença entre xiitas e sunitas no norte da África, onde começou a onda de revoltas, não tem nada a ver com a questão. Lá vivem sunitas.

swissinfo.ch: Como surgiu a divisão dessa comunidade religiosa?
AH: No início da história do Islã havia uma disputa política para saber quem deveria liderar a comunidade muçulmana.

Os muçulmanos hoje conhecidos como xiitas, acreditavam que os descendentes biológicos do profeta Maomé deveriam liderar o Islã. E os fiéis qualificados atualmente como sunitas consideravam, por sua vez, que as pessoas mais idôneas é que deveriam comandar.

swissinfo.ch: Quer dizer que todos os imãs xiitas de hoje são descendentes do profeta Maomé?
AH: Não. Por volta do século IX já não havia nenhuma descendência biológica. Os xiitas acreditam que o último Imã foi para a eternidade e que voltará de lá. Essa ideia sugere a imagem de uma espécie de Messias, como no cristianismo. Ele vai renascer no dia do juízo final. Até lá ele é representado pelos religiosos (teólogos). Mas a religião se desenvolveu de forma diferente em cada país.

O Irã é o único estado xiita. Foi lá que surgiu a crença de que cada crente deve escolher um guia espiritual. E se um sacerdote tem muitos fieis, é chamado aiatolá.

É necessário perceber que os xiitas do Irã são muito diferentes dos árabes xiitas.

swissinfo.ch: Em que sentido?
AH: O xiismo persa se misturou muito com a religião primitiva do Zoroastrismo. Os persas, hoje iranianos, têm uma outra língua, outra história e cultura diferente.

swissinfo.ch: Como foram criados os Estados sunitas?
AH: O Estado tem um papel muito mais importante na Suna, porque os sunitas acreditavam que quem melhor poderia governar o Estado era o justo, o legítimo sucessor do profeta, que no sunismo é chamado de califa. Não é descendente de profetas, mas é o escolhido de Deus por seus êxitos políticos.

swissinfo.ch: Dá para estabelecer uma diferença geral na evolução dos xiitas e sunitas no caso, por exemplo, da secularização?
AH: Não. Ninguém pode dizer que os xiitas são mais seculares que os sunitas e vice-versa. O Irã conseguiu com a revolução de Khomeini, em 1978, dar o primeiro passo rumo a um estado teocrático. Ou seja, um Estado governado pelos teólogos (líderes religiosos). Isso foi algo novo, algo nunca visto nem no xiismo, nem no sunismo. Khomeini inventou a ideia do Estado teocrático. Em termos de poder é um Estado teocrático, mas não é aceito por grande parte da população. Isto é evidente nas manifestações no Irã.

O líder religioso do xiismo árabe Al-Sistani se opõe à ideia de um Estado teocrático.

swissinfo.ch: Como é que sunitas e xiitas se enfrentam com tanta violência, por exemplo, no Paquistão?
A.H.: Isso tem a ver com o fundamentalismo. Em ambos os lados existem correntes fundamentalistas apoiadas por pessoas que seguem ao pé da letra o que está exposto no Alcorão e na Charia. Se um sunita no Paquistão exagera nessa interpretação e chama os xiitas de hereges, acaba provocando ecos violentos.

Há fundamentalistas em todos os lugares. Os evangélicos americanos que rejeitam o darwinismo também são, a meu ver, fundamentalistas. E há muitos grupos fundamentalistas em cada religião. Também no catolicismo.

swissinfo.ch: Existem diferenças entre sunitas e xiitas no que diz respeito à exigência das mulheres usarem véus?
AH: Esse ponto não tem nada a ver com as diferenças entre xiitas e sunitas, mas é uma questão de fundamentalismo religioso. Khomeini, por exemplo, era muito fundamentalista e reintroduziu no Irã a obrigação de usar o véu.

swissinfo.ch: São sunitas ou xiitas, os muçulmanos na Suíça?
A.H.: Eles são quase todos sunitas. Os muçulmanos dos Balcãs também são sunitas, já que os Balcãs pertenciam ao Império Otomano, que era sunita. Claro, não podemos excluir a visita de um turista xiita (risos).

Eveline Kobler, swissinfo.ch
Adaptação: Fernando Hirschy

quarta-feira, 30 de março de 2011

Peregrinação no Islamismo

peregrinação à Meca, cidade natal de Maomé e, para os muçulmanos, a cidade mais sagrada do planeta, transformou-se num espetáculo visual. Essa peregrinação é chamada Hajj. Em Meca existe uma grande mesquita que abriga em seu interior a Caaba. A Caaba é coberta por um manto negro que contém várias inscrições bordadas em ouro. Dentro da Caaba está a rocha sagrada que, segundo a tradição, caiu do céu e foi ofertada a Abraão. A rocha que era branca então ficou negra ao absorver os pecados do homem.
O devoto muçulmano deve dar 7 voltas ao redor da Caaba e depois beijar a pedra sagrada. Os peregrinos também atiram pedras, 49 no total, em três pilares que representam o demônio. Todos os peregrinos vestem o mesmo traje simples, composto de dois pedaços de tecido branco sem costura, um amarrado na cintura e outro colocado sobre o ombro. Essa tradição representa a igualdade dos fiéis aos olhos de Alá.
Este lugar é proibido para não-muçulmanos, porém, Sir Richard Burtonem 1853, após muito planejamento e preparo, disfarçado de médico afegão, viajou para Medina e para Meca, onde visitou e fez esboços, correndo grande risco, dos templos sagrados do Islã. Embora não tenha sido o primeiro ocidental a empreender tal viagem (a honra cabendo a Ludovico di Barthema, 1503), a sua viagem, apoiada pelaRoyal Geographical Society, foi melhor documentada.
Personal Narrative of a Pilgrimage to El-Medinah and Mecca (1855-1856), uma visão enciclopédica do mundo islâmico, é considerada por muitos a sua mais importante narrativa de viagem. Vejam estas incríveis imagens dos peregrinos de Meca.
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sexta-feira, 25 de março de 2011

MISSÕES: Um testemunho de amor aos muçulmanos

Vestida com uma burca preta, tendo seu corpo coberto dos pés à cabeça, inclusive os olhos. Assim uma missionária na Jordânia há 3 anos, que não pode ter seu nome revelado por questões de segurança, começou a falar aos presentes ao culto realizado na Sede da JMM no 1º dia deste mês de março, a convite do Pr. Mayrinkellison Wanderley, Coordenador de Missões Mundiais para a África. Aos poucos ela descobriu os olhos, o rosto e por fim toda a cabeça, mostrando assim os níveis de submissão das mulheres no mundo muçulmano. 
A missionária lembra o quanto sofreu no início de seu trabalho ao ver as jordanianas totalmente cobertas circulando pelas ruas, sob temperaturas altíssimas. Mas depois ela descobriu que aquelas mulheres já estavam acostumadas à burca desde pequenas. A maioria se conforma em ocupar posição inferior na sociedade. 
Ela contou que para a mulher muçulmana é muito importante ter um filho homem, do contrário, corre o risco de perder o marido para outra que possa lhe dar um herdeiro. Porque diante do povo, o homem muçulmano é valorizado quando tem um menino, tanto que seu nome muda pra “Abu” (mais o nome do filho), Ou seja, “Pai de...”. 
A Jordânia tem como vizinhos a Síria, o Iraque, a Arábia Saudita e tem fronteira com Israel e parte do Egito. A missionária agradece a Deus por conhecer praticamente todo o Oriente Médio, tendo visitado mais de 10 países naquela região.
Ela conta que a economia da Jordânia é baseada em serviços, mas que o rei Abdula, cuja mãe é inglesa, tem uma parceria muito forte com a Inglaterra. Ela define o jordaniano como um povo mais descontraído que os egípcios, como se fossem paulistanos e cariocas. 
Uma curiosidade da Jordânia é a valorização da comida. Seu povo costuma se reunir com frequência para comer. E estes encontros acabam se tornado oportunidades para a missionária falar de Jesus às jordanianas. Ela considera que é preciso estar atenta a este segmento da cultura jordaniana.

Amor
A missionária lamenta o hábito da maioria dos ocidentais de considerar que todos os árabes são terroristas. “A grande maioria dos mais de 1 bilhão de muçulmanos é amável, carinhosa e hospitaleira”, diz. 
Dentre as moças que a missionária teve a oportunidade de falar de Jesus está a filha de um líder muçulmano muito importante. Dentro de sua religião, ele costuma bater com a cabeça numa pedrinha durante suas orações. A testa tem uma espécie de afundamento por conta disso. Mesmo diante de tal radicalismo, a missionária conseguiu entregar uma bíblia à filha dele. A moça pegou o livro com todo o respeito, considerando-o realmente muito precioso e sagrado e se comprometeu em lê-lo. 
A missionária sempre procurou buscar situações em que pudesse se aproximar daquelas mulheres e assim ter uma oportunidade para falar-lhes da graça do Pai. O relacionamento que começava com uma pequena atitude acabava se transformando numa grande amizade e a missionária conquistava a confiança e o respeito daquelas mulheres. Tanto é que na sua despedida de uma vila, um grupo de mulheres fechou a rua e se colocou diante da kombi da equipe em que estava a missionária, pedindo para que ela não fosse embora. “Foi uma experiência muito impactante, pois eu havia acabado de chegar à região. A minha liderança disse que nunca havia visto algo parecido. Não é em vão que a igreja brasileira está investindo na vida de missionários. Não podemos perder tempo. Deus quer fazer uma grande obra através de nós”, disse a missionária. 
A missionária também realiza um trabalho com alunos de uma escola no interior. Ela conta que certa vez sonhou que pregava e o público era formado apenas por crianças, que corriam para abraçá-la ao final da mensagem. No dia se questionou sobre o que poderia ser aquele sonho. Dois dias depois veio a resposta: sua liderança a convidou para ajudar no trabalho com as crianças. Mais tarde ela trabalhou com jovens, quando conheceu um rapaz que teve o rosto cortado por seus colegas muçulmanos só porque ainda estava indeciso se seguiria o islamismo ou o cristianismo. 
“Um levantamento feito na virada do ano 2000 mostra que a maioria das agências missionárias investia na época uma média de 10 bilhões de dólares, anualmente, na evangelização do mundo. Enquanto isso, no mesmo período, os muçulmanos já tinham investido cerca de 83 bilhões de dólares para islamizar as nações. Eles não estão de brincadeira. Lembre-se que o seu trabalho, o seu investimento e as suas orações em prol de missões não são em vão. Os missionários estão nos campos e muitos não podem testemunhar sobre suas atividades, porque correm sério risco de perseguição. Há certas coisas que acontecem no campo que eu nunca poderei contar para não colocar em perigo a vida daqueles que se dedicam em pregar o Evangelho. Eu tenho certeza que o Senhor da seara ainda nos mostrará os frutos de todo esse investimento, para a glória do nome Dele”, encerra.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Calendário muçulmano (lunar) e gregoriano ou ocidental (solar): Aprenda a converter as datas

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Existem vários calendários. Os cristãos usam o calendário gregoriano que é o solar. Os muçulmanos utilizam o calendário muçulmano*, que é lunar. Eles contam os anos a partir da Hégira (a Hégira é a viagem que Maomé faz de Meca à Medina) no ano 622 de nossa era.

Para os muçulmanos o calendário hegiriano começa em 16 de julho de 622. Para passar de um calendário a outro deve-se fazer uns simples cálculos.

Para passar do calendário muçulmanos ao calendário gregoriano (ao nosso), multiplica-se a cifra do ano por 0,97 (diferença entre o ano lunar e o solar) e soma-se 622. Vejamos um exemplo: O ano 1420 da era hegiriana é 1420 x 0,97 = 1377 + 622 = 1999 de nossa era.

Passar do calendário gregoriano ao calendário muçulmano faz-se da seguinte maneira: subtrai-se 622 da cifra do ano e divide-se por 0,97: O ano 1999 da era cristã é 1999-622 = 1377:0,97 = 1420 da era hegiriana.
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*Sobre o calendário muçulmano

Na maioria dos países islâmicos, é usado para o cálculo das festas religiosas, mas também é utilizado como calendário oficial por alguns países na região do golfo pérsico. É baseado no ano lunar de 354 dias - 11 a menos que o ano solar - e divido em 12 meses de 29 ou 30 dias intercalados. Para corrigir a diferença com o ano lunar astronômico de 354,36 dias, existem os chamados anos abundantes, com 355 dias.

A cada ciclo de 30 anos são abundantes os de número 2, 5, 7, 10, 13, 16, 18, 21, 24, 26 e 29. O mês começa quando o crescente lunar aparece pela primeira vez após o pôr-do-sol. O ano 1 é a data da Hégira, a fuga de Maomé de Meca para Medina, em 16 de julho de 622.

Os muçulmanos consideram o pôr-do-sol o começo de um novo dia e a sexta-feira é o dia santificado.

Os 12 meses islâmicos são: muharram, safar, rabi I, rabi II, jumada I e jumada II, rajab, chaaban, ramadã, chawaal, dhul queda, dhul hajja.

O nono mês, ramadã, é especial para os muçulmanos por ser dedicado à devoção a Deus, à caridade e às boas obras. O jejum durante o dia é uma das obrigações nesse período.

Fontes: ACI Digital e Portal São Francisco

domingo, 19 de abril de 2009

Preso por aceitar Jesus

Saudita vai para prisão após publicar em blog que deixava o islã para ficar com Cristo.

Um saudita de 28 anos chamado Hamoud Saleh Al-Amri foi preso em janeiro pelo Governo da Arábia Saudita após publicar em seu blog que havia decidido deixar o islamismo e começar a seguir a Jesus Cristo, informa o Assist News Service.


Além disso, o site pessoal deste homem - www.christforsaudi.blogspot.com - foi retirado do ar após algum tempo. Amri diz que o responsável por este ato de censura é o Governo.


“As autoridades sauditas obstruíram o acesso a seu blog dentro de Arábia Saudita”, informa a entidade cristã Middle East Concern.


Atualmente, Amri está solto. No entanto, sua liberdade só foi obtida após a ação de entidades de direitos humanos.


“A relativa leniência das autoridades sauditas neste caso surpreenderam alguns analistas, considerando a franca desaprovação de Amri ao regime e sua reivindicação explícita de deixar o islã”, diz a Middle East Concern.


Fonte: http://www.cristianismohoje.com.br

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Hábitos alimentares dos muçulmanos

Mais de 1 bilhão de pessoas em todo o mundo são muçulmanas, ou seja, seguem o Islamismo. Os muçulmanos seguem o Alcorão, o livro sagrado que eles creem conter a última mensagem revelada por Deus ao profeta Maomé, por intermédio do anjo Gabriel. Os muçulmanos acreditam em um único Deus (“Não há outro deus senão Alá e Maomé é seu profeta”), em anjos, profetas, no fim do mundo e no juízo final, quando todos os homens prestarão conta de seus atos a Deus, que tem autoridade no destino e na morte do homem. Para eles esta vida é uma provação para uma próxima no reino de Deus.

Os povos muçulmanos se desenvolveram, historicamente, da África do norte e península Ibérica ao Oriente Médio e Ásia Central.

Quanto à sua alimentação, no início as tribos nômades consumiam os alimentos que podiam ser carregados, como os cereais e os animais que podiam viajar, como as cabras, carneiros e os camelos. Ao longo dos anos, eles passaram a adicionar os vegetais à sua dieta. O pão, feito com trigo, água e pouco sal, é uma constante na alimentação dos muçulmanos que o consomem com todos os outros pratos. Os grãos, como favas, grão-de-bico, lentilha, ervilha, trigo, entre outros, são muito utilizados. Todos combinados com verduras, legumes e até frutas como romãs, damasco, figos, tâmaras e frutas secas. Quanto as carnes, são consumidas principalmente o carneiro, a cabra e peixe, com uma grande variedade de tempero, como o “snubar”, uma semente extraída do cedro do Líbano. Certos alimentos são proibidos aos muçulmanos, como a carne de porco e de todo animal que morreu devido a causas naturais ou foi morto por algum animal, assim como o sangue e as bebidas alcoólicas. Entre os hábitos alimentares dos muçulmanos está o de só comer com a mão direita e todo convidado a entrar em sua casa e compartilhar uma refeição, deve retirar os sapatos, sentar-se no chão e ter o cuidado de não deixar a sola do sapato apontando para outra pessoa. Durante o mês do Ramadã, nono mês do calendário Islâmico quando foi revelado o Alcorão, os muçulmanos estão proibidos, por uma lei civil e religiosa, de comer, beber água e fumar antes que o sol se ponha. Também é durante este mês que o estilo de vida dos muçulmanos sofre uma grande transformação e as noites ganham um aspecto festivo. Os preparativos para este período começam dois meses antes, com o arrependimentos pelas faltas cometidas e também preparando o corpo físico para suportar o jejum.

Fonte: http://primeiramordida.blogspot.com (texto adaptado).

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Para aprender mais sobre a gastronomia muçulmana, visite este excelente link: http://gastrom.no.sapo.pt/roteiro.htm

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

SOBRE O ISLAMISMO

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A ordem do dia


Se para alguns o islamismo resulta em uma religião pouco conhecida e até remota, depois do dia 11 de setembro de 2001 deixou de ser assim. Hoje os seguidores de Maomé estão na ordem do dia em todos os meios. A cada dia o islamismo está na capa de revistas e jornais, ou em noticias repetidas na televisão e nas rádios. Os atentados contra as torres gêmeas e contra o Pentágono, e o resultante conflito em um dos países mais pobres do mundo, o Afeganistão, tiveram então a atenção mundial.

Mas, O que é o islamismo, para a maioria que o havia confinado mentalmente a categoria de uma religião oriental, que pouco ou nada tinha a ver conosco? Será que, como mostram os meios de comunicação, todos os muçulmanos são pessoas que devemos temer, que respiram continuamente ameaças e ódio contra o ocidente? Como entender aqueles 19 fundamentalistas que imolaram suas vidas para conseguir os ataques em Nova York e Washington, com ações suicidas com tão poucos minutos de duração - e que conseguiram alterar a ordem mundial a ponto de comprometer a paz do planeta, como em algum momento se pensou?

• Seu nascimento e extensão
• Suas crenças
• Sua relação com o Ocidente
• Porque alguns são fundamentalistas
• As perseguições
• Até uma gratidão evangélica

Seu nascimento e extensão

Não podemos entender o islamismo com claridade se desconhecemos como nasceu, como se estendeu e quais são suas crenças. Sua origem remonta a uns 1400 anos na história da Península Arábica. Maomé (570-632 d.C) - um descende de Ismael, o primeiro filho do patriarca Abraão (Gênesis 16), não recebeu bom testemunho dos judeus, cristãos e pagãos de seu tempo. Decepcionado, alegou receber visões, que em princípios atribuiu a demônios, mais logo decidiu que era o próprio anjo Gabriel. Ao compartilhar essas "revelações", seus concidadãos de Meca não as aceitaram, por isso teve que fugir (esta fuga, A Hegira, marcaria posteriormente o começo do calendário muçulmano). Ao fim de alguns anos ele retorna novamente a sua cidade natal, acompanhado de um exército, por meio do qual impõe nova religião monoteísta: nasce o islamismo!

Em pouco tempo, diante de um cristianismo fragmentado e debilitado, que não dispunha da Bíblia em seu idioma vernáculo, esta nova religião conseguiu se impor com relativa facilidade onde antes havia a bandeira da cruz. Em apenas um século o Islamismo conquistou a Península Arábica, o Oriente Médio e o Norte da África, avançou pela Europa Ocidental levantando seu estandarte na Península Ibérica e na região dos Balcãs. Mais adiante conquistaria a Ásia Central e o Oriente distante.

Hoje, em pleno século XXI, e além dos assentamentos logrados ao longo dos séculos, nos encontramos com o que nos últimos cinqüenta anos se há estendido ostensivamente na Europa "cristã", a ponto de que o número de imigrantes - ou filhos de imigrantes - de países islâmicos, supere em muito a quantidade de evangélicos dispersos no Velho Continente. Semelhantemente não se pode conter o avanço também nas Américas, onde ano após ano o número aumenta e novas mesquitas são construídas nas grandes cidades.


Suas crenças

Junto ao Judaísmo e ao Cristianismo, integra as três únicas religiões monoteístas. Alá é seu Deus. Maomé é seu grande profeta (o selo dos profetas) que Alá enviou à humanidade; seu livro sagrado é o Alcorão, é aproximadamente do tamanho do Novo Testamento. Seus seguidores reconhecem a Torah (o Pentateuco), o Zabur (os profetas) e o Injil (os Evangelhos), que segundo eles foi adulterado pelos cristãos.

Jesus (Issa) é um grande profeta, é tido em alta estima, mais não é o Filho de Deus (Como poderia Deus ter um filho se não teve mulher?), nem morreu na cruz (apenas desmaiou, Como Deus deixaria que matassem seu enviado?). Por tanto, não há sacrifício vicário nem ressurreição. Ademais, os cristãos são infiéis porque adoram três deuses: Deus, Jesus e Maria. E os que rendem culto a imagens são "associados", pois relacionam o Deus invisível com objetos feitos por mãos humanas, caindo no terrível pecado da idolatria, que merece o mais severo castigo.

Assim que: um só Deus (nada de Trindade), um grande profeta (nenhum Mediador), um só livro sagrado (o Alcorão), nenhuma imagem, e uma férrea moral que preserva os valores dos ancestrais; premissas essas que foram ganhando espaço em um ocidente cada vez mais descristianizado.


Sua relação com o Ocidente

As relações entre um Ocidente "cristão" e um Oriente "Muçulmano" não foram sempre as melhores. Ao largo dos séculos de história estiveram carregados de hostilidades e rivalidades. Existem três situações que marcaram a fogo esse enfrentamento.

Em primeiro lugar, durante a Idade Média os católicos da Europa organizaram as tristemente celebres Cruzadas, para recuperar o Santo Sepulcro (em Jerusalém) da mão dos infiéis muçulmanos. Por terra e por mar se lançaram a guerra santa, movidos pela promessa de obter indulgências se morressem na batalha. A Primeira Cruzada foi seguida pela Segunda, e esta pela Terceira e pela Quarta... Os europeus derramaram sangue, muito sangue. Documentos daquela época atestam que "o sangue chegava até o joelho dos cavalos". Passaram-se nove séculos e os muçulmanos não se esqueceram à selvageria e crueldade dos chamados "cristãos".

Em segundo lugar, ou posteriormente, os europeus os colonizaram. Praticamente toda a África e Ásia estiveram debaixo do poder de potências imperiais. Foi imposto novas línguas (inglês, francês, espanhol, russo), controlaram sua economia e os dominaram durante décadas. Mais a diferença do que ocorreu na América, onde o processo de emancipação dos poderes europeus se deu no principio do século XIX, as nações africanas e asiáticas só se tornaram independentes no século passado, isto é, aproximadamente uns 50 anos atrás. A ferida infligida pelos cristãos do ocidente ainda não foram cicatrizadas.

E em terceiro lugar, vendo o presente, quando eles olham filmes do ocidente ou aceitam a televisão por satélite O que eles vêm? A imoralidade dos filmes de Hollywood, a desintegração da família, o vício, a violência, as drogas. E isso o cristianismo? - se perguntam - Não o queremos! Não venham contaminar-nos com sua imoralidade!

A força de sermos sinceros reflexionamos: Eles estão errados? O cristianismo ocidental tem dado motivos mais que suficientes para escandalizá-los e endurecê-los. E se a isso acrescentarmos o apoio dado a Israel - contra seus irmãos árabes palestinos -, e o financiamento de ditaduras como as do Iraque, Arábia Saudita e até o próprio Bin Laden! Para salvaguardar os interesses políticos e econômicos da região, não é de surpreender que os muçulmanos não tenham boa opinião sobre o ocidente!


Porque alguns são fundamentalistas

Alguns de seus ricos Sheiks e Sultãos foram estudar na Inglaterra, França e nos Estados Unidos, e regressaram com um título debaixo do braço. Colocaram-se em postos de eminência, aferrando-se ao poder de suas empobrecidas economias. A riqueza do petróleo ficou nas mãos de poucos da classe dominante - vivendo em luxos e dissipando os bens, atitude própria de ocidentais corrompidos - e fazendo acordos com os governos ateus ou liberais da Europa e dos Estados Unidos. Frente a semelhante gasto supérfluo e perda de seus valores religiosos, os fundamentalistas, sentindo-se traídos por seus compatriotas, optam por pronunciar-se contra aquilo que consideravam apostasia. "É hora de voltar aos fundamentos - ou seja: ao Alcorão - e se necessário, mediante o uso de armas" raciocinam.

Movidos por um forte zelo religioso lutarão, dando até suas próprias vidas, contra o grande inimigo da verdadeira fé: O ocidente cristão e infiel. Abraçando esta causa em defesa da religião, é razão suficiente para serem honrados como mártires, na esperança de que Alá os recompense com a entrada no Paraíso, tal como promete o Alcorão. Nem todos os muçulmanos pensam igual - nem sequer a maioria. Mais sim alguns com o objetivo de que através de seus atos suicidas consigam comover a opinião pública. Sem embargo, a grande multidão que não aprova tais ações sangrentas, são pessoas pacíficas, que procuram levar suas vidas normalmente, como bons pais e cidadãos, que amam seus lares, trabalhos e tradições, e cálidos em expressar hospitalidade.

As perseguições

Esta questão gera confusão, particularmente quando consideramos a liberdade individual, impossível de exercer tal como o fazemos no Ocidente. Seus governos são em sua maioria totalitários, e por mais que possam apresentar vestígios de democracia, em geral não dão nenhum espaço para o descenso. Qualquer tentativa de mudança de religião é considerada uma ameaça à ordem pública e a tradição, e por isso merece ser reprimida. Em alguns casos a Sharia (lei corânica) é interpretada fanaticamente e o "infrator" pode ser, desde expulso de seu lar, até perder o trabalho, ser preso, ter que fugir do país ou sofrer a pena capital.

Quarenta e sete nações ostentam o islamismo como religião oficial. Quando alguma diz admitir a liberdade de culto, se interpreta que é para os estrangeiros e não para os nacionais. As igrejas cristãs, quando existe, são em sua maioria pequenas e subterrâneas, e estão expostas a constantes pressões do governo e da sociedade. E raríssimo encontrar um templo ou uma capela, saber de um seminário ou livraria evangélica... Muito menos uma emissora de rádio ou televisão cristã! A evangelização pública e em massa, com honrosas exceções, não são permitidas. E existem lugares onde se sucedem sangrentas mortes de cristãos há muito tempo, sem que as autoridades locais ou as organizações internacionais mostrem interesse em querer intervir para detê-las.

Não obstante, quando emigram e se estabelecem no Ocidente, começam a reclamar os direitos para serem tratados com igualdade: autorização para construir Mesquitas, fazer orações públicas, nomear seus representantes, etc. O que negam aos cristãos em seu país, o exigem para o Islamismo quando estão em um país estrangeiro! E ainda, participam em semelhante incongruência, entusiasmados, até nossos próprios governantes. Assim aconteceu em meu país, onde não muito tempo atrás, foi inaugurada na cidade de Buenos Aires a maior mesquita da América do Sul, edificada sobre um caríssimo prédio de três hectares e meio que a Nação doou ao governo da Arábia Saudita. Os ex-presidentes Menen e De la Rua estiveram presentes na inauguração das instalações, junto ao príncipe herdeiro da coroa arábica e seu numeroso séquito. Mas, nenhuma voz se levantou em protesto contra o regime despótico do Rei Fahd! - sem dúvida o mais totalitário pais do planeta - Tampouco nos consta que o tenha feito as Nações Unidas ou os Estados Unidos, nem as potências Européias. É que o petróleo debaixo da areia pode muito mais do que os discursos que proclamam, com os lábios, os defensores da liberdade. Quando cinismo!


Até uma gratidão evangélica

De qualquer forma, nos os latinos não somos identificados, necessariamente, como as potências do primeiro mundo e os maus exemplos já apontados. Eles rejeitam o cristianismo porque até agora têm visto uma grosseira caricatura dele. O autêntico cristianismo, isto é, o de um Cristo manso e humilde, que ainda não tiveram ocasião de conhecê-lo. Em uma hora como esta deveríamos perguntar-nos, como evangélicos ibero-americanos, se não é uma ocasião oportuna para mostrar a verdadeira diferença. Que ao invés de aprofundar os preconceitos que nos distanciam, os amemos com a ternura de Cristo; que ao invés de evitá-los nos acerquemos com empatia; que ao invés de esquecê-los, os recordemos diante do Trono da Graça.

Deveríamos redobrar os esforços de levar-lhes o Evangelho, tanto aos que estão ao nosso redor como os que estão longe. Deveríamos, sim, redobrar o apoio à igreja sofredora onde nossos irmãos são perseguidos pela sua fé; e apoiar financeiramente com mais desprendimento aos obreiros que trabalham silenciosamente entre eles. Se esta não é a ocasião, Quando será? E se nos não o fizermos, Quem o fará? Finalmente, eles também são amados pelo Pai, e como descendente de Ismael - e por parte de Abraão - herdeiros das promessas divinas. Como poderíamos desentendermos?.

Deus prometeu que faria de Ismael "uma grande nação" (Gênesis 16:10, 21:13 y 18) e, efetivamente o fez. Deus esteve com o rapaz quando vagava com sua mãe pelo desertor ( v. 21:20). Chegou a ser pai de 12 filhos, que fundaram as doze tribos que deram origem ao povo árabe. (v.25:12-18). Foi profetizado que um dia iriam conhecer e adorar ao Senhor (Is. 60:6-9). E em Pentecostes, convertidos a Cristo, se integraram à Igreja em sua primeira hora (Atos 2:10-11). Deus estava levando adiante seus planos com a descendência do primeiro filho de Abraão.

Os filhos de Ismael - hoje mais de duzentos e cinqüenta milhões de árabes -, somam muito mais do que os filhos de Isaque - dezesseis milhões de judeus - A promessa de que sua descendência seria tão grande, "impossível de ser contada", foi cumprida verdadeiramente. Além do estritamente genético, há muitos outros muçulmanos que não são árabes e que quadruplicaram seu número. São de pele cobre, negra, amarela ou branca, e em seu conjunto totalizam mais de um bilhão de almas... E todos se consideram "descendentes espirituais" de Ismael.

Mas a Bíblia ressalta que a única maneira de obter verdadeira filiação espiritual com o Pai é através do Filho, rendendo-se a seus pés e reconhecendo-o como Senhor e Salvador. Até que isso ocorra, muitas das bençãos prometidas ficarão em suspenso. Sejamos, pois, instrumento nas mãos de Deus: como Hagar que alcançou oportunamente a água a Ismael para que não perecesse no deserto (Gênesis 21:19), vamos levar-lhes com urgência a Água da Vida que oferece a gratuita salvação.

Federico A. Bertuzzi

© Extraído da Revista Apuntes Pastorales, suplemento "Ellos y Nosotros" (vol. XIX, Nº 3, fevereiro 2002).
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