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domingo, 4 de março de 2012

Sem empregos e educação, milhões ficam à margem de crescimento brasileiro

Assunção do Piauí. Foto: Júlia Carneiro - BBC Brasil
Assunção do Piauí tem o 10º pior rendimento per capita domiciliar do Brasil. (Foto: Júlia Carneiro - BBC Brasil)



Ao chegar de carro por uma estrada de terra arenosa, uma placa dá as boas-vindas a Assunção do Piauí, "a capital do feijão". Mas as letras desbotadas, quase apagadas, deixam claro que a principal atividade econômica local já viu melhores dias.

Na pequena cidade, a 270 km de Teresina, as colheitas fracas estão fazendo muitos desistirem de plantar feijão.
"Aqui é assim, a gente só trabalha no escuro. Num ano dá e no outro não dá", diz a dona de casa Francisca Pereira Moreno, mãe de cinco filhos.
Depois de conversar com alguns moradores de Assunção, perguntar onde cada um trabalha parece perder sentido. Os principais empregos da cidade são na prefeitura local, mas para adultos como Francisca, que não sabe ler nem escrever, a única opção está na roça ou nos serviços domésticos. Sem alternativas, a maioria sobrevive do Bolsa Família.
"Tem que ter o Bolsa Família. Porque a renda aqui do feijão não está dando dinheiro. Dá R$ 60, R$ 70", diz Francisca.
A cidade é um dos retratos de um Brasil que ficou praticamente à margem do crescimento econômico nacional registrado nos últimos anos e que tem colocado o país próximo de economias consideradas de primeiro mundo como a Grã-Bretanha.
Apesar do recuo constante da pobreza desde o início do Plano Real, em 1994, e da emergência da classe C, na última década, o país ainda tem focos de pobreza extrema que se caracterizam por baixo rendimento domiciliar, acesso limitado a serviços como saúde e educação e poucas perspectivas de trabalho para os moradores locais.

Oportunidades insuficientes

“Com o crescimento e a geração de empregos, uma parte da população saiu da pobreza extrema. (Mas) as oportunidades não foram suficientes para todos – sobraram os com menos condições de aproveitar, como os que não tinham vínculos com o mercado de trabalho ou acesso à Previdência e à assistência social”, explicou Rafael Osório, pesquisador do Ipea (Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas).
Segundo o Censo 2010, em média 8,5% da população brasileira ainda vive com renda per capita mensal de até R$ 70. Isso equivale a cerca de 16,2 milhões de pessoas – praticamente a população do estado do Rio de Janeiro.
Com 7,5 mil habitantes, Assunção do Piauí, visitada pela BBC Brasil em janeiro, teve em 2010 o 10º pior rendimento per capita domiciliar do país – uma média de R$ 137 reais, contra R$ 1.180 de São Paulo.
A taxa de analfabetismo é de quase 40% entre pessoas com 15 anos ou mais. A cidade tem quase 1.500 famílias beneficiárias do Bolsa Família.
"Muitos ficam na fila de espera (do programa) porque Assunção já extrapolou a cota que o Ministério do Desenvolvimento estipula para cada cidade", diz a assistente social Ana Alaídes Soares Câmara, que trabalha no Centro de Referência de Assistência Social da cidade.

Maria Iraneide Moreno, e Tamires. Foto: Júlia Carneiro – BBC Brasil
Cerca de 20% da população de Assunção do Piauí depende do Bolsa Família. (Foto: Júlia Carneiro – BBC Brasil)


‘O terço mais difícil’

Desde o Plano Real, a pobreza caiu 67% no Brasil, algo inédito na série estatística, disse à BBC Brasil o pesquisador Marcelo Neri, do Centro de Políticas Sociais da FGV. “Falta o último terço, que é o mais difícil da jornada.”
Para Neri, é possível que o número de extremamente pobres seja até menor do que o estimado pelo Censo, se for levada em conta a renda obtida em transações não monetárias, como trocas e agricultura familiar.
“Pelo Pnad (Pesquisa Nacional de Amostra de Domicílios, também do IBGE), essas pessoas seriam 5,5% da população”, disse o pesquisador da FGV.
A incerteza a respeito do tamanho dessa população revela, na verdade, uma boa notícia: como o grupo de extremamente pobres está cada vez menor, eles ficam pouco representados na amostra geral dos brasileiros, explicou Rafael Osório, do Ipea.
“As pessoas extremamente pobres são mais difíceis de se investigar. Algumas sequer são achadas, não interagem com o Estado, não têm documentos, e o acesso a elas é complicado”, disse.
Além disso, a pobreza extrema não é apenas uma questão de renda: diz respeito também à falta de acesso a serviços básicos, como saneamento, moradia e educação de qualidade, e ao isolamento em relação ao mercado de trabalho.

Faltam atividades econômicas

Mas, um relatório do Ipea tenta traçar um perfil desse Brasil que demora a crescer: em 2009, 41,8% das famílias extremamente pobres eram formadas por casais com uma a três crianças; 29% eram agricultores e 34% eram inativos (não trabalhavam nem procuravam emprego).
Dados do Censo 2010 indicam que muitos desses bolsões extremamente pobres se concentram em cidades de porte mediano, de entre 10 mil e 50 mil habitantes.
“São cidades onde faltam atividades econômicas”, explicou Osório. “Muitas têm poucos atrativos para empresas e dependem cada vez mais de políticas sociais, e algumas têm um vácuo generacional (sua população economicamente ativa migra em busca de empregos).”
Mas o pesquisador ressalva que não se trata de uma população fixa e estagnada: “Uma parcela tem rendimento incerto e transita entre uma camada de renda e outra. É o caso, por exemplo, de um guardador de carro – se ele ficar doente, perde a renda (e passa a figurar entre os extremamente pobres)”.

Estratégias

Como, então, combater essa pobreza extrema?
A presidente Dilma Rousseff lançou como uma das prioridades de seu governo o programa Brasil Sem Miséria, que tem a ambiciosa meta de erradicar a pobreza extrema até 2014 e que foca as pessoas com renda per capita mensal de até R$ 70.
Iniciado em junho do ano passado, o plano contém ações que complementam o Bolsa Família, com programas para fomentar o emprego, a capacitação profissional e atividades econômicas locais, bem como o aumento da oferta de serviços públicos como saúde, educação e saneamento.
Os especialistas ouvidos pela BBC Brasil elogiam o foco estabelecido pelo programa, mas o projeto tem óbvias dificuldades em levar serviços, renda e oportunidades para as pessoas mais excluídas.
“É preciso localizar (as populações empobrecidas), levar serviços públicos, com agentes sociais. É algo mais caro, mais artesanal”, afirmou Neri, da FGV.
Para Osório, uma alternativa seria aumentar os valores pagos pelo Bolsa Família. “A maior parte dos extremamente pobres já faz parte do programa. Se aumentarem os valores, daremos um baque na pobreza.”
Mas os pesquisadores concordam que o grande estímulo para a saída da pobreza é a geração de empregos – e o desafio do Brasil é conseguir gerar vagas em áreas mais pobres justamente num momento de desaceleração econômica.
"Gerar empregos depende, em última instância, da economia", disse Osório. "E o cenário é adverso, apesar de ser o melhor caminho. Isso pode não ocorrer com a mesma intensidade do que nos anos de crescimento."

Veja Mais:

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

COMIDAS TÍPICAS DO PIAUÍ


'Maria Izabel'


Baião de dois – arroz com feijão.
Maria Isabel – arroz com carne cortada miúda.
Arroz com galinha ou guiné (galinha d’angola).
Frito – qualquer tipo de carne, passada com farinha.
Panelada – tripa de partes do intestino do boi.
Sarapatel – miúdo e sangue de criação, com temperos e leite de coco.
Cozidão – costelas e carne de boi, temperos, verduras, pirão do caldo de carne.
Paçoca – carne-de-sol socada no pilão, misturada com farinha e cebola branca. Come-se com bananas, baião de dois ou Maria Isabel.
Carne-de-sol – carne de gado, enxuta pelo sol e assada no óleo.
Mão-de-vaca – ossos dos pés, “mãos” e nervos de gado feito cozido.
Buchada – feito com bucho de boi.
Mungunzá – milho cozido com pé de porco, toucinho e lingüiça.
Quibebe – mistura de legumes cozidos e carne moída.
Arroz-doce – arroz, leite e açúcar.
Mingau de puba – farinha de puba, leite e açúcar.
Bolos:
Bolo Corredor – feito de goma, ovos, gordura e sal.
Suspiro – feito com clara de ovos e açúcar.
Pamonha – milho verde ralado, leite, cozido na água, enrolados na folha da bananeira.
Bolo frito – feito de goma, ovos, sal e gordura.
Cuscuz – massa de milho (ou arroz), goma e sal.
Peta – goma, ovos e sal.

Doces:
.de limão.
·de buriti.
·alfinim.
·casca de laranja.
·batata com coco.
·batida.

Bebidas:· licor.
·cajuína.
·tiquira.
·batidas (limão).



Fonte: http://istoepiaui.blogspot.com

sexta-feira, 24 de abril de 2009

O sertão do Piauí clama por vida!


A igreja não tem olhado para o Piauí como um campo branco pronto para a colheita. No Piauí existe a maior porcentagem de pessoas que não conhecem a Jesus no Brasil (90,02%), e conseqüentemente depois do Vaticano, o território mais católico do mundo (somos 6,02% de evangélicos no Piauí ou aproximadamente 171 mil pessoas).

Existe uma necessidade urgente da Igreja Brasileira de se levantar, e fazer algo pelo Estado do Piauí, não podemos fazer de conta que esta tudo bem… Não podemos fechar os olhos em relação às necessidades espirituais do povo do Piauí.

Conforme o Censo de 2000 o Piauí tinha 10(dez) de suas cidades entre as 100(cem) mais católicas do País com uma população de apenas 1% professando a fé evangélica. Eram elas: (Amarante, Aroazes, Barreiras do Piauí, Bocaína, José de Freitas, Miguel Alves, Monsenhor Hipólito, Novo Oriente do Piauí, Palmeira do Piauí e Palmeirais). Hoje entre as 50 cidades mais católicas do Brasil o Piauí figura com apenas 04(quatro) e são elas: Santo Inácio (99,33%), Nova Santa Rita (99,93%), Nossa Senhora de Nazaré (99,14%) e São Francisco de Assis do Piauí (98,69%).

“E a terra seca se tornará em lagos, e a terra sedenta em mananciais de águas; e nas habitações em que jaziam os chacais haverá erva com canas e juncos.” Isaias 35:7

Percorrendo varias cidades do Piauí com Impactos pude perceber a carência do povo em conhecer a Deus, as pessoas conhecem todo tipo de coisa menos o amor de Deus. As estatísticas são piores quando se conhece cada cidade pessoalmente, é necessário que a igreja faça algo urgente para mudar essa história.

Aqui usamos um ditado que diz assim: O povo conhece Genésio, e não conhece Jesus.

Infelizmente a igreja no Piauí tem gasto seus dias com discussões doutrinárias a cerca de usos e costumes, e tem deixado de cumprir a sua missão como igreja do Senhor.

Chegou à hora de agir como crentes maduros e cheios do amor de Deus para que possamos ver todos os povos livres para juntos louvarmos, e adorar Ao Único que é Digno.

Precisamos como Igreja do Senhor nos levantar e fazer resplandecer a LUZ que vem do Trono de Deus.

Como Igreja temos o dever, e a obrigação de preparar o Caminho do Senhor!

João Batista Já fez a parte dele! E nós o que temos feito?

Fonte: Cruzada Água Viva Para o Sertão - http://aguavivaparaosertao.wordpress.com

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