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segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

Planner Missionário GRATUITO - Baixe e imprima

 



Veredas Missionárias traz, pela graça de Deus, um novo recurso gratuito para você: Um planner missionário. Ferramenta cada vez mais presente no dia a dia das pessoas, do executivo à dona de casa, um planner permite organizar, segmentar e rememorar atividades, projetos e compromissos de uma forma prática e, por que não, bonita.



Nosso planner possui páginas como Caderno de IntercessãoIntercedendo pelos Missionários (com espaço para inserção de informações, foto etc.), Organização FinanceiraEsboços para Pregações, Metas para propagar o Evangelho e muitas outras, e ainda TRINTA E UMA páginas em estilo agenda/diário, cada uma com um versículo da base bíblica de missões, e também uma frase missionária DIFERENTES. Assim, você tem um mês de páginas, e, se desejar, pode imprimir o quantitativo de um ano inteiro, compondo assim uma verdadeira agenda missionária anual. 

E lembre-se: Você pode imprimir apenas as páginas/seções que lhe forem úteis. O planner apresenta 11 seções diferentes.

Um recurso GRATUITO para você usar e compartilhar.

Baixe o arquivo em PDF do seu planner pelo Google Drive, CLICANDO AQUI.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

Almanaque do Promotor de Missões: Mais de 1.000 páginas de recursos para promover missões, em e-book GRATUITO


Espero que o título deste livro não tenha lhe assustado, meu irmão, minha irmã. Se você não é diretamente ou mesmo perifericamente engajado, ligado ou interessado na obra missionária, pode concluir que este é um livro de nicho, um livro para especialistas. De maneira nenhuma. Este é um livro para todo cristão. Pois missões é trabalho para todos, sem exceção; é o motivo de todos aqui ainda estarmos, coração e motor do que chamamos de igreja.

Todo cristão está sob a ordem e de posse do mandato de ir – comunicar a boa nova a todos quanto possa. Mas, na prática, demandas da vida e desígnios de Deus estabelecem que nem todos cheguem a ir – no sentido verdadeiramente missionário do termo, que é ultrapassar fronteiras geográficas e/ou culturais em direção aos que pouco ou nada sabem de Cristo.

Ainda que nem todo cristão possa ser aquele que especificamente vai, todo cristão – e aqui não há escapatória – precisa ser um incentivador de que se vá, de quem vá, de que se envie e sustente alguém. Logo, todo cristão precisa ser inescapavelmente um mobilizador, um promotor de missões.

Ao longo dos anos, temos publicado livros gratuitos, tais como: Teatro MissionárioPoesia Missionária (3 volumes); Hinário Hinos MissionáriosDinâmicas MissionáriasSermões MissionáriosIlustrações Missionárias e até Citações Missionárias (ufa!). Tais livros, seus títulos não negam, possuem como tema a missão cristã.

Assim, de que trata então o presente livro? Seria um apanhado do melhor de cada uma das coletâneas anteriores? Não, não é este o caso, amigo leitor. Temos aqui apenas MATERIAIS INÉDITOS, inéditos no sentido de não terem entrado nos volumes citados; assim, disponibilizamos à igreja ainda mais dinâmicas, representações teatrais, poemas, ilustrações e esboços de sermão. Gêneros que por si só dariam para compor novas obras individuais, mas que achamos por bem reunir num único volume. Um compêndio, um manual, um almanaque.

Usufrua desta obra com sabedoria, adapte os recursos às suas necessidades – e compartilhe-a com quantos cristãos você puder.

Que as manhãs, o transcurso dos dias e as noites encontrem em seus lábios e em suas ações a palavra Maranata (vem, Senhor Jesus!), e que, doando-se de todas as formas por cumprir a Grande Comissão, você possa ver a obra concluída e tal palavra se cumprir, no retorno do Rei.

Sammis Reachers, editor


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Disponível também em:

SCRIBD, AQUI.

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sábado, 16 de agosto de 2025

E-book gratuito: 450 Citações do teólogo e missionário Stanley Jones

 

 

Eli Stanley Jones (1884—1973) foi um missionário protestante, teólogo e autor norte-americano que dedicou sua vida ao trabalho evangelístico na Índia. Stanley chegou a ser chamado por veículos de mídia de “o maior missionário do mundo”, mas definia-se a si mesmo como um evangelista. Seu esforço de contextualização e promoção do cristianismo entre culturas orientais e seu ímpeto em busca da unidade cristã em prol da Grande Comissão encantaram e mobilizaram a muitos, não sem escandalizar a alguns. Sua luta contra o preconceito racial e social transcendeu fronteiras e religiões, influenciando líderes como Martin Luther King Jr., que se inspirou em sua biografia de Gandhi — de quem Jones fora amigo — para adotar a não-violência no movimento dos direitos civis.

Seus muitos livros — mais de 25 títulos —, alguns dos quais best-sellers, redundaram em lucros revertidos para a obra. Fiel aos preceitos de John Wesley, Jones foi incansável em pregar, em doar, em arder. Pregou mais de 60.000 sermões durante sua vida. Estadista do Reino de Deus, Jones foi um cristão global de fato e direito, décadas antes deste termo fazer sentido.

Num tempo (ou numa sucessão de séculos!) de tantos teólogos preocupados apenas com o teologar, seguros em suas cátedras, púlpitos e urbes, sem maior ou ao menos inteiro compromisso com a Grande Comissão — observe a sua estante, é o caso de mais deles do que você imagina — o exemplo colossal de Jones é um modelo a ser admirado e replicado, se tivermos almas à altura do chamado que pesa sobre todos nós.

Neste e-book GRATUITO, apresentamos um apanhado do pensamento de Jones, na forma de 450 trechos (citações), coligidos de diversos de seus livros.

LEIA E COMPARTILHE!

PARA BAIXAR SEU E-BOOK PELO GOOGLE DRIVE, CLIQUE AQUI.


O e-book também está disponível em:

Google Play, AQUI.

Scribd - AQUI.

Slideshare - AQUI.


segunda-feira, 30 de setembro de 2024

Supere os obstáculos do Levantamento de Sustento Missionário - Participe do Bootcamp

 

Bootcamp-Curitiba-Nov-24

Sobre o Bootcamp

 Treinando missionários para superar o principal motivo pelo quais eles não entram no ministério integral 

A Via Bootcamp combina a preparação on-line com três dias de treinamento ao vivo, incorporando aprendizado baseado em atividades, discussão em grupo e dramatização para prepará-lo para aumentar sua equipe de suporte financeiro.

Cada Bootcamp começa imediatamente após a inscrição, com aproximadamente 20 horas de preparação on-line, onde abordamos:

  • Base bíblica da levantemento de sustento;
  • Compreensão do chamado e da visão;
  • Desenvolvimento de ferramentas de captação de recursos

Depois, colocamos tudo em prática no treinamento presencial de três dias!

 

Nosso modelo de treinamento em workshop é mais do que apenas teórico, foi projetado para ajudar os missionários a pensarem e desenvolverem as estratégias e habilidades práticas necessárias para alcançar e manter o sustento completo. O Bootcamp trata do desenvolvimento de uma perspectiva bíblica de generosidade e provisão para moldar corações e atitudes, seguido pelo desenvolvimento de habilidades práticas. A maioria dos participantes alcança o sustento total em 3 a 6 meses após o treinamento, se estiver levantando recursos tempo integral.


Data: 13-15 de novembro

 

Local: Igreja Menonita Nova Aliança, Curitiba, PR

 

A inscrição contempla:

  • Acesso a plataforma online;
  • 3 Dias completos de treinamento;
  • Guia de Estudo;
  • Livro Digital - O Pedido de Deus
  • Almoço e coffe breaks dos três dias de treinamento presencial
Investimento Inscrição Individual: R$ 449,00
Investimento Inscrição Casal: R$ 799,00

O valor pode ser parcelado em até 2x.

 

Seja completamente sustentado e guiado pela visão no seu ministério!

 
Nos vemos no Bootcamp!
Equipe Via Brasil

quinta-feira, 25 de maio de 2017

Tradução da Bíblia - Uma missão possível


Quais são os conhecimentos necessários para trabalhar com a tradução das Sagradas Escrituras? É comum pensar que tradução se trata de uma tarefa a ser realizada entre dois idiomas, por quem tem o domínio de ambos. No entanto, ela é mais do que a construção de uma ponte entre duas diferentes línguas para se transitar o sentido. As competências necessárias são ainda maiores quando falamos de um trabalho de tradução para línguas que possuem pouco ou nenhum estudo prévio, gerando desafios que transcendem os limites da linguagem, como no caso das traduções feitas pelos missionários para os povos com que trabalham.
    Importante se dizer, logo de início, que todo trabalho de tradução, mesmo os mais bem realizados, poderão atingir um alto grau de fidelidade e precisão, mas nunca alcançarão a perfeição. Cabe lembrar aqui o famoso ditado italiano, que descreve o tradutor: “traduttore, traditore”, isto é, “tradutor, traidor”. Com isso, quero lhe assegurar que não há tradução perfeita. Independentemente do número de edições, revisões, membros do comitê editorial ou qualquer outro controle de qualidade, a comunicação do sentido entre diferentes universos linguísticos e culturais nunca será exato, esta é uma tarefa que não está ao alcance das mãos humanas. Mas isso não significa que devemos desistir de traduzir ou diminuir o valor desse trabalho.
    Mesmo diante das limitações ressaltadas, cremos que pessoas podem ser alcançadas ao terem contato com o Evangelho por meio de uma tradução, mesmo que esta seja imperfeita. Aliás, foi assim comigo e, provavelmente, com você também, por meio de uma das traduções que temos para a nossa língua. Isso acontece porque, mesmo que as traduções disponíveis não tenham capturado as minúcias do significado dos primeiros textos bíblicos, ainda assim, a mensagem central é comunicada de forma clara e satisfatória para cumprir o seu propósito. A tradução da Bíblia ainda é a palavra de Deus, expressando a mensagem das Sagradas Escrituras, tendo o cerne do seu conteúdo preservado pelo próprio Senhor e sendo ela o instrumento do Senhor para transformar os corações daqueles que a leem.
    Olhando para a história da tradução da Bíblia vemos que ela começou com a Septuaginta, sendo seguida por uma longa lista de traduções, tendo, hoje, disponível ao menos um versículo para milhares de línguas. Mas também é uma história ainda não concluída, aguardando ser escrita para quase 2 mil povos etnolinguísticos. Tradução tem um passado marcado por muitas lutas, perseguições e sangue derramado, justamente por causa do debate das dificuldades e consequências envolvidas no processo. Por diversos momentos a Igreja se deparou com a seguinte pergunta: proteger e preservar o texto sagrado ou traduzir e arriscar incorrer em possíveis erros? Me permita um parêntese aqui: essa pergunta, ainda hoje, ecoa de forma aguda no peito de muitos tradutores da Bíblia.
    Mas foi em momentos em que a Igreja tentou proteger a Bíblia, evitando que ela estivesse disponível a todos, blindando-a para evitar que se incorresse em erros de interpretação e resguardando o seu acesso apenas aos líderes da igreja é que Deus levantou homens como John Wycliffe, William Tyndale, Lutero e muitos outros. Estes foram tradutores que, para colocar a palavra de Deus na mão de pessoas que não tinham acesso a ela, pagaram com suas próprias vidas. Wycliffe, por traduzir para o Inglês, foi condenado como herege e, após morto, foi exumado e teve seus ossos queimados e as cinzas lançadas no rio Swift, na Inglaterra. Tyndale viveu uma vida de perseguição e fuga até que, ao final, foi estrangulado e em seguida teve o seu o corpo queimado.
    Retornando à nossa pergunta inicial, o que um tradutor precisa saber para realizar sua missão? Em nosso primeiro texto, mostramos que verter a Palavra de Deus para uma outra língua requer conhecimento em tradução, linguística, antropologia, tecnologia e outras áreas, sem mencionar uma sólida formação em teologia bíblica e conhecimento do grego e hebraico bíblico.
     Como você já notou, desde o início deste texto estamos abordando a natureza da ciência da tradução propriamente. Como toda ciência, ela possui teorias e métodos que vem se desenvolvendo com o avanço dos estudos. Historicamente, a discussão girou em torno da busca por um resultado que se aproximasse de uma tradução com uma equivalência mais formal, preservando as estruturas e formas do texto, resultando em uma tradução mais literal, ou, a produção de um trabalho em se que apresentasse um texto mais dinâmico, priorizando a comunicação do sentido do texto fonte.
    De maneira geral, toda boa tradução bíblica tem por alvo a incansável produção de um texto claro, preciso, natural e aceitável. A presença desses quatro elementos é essencial. Por se tratar da Palavra do nosso Deus, é sine qua non que ilimitados esforços sejam aplicados na proteção da fidelidade do sentido do texto. Também uma produção textual que respeite as regras da língua alvo, possibilitando uma leitura que possa ser feita com clareza e fluidez é de suma importância. Não há razão para a existência de um texto artificial e com poucas condições de leitura. Não foi por acaso que o Novo Testamento foi escrito em Grego Koine, que era um grego mais popular e acessível a todos.
    Espero que você tenha compreendido um pouco dos desafios da tradução da Bíblia. Este é uma história ainda não concluída, pois muito ainda há por se fazer. Perseguições, lutas e sangue a ser derramado ainda precisam ser superados para que a boa mensagem do Evangelho chegue às mãos dos que ainda não a conhecem, e Cristo, nosso mestre, seja anunciado entre todos os povos. Também a história nos ensina que a palavra do nosso Deus permanece para sempre. Ela já atravessou milênios, é o livro mais traduzido, lido e distribuído na humanidade e tem se provado indestrutível na sua vulnerabilidade. E não apenas a história nos ensina isso, pois o nosso próprio Senhor nos diz que “Para sempre, ó Senhor, está firmada a tua palavra no céu.” (Sl 119.89).
jesseJessé Fogaça - Pastor presbiteriano, linguista e tradutor da Bíblia. Membro da Agência Presbiteriana de Missões Transculturais (APMT), Associação Linguística Evangélica Missionária (ALEM), Australian Society for Indigenous Languages (AuSIL) e Summer Institute of Linguistics (SIL Internacional).

sábado, 5 de novembro de 2016

Nova Metodologia de Tradução Bíblica chega à África Ocidental


http://www.radarmissionario.org/

Brigite Manga tem 21 anos. Como mulher tem muitas tarefas em casa, mas quando ouviu falar de uma nova metodologia de tradução da bíblia não pensou duas vezes para dizer sim ao convite de participar de uma oficina MAST (Mobilização, Apoio e Suporte à Tradução) como tradutora da língua Djola Baiote. E nem mesmo os cuidados com a filha de um ano, a pequena Ercília, tiraram o ânimo de Brigite para traduzir.
Aos poucos, versículo por versículo, o texto bíblico foi surgindo em um novo idioma. Os Baiote vivem predominantemente na fronteira entre Guiné-Bissau e Senegal,  países africanos. Eles são animistas, acreditam em espíritos e fazem sacrifícios. Mas, estão sendo alcançados pelo Evangelho de Cristo, como Brigite.
A primeira oficina MAST em Guiné-Bissau encontrou uma igreja forte, esperançosa e alegre com a possibilidade de traduzir a Bíblia para os grupos étnicos que representam mais de 30 línguas no país. A Igreja Evangélica de Guiné-Bissau escolheu 22 cristãos que falam crioulo (língua fonte) e duas línguas nativas, Djola Baiote e Balanta Naga,  para participarem da experiência com a nova metodologia de tradução durante duas semanas. “É como se estivéssemos vivendo um novo Pentecostes. Lá, os discípulos começaram a pregar e as pessoas ouviam na sua própria língua. Traduzir a Bíblia para as línguas do nosso povo é o início de um avivamento em Guiné-Bissau”, disse Abrão Indibé, um dos tradutores.

terça-feira, 6 de setembro de 2016

Pode o Evangelho ser conhecido na Índia urbana?


Por Jessica Grant
http://ultimato.com.br/
#ELJ2016 – O mapa que mostrava onde estão os grupos ainda não alcançados pintava de vermelho diversos pontos na Índia, uma das maiores nações do mundo com mais de 1 bilhão de habitantes. Para Ravi “Jojo” Landge isso significava algo simples: “Preciso continuar fazendo o que já faço”, compartilhou durante o Encontro de Jovens Líderes 2016, organizado pelo Movimento Lausanne em Jakarta (Indonésia).
Ravi "Jojo". Foto: Jessica Grant
Ravi “Jojo”. Foto: Jessica Grant
Ravi está a frente do projeto “Love Delhi”, que atua em meio a juventude da capital indiana, a segunda cidade mais populosa do país. O hinduísmo é a religião de cerca de 80% dos moradores, seguida pelo islamismo. Os cristãos são menos de 1% e, para Ravi, muitos deles estão seguindo um modelo ocidental de religião que não impacta nem a milenar cultura indiana, nem a moderna juventude urbana.
Apesar de ser a quarta geração cristã em sua família, o cristianismo tornou-se a fé pessoal de Ravi quando jovem, quando ele processou o que significava e pode experimentar a alegria da salvação. “A Palavra de Deus explodiu em mim”, conta. Mas, mesmo sendo líder de louvor em sua igreja, ele estava cansado e com tédio da impessoalidade dentro da congregação. “Não deveria ser assim! Deus é um Deus engajado e alegre!”, pensava. Na sua perspectiva, Jesus atraía as pessoas, e a igreja deveria abandonar o modelo estrangeiro adotado e mostrar um cristianismo autenticamente indiano.
A percepção da necessidade de engajamento com sua própria cultura veio quando um dia, ao fazer evangelismo, encontrou dois homens que falaram que curtiram a ideia do que ele contava, mas pediram: “Cara, me fala o que está neste livro [a Bíblia]?”. “Eu não consegui explicar em hindi [língua de origem sânscrita oficial do país], e então percebi como as igrejas estavam formatadas para a cultura ocidental, usando só o inglês.” Hoje, em sua banda, Ravi canta apenas em hindi. Ele também faz questão de usar roupas indianas, especialmente a cor laranja, que significa devoção a Deus, renúncia do ser. “Precisamos aceitar quem somos, nossa cultura, nossa identidade, e o evangelho em meio a isso”, ele compartilha ao ressaltar sua visão de engajamento do cristianismo com a cultura.
Desde 2008 ele começou a atuar para tornar esta visão em realidade. Na universidade, colaborou com outros movimentos, especialmente de juventude, e depois o seu trabalho basicamente mudou do campus para os cafés. Com tentativa e erro, buscando sustentabilidade, o projeto foi tomando forma sempre com o objetivo de apresentar o cristianismo de maneira relevante ao seu contexto.
Um dos focos foi o “Love Campaign”, em que eles tinham por objetivo envolver as pessoas da cidade através do serviço para se motivarem a amar as pessoas de Délhi, de seu contexto, mesmo por ações simples, como não buzinar com raiva. A ideia era convidar as pessoas a se juntarem e a amarem. E com o tempo os frutos surgiam: pessoas antes viciadas em drogas se convertiam, suicidas eram atraídos pela música e encontravam vida.
Além de grandes eventos, como o também chamado “Love Delhi” de novembro de 2014, em que quase três mil pessoas participaram, hoje eles fazem encontros mensais em espaços não convencionais. Uma vez por mês eles se reúnem em uma cafeteria Starbucks, também envolvendo as pessoas que já estavam lá. Há narrativa de histórias, comédias, esquetes relevantes, música e outras formas de arte. “Basicamente contamos como o evangelho muda a nossa vida”, explica Ravi.
Já no centro de Délhi, também uma vez ao mês, organizam sua igreja em um estúdio. Para os “cultos”, convidam as pessoas que estão nas ruas com uma chamada: “Vamos pensar juntos como podemos amar Délhi? O que podemos fazer juntos para mudar a nossa cidade?”. E com o olhar focado nas injustiças, como uma discussão, atraem o mais variado público, fazem conexão com cada um deles. Depois começam a construir relacionamentos profundos para impactar não só a cidade, mas a vida daquelas pessoas. Eles dão seguimento, acompanham as pessoas e convidam para os outros eventos, também abrindo oportunidades de discipulado.
Entre os cristãos, alcançam as pessoas que “não curtem” a igreja, lidando com dificuldades e criando um espaço que podem compartilhar coisas que nunca compartilhariam no templo tradicional. Entre os não cristãos, Ravi aponta para uma oportunidade única: os jovens urbanos estão mais descolados de sua religião familiar, abertos para ouvir.
Ravi também já realizou oficinas em 10 cidades diferentes levando a ideia e a iniciativa está sob a alçada da missão Cooperative Outreach of India, a qual é diretor de missões jovens, e pode ser acompanhada pelo Facebook neste link. Hoje, casado e pai de dois filhos, Ravi vai continuar fazendo o que faz: impactando e amando de maneira relevante a Índia urbana.

• Jessica Grant é jornalista e tradutora (inglês – português), interessada em audiovisual e literatura. Está se preparando para entrar na ABUB (Aliança Bíblica Universitária do Brasil) como Assessora de Comunicação e Arte, atuando, entre outras coisas, com a peça de teatro “Experimento Marcos”.

terça-feira, 16 de junho de 2015

COMUNICAÇÃO DE SAÍDA DEFINITIVA DO PAÍS: O QUE É ISTO?


Muitos brasileiros deixam o País todos os anos em busca de educação, qualidade de vida e segurança. Embora os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e o Ministério de Relações Exteriores sejam divergentes, é certo que mais de 2,5 milhões de cidadãos brasileiros vivem, atualmente, em outros países. Porém, ao deixar o Brasil em busca de perspectivas melhores, algumas medidas devem ser tomadas, uma delas é a Comunicação de Saída Definitiva do País.
Neste post explicamos o que é a Comunicação Definitiva de Saída do País, para que serve e como ela deve ser feita.

O QUE É E PARA QUE SERVE A COMUNICAÇÃO DE SAÍDA DEFINITIVA DO PAÍS?

1. O QUE É A COMUNICAÇÃO DE SAÍDA DEFINITIVA DO PAÍS?
A Comunicação Definitiva de Saída do País (CSDP) é o documento que o cidadão brasileiro deve enviar para a Receita Federal do Brasil comunicando a sua saída do país. Em outras palavras, este documento serve para informar ao fisco que, a partir de determinada data, o cidadão efetivamente deixou de ser residente no País.
2. POR QUE O CIDADÃO BRASILEIRO QUE DEIXA O PAÍS DEVE ENVIAR A CSDP À RECEITA FEDERAL DO BRASIL?
É importante que a Comunicação de Saída Definitiva seja enviada à Receita Federal por três motivos:
  • Imposto de Renda é uma responsabilidade do cidadão perante o fisco. Com a Comunicação de Saída (e, posteriormente, a Declaração de Saída), ele fica “liberado” desta obrigação. Caso não o faça, posteriormente, você poderá ter que fornecer esclarecimentos ao fisco e, em alguns casos, pagar multa;
  • para evitar que os contribuintes sejam tributados duas vezes na mesma fonte de renda. Ou seja, a partir do momento em que você envia a CSDP, você passa a prestar contas no País onde está residindo;
  • porque a não comunicação da mudança de domicílio pode fazer com que o contribuinte tenha dificuldade de explicar o seu patrimônio – bens e recursos eventualmente acumulados no exterior – caso ele decida regressar ao Brasil. Se o aumento do patrimônio não tem explicação, ou seja, surge do nada, o imposto é cobrado na totalidade. Ex: Um imóvel adquirido por R$ 450mil será tributado no seu valor total;
3. QUAL É O PRAZO PARA ENCAMINHAR A CSDP?
O prazo para envio da Comunicação de Saída Definitiva do País depende da forma com que a saída do cidadão efetivamente aconteceu:
  • Saída em caráter permanente: a partir da data da saída até o último dia do mês de fevereiro do ano-calendário subsequente;
Comunicação de Saída Definitiva do País - Permanente
  • Saída em caráter temporário: a partir da data da caracterização da condição de não residente e até o último dia do mês de fevereiro do ano-calendário subsequente.
Comunicação de Saída Definitiva - Permanente

4. QUAL A DIFERENÇA ENTRE SAÍDA EM CARÁTER PERMANENTE E TEMPORÁRIA?
  • Caráter temporário: ocorre quando não há uma decisão prévia de deixar o País. Ou seja, o cidadão viaja para o exterior com a intenção de passar alguns dias/meses mas, acaba decidindo não retornar e ficar residindo no exterior.
  • Caráter permanente: ocorre quando há uma decisão prévia de deixar o País, ou seja, quando a pessoa embarca (em geral com a família), já sabendo que vai ficar um tempo, determinado ou não, fora do Brasil. Nesta situação, em geral, ele se prepara para a mudança de País, por isso o prazo diferenciado.

COMO FAÇO A COMUNICAÇÃO DE SAÍDA DEFINITIVA DO PAÍS?

5. COMO FAÇO PARA ENVIAR A COMUNICAÇÃO DE SAÍDA DEFINITIVA DO PAÍS?
Para fazer a CSDP basta acessar a página da Receita Federal do Brasil (clique aqui) , preencher as informações solicitadas e seguir as instruções para enviá-la ao fisco.

quarta-feira, 21 de maio de 2014

A cultura, esta nossa inimiga




Bráulia Ribeiro

Hospedados numa casa de duas missionárias, ao lado de um lago do rio Purus, eu me perguntava se não estávamos cometendo um pecado contra os índios que tentávamos servir. A casa era um barraco de madeira, sem banheiro nem água encanada, com dois quartos minúsculos, uma sala sem móveis e uma cozinha com fogão, uma mesinha simples e uma bacia com água à guisa de pia. Porém, estávamos cercados de barracos indígenas sem parede, com telhados de palha e chão de tronco de palmeira, apenas um pouco acima do solo lamacento das margens do lago. A etnia Paumari do Amazonas aprende a nadar antes de aprender a andar e vive em total simbiose com o lago e o majestoso rio Purus.

O meu entendimento missiológico dizia-me que a cultura era formada principalmente pelas técnicas, pelos instrumentos, rituais e programas que determinavam a adaptação de um agrupamento humano a seu meio ambiente. Cultura é não só o que vestimos, o que comemos, como comemos, como amamos e como andamos, mas também o que pensamos sobre o que vestimos e sobre como comemos, amamos e andamos.

Na antropologia de Boas e Strauss, que me influenciou, a cultura tem um forte significado material e implica a submissão humana aos preceitos funcionais que a governam. A cultura se traduz no que se vê e é tão frágil quanto o estilo de vida indígena. Se as circunstâncias materiais mudam, a cultura morre. Por isso, defende-se nessa tradição antropológica o isolamento das tribos. Melhor isolar para que não se “contaminem”. Se forem “contaminados” pela polinização cultural, deixam de ser quem são.

Os pesquisadores dessa linha estavam sempre interessados no passado, na vida tradicional, e até mesmo criaram um conceito chamado de “presente histórico”, que congelava as culturas num estado atemporal. À sombra da mesma ideia da “kultur”, depois de Lausanne desenvolvemos uma missiologia do respeito, mas algumas ideias chegando quase à idolatria da cultura, confundindo o valor das gentes com o valor das cores, comidas e danças das gentes. Eu não me atrevia nem mesmo a pensar que os Paumari poderiam querer um dia morar diferente. Casebre flutuante lutando contra a enchente do rio seria parte essencial do jeito Paumari de ser.

Trabalhei com indígenas “de verdade” -- do tipo pelado que caça de arco e flecha -- e com aqueles cercados pelo estilo de vida e desafios das cidades. Concluí que a cultura humana é mais que sua dimensão material. Sou tão brasileira morando no exterior, como o era morando no Brasil. Cultura são as gentes, suas histórias, suas memórias; cultura é um conjunto de acervos intangíveis. É a narrativa épica, é o conteúdo emocional que só existe se existir o povo. De “blue jeans” ou de tanga, carrego na alma a marca da minha cultura.

Sou defensora ferrenha da missão que se encarna, que se empobrece, que se desnuda. Porém, creio também que para além dela temos de ser a missão que empodera para que se vença a pobreza, a missão que educa para que as gentes se dispam de aspectos perniciosos de suas culturas, mas continuem sendo elas mesmas. 

O sociólogo Robert Woodberryfez uma descoberta extraordinária e que enfraqueceu o mito do missionário ocidental “destruidor” de culturas. Com abundância de quadros de estatísticas e quatorze anos de pesquisa, ele percebeu que o fator que separou países da África que hoje se afundam na miséria e em governos tirânicos daqueles que experimentam a liberdade democrática foi um só: missionários protestantes que se empenharam em pregar um evangelho que transformasse as culturas onde trabalharam.

Que a nova geração de missionários recupere a iconoclastia do evangelho e o desrespeito que este amor tem por aquilo que não é amor. A cultura digna de ser preservada é a cultura que transmite e nutre o amor.

Nota
1. Woodberry, Robert D. 2012. “The Missionary Roots of Liberal Democracy.” “American Political Science Review”, n. 106 (2).

• Bráulia Ribeiro trabalhou na Amazônia durante trinta anos. Hoje mora em Kailua-Kona, no Havaí, com sua família, e está envolvida em projetos de tradução da Bíblia nas ilhas do Pacífico. É autora deChamado Radical e Tem Alguém Aí em Cima?. Acompanhe mais conteúdo no blog pessoal de Bráulia.

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Calcule seus gastos de viagem/moradia em diversos países do mundo com Numbeo



Na hora de planejar uma viagem ao exterior sempre dá aquela dúvida na hora de estimar os gastos. Conhecer alguém que more no lugar ajuda, mas e quando não é esse o caso?
A solução para o problema é o Numbeo, site que engloba estatísticas de custo de vida de cidades do mundo inteiro. Você pode não só conferir os dados do país que vai visitar como também ajudar com as estatísticas da cidade onde mora. No mapa abaixo, os marcadores vermelhos são as cidades mais caras e os verdes claros são as mais baratas.


As informações vão desde alimentação e transporte até preços de aluguel, salário mínimo, clima, poluição e qualidade de vida, servindo tanto pra quem quer viajar quanto para quem vai morar em determinada cidade. Você ainda pode escolher em que moeda quer visualizar as informações (use BRL para real).
Links úteis dentro do site:

domingo, 19 de janeiro de 2014

Como funcionam os albergues ou hostels


O albergue (ou hostel) é um meio de hospedagem bastante econômico encontrado em muitas cidades turísticas do Brasil e do exterior. Mas não espere que preço baixo rime com conforto. O associado tem direito à utilização de uma cama em dormitório coletivo, além de café da manhã e ambientes comunitários, como sala com TV e cozinha.
Os albergues brasileiros são credenciados à rede Hostelling International, que possui mais de 4 mil unidades em todo mundo. A filosofia do sistema é, além de proporcionar hospedagem a preços módicos e para todas as idades, promover o encontro de pessoas e culturas diferentes.
albergue em paris
Reprodução/Hostelling International
Albergue Léo Lagranfe, em Paris

A idéia teria surgido em 1909, quando um professor alemão foi surpreendido por uma tempestade e teve de se refugiar em um abrigo. Três anos depois surgiu o primeiro hostel, no castelo de Altena, também na Alemanha. O local, um prédio histórico, ainda funciona como albergue. Na década de 20, outros estabelecimentos do gênero foram abertos pela Europa. Atualmente, é muito procurado por jovens mochileiros de todo o mundo.

O que o viajante tem de fazer para ficar num albergue

Para hospedar-se em um albergue da rede Hostelling International (site em inglês), é necessário associar-se. Existem três tipos de Carteira de Alberguista. São elas: a Internacional, a Nacional e a Família. 


A primeira delas é válida tanto no Brasil como no exterior. São mais de 4 mil albergues da rede espalhados pelo mundo. Para emitir essa carteira é necessário pagar uma taxa de R$ 40. Crianças e adolescentes entre 10 e 17 anos pagam R$ 24. Menores de nove anos não precisam fazê-la.
Carteira de alberguista
Associação de Hostels do Paraná
Carteira de alberguista
A Carteira de Alberguista Nacional é válida somente nos mais de 70 estabelecimentos da rede espalhados pelo Brasil. Para solicitá-la, é necessário pagar uma taxa de R$ 20.
A modalidade Família também é válida somente no Brasil para o titular, além do(a) esposa(o), companheira(o), namorada(o) e dependentes com idade até 18 anos. Não há limite máximo de pessoas. Os dependentes deverão mostrar a condição de associado alberguista através de qualquer documento que comprove sua condição de filho ou filha do titular da carteira ou do acompanhante. O valor dela é de R$ 30.


Para confeccionar uma das carteiras é necessário preencher um formulário, apresentar um comprovante de residência, uma cópia do documento de identidade e o comprovante do pagamento da taxa. É possível fazer o documento pela internet (www.alberguesp.com.brwww.hostel.org.br) ou comparecendo pessoalmente nos endereços também listados nos sites. Quem fizer pela internet pagará uma taxa de R$ 4 pela entrega da carteira via correio. A validade é de um ano a partir da data de emissão.


Alguns albergues têm restrições específicas, por isso, informe-se antes. Na região da Bavária, na Alemanha, os albergues da rede recebem apenas pessoas com menos de 26 anos. Não há restrições de idade em outros lugares do mundo.


Lembre-se também de que é proibido comer, ingerir bebidas alcoólicas e fumar nos quartos. Drogas, nem pensar!


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