A Missão AMME Evangelizar produziu o documentário Vagalumes (1h20), narrando a chegada e expansão do evangelho no povoado de Juá, no sertão nordestino.
Já pensou no que pode acontecer quando você obedece o chamado de Deus?
Vagalumes é o documentário que mostra os frutos do trabalho de evangelização pioneiro realizado no povoado do Juá, na época em que a região não tinha presença evangélica. Assista a este edificante trabalho:
Em 2017, a Organização das Nações Unidas (ONU) elegeu a mandioca como o alimento do século 21. A raiz é um dos principais alimentos para mais de 700 milhões de pessoas, principalmente em países em desenvolvimento.
Asituação precária de Bangladesh torna a vida de muitos habitantes difícil, além de não terem eletricidade, internet, água limpa, comida, ainda sofrem com a alta temperatura.
Em Daulatdia um vilarejo no país com aproximadamente 28 mil pessoas, empilhadas em casebres sem água corrente, com temperaturas que passam de 45ºC, criaram o primeiro ar-condicionado sem eletricidade, com baixo custo já que é feito de garrafas pet e papelão.
São feitos furos no papelão, e preenchidos com garrafas pet. Após finalizado, o ar-condicionado é colocado na frente da porta ou janela. O efeito refrigerador é imediato e abaixa 12º celsius.
Isso acontece pois o ar quente entra nas garrafas pelo lado de fora e depois manda um ar mais frio pra fora pela passagem da garrafa. Além de ajudar na refrigeração deste lugar, também incentiva a reciclagem.
O Eco-cooler com certeza é uma ideia muito criativa e que ajuda muito essas pessoas, veja o vídeo abaixo de como funciona essa invenção:
Brigite Manga tem 21 anos. Como mulher tem muitas tarefas em casa, mas quando ouviu falar de uma nova metodologia de tradução da bíblia não pensou duas vezes para dizer sim ao convite de participar de uma oficina MAST (Mobilização, Apoio e Suporte à Tradução) como tradutora da língua Djola Baiote. E nem mesmo os cuidados com a filha de um ano, a pequena Ercília, tiraram o ânimo de Brigite para traduzir.
Aos poucos, versículo por versículo, o texto bíblico foi surgindo em um novo idioma. Os Baiote vivem predominantemente na fronteira entre Guiné-Bissau e Senegal, países africanos. Eles são animistas, acreditam em espíritos e fazem sacrifícios. Mas, estão sendo alcançados pelo Evangelho de Cristo, como Brigite.
A primeira oficina MAST em Guiné-Bissau encontrou uma igreja forte, esperançosa e alegre com a possibilidade de traduzir a Bíblia para os grupos étnicos que representam mais de 30 línguas no país. A Igreja Evangélica de Guiné-Bissau escolheu 22 cristãos que falam crioulo (língua fonte) e duas línguas nativas, Djola Baiote e Balanta Naga, para participarem da experiência com a nova metodologia de tradução durante duas semanas. “É como se estivéssemos vivendo um novo Pentecostes. Lá, os discípulos começaram a pregar e as pessoas ouviam na sua própria língua. Traduzir a Bíblia para as línguas do nosso povo é o início de um avivamento em Guiné-Bissau”, disse Abrão Indibé, um dos tradutores.
A metodologia MAST foi desenvolvida pela missão Wycliffe Associates e, desde o ano passado, está sendo adotada por diversas etnias, pastores, líderes e missionários ao redor do mundo. O principal objetivo é o cumprimento da Grande Comissão e da Visão 2025: a Bíblia traduzida para todos os povos nos próximo nove anos. O desafio é enorme! E você também pode fazer parte dessa história no Brasil. Se você tem alta habilidade em inglês, português, linguística ou teologia, venha ser um voluntário da Wycliffe Associates. Entre em contato pelo e-mail: mastnobrasil@gmail.com
É de conhecimento geral que, em determinados contextos missionários, notadamente em regiões pobres e/ou isoladas, ou quando lutamos com falta de recursos financeiros, tem-se dificuldade em providenciar mobília (bancos/cadeiras, mesas e mesmo um púlpito) para a igreja.
Pensando nisso, publicamos aqui diversos vídeos onde se ensina a construção de alguns modelos de bancos simples. Os modelos podem ser adaptados para um tamanho maior, ideal para igrejas.
Construção de banco, vídeo em três partes
Agora alguns vídeos em inglês. Cada marceneiro constrói seu banco com pequenas variações, veja a que melhor se adapta às suas possibilidades.
Matthew Youlden fala nove idiomas fluentemente e entende, pelo menos, mais de doze. Nós trabalhamos no mesmo escritório em Berlim, assim, frequentemente, eu o vejo em ação utilizando suas ferramentas, trocando de idioma como um camaleão muda de cor. Na verdade, por um bom tempo, eu sequer sabia que ele era britânico.
Quando eu contei ao Matthew a batalha que foi para eu aprender um segundo idioma, ele me deu os seguintes conselhos. Dessa forma, se você acreditar que você nunca poderá ser bilíngue, preste bem atenção nas próximas linhas!
1. SAIBA O PORQUÊ VOCÊ ESTÁ FAZENDO ISSO
Isso parece óbvio mas se você não tiver uma boa razão para aprender um idioma, haverá menos probalidade de você se manter motivado durante a longa caminhada. Querer impressionar falantes do inglês com o seu francês não é uma boa razão: já, querer conhecer um francês ou uma francesa no seu próprio idioma, é algo completamente diferente. Não interessa o seu motivo, uma vez que você decidiu aprender um idioma, é fundamental se manter firme em sua decisão: “Tudo bem, eu quero aprender esse idioma e, por isso, vou fazer tudo o que puder neste idioma, com este idioma e por esse idioma.”
2. MERGULHE DE CABEÇA
Então, você fez a promessa. E agora, como fica? Como continuar? Há uma maneira certa, um caminho apropriado para aprender? Matthew recomenda a abordagem máxima de 360°: não importa quais ferramentas você usar, é fundamental praticar seu novo idioma todos os dias. “Eu tenho uma tendência de querer absorver o máximo possível no início. Assim, se eu estou aprendendo algo eu mergulho no aprendizado e tento usar o que estou aprendendo sempre que posso e todos os dias. Conforme os dias passam, eu tento pensar, escrever e falar comigo mesmo neste idioma. Para mim é preciso colocar em prática aquilo que você está aprendendo - seja escrevendo um e-mail, falando sozinho, ouvindo música, ouvindo rádio. Envolver-se, mergulhar na nova cultura é extremamente importante.” Lembre-se, a melhor forma de falar um idioma é fazer com que as pessoas falem com você. Ser capaz de ter uma simples conversa com alguém é uma enorme recompensa para si mesmo. Atingir metas como essas no início, tornará mais fácil a tarefa de manter-se motivado e continuar praticando: “Eu sempre tenho em mente que o melhor caminho é adaptar o próprio jeito de pensar ao jeito de pensar daquele idioma. Obviamente, o falante do espanhol ou o falante do hebraíco ou o falante do holandês não possue somente uma forma única de pensar, mas a ideia é utilizar o idioma para criar o seu próprio mundo linguístico.”
3. ENCONTRE UM PARCEIRO
Matthew aprendeu vários idiomas junto com o seu irmão gêmeo Michael (eles decifraram o seu primeiro idioma estrangeiro, o grego, quando tinham apenas oito anos). Matthew e Michael ou os irmãos super-poliglotas, como eu gosto de chamá-los, ganharam seus superpoderes através de uma saudável rivalidade entre irmãos. “Nós estávamos sempre muito motivados e ainda estamos. Nós nos provocamos constantemente, praticamente empurramos um ao outro para conseguirmos chegar lá de verdade. Se ele percebe que estou conseguindo mais que ele, ele fica meio enciumado e tenta me alcançar (talvez porque ele seja meu irmão gêmeo) - e vice-versa.” Mesmo que você não tenha um irmão para viver sua aventura linguística, ter qualquer outro tipo de parceiro estimulará os dois a sempre se esforçarem um pouco mais e não deixar a bola cair: “Eu acho que essa é uma forma muito boa de aprender. Ter alguém com quem você possa falar é a ideia atrás do aprendizado de um idioma.”
4. CONCENTRE-SE NAQUILO QUE É IMPORTANTE
Se você fizer da conversação o seu objetivo desde o início, você provavelmente não ficará se perdendo nos livros didáticos. Assim, conversar com pessoas que falam esse idioma será a parte mais relevante do seu processo de aprendizado: “Você está aprendendo um idioma para ser capaz de usá-lo. Você não vai falá-lo consigo mesmo. O lado criativo de aprender um idioma, é realmente colocá-lo em uso em situações do dia a dia - seja escrevendo letras de música, conversando com pessoas ou usando-o quando você viaja para o exterior. Se bem que você não precisa, necessariamente, viajar para o exterior para usá-lo, você pode ir no restaurante grego ali na esquina e pedir em grego.”
5. DIVIRTA-SE COM O APRENDIZADO
Usar o seu novo idioma é, de qualquer forma, um ato criativo. Os irmãos super-poliglotas praticavam seu grego compondo e gravando músicas. Pense em algumas formas divertidas de praticar seu novo idioma: faça um programa de rádio com um amigo, desenhe histórias em quadrinhos, escreva poemas ou simplesmente fale, fale e fale o máximo que você puder. Se você não conseguir descobrir uma forma de se divertir com o seu novo idioma, é possível que você não esteja seguindo o passo número quatro.
6. VIRE CRIANÇA NOVAMENTE
Isto não quer dizer que você deva sair por aí gritando sem parar, tendo ataques de choro ou que você deva melecar seu cabelo com comida quando for a um restaurante, mas sim, que você deve tentar aprender do jeito que as crianças aprendem. A ideia de que crianças aprendem melhor do que adultos tem provado ser apenas um mito. Novas pesquisas não puderam encontrar uma ligação direta entre idade e habilidade para aprender. A chave para aprender tão rápido como as crianças deve estar simplesmente em agir, em certas situações, da mesma forma que elas agem: por exemplo, a espontaneidade em falar aquilo que lhes vem à cabeça, o jeito com que brincam com tudo, inclusive com o idioma e a inexistência de bloqueios. Crianças, normalmente, não têm medo de dizer bobagens na hora de falar. Nós aprendemos errando. No caso das crianças espera-se que elas cometam alguns erros, já no caso dos adultos, isso parece ser um tabu. Pense em como é mais fácil ouvir de uma pessoa adulta, “Eu não sei”, do que, “ Eu ainda não aprendi isso” (Eu não sei nadar, eu não sei dirigir, eu não sei falar espanhol). Ser visto errando (ou tentando acertar) é um tabu social que não atinge as crianças. Aprender um idioma admitindo que você não sabe tudo (e que isso não é um problema) é a chave para se desenvolver e ser livre. Assim, deixe pra lá suas inibições do mundo adulto!
7. SAIA DA SUA ZONA DE CONFORTO
Boa vontade para cometer erros significa estar preparado para se colocar em situações embaraçosas. Eu sei, isso pode dar um medo danado, mas é a única maneira de se desenvolver e progredir. Não interessa o quanto você aprende, você não vai conseguir falar um idioma sem se mostrar: fale com estrangeiros na sua língua materna, pergunte pelo caminho, peça a comida no restaurante, tente contar uma piada. Quanto mais vezes você fizer isso, maior se tornará a sua zona de conforto e ficará muito mais fácil se sair bem em novas situações: “No início, você vai encontrar dificuldade: talvez com a pronúncia, talvez com a gramática, a sintaxe, ou você não conseguirá realmente entender as palavras. Mas eu acho que o mais importante é estar sempre desenvolvendo essa sensibilidade. Todo falante nativo tem uma sensibilidade para a sua língua materna e isto é o que faz dele um falante nativo - a capacidade de fazer do idioma o seu próprio idioma.”
8. OUÇA COM ATENÇÃO
Para aprender a desenhar, você precisa primeiro aprender a olhar, a observar. Da mesma forma, você precisa primeiro aprender a escutar para depois aprender a falar. O som de qualquer idioma parece meio estranho quando você o escuta pela primeira vez. Assim, quanto mais contato você tiver com esse idioma melhor. Os sons se tornarão cada vez mais familiares e, assim, será mais fácil falá-lo corretamente:
“ Nós somos capazes de pronunciar qualquer coisa, nós só não estamos acostumados a fazer isso. Por exemplo, o “r” rolado não existe na minha forma do inglês. Quado eu estavaaprendendo espanhol havia palavras com esse “r” duro como em perro e reunión. Para mim, a melhor forma de lidar com a situação era ouvir constantemente e visualizá-lo ou imaginar como ele deveria ser pronunciado, pois para cada som há uma parte específica da boca e da garganta que nós usamos para conseguirmos produzir aquele som.”
9. OBSERVE AS PESSOAS FALAREM
Idiomas diferentes exigem diferentes movimentos da sua língua, lábios e garganta. A pronúncia é muito mais um processo físico do que mental. “Uma forma de treino - e isso pode parecer bem estranho - é realmente olhar uma pessoa enquanto ela está pronunciando aquele som que você não consegue produzir e tentar imitar esse som o máximo de vezes que você puder. Confie em mim, vai parecer ser bem difícil no começo, mas você vai conseguir. Na verdade, pronúncia é algo bem fácil de ser feito corretamente; você só precisa treinar.” Se você não pode observar um falante nativo ao vivo e a cores, assistir filmes estrangeiros ou televisão pode ser um bom substituto.
10. FALE SOZINHO
Não há problema algum em falar sozinho quando você não tem ninguém para conversar. “Isso pode parecer muito estranho mas, na verdade, falar sozinho no idioma é uma forma excelente de praticá-lo se você não pode utilizá-lo o tempo todo.” Esse método pode manter novas frases e palavras na sua mente e ajudá-lo a melhorar sua confiança na próxima vez que você conversar com alguém.
(Bonus) RELAXE!
Você não chateará as pessoas se não falar bem o idioma delas. Se você começar uma conversa dizendo “Eu estou aprendendo e gostaria de praticar…”, a maioria das pessoas será paciente, encorajando você e sentido-se feliz em ajudar. Além disso, há aproximadamente um bilhão de falantes do inglês não-nativos no mundo todo, a maioria deles preferiria falar o seu próprio idioma se pudesse escolher. Tomar a iniciativa para entrar no mundo linguístico de alguém pode deixá-lo à vontade e fazer com que todos se sintam bem: “Com certeza, você pode viajar para o exterior falando seu próprio idioma mas você aproveitará muito mais se puder realmente se sentir à vontade no lugar onde está - conseguindo se comunicar, entender, interagir em todo tipo de situação que você possa imaginar.”
MAS QUAL É O SENTIDO?
Nós demos uma introdução em COMO começar a aprender um idioma mas talvez você ainda esteja pensando em PORQUE aprendê-lo? Matthew tem uma última observação a esse respeito: “Eu acho que cada idioma revela uma forma de ver o mundo. Se você fala um determinado idioma, você terá uma forma diferente de analisar e interpretar o mundo da do falante de um outro idioma. Até mesmo idiomas que são bem próximos como espanhol e português, que podem ser considerados mutuamente inteligíveis, são da mesma forma dois mundos diferentes - duas mentalidades diferentes. Por isso, depois de ter aprendido outros idiomas e de estar cercado por outros idiomas , eu não poderia renunciar a qualquer um deles pois eu estaria renunciando a possibilidade de ver o mundo de formas diferentes. Não somente de uma forma, mas de diferentes formas. O estilo de vida monolingual para mim, é muito triste, muito só, é uma forma mais chata de ver o mundo. Há tantas vantagens em aprender um idioma; eu realmente não consigo achar nenhuma outra razão para não fazer isso.”
O manejo da água sempre foi objeto da pesquisa da Embrapa e com a crise no abastecimento, que tem causado tantos prejuízos, é ainda mais urgente dar respostas para minimizar a escassez desse recurso.
Entre as etnias que deram origem ao povo do Rio Grande do Sul, os kaingang são uma cultura importante. Eles assimilam os conhecimentos dos brancos, mas lutam para manter os seus conhecimentos, e passá-los de geração em geração. No norte gaúcho, uma comunidade kaingang nos mostra seus hábitos e sua segurança alimentar. Em outubro se comemora a semana da alimentação.
Buzkashi (ou Kokpar) é o esporte mais barra pesada do mundo. É muito parecido com o polo, no qual os jogadores, de cima de seus cavalos, batem em uma bola com tacos e tentam marcar gols na área adversária. Um elitismo só. Buzkashi é praticamente igual. As únicas diferenças são que, em vez de uma bola, é usada a carcaça de uma cabra sem cabeça. E no lugar dos ricaços, temos jogadores, digamos, rústicos.
As regras variam, mas, em geral, os jogadores têm de agarrar a cabra decapitada, arrastá-la pelo campo e atirá-la em um determinado local, o "gol" adversário. Os outros atletas, chamados "chapandaz", tentam pegar o bicho de volta. No Afeganistão, onde é considerado o esporte nacional (o esporte é , a federação local determinou que é contra as regras atacar ou derrubar os outros de seus cavalos deliberadamente, mas é claro que, para um esporte que é disputado com chicotes e paus em punho, fica difícil fazer um "gol" sem apanhar no trajeto. Bater nos cavalos dos adversários com os chicotes, tudo bem, é liberado pelas regras.
Não raramente morrem "chapandaz", cavalos e espectadores que assistem a uma certa distância, mas, sem querer, acabam atropelados durante os confrontos.
O Afeganistão é o "país do buzkashi". Se um jogador de futebol com 40 anos já não serve para partidas profissionais de alto nível, aqui é o contrário: os "chapandaz" mais habilidosos costumam ser quarentões. Os prêmios são imensas quantias de dinheiro, terrenos ou lotes de AK-47.
O que é muito curioso é que, no Afeganistão, o buzkashi foi banido quase totalmente em 2002. Foi quando o grupo político extremista Talibã assumiu o poder e decretou que o esporte era imoral. Mas, tão logo o regime caiu, para o azar das cabras, o buzkashi voltou.
Esta versão sangrenta do polo começou a ser jogada 800 anos atrás, quando o exército de mongóis de Gengis Khan dominou boa parte da Ásia. De lá para cá, o buzkashi ficou bem mais profissional. Há times de várias regiões que se reúnem em locais dotados de arquibancadas, onde o público pode torcer. Os cavalos normalmente pertencem a militares ou governantes poderosos.
"Buzkashi Boys"
Este foi o esporte que inspirou o cinegrafista americano Sam French a produzir, em 2012, o documentário Buzkashi Boys. O trabalho foi indicado ao Oscar naquele ano.
French contou que foi para o Afeganistão atrás de uma garota em 2008 e acabou se apaixonando pelo país, e não por ela. "Eu imediatamente vi que havia uma desconexão entre o que nós víamos nas notícias e o que eu via todos os dias. Não são apenas bombas, balas e burcas", disse o cinegrafista em uma entrevista concedida em 2012.
O documentário foi gravado em Cabul, capital do Afeganistão, e mostrou as histórias de dois garotos: um mendigo que sonhava com uma vida melhor e um que queria seguir os passos do pai, um ferreiro. French se disse inspirado pelos dois meninos porque, nos Estados Unidos, eles sonhariam em ser estrelas do basquete ou do futebol americano. Ali, o sonho deles era jogar buzkashi e conseguir uma vida melhor.
A Copa acabou, o Brasil, por incrível que pareça, conseguiu um honroso 4º lugar, mas, do outro lado do mundo, um país inteiro estava ligado a outra competição. Na Mongólia, o grande torneio tem pessoas montadas em cavalos correndo pelas estepes. Esse é Naadam, festival em homenagem ao Gêngis Khan, o grande imperador mongol.
Todo jovem mongol, independentemente do sexo, sonha em ganhar uma medalha no Naadam, maior festival de esportes da Mongólia, inspirado no treinamento militar dos exércitos de Gênghis Khan, o conquistador que unificou um império duas vezes maior que o Brasil e fez fama pelas carnificinas em guerra.
Neste ano, o torneio coincidiu com a fase final do Mundial de futebol no Brasil. Com atletas de todos os cantos da Mongólia e turistas do mundo todo, o país também ficou em clima de festa. Mas a deles está mais para uma olimpíada. E cada cidade e aldeia celebra o festival, mas o mais famoso é o da capital, Ulan Bator.
A competição mais aguardada é a corrida de cavalos, disputada até por crianças, que atravessam 20 km entre as estepes. A festa, que começa no Estádio Central, é cheia de pompa, autoridades e VIPs que esperam a chegada dos nove estandartes brancos de Gêngis Khan para a abertura oficial. É a oportunidade perfeita para conhecer um pouco da cultura local: são mais de duas horas dedanças religiosas budistas, canções tradicionais, desfile de motoqueiros e shows de rock nacional. Certamente mais interessante que abertura da Copa no Itaquerão.
No fim do dia, a maioria permaneceu nas estepes e dormiu em uma ger, habitação circular que serve de quarto e sala e é utilizada pelos nômades, que representam 30% da população local. Como os exércitos de Gêngis Khan, eles se movimentam por campos e aldeias.
Além de aproveitar o festival, o verão é a melhor época de conhecer Ulan Bator sem voltar asfixiado. A cidade vive em acelerado crescimento econômico por causa mineração, que dá a ela outro título, de capital mais poluída do mundo. No inverno, além do carvão das usinas, a população utiliza o mineral para se aquecer de temperaturas que chegam a -30°C – na época do Naadam, as temperaturas chegam a agradáveis 20°C.
Dá para passear pelas ruas abarrotadas de gente (mais de 30% da população do país vive na capital), admirar modernos edifícios e antigos monumentos. Sem parar, coma de pé um buuz, tradicional bolinho recheado de carne de carneiro no vapor, acompanhado de chá gorduroso feito com leite salgado, combo mais pedido da rede de fast-food Khan Buz.
E, diferentemente da nossa Copa, a dos mongóis ocorre todo ano.
O festival é patrimônio imaterial da Unesco, que mostra como é a coisa toda neste vídeo: