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terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

7 cidades sagradas para as maiores religiões do mundo

Por Luíza Antunes
Bilhões de pessoas no mundo têm crenças baseadas em uma religião. A fé de cada pessoa pode ter um deus único, vários deuses ou até deus nenhum. Como a história das religiões está profundamente ligada à história da humanidade, listamos 7 cidades consideradas sagradas por algumas das maiores religiões do mundo.

7. Amritsar, Índia – Sikhismo
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Talvez você nunca tenho ouvido falar dos Sikhs, mas saiba que o sikhismo é a sexta maior religião do mundo, com mais de 20 milhões de adeptos – cerca de 1,9% da população indiana, onde a fé dos sikhs se concentra. Amritsar é uma cidade no Norte da Índia, onde fica o Harmandir Sahib, ou o Golden Temple dos Sikhs. Tanto a cidade quanto o templo foram fundadas por gurus Sikhs no século 16. O Harmandir Sahib é uma construção grandiosa e atrai mais visitantes por dia que o Taj Mahal. O templo permite que qualquer pessoa, de qualquer idade, religião, sexo ou cor possa entrar e se purificar. Na cidade, não é permitido fumar ou consumir bebidas alcoólicas.

6. Hebron, Palestina e Israel – Judaísmo e Islamismo
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Hebron é uma das quatro cidades sagradas tanto para judeus quanto para muçulmanos. A cidade foi ocupada por Israel em 1967, mas acordos feitos em 1995 e 1997 garantiram que ela fosse dividida com a Palestina. É em Hebron que ficam os túmulos de figuras bíblicas que são considerados patriarcas e matriarcas do judaísmo, Abraão e Sarah, Isaac e Rebecca, Jacob e Leah. Para os muçulmanos, acredita-se que o Profeta Maomé esteve ali, no caminho entre Meca e Jerusalém. Além disso, Abraão também é considerado uma figura importante para o islã.

5. Bodhgaya, Índia – Budismo
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Também na Índia, fica Bodhgaya, uma das cidade sagradas para o Budismo, a quinta maior religião do mundo, com aproximadamente 376 milhões de adeptos. Foi ali, no nordeste da Índia, que Siddhartha Guatama passou 49 dias meditando embaixo da Árvore de Bodhi, atingiu o nirvana e se tornou Buda. Hoje em dia, em frente à árvore de Bodhi (que já teve que ser replantada 3 vezes) fica o templo Mahabodhi, considerado o mais sagrado dos templos budistas.

4. Varanasi, Índia – Hinduísmo
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Não é à toa que a Índia é considerado um país muito espiritualizado. Além das cidades já citadas, o Hinduísmo, terceira maior religião do mundo, com mais de 900 milhões de seguidores, foi fundado lá. No total, são sete as cidades sagradas para o Hinduísmo, mas a mais importante de todas elas é Varanasi, que também é considerada sagrada para os Budistas e Jainistas. Os hindus acreditam que a cidade foi fundada pelo deus Shiva. Eles vão ali para se purificar nas águas do Rio Ganges. Também acredita-se que quem morre em Varanasi consegue libertar sua alma.

3. Meca, Arábia Saudita – Islamismo
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A cidade mais sagrada para o mundo Islâmico, fé que reúne cerca de 1,6 bilhões de fieis, é Meca, na Arábia Saudita. Foi nessa cidade que o Profeta Maomé nasceu e em geral, os islâmicos oram voltados para essa direção. Ali, fica a maior mesquita do mundo, al-Masjid al-Haram. Todo muçulmano deve ir pelo menos uma vez na vida a Meca, uma tradição chamada Hajj. Nenhuma pessoa que não siga a religião islâmica pode entrar na cidade.

2. Cidade do Vaticano – Catolicismo
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O catolicismo reúne cerca de 1,2 bilhões de seguidores ao redor do mundo. É na cidade do Vaticano, um enclave no meio de Roma, que mora o Papa, principal líder religioso dos católicos, considerado o Vigário de Cristo. O primeiro papa foi São Pedro, para quem Jesus entregou as chaves do reino dos céus. É na cidade do Vaticano que foi construída a Basílica de São Pedro, e onde alegam estar a sua tumba, logo abaixo da igreja, onde fica uma antiga necrópole, que pode ser visitada por fiéis.

1. Jerusalém, Israel – Cristianismo, Judaísmo e Islamismo
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Jerusalém provavelmente é um dois locais mais sagrados e disputados do mundo. Essa é também uma das cidades mais antigas que exist0em, motivo de guerras e mais guerras ao longo dos anos, devido à importância espiritual que tem para Cristãos, Judeus e Muçulmanos. Ali você vai encontrar mesquitas, sinagogas e igrejas. No Monte Sião fica a igreja onde acredita-se que Maria, a mãe de Jesus, teria morrido. Lá também está o edifício onde pode ter ocorrido a última ceia e a tumba do Rei Davi. A via Sacra indica o caminho de Jesus até o calvário. O Domo da Rocha, que fica dentro da Mesquita de Omar, seria o lugar onde Maomé ascendeu aos céus. E o Muro das Lamentações é sagrado para o Judaísmo por ser parte do antigo Templo de Salomão.

sábado, 7 de maio de 2011

CRISTÃOS E MUÇULMANOS: UMA LONGA HISTÓRIA DE CONFLITOS

Alderi Souza de Matos

Introdução

Estamos acostumados a ouvir notícias sobre o relacionamento hostil entre palestinos e judeus em Israel. Vez por outra, também tomamos conhecimento de violentos choques entre muçulmanos e adeptos do hinduísmo e de outras religiões na Índia e em outros países asiáticos. Todavia, mais antigo e mais pleno de conseqüências para o mundo tem sido o relacionamento tenso - por vezes abertamente belicoso - entre cristãos e muçulmanos há quase 1400 anos. Os atentados terroristas nos Estados Unidos e outros países, as ações militares norte-americanas no Afeganistão e posteriormente no Iraque, e as iradas manifestações de muçulmanos em muitos países constituem mais um capítulo dessa longa história de conflitos.

1. O advento do islamismo

O Islamismo ou Islã foi fundado pelo mercador árabe Maomé (Muhammad, c.570-632) no início do século sétimo da era cristã. Essa que é a mais recente das grandes religiões mundiais sofreu influências tanto do judaísmo quanto do cristianismo, mas ao mesmo tempo opôs-se firmemente a ambos, alegando ser a revelação final de Deus (Alá). O livro sagrado do islamismo, o Corão (Qur`an), teria sido revelado pelo próprio Deus a Maomé, o último e maior dos profetas. A idéia básica do islamismo está contida no seu nome - islã significa "submissão" plena à vontade de Alá e "muçulmano" é aquele que se submete. Os preceitos centrais dessa religião incluem a recitação diária de uma confissão ("Não existe Deus senão Alá e Maomé é o seu profeta"), bem como a prática da caridade e do jejum, sendo este último especialmente importante durante o dia no mês sagrado de Ramadã. O culto é regulado de maneira estrita. Os fiéis devem orar cinco vezes ao dia, de preferência em uma mesquita ou então sobre um tapete, sempre voltados para Meca, a cidade sagrada do islã, na Arábia Saudita. Nas sextas-feiras, realizam-se cerimônias especiais. A peregrinação a Meca ao menos uma vez na vida também é uma prática altamente valorizada.

Desde o início o islamismo foi uma religião aguerrida e militante, marcada por intenso fervor missionário. Um conceito importante é o de jihad, ou seja, o esforço em prol da expansão do islã por todo o mundo. Esse esforço muitas vezes adquiriu a conotação de guerra santa, como aconteceu de maneira especial no primeiro século após a morte de Maomé, em 632. Movidos por um profundo zelo pela nova fé, os exércitos muçulmanos conquistaram sucessivamente a península da Arábia, a Síria, a Palestina, o Império Persa, o Egito e todo o norte da África. Nesse processo, o cristianismo foi enfraquecido ou aniquilado em muitas regiões nas quais havia sido extremamente próspero nos primeiros séculos. Lugares como Antioquia, Jerusalém, Alexandria e Cartago, onde viveram os Pais da Igreja Orígenes, Cipriano, Tertuliano e Agostinho, foram permanentemente perdidos pelos cristãos. Em 674, os muçulmanos lançaram os seus primeiros ataques contra Constantinopla, a grande capital cristã do Império Bizantino.

No ano 711, os mouros atravessaram o estreito de Gibraltar sob o comando de Tarik (daí Gibraltar, isto é, "a rocha de Tarik") e invadiram a Península Ibérica, ocupando a maior parte do território espanhol. Em seguida, atravessaram os Pirineus e penetraram na França, mas foram finalmente derrotados por um exército cristão comandado por Carlos Martelo, o avô de Carlos Magno, na batalha de Tours, em Poitiers, no ano 732. É verdade que, tanto no Oriente Médio e no norte da África quanto na Península Ibérica, os sarracenos foram relativamente tolerantes com os cristãos e os judeus. Estes geralmente não eram forçados a se converterem ao islamismo, mas tinham de pagar um imposto caso não o fizessem. Em todas essas regiões, muitos acabaram aderindo à nova religião. Em diversas áreas que conquistaram, os seguidores de Maomé criaram grandes centros de civilização, como foi o caso de Bagdá, do Cairo e da Espanha. O Califado de Córdova foi marcado por notável prosperidade, destacando-se pela sua belíssima arquitetura, seus elaborados arabescos, seus avanços nas ciências, literatura e filosofia.

2. As Cruzadas

O avanço islâmico teve profundas repercussões para o cristianismo. Como vimos, a Igreja Oriental ou Bizantina foi seriamente enfraquecida, tendo perdido algumas de suas regiões mais prósperas. A Igreja ocidental ou romana voltou-se mais para o norte da Europa. Com isso, o cristianismo tornou-se mais europeu e menos asiático ou africano. Também foi acelerado o processo de separação entre as Igrejas grega e latina. Outro problema para os cristãos foi a mudança da sua postura com relação à guerra e ao uso da força. Desde o início, os cristãos tinham aprendido de Cristo e dos apóstolos a prática do amor e da tolerância no relacionamento com o próximo. Agora, num mundo cada vez mais hostil à sua fé, eles acabaram abandonando muitos de seus antigos valores e passaram a elaborar toda uma série de justificativas filosóficas e teológicas para legitimar a violência em certas situações. Esse processo havia se iniciado com a aproximação entre a Igreja e o Estado a partir do imperador Constantino, no quarto século, tendo se intensificado nos séculos seguintes. Num primeiro momento, legitimou-se o uso da força contra grupos cristãos dissidentes ou heréticos, como os arianos e os donatistas. Séculos mais tarde, os cristãos haveriam de articular a sua própria versão de guerra santa, dirigindo-a principalmente contra os muçulmanos.

A maior, mais prolongada e mais sangrenta confrontação entre cristãos e islamitas foram as famosas Cruzadas, que se estenderam por quase duzentos anos (1096-1291). Antes disso, a cristandade já havia começado a lutar contra os muçulmanos na Espanha, no que ficou conhecido como a Reconquista, intensificada a partir de 1002 com a extinção do Califado de Córdova. Desenvolveu-se, assim, a partir da Península Ibérica, uma forma de catolicismo agressivo e militante, que haveria de estender-se para outras partes do continente. As cruzadas foram um fenômeno complexo cuja causa inicial foi a impossibilidade de acesso dos peregrinos cristãos aos lugares sagrados do cristianismo na Palestina. Por vários séculos, os árabes haviam permitido, salvo em breves intervalos, as peregrinações cristãs a Jerusalém, e estas haviam crescido continuamente. Todavia, a situação mudou quando os turcos seljúcidas, a partir de 1071, conquistaram boa parte da Ásia Menor e em 1079 a cidade de Jerusalém, fazendo cessar as peregrinações. Com isso surgiu na Europa um clamor pela libertação da Terra Santa das mãos dos "infiéis".

A primeira cruzada foi pregada pelo papa Urbano II, em Clermont, na França, em 1095, sob o lema "Deus vult" (Deus o quer). Depois de uma horrível carnificina contra os habitantes muçulmanos, judeus e cristãos de Jerusalém, os cruzados implantaram naquela cidade e região um reino cristão que não chegou a durar um século (1099-1187). A quarta cruzada foi particularmente desastrosa em seus efeitos, porque se voltou contra a grande e antiga cidade cristã de Constantinopla, que foi brutalmente saqueada em 1204. A oitava cruzada encerrou essa série de campanhas militares que trouxe alguns benefícios, como o maior intercâmbio entre o Oriente e o Ocidente e a introdução de inventos e novas idéias na Europa, mas teve efeitos adversos ainda mais profundos, aumentando o fosso entre as Igrejas latina e grega e gerando enorme ressentimento dos muçulmanos contra o Ocidente cristão, ressentimento esse que persiste até os nossos dias.

3. A Reconquista

É verdade que alguns cristãos daquele período tiveram uma atitude mais construtiva em relação aos islamitas, procurando ir ao seu encontro com o evangelho e não com a espada. Tal foi o caso de alguns dos primeiros membros das novas ordens religiosas surgidas no início do século XIII, os franciscanos e os dominicanos. O mais célebre missionário aos muçulmanos foi o franciscano Raimundo Lull (c.1232-1315), de Palma de Majorca, que fez diversas viagens a Túnis e à Argélia. Todavia, o espírito predominante do período foi o de beligerância não só contra os muçulmanos, mas mesmo contra grupos cristãos dissidentes, como foi o caso dos cátaros ou albigenses, no sul da França, aniquilados por uma cruzada entre 1209 e 1229. Também data dessa época o estabelecimento da temida Inquisição. Na Espanha, a Reconquista tomou ímpeto no século XIII e a partir de 1248 os mouros somente controlaram o Reino de Granada. Nos séculos XII e XIII, nesse contexto de luta contra os mouros, houve o surgimento de Portugal como um reino independente.

O Reino de Granada foi finalmente conquistado pelos reis católicos Fernando e Isabel em 1492, o mesmo ano do descobrimento da América. Após um período inicial de tolerância, foi lançada contra os mouros uma campanha de terror visando forçar a sua conversão e finalmente, em 1502, todos os muçulmanos acima de catorze anos que não aceitaram o batismo foram expulsos, assim como havia acontecido com os judeus dez anos antes. Sob a liderança de Tomás de Torquemada, a Inquisição espanhola, organizada em 1478, voltou-se de maneira especial contra os mouriscos e os marranos (muçulmanos e judeus convertidos ao cristianismo) acusados de conversão insincera.

Ao mesmo tempo em que o islamismo sofria essas pesadas perdas na Península Ibérica, obtinha estrondosos sucessos no Oriente Médio e na Europa oriental. Um novo poder islâmico, os turcos otomanos vindos da Ásia Central, depois de se estabelecerem firmemente na Ásia Menor, invadiram em 1354 a parte européia do Império Bizantino, gradualmente estendendo o seu domínio sobre os Bálcãs, em regiões que estiveram há alguns anos nos noticiários (Sérvia, Bósnia-Herzegovina, Albânia). Em 1453, eles tomaram Constantinopla (hoje Istambul), selando o fim do antigo Império Romano Oriental e impondo novas e pesadas perdas à Igreja Ortodoxa. Nos séculos XVI e XVII, os exércitos turcos haveriam de cercar por duas vezes Viena, a capital da Áustria (1529 e 1683).

4. Os dois últimos séculos

Um período especialmente humilhante para os muçulmanos diante do Ocidente cristão foi o colonialismo dos séculos XIX e XX, em que virtualmente todas as regiões islâmicas do Oriente Médio e do norte da África ficaram sob o domínio de países europeus como a França, a Inglaterra, a Itália e a Espanha. Até o início do século XIX, aquelas regiões tinham sido parte do vasto Império Otomano, com sua capital em Istambul. Com o colonialismo chegaram os missionários, tanto católicos como protestantes, com suas igrejas, escolas e hospitais. Após a Primeira Guerra Mundial, à medida que as novas nações árabes foram alcançando a sua independência, houve o crescimento do sentimento nacionalista e a reafirmação dos valores islâmicos. Ao mesmo tempo, o islamismo há muito havia ultrapassado os limites do mundo árabe, tendo alcançado, além dos persas e dos turcos, muitos outros povos na África e na Ásia, chegando até a Indonésia, hoje a maior de todas as nações muçulmanas, com mais de 100 milhões de habitantes. Em muitas dessas nações, árabes ou não, a presença de populações cristãs tem produzido graves conflitos entre os dois grupos, como tem ocorrido muitas vezes na Indonésia. Um acontecimento pouco divulgado foi o pavoroso genocídio promovido pelos turcos contra os armênios cristãos no início do século XX.

Outro evento que acabou por gerar nova animosidade entre os países muçulmanos e o Ocidente cristão foi a criação do Estado de Israel, em 1948, e a percepção de que o Ocidente, principalmente os Estados Unidos, apóia incondicionalmente o Estado Judeu em sua luta contra os palestinos e outros povos árabes. Dois novos ingredientes nessa luta foram o súbito enriquecimento de algumas nações árabes com a exploração do petróleo e o surgimento do fundamentalismo militante entre os xiitas, uma antiga facção islâmica minoritária ao lado da maioria sunita. A militância islâmica tem gerado várias revoluções e o surgimento de regimes islâmicos, como aconteceu há alguns anos no Irã. Além do apoio dos Estados Unidos a Israel, os fundamentalistas se ressentem da presença de tropas americanas na Arábia Saudita, o berço do islã, e da influência cultural do Ocidente nos seus respectivos países, vista como danosa para a sua fé e seus valores tradicionais.

Neste início do século 21, o islamismo representa o maior desafio para o cristianismo, em diversos sentidos. A invasão do Iraque e a enorme violência fratricida dela resultante têm sido muito negativas para a imagem do cristianismo junto aos muçulmanos. Ao contrário do que foi propalado no início da ocupação, as ações do presidente George W. Bush com o respaldo de muitos cristãos americanos não têm sido benéficas para a causa do evangelho no mundo islâmico. A situação dos cristãos que vivem em países muçulmanos também se agravou muito nos últimos anos. Como um dos "povos do livro" (expressão aplicada aos judeus e cristãos, visto serem mencionados no Corão), os cristãos precisam reconhecer os muitos erros cometidos contra os muçulmanos ao longo da história e renovar a sua determinação de contribuir para o bem-estar político, social e espiritual dos herdeiros de Maomé.

Perguntas para reflexão:
  1. Existe hoje, no Ocidente, uma atitude de crescente simpatia pelo islamismo, seus valores e sua cultura. Como os cristãos devem posicionar-se a esse respeito?
  2. Para um grande número de ocidentais, o interesse de muitos cristãos pela evangelização do mundo islâmico é algo "politicamente incorreto". O que se pode dizer disto?
  3. É legítima a contínua associação feita pelos muçulmanos entre as ações de governos e empresas ocidentais e o cristianismo? É lícito concluir que as ações políticas, militares e econômicas do Ocidente no mundo islâmico são motivadas por preocupações cristãs ou aprovadas pelos cristãos em geral?
  4. Os muçulmanos gozam de plena liberdade e tolerância religiosa no Ocidente, mas negam esses direitos aos cristãos no mundo islâmico. O que isso revela acerca do islamismo?
  5. De que maneiras os cristãos podem apoiar as reivindicações legítimas dos muçulmanos sem deixar de criticar os aspectos condenáveis do islamismo e sem se omitir nas suas responsabilidades missionárias para com o mesmo?
Sugestões bibliográficas:
  • ARMSTRONG, Karen. Em nome de Deus: o fundamentalismo no judaísmo, no cristianismo e no islamismo. São Paulo: Companhia das Letras, 2001.
  • BERTUZZI, Federico A. (Ed.). Rios no deserto: palestras sobre a evangelização de muçulmanos. São Paulo: Sepal, 1993.
  • CANER, Ergun Mehmet, e CANER, Emir Fethi. O islã sem véu: um olhar sobre a vida e a fé muçulmana. São Paulo: Editora Vida, 2004.
  • LO JACONO, Cláudio. Islamismo: história, preceitos, festividades, divisões. São Paulo: Globo, 2002.
  • RASHID, Ahmed. Jihad: a ascensão do islamismo militante na Ásia Central. São Paulo: Cosac e Naify, 2003.

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Como é Comemorado o Natal em Diferentes Países


Polônia

Nesse país, a ceia de Natal no dia 24, inicia quando surge no céu a primeira estrela. A família reúne-se à mesa, enfeitada a manjedoura. O momento culminante da ceia é a "Oplatek’’. É o momento de aproximação dos afastados física e espiritualmente, e, portanto, o momento de perdoar e afastar todos os pêsames, pois não se pode ficar próximo de alguém, perante a história, com desavenças no coração.
Na ceia não se come carne vermelha, mas sim peixes, acompanhados de vinho branco, sopa de cogumelo, pão, doces de mel, e torta de sementes de papoula. Após a família sentar-se à mesa, somente a dona de casa se levanta para servir as iguarias, e deixa-se sempre uma luta. A meia noite, os poloneses assistem à missa do galo. No dia 25, a festa começa no café da manhã, quando então pode ser servido presunto e carnes à vontade. Este desjejum é a refeição mais festiva do dia.
Já os presentes são trocados na data de seis de Novembro, dia de São Nicolau. Na Polônia, o ferro a história o presépio trazem a memória que não se trata apenas de um banquete, mas sim de uma verdadeira conciliação com Deus. O Natal na Polônia também não precisa o pinheiro enfeitado, semelhante ao nosso, no Brasil.


Alemanha

Na Alemanha, país rico em tradições natalinas, o momento mais importante do Natal constitui-se na reunião da família, durante a ceia ou o almoço também são tradicionais as chamadas "Feiras de Natal", onde se pode comprar tudo para as festividades: enfeites, pães, a árvore, figuras de presépio, pães de mel, amêndoas torradas, brinquedos de madeiras, artigos de lã, caramelos, chocolates.
Os musicais são uma constante, cada sete de dezembro, as crianças tiram uma "Prêmio" para o Natal, quando recebem presentes ou guloseimas, trazidas por "São Nicolaos" Ou Papai Noel, como conhecido entre nos.
Na noite de Natal, todos se reúnem nas suas casas, entoam cânticos e acendem as velas da árvore geralmente no Natal torcem para que neve forte, para eles um Natal sem neve é impossível, aqui no Brasil, as famílias de origem alemão perderam o costume de pinheiro natural muitos enfeites , o presépio, as canções e a reunião familiar. A neve ficou apenas como uma saudosa lembrança de seu país de origem.


França

Como não poderia deixar de ser um dos pontos fortes do Natal francês é a qualidade e diversidade dos alimentos servidos na ceia.
Cada região tem o seu prato tradicional: na Acácia, o prato principal é o ganso. Na Burgumdia, o peru com nozes e, para os parisienses, Natal é sinônimo de ostras e patê de faie gras.
Mas o Natal Francês não se limita à ceia. Também há o Papai Noel ,o "Papai Noel". Só que, lá, ele vem acompanhado de um outro personagem, o "Pere Fouetard". Que é encarregado de informar ao Papai Noel como foi o comportamento de cada criança durante o ano.
Os franceses gostam muito do presépio, frutas, geralmente em peças de cerâmica. Há uma longa tradição, no sul do pais, de artesãos especializados nos confecções de peças do presépio. Os molares para o feita de geração de o século XVII . No mês de dezembro as figuras do presépio podem ser adquiridas nas feiras realizadas em Marselha e AIX.



Venezuela


Uma das mais divertidas tradições de Natal do mundo é da Venezuela, e é praticada pelas crianças locais. A população da Venezuela tem o hábito de ir à primeira missa do dia (entre os dias 16 e 24 de Dezembro) - essa missa é chamada de Missa de Agrinalda.


Em Caracas, a capital do país, é com um que as crianças e adolescentes sigam para a missa de patins. Em muitos bairros, chega - se a fechar as ruas 
para os carros no período até às oito horas da manhã, para que as crianças possam ir patinando para a missa.


Mas o mais curioso é um habito que antecede a ida para a missa. De noite, na hora de dormir, muitas crianças amarram um barbante no dedão do pé, e colocam a outra extremidade do barbante pendurado para a fora da janela. Assim, os primeiros patinadores que passam para ir para a missa , vão dando um puxão nos barbantes atados nos pés dos mais preguiçosas, para acordá-los.



Índia

Enquanto os Brasileiros optaram por uma árvore de Natal que não é nativa do país o pinheirinho, os indianos elegeram as árvores nativas para decorarem durante o natal. Na índia, as bananeiras, mangueira é que são enfeitada é, em algumas casas usam-se as folhas de mangueiras para fazer decorações Natalinas. Em diversas regiões indianas usam-se pequenas lamparinas como enfeites que são colocadas sobre os telhados é muros. Mas, nas igrejas utilizam-se velas é uma flor que, embora mexicana, tornou-se a flor do Natal de vários locais o bico-de-papagaio, ou pointsettia.


México

Durante o Natal no México, a população aproveita não só para distribuir presentes mas para relembrar os difíceis movimentos que antecederam o nascimento de Jesus. Isto é feito em procissões . As pousadas que reproduzem o drama de Maria e Jesus procurando representar um local onde ficaram quando chegaram em Belém .
As procissões começam nove dias antes do Natal . Porque a ida da sagrada família de Nazaré para Belém levou nove dias.
Grupos de amigos e familiares se dividem em dois lados representam a Sagrada Família a Belém. Os dois peregrinos pediam abrigo aos donos de pousadas sendo recusados friamente em cada uma delas. Enfim chegam a casa que foi escolhida para abrigar um altar com um presépio onde são recebidos com festa. Então são feitas orações e tem início a comemoração do Natal.



China
    Os chineses cristãos comemoram o Natal decorando suas casas com coloridas lanternas de papel.
    Também as árvores de Natal que são chamadas de "árvores de luz’, são decoradas com lanternas, flores e outros enfeites de papel.
    Como as crianças americanas, as chinesas também penduram os seus pés de meia para que o PAPAI NOEL coloque ali os presentes. Mas lá o seu nome é um pouco mais complicado.
    O velhinho é chamado de Dun Lhe dao Ren, que significa ‘velho Natal’.
    Neste instante a grande maioria do chineses não é cristã. Para essa população a principal festividade deste período é a comemoração do Ano Novo chinês que acontece em uma data variável no final de janeiro.
    Durante a festa as crianças recebem novas roupas e brinquedos e há inúmeros shows de fogos de artifícios.
    Um espetáculo importante da comemoração do Ano Novo na chuva é a homenagem que se presta aos ancestrais. Retratos e pinturas dos ancestrais da família são colocadas na principal peça da casa para serem vistos e lembrados pelo seus atuais membros.
 
Hong Kong
    Dois dias depois do Natal, em 27 de dezembro , é que a população de Hong kong faz sua grande festa . É a Chiu, uma comemoração taoista voltada para a limpeza e renovação local. Os participantes dessa festividade convocam todos os seus poderes conjunto traga renovação para vidas.
    Sima dos Deuses patronais de cada templo da cidade são reunidas em um único local onde a população deposita oferendas .
    No final da comemoração os sacerdotes dos diversos templos lêem em voz alta o nome de cada um dos moradores do bairro onde está o templo. Então, pegam essa lista extensa de nomes, e a prendem em uma pandorga que começa a subir, colocando fogo na lista, deixando que suba em chamas, para o Céu.
Japão
    A festividade do natal foi introduzida no Japão pelos missionários cristãos e, durante muito tempo, a data era comemorada apenas pelos cristãos. Mas ultimamente, a grande maioria da população japonesa, que não é cristã, também passou a comemorá-lo. Isto se deve ao fato de que há, na cultura Japonesa, uma longa tradição de troca de presentes. E uma data que oficializa essa troca tornou-se um forte apelo para os japoneses.
    Um outro hábito relativo ao Natal também terminou por encontrar abrigo entre os japonenses. Como as bonecas sempre foram muito valorizadas em suas tradições, o presépio acabou também por encantar os japoneses--especialmente as meninas, que gostam de montar os seus próprios presépios. Há, no Japão, a figura mitológica de um monge que se assemelha muito à do Papai Noel. Ele é o hoteiosho, um bom velhinho que como Papai Noel, também leva um saco nas costas. Mas, diferentemente deste, ele tem um segundo par de olhos na parte de trás da cabeça, e as crianças são advertidas a se comportarem bem pois, caso contrário, o hoteiosho estará vendo--tudo--tudo o que fazem. Mas a data mais importante para os japoneses, em tudo a seu calendário de comemorações, é a do Ano Novo. Para marcar a sua chegada, as casas são totalmente limpas e decoradas no dia anterior. Depois dessa grande limpeza, as famílias colocam suas melhores roupas, e o pai, seguido de toda a família, caminha por toda a casa, exortado os maus espíritos a se retirarem, e chamando a boa sorte.

Inglaterra - Comemorando o Natal a mais de mil anos, a Inglaterra pode ser considerada expert em festejar a data. Assim como no Brasil, a tradição do país engloba a troca de presentes, pinheiros decorados e músicas natalinas.


Austrália – O Natal dos australianos lembra a origem britânica do país. Sendo assim, os elementos festivos remetem à cultura inglesa. Há, porém, uma diferença interessante. Por ser um país quente, alguns costumam comemorar o Natal nas belas praias australianas.


Suécia – Na Suécia e nos demais países escandinavos, o Natal coincide com as comemorações do Dia de Santa Luzia. Por conta disso, as festas começam no dia 13 de dezembro. Esta data é marcada por devotos, que participam de uma procissão empunhando tochas acesas.



Finlândia – Neste país há pelo menos dois costumes que causam estranhamento. O primeiro é que os finlandeses costumam freqüentar saunas na véspera de Natal. O segundo é a tradição de homenagear os entes falecidos nos cemitérios.


Rússia – Durante o regime comunista, as árvores de Natal foram banidas da Rússia para serem substituídas por árvores de Ano Novo. O Natal é comemorado 13 dias após a festividade ocidental. Segundo a tradição do país, a ceia deve ter mel, grãos e frutas, mas sem a degustação de carnes.


Iraque – O Natal do Iraque também é comemorado de forma acanhada. Os poucos cristãos do local festejam a data com a leitura da Bíblia em família. Outros realizam o “toque da paz”, uma espécie de bênção que as pessoas recebem de um padre.


África do Sul – Na África do Sul o Natal acontece no verão, quando a temperatura chega a passar dos 30 graus. Por conta do calor, os banquetes natalinos acontecem nos jardins ou no quintal. As árvores e os presentes de natal são obrigatórios.

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