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sábado, 26 de março de 2016

ESCASSEZ DE ÁGUA PODE LIMITAR CRESCIMENTO ECONÔMICO NAS PRÓXIMAS DÉCADAS, DIZ ONU


A América Latina está particularmente vulnerável, uma vez que a maior parte de suas economias é dependente de matérias-primas; setores como mineração e agricultura são intensivos no uso de água. Três em cada quatro empregos do mundo são forte ou moderadamente dependentes de água, segundo estimativa de relatório da Organização das Nações Unidas (ONU) publicado ontem (22/03/16), na ocasião do Dia Mundial da Água.

Consequentemente, a escassez e os problemas de acesso à água e ao saneamento podem limitar o crescimento econômico e a criação de empregos no mundo nas próximas décadas, de acordo com o documento, que citou a falta de investimentos em infraestrutura e os altos índices de vazamentos nos sistemas hídricos das cidades globais, inclusive de países desenvolvidos.
Segundo o Relatório Mundial das Nações Unidas sobre Desenvolvimento dos Recursos Hídricos, Água e Emprego, metade dos trabalhadores do mundo – 1,5 bilhão de pessoas – está empregada em oito indústrias dependentes de recursos hídricos e naturais: agricultura, silvicultura, pesca, energia, manufatura intensiva de recursos, reciclagem, construção e transporte.
“A água e o emprego estão indissociavelmente ligados em vários níveis, quer seja na perspectiva econômica, na ambiental ou na social”, disse a diretora-geral da Unesco, Irina Bokova.
A América Latina e o Caribe estão particularmente dependentes da água na criação de empregos, porque a maior parte de suas economias é ligada à exploração de recursos naturais, como mineração e agricultura (incluindo biocombustíveis). Em países como Brasil, Argentina, Chile, México e Peru, a irrigação também é responsável por uma parte importante da produção agrícola, particularmente para exportação.
“Apesar de a região (América Latina e Caribe) ter cerca de um terço da provisão de água no mundo, o uso intenso desse recurso em suas economias e sua dependência dos recursos naturais e dos preços internacionais das matérias-primas impõem importantes desafios para o crescimento econômico e a criação de empregos”, disse o relatório.
“As secas são frequentes na região. Secas severas podem levar a um aumento do desemprego, particularmente entre a população rural”, completou.
Segundo o relatório, os efeitos da escassez de água já puderam ser verificados em casos como o da cidade de São Paulo, cuja economia foi prejudicada em 2014 e 2015 pelas frequentes enchentes e secas severas.
Pressão crescente
O relatório citou o problema da crescente pressão sobre os recursos de água potável no mundo, exacerbado pelos efeitos das mudanças climáticas.
Enquanto a taxa de extração de águas subterrâneas cresce a 1% ao ano no mundo desde 1980, a população global deverá crescer 33% (de 7 bilhões para 9 bilhões de pessoas) entre 2011 e 2050, junto com um aumento de 60% da demanda por alimentos.
A expectativa é que, para cada grau de aquecimento global, aproximadamente 7% da população mundial enfrente uma diminuição de quase 20% dos recursos hídricos renováveis, segundo avaliação do Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática (IPCC).
O relatório da ONU apontou também forte ineficiência da infraestrutura de gestão de recursos hídricos dos países. A estimativa é que, globalmente, 30% da extração de água seja perdida em vazamentos. Em Londres, a taxa é de 25%, e na Noruega, de 32%.
“Essa projeção de escassez de água exigirá recursos hídricos não convencionais, como aproveitamento de águas pluviais, águas residuais recicladas e drenagem urbana”, disse o relatório. “O uso desses recursos hídricos alternativos criará novos empregos no desenvolvimento de pesquisas e tecnologias e na implementação de seus resultados.”
A expectativa é que outra fonte crescente de empregos sejam as energias renováveis. Segundo o relatório, em 2014, em torno de 7,7 milhões de pessoas no mundo foram empregadas (direta ou indiretamente) pelo setor, sendo que o segmento de energia solar foi o que mais empregou, com 2,5 milhões, seguido pelos biocombustíveis, com 1,8 milhão.
“A crescente criação de empregos foi notada em todos os tipos de energias renováveis”, disse o relatório, afirmando que os países que mais empregaram nesse setor foram China e Brasil, seguidos por Estados Unidos, Índia, Alemanha, Indonésia, Japão, França, Bangladesh e Colômbia.
A reciclagem também é citada como uma nova fonte de ocupação e uma contribuição importante para reduzir a demanda global por produtos manufaturados. Contudo, o documento lembrou que, em alguns países, os empregos relacionados à reciclagem são insalubres e perigosos.
Segundo o documento, o Brasil emprega cerca de 500 mil pessoas no setor de reciclagem, enquanto nos EUA esse número é de 1,1 a 1,3 milhão, e na China, de 10 milhões.
FONTE: ONU Brasil

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Embrapa: Livros sobe produção de Mandioca, Banana e Citros para download gratuito


Com a edição deste livro, a Embrapa Mandioca e Fruticultura Tropical coloca à disposição do público interessado mais uma importante referência relativa à cultura da mandioca. Esta obra reflete, de forma inequívoca, a dedicação de uma equipe de profissionais com elevado grau de experiência e qualificação acadêmica, que tem dedicado esforço e talento para encontrar soluções para a mandiocultura brasileira. Classificação botânica; Clima e solo; Variedades; Escolha a área e preparo do solo; Manejo e conservação do solo; Calagem e adubação; Seleção e preparo do material de plantio; Poda e conservação de manivas; Época de plantio; Espaçamento e plantio; Consorciação; Plantas daninhas; Pragas; Doenças; Colheita; Processamento e utilização; Aspectos socioeconômicos, comercialização e custos de produção.

Para baixar, CLIQUE AQUI.


Classificação botânica; Clima; Estrutura da planta; Cultivares da bananeira; Micropropagação; Manejo e conservação do solo; Nutrição, calagem e adubação da bananeira; Irrigação e fertirrigação; Práticas culturais; Doenças fúngica e bacterianas; Viroses; Pragas; Nematóides; Pós-colheita; Processamento e produtos; Experimentação agrícola; Economia.

Para baixar, CLIQUE AQUI.


Resumo: Capítulo 1: Classificação Botânica. Capítulo 2: Botânica Econômica .Capítulo 3: Clima. Capítulo 4: Cultivares.Capítulo 5: Micropropagação e Microenxertia. Capítulo 6: Produção de Mudas. Capítulo 7: Implantação do Pomar. Capítulo 8: Manejo e Conservação do Solo. Capítulo 9: Manejo de Plantas Daninhas. Capítulo10: Nutrição, Calagem e Adubação. Capítulo11: Irrigação e Fertirrigação. Capítulo 12: Práticas Culturais. Capítulo 13: Doenças Fúngicas. Capítulo 14: Doenças Bacterianas. Capítulo 15: Doenças Viróticas. Capítulo 16: Pragas. Capítulo 17: Nematóides. Capítulo 18: Uso de Agrotóxicos. Capítulo19: Pós-colheita. Capítulo 20: Aspectos Nutricionais, Processamento e Produtos.Capítulo 21: Experimentação Agrícola. Capítulo 22: Economia.

Para baixar, CLIQUE AQUI.



sábado, 9 de agosto de 2014

Carne de cavalo, alimento típico na Ásia Central



A carne de cavalo, que causou polêmica no Ocidente há algum tempo, devido ao escândalo envolvendo empresas europeias que comercializavam produtos que continham o alimento, é uma iguaria muito cara e apreciada na Ásia Central e nas regiões muçulmanas da Rússia.
"A cor e o sabor são parecidos com os da carne bovina, mas é preciso cozinhá-la pelo dobro do tempo. O bom é que quase não tem gordura, e por isso é considerada mais saudável", disse à Agência Efe a chef Gulnar Aldéshova, do restaurante Aiser, que fica em Astana, capital do Cazaquistão.
Etnias orientais como os cazaques, uzbeques, tártaros e bashkirios apreciam o alimento consumido com frequência, seja cozido ou em embutidos.
"Nos bazares no Cazaquistão, a carne de cavalo jovem é muito mais cara que a bovina. Além disso, é considerada mais natural que o cordeiro, que tem muito osso e pouco que comer", acrescentou Gulnar.
O quilo da carne de cavalo custa cerca de US$ 18 (R$ 35), preço muito elevado para um habitante dessa república centro-asiática, onde o cavalo ocupa posição de honra, já que os Cazaques, assim como os lendários mongóis, eram um povo nômade.
"Não há nenhum cazaque que não goste de carne de cavalo. Cada um tem, pelo menos, um cavalo, e os ricos têm fazendas com dezenas de cabeças. É uma questão de prestígio", contou a chef.
Quanto mais jovens forem os cavalos, maior será a qualidade da carne (principalmente entre 1 e 3 anos de idade), que acumula menos gordura e é mais macia.
Os pratos mais populares com carne equina são o "beshbarmak", prato típico do Cazaquistão, e o "kazi", embutido feito com carne magra e com a gordura do animal, e cujo preço por quilo é de cerca de 25 euros (R$ 64) nos mercados.
Beshbarmak significa "cinco dedos" (tradução livre), e indica como deve se comer o prato: com as mãos, e não com os tradicionais talheres.
Segundo os especialistas, a carne de cavalo é a que tem maior porcentagem de proteínas (25%). Além disso, contribui para reduzir o nível de colesterol no sangue, e possui grande quantidade de vitaminas, potássio, sódio, ferro e fósforo.
Por isso, o seu consumo é indicado para os atletas, devido à baixa concentração de gordura e ao seu nível calorórico; e também para as grávidas, os anêmicos e as crianças, por ser rica em ferro.
Mesmo assim, é preciso tomar alguns cuidados ao consumí-la, pois se estiver mal passada existe um grande risco de contrair doenças como a triquinose, verminose que pode causar até insuficiência cardíaca, e salmonelose, infecção alimentar causada por uma bactéria.
As "más línguas" dizem que a "lenda" da carne de cavalo tem origem nos soldados de Napoleão, que quando retornaram à França, após a fracassada invasão da Rússia, tiveram que comer seus próprios cavalos, e utilizaram pólvora para temperá-los.

Nota: dos países da Ásia Central (Cazaquistão, Turcomenistão, Uzbequistão, Quirguistão e Tadjiquistão), os turcomenos não consomem carne de cavalo, por darem muito valor a este animal.

sexta-feira, 6 de junho de 2014

Águas, Povos e Tradições - Um olhar sobre as relações dos povos tradicionais do Semiárido com a Água (vídeo)

O vídeo "Águas, Povos e Tradições - Um olhar sobre as relações dos povos tradicionais do Semiárido com a Água" faz um breve passeio pelos estados de Bahia, Minas Gerais, Pernambuco e Piauí apresentando uma diversidade de povos tradicionais. São quilombolas, indígenas, vazanteiros, geraizeiros e comunidades de fundo de pasto, representando a cultura e saberes para a convivência com a região.



segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Aprenda a construir fogões ecológicos, que consomem muito menos lenha


Os chamados fogões ecológicos são fogões à lenha, que foram projetados para consumirem o mínimo de lenha possível e gerando a maior quantidade calor, maximizando assim os resultados. Além de produzirem menos fumaça e serem mais saudáveis.

Tal conhecimento pode ser muito útil para o missionário, notadamente em contextos rurais ou  silvícolas. E tanto para uso próprio do missionário, como para que possa ser ensinado aos povos a quem ele dedica-se a servir, trazendo um excelente conhecimento para auxiliar toda a comunidade.

Apresentamos aqui diversos textos, vídeos e outros itens sobre a construção de alguns tipos de fogões ecológicos. 

Compartilhe estas informações com aqueles para quem elas possam ser úteis!

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Fogões Ecológicos melhoram a qualidade de vida de agricultores


Reduzir o uso de lenha e obter um cozimento eficiente, reduzir a emissão de fumaça e minimizar os problemas de saúde, diminuir o esforço do trabalho da mulher, grande responsável pelo transporte de lenha, são alguns dos benefícios dos fogões ecológicos, uma experiência que vem mudando a vida de cerca de 200 famílias agricultoras na região do Polo da Borborema daAgricultura Familiar e Agroecologia (AS-PTA).

As famílias do Polo conheceram essa experiência em 2010, depois de uma visita de intercâmbio, quando um grupo de 30 agricultores, em sua maioria mulheres foi ao município de Afogados da Ingazeira (PE). Animadas com o que viram, as famílias começaram a experimentar o modelo do fogão, de início com 20 implementações que foram a base da organização de 10 fundos rotativos solidários, responsáveis pela rápida disseminação da experiência na região.

No dia 22 de agosto de 2013, um grupo de 25 agricultores e agricultoras dos municípios de Massaranduba, Queimadas, Remígio, Lagoa Seca e Alagoa Nova participaram de uma oficina de construção para teste de outro modelo de fogão ecológico, que também conheceram em Pernambuco. O local escolhido para a realização da atividade foi a casa da agricultora Maria de Fátima Fernandes Barros, ou Dona Fatinha, como é conhecida na comunidade Cantagalo, em Massaranduba. 

Durante todo o dia foi realizada na prática a confecção de um fogão, detalhando todas as etapas de preparação do material que é utilizado. O momento mais delicado é o revestimento da parte de metal do forno com barro refratário para não causar posteriores rachaduras e o impedimento da circulação do calor na hora do uso.

"O objetivo da atividade foi construir e estudar um novo modelo de fogão ecológico capaz de dar autonomia às famílias, desde a construção até sua manutenção. Acreditamos que as tecnologias devam ir se adequando às necessidades e às realidades dos agricultores e das agricultoras. É assim que temos fomentado e incentivado a troca de experiências entre os grupos de agricultores" explica Ivanilson Estevão da Silva, assessor técnico da AS-PTA, que acompanhou a oficina. Estão programadas mais duas oficinas que serão realizadas uma na região do Polo e outra na área de atuação doPatac.

Dona Creonice do Assentamento Oziel Pereira em Remígio, receberá a próxima oficina. Pintora e pedreira por vocação, Creonice está entusiasmada com a possibilidade de poder construir seu próprio fogão, além de poder ajudar na construção dos fogões de suas vizinhas. As oficinas estão inseridas no conjunto das ações do Projeto Terra Forte, que tem o objetivo de contribuir para a reversão e prevenção dos processos geradores da desertificação e do empobrecimento da população no semiárido brasileiro. 

O Projeto Terra Forte é realizado pela AS-PTA e pelo Polo da Boborema em parceria com a Agrônomos e Veterinários Sem Fronteiras (AVS) e o Patac, com o cofinanciamento da União Europeia(UE).

Para saber mais, leia :
FONTE: AS-PTA

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A ONG Ider (Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Energias Renováveis) preparou um manual em pdf que ensina a construir o modelo de fogão ecológico por eles desenvolvido.

Para baixar o Manual, CLIQUE AQUI

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Com apoio do PNUD, indígenas Guarani-Kaiowá usam fogão ecológico como tecnologia social


Ainda não havia amanhecido na aldeia e Delma Gonçalves, 41, já caminhava há duas horas até o local em que os indígenas costumam recolher lenha. O caminho de volta, no entanto, era o mais penoso: sob o sol forte, tinha de carregar nas costas um feixe de 20 quilos de madeira. Dona Delma é uma das indígenas Guarani-Kaiowá da aldeia de Panambizinho, a 250 km da capital Campo Grande, no Mato Grosso do Sul.
Durante anos, três vezes por semana, essa foi sua rotina matinal. “Tinha muitas dores na coluna. Eu chegava tão cansada que mal dava conta de cozinhar”, conta Delma. O fogo para fazer o almoço era feito no chão, de modo precário, com algumas latas para tapar o vento e uma resistência de geladeira improvisada como grelha.
Além de aumentar as dores na coluna, o fogo improvisado produzia muita fumaça, prejudicando a saúde dos moradores, principalmente das crianças, que sofriam com doenças respiratórias e tinham agravados casos de pneumonia, bronquite, sinusite e asma. Há alguns meses, a construção de fogões à lenha ecológicos de alta eficiência energética tem ajudado a mudar a realidade da família de Delma e de outras dezenas de famílias indígenas na aldeia de Panambizinho.
Desenvolvida por ONGs parceiras em um outro projeto do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) sobre eficiência e sustentabilidade energética na Caatinga, a tecnologia social para a construção do fogão ecológico está sendo adaptada à realidade indígena do Cerrado sul-mato-grossense. Ao contrário dos fogões à lenha tradicionais, que levam cimento e ferro na construção, o fogão ecológico utiliza apenas materiais de baixo custo e que podem ser encontrados na própria região como areia, argila, barro e tijolos de barro.
Esta iniciativa do PNUD faz parte de um programa conjunto com outras agências da ONU cujo objetivo é promover a segurança alimentar e nutricional de mulheres e crianças indígenas no Brasil. Ao todo, o projeto beneficia, direta e indiretamente, cerca de 53 mil indígenas no país. A tecnologia é considerada modelo de sustentabilidade e a intenção é que ela seja usada em outros projetos semelhantes ao redor do mundo. “O intercâmbio de boas práticas é um dos principais objetivos do Programa”, conta Carlos Castro, Coordenador da Unidade de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável do PNUD Brasil.
Os materiais, aliados ao desenho mais estreito da cavidade para a lenha, funcionam como isolantes térmicos naturais, ajudando a reter o calor por mais tempo. A placa de argila que fica em contato com o fogo evita o desperdício de energia, conduzindo calor de forma contínua e prolongada. Como as placas se mantêm quentes por até 5 horas, mesmo depois de extinto o fogo, é possível cozinhar alimentos mais duros sem uma supervisão constante. “Antes não comia feijão. Agora como”, lembra Delma.

Tempo de construção do fogão

3 dias e meio são suficientes para construir o fogão e a estrutura de cobertura que o protege do sol e da chuva.
A tecnologia social está sendo adaptada pelo PNUD com ajuda do Fundo para alcance dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (F-ODM), criado com doação do governo espanhol.
Programa Conjunto “Segurança Alimentar e Nutricional de Mulheres e Crianças Indígenas no Brasil” (PCSAN) é realizado por cinco organismos da ONU (PNUDFAO,OITOPAS/OMS e UNICEF), em parceria com o Governo brasileiro.

Saúde e meio ambiente

A família de Dona Elza também é uma das beneficiárias da construção do fogão ecológico (PNUD/Gilmar Ganache)A saúde dos moradores também agradece, especialmente a das crianças. Além de mais nutridas, elas apresentam menos doenças respiratórias com a eliminação da fumaça nociva dentro de casa. Com o fogão ecológico, estes gases agora são levados pelo vento através das chaminés. Para o meio ambiente, os impactos são igualmente positivos. “O uso de lenha traz outras duas vantagens: independência dos fornecedores de gás e a não produção de gás de efeito estufa”, diz Castro.
A alta eficiência energética do fogão torna possível o uso de gravetos finos, folhas secas, sabugos de milho e cascas de árvore como combustível, que podem ser encontrados nos quintais das casas, onde estas famílias fazem os plantios agroflorestais. Um dos objetivos é que as famílias deixem de usar somente lenha grossa. A lenha mais fina possibilita o manejo ao redor da casa, diminuindo o impacto ambiental.
As longas jornadas de dona Delma para buscar lenha agora se limitam a visitas ao quintal, recolhendo pequenos galhos que caem das árvores. Essa redução do tempo de jornada para buscar lenha, também propicia um maior cuidado com o quintal, com os animais criados e com as plantas cultivadas nele.
“Uso o tempo pra cuidar das crianças e da casa. Posso tirar o mato, lavar roupa, varrer o terreiro. Também consigo cuidar da plantação”, conta a Kaiowá enquanto toma seu tereré. A população indígena no Brasil soma cerca de 800 mil pessoas. Os Guarani-Kaiowá são a segunda maior etnia do país.
Para os Kaiowás, o fogo tem um significado espiritual: é sinônimo de purificação. Em geral, ele é controlado pelas mulheres, que abraçam a responsabilidade de unir e alimentar a família. É ao redor deste fogo, agora sustentável e saudável, que dona Delma e outras mulheres indígenas de Panambizinho alimentam não apenas as necessidades físicas de suas famílias, mas também uma tradição milenar.

Fogão geoagroecológico Guarani-Kaiowá

Conheça a história do fogão ecológico contada a partir da perspectiva dos próprios indígenas. O vídeo acima foi inteiramente produzido pela Associação Cultural de Realizadores Indígenas (ASCURI), como parte de uma iniciativa do PNUD que trabalha a inclusão digital nas aldeias.
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Fogão a Lenha sem Fumaça

A Universidade Federal de Viçosa, através de seu Departamento de Engenharia Agrícola, também produziu e disponibilizou um Manual ensinando a construir um Fogão a Lenha sem Fumaça.

Para baixar o Manual, CIQUE AQUI.


quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Dicas para renda e subsistência no campo missionário: Criação de cabras e ovelhas


Uma das formas de garantir-se uma boa fonte de subsistência e também de renda no campo missionário, em contextos rurais e mesmo suburbanos, é a criação de cabras e ovelhas (caprinos e ovinos). Pensando nisso, disponibilizamos aqui uma série de apostilas elaboradas por entidades governamentais ou ONGs, para lhe auxiliar no aprendizado.

Elaboramos um pacote de arquivos contendo os seguintes itens: 


  • Criação de Cabras: Convivendo com o Semi-árido - Apostila elaborada pela ONG IRPAA
  • Manual Prático de Caprino e Ovinocultura - Apostila elaborada pelo departamento de Zootecnia da UFMG
  • Manual de Criação de Caprinos e Ovinos - Manual elaborado pelo Instituto Ambiental Brasil Sustentável e CODEVASF
  • Sistemas de Produção de Ovinos e Caprinos de Corte - Apostila elaborada pela UNEB
  • Curso de Atualização em Ovinocultura - Apostila elaborada pela UNESP
  • A Criação de Cabras Leiteiras - Apostila elaborada pelo Centro Técnico de Cooperação Agrícola e Rural da Comunidade Européia
  • Ponto de Partida para Abertura de Negócio - Fábrica de Queijos - Apostila do SEBRAE

PARA BAIXAR O PACOTE DE ARQUIVOS, CLIQUE AQUI.

Outra dica para quem quer aprender mais é buscar por vídeos sobre o tema da criação de caprinos, fabricação de queijo etc, diretamente no Youtube ou em sites como o Vídeos Canal Rural, por exemplo.



CRIAÇÃO DE CODORNAS

Além destes recursos, preparamos também um pacote de pequenas apostilas sobre a criação de codornas. 
Para baixar o pacote, CLIQUE AQUI.



Pacote de Recursos sobre Agropecuária Familiar para Missionários

E recomendamos-lhes ainda um grande pacote que elaboramos há algum tempo, o Pacote de Apostilas, Cartilhas e E-books sobre Agricultura e Pecuária Familiares para Missionários.
Veja alguns dos temas abordados: Compostagem – Apicultura – Piscicultura - Zoonoses - Criação de caprinos - Controle de Ratos – Receitas e muito mais.
Baixe o Pacote Missionário Agricultura Familiar: Clique Aqui.

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