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segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Como construir um ar-condicionado sem eletricidade




Asituação precária de Bangladesh torna a vida de muitos habitantes difícil, além de não terem eletricidade, internet, água limpa, comida, ainda sofrem com a alta temperatura.
Em Daulatdia um vilarejo no país com aproximadamente 28 mil pessoas, empilhadas em casebres sem água corrente, com temperaturas que passam de 45ºC, criaram o primeiro ar-condicionado sem eletricidade, com baixo custo já que é feito de garrafas pet e papelão.

São feitos furos no papelão, e preenchidos com garrafas pet. Após finalizado, o ar-condicionado é colocado na frente da porta ou janela. O efeito refrigerador é imediato e abaixa 12º celsius.


Isso acontece pois o ar quente entra nas garrafas pelo lado de fora e depois manda um ar mais frio pra fora pela passagem da garrafa. Além de ajudar na refrigeração deste lugar, também incentiva a reciclagem.
O Eco-cooler com certeza é uma ideia muito criativa e que ajuda muito essas pessoas, veja o vídeo abaixo de como funciona essa invenção:

sábado, 8 de fevereiro de 2014

Brasil vira rota de bengalis em busca de refúgio

Favelas em Daca (Reuters)
Falta de oportunidades econômicas também forçam bengalis a deixar o país
http://www.bbc.co.uk/portuguese 
O Brasil vem sendo destino, nos últimos anos, de uma nova onda de imigrantes que, em 2013, passaram a assumir a primeira posição na lista de estrangeiros que pediram refugio no país. Trata-se de cidadãos de Bangladesh, um país asiático a milhares de quilômetros do Brasil.
Segundo dados do Conare (Comitê Nacional para os Refugiados), no ano passado, até novembro, 1.830 bengalis entraram no Brasil e solicitaram status de refugiados – mais que o dobro do total de cidadãos do segundo país que mais fizeram a mesma solicitação no mesmo período, Senegal (799).
Apesar de não terem o pedido de refúgio atendido – por não se encaixarem nos critérios do governo para isso -, os bengalis acabaram permanecendo no país, recebendo direito a residência permanente. Sem isso, e sem o status de refugiados, eles poderiam ter sido deportados do país.
O fato reflete um crescimento crescente no número de imigrantes de Bangladesh nos últimos anos. Em 2011, o Conare contabilizou 74 pedidos de refúgio feitos por pessoas do país asiático. No ano seguinte, elas haviam subido para 280.

Projeção atraente

A chegada de imigrantes ou refugiados vindos de Bangladesh ou de nacionalidades que tradicionalmente não migravam em massa ao país é um fenômeno recente.
Essa diversificação, segundo autoridades, é fruto da crescente projeção brasileira no exterior, aliada às crescentes restrições à entrada de imigrantes na Europa e nos Estados Unidos.

Solicitações de refúgio feitas por bengalis

2011: 74
2012: 280
2013: 1.830
* Fonte: Conare
Segundo Ricardo Felix, advogado da Cáritas, ONG de direitos humanos que ajuda refugiados em várias cidades brasileiras, muitos bengalis com quem ele conversou nos últimos meses contam ver o Brasil como um país em paz, cheio de oportunidade e com histórico acolhedor.
"Fora que é um país em evidência, pelo crescimento econômico e pelos grandes eventos. E, junto com isso, também vêm as consequências", diz Ricardo Felix.
De acordo do Felix, muitos que ele entrevistou nos últimos meses contam que chegam no Brasil, diretamente em cidades como Rio ou São Paulo, de avião, portando visto de turistas, para em seguida pedirem refúgio. Outros tantos, porém, chegam por rotas muito mais complicadas.
A Polícia Federal diz que parte dos bengalis entra no Brasil pelas fronteiras com a Bolívia - caso de Hussain - ou com o Paraguai. Muitos vêm ao país para trabalhar em fábricas - especialmente no Paraná.
As primeiras vindas de bengalis, assim como de paquistaneses, ganeses e senegaleses, ocorreu, segundo o Ministério da Justiça, "em razão da crescente necessidade de mão de obra para o abate halal (preparação de carne seguindo os preceitos islâmicos), em consequência do crescimento do mercado no Oriente Médio e da obrigação de que o abate das aves fosse feito exclusivamente pelos praticantes da religião muçulmana".
O abate com o método halal fornece um selo requerido pelos países de maioria islâmica que importam a carne brasileira.

Miséria e política

Mas por que tantos bengalis estão deixando seu país e encarando uma jornada que incluiu atravessar dois continentes e dois oceanos para pedir refúgio aqui?

Solicitações de refúgio por nacionalidade (até nov/2013)*

Bangladesh - 1.830
Senegal - 799
Colômbia - 386
Líbano - 233
República Democrátida do Congo - 194
Gana - 172
Nigéria - 154
Somália - 131
Paquistão - 130
República Dominicana - 103
* Fonte: Conare
Em um das pontas desse trajeto está um país miserável, onde 31% da população vive abaixo da linha de pobreza e 40% tem subempregos, trabalhando apenas algumas horas por semana, segundo dados do Banco Mundial.
Os problemas econômicos são agravados pela tensão política latente no país. A rivalidade entre os dois principais partidos - o governista Liga Awami e o opositor Partido Nacional de Bangladesh (PNB) - se reflete no cotidiano do país e gera uma multidão de perseguidos políticos, entre governistas ou opositores, dependendo da região do país.
Um exemplo desse conflito é o fato de mais de cem pessoas terem sido mortas desde o fim do ano passado, em uma escalada de violência que precedeu as eleições do início de janeiro, consideradas uma das mais violentas da história do país.
"Os relatos que recebemos de Bangladesh é que, no conflito entre os dois partidos, é comum que ambos os lados façam a coação de pessoas, às vezes pessoas simples, para levar a cabo a perseguição", disse Ricardo Felix.

Refugiados?

Total de refugiados reconhecidos no Brasil (até dez/2013)

Angola** - 1.062
Colômbia - 794
Rep. Democrática do Congo - 616
Síria - 333
Libéria - 258
Iraque - 216
Bolívia - 143
Demais nacionalidades (78) - 1.273
Total: 4.695
* Fonte: Conare
** Em transformação para permanência
A legislação brasileira prevê a aprovação do pedido de refúgio quando há temores fundamentados de que o estrangeiro no caso sofre perseguição por motivos de raça, religião, nacionalidade, grupo social ou opiniões políticas.
Em uma revisão dos casos de 4 mil estrangeiros que haviam pedido o status, realizada em dezembro de 2014, o governo concluiu que os 1.830 bengalis não se encaixavam nessa categoria, já que se concluiu que estavam no Brasil por razões econômicas, em busca de melhores condições de vida e trabalho.
No mesmo mês, esses casos foram enviados para a análise do Conselho Nacional de Migração (CNIg), e o governo lhes concedeu residência permanente.
"A grande questão era como solucionar, de forma que esses milhares de trabalhadores estrangeiros não ficassem em situação migratória irregular em caso de decisão desfavorável", afirmou Paulo Sérgio Almeida, presidente do CNIg, na cerimônia que anunciou a concessão da residência aos estrangeiros, justificando a decisão: "A grande maioria possui emprego e vêm conseguindo se integrar de forma satisfatória ao nosso país."
Segundo o governo brasileiro, não há uma conduta específica para os solicitantes de refúgio vindos de Bangladesh, já que a política segue sendo avaliar caso a caso. "As análises dos procedimentos no âmbito do Conare se dão de maneira individualizada. As regras e acordos internacionais, bem como as reconhecidas boas práticas brasileiras nesse sentido, devem continuar sendo cumpridas", afirmou a assessoria do Ministério da Justiça.

"O esforço do governo brasileiro é criar uma capacidade de atendimento em prazo razoável à demanda a nós apresentada e que vem crescendo a cada ano, por meio de acordos de cooperação já firmados com a Defensoria Pública da União e com o Alto Comissariado da ONU para Refugiados (ACNUR)."

terça-feira, 27 de março de 2012

Tráfico de órgãos em Bangladesh: um grotesco tipo de exploração de humanos, nunca visto na história


Por Bernardo Staut 

Um antropólogo da Universidade Estadual de Michigan, que passou mais de um ano infiltrado no mercado negro de rins humanos, publicou o primeiro estudo de campo que descreve as terríveis experiências que as pessoas mais pobres passam, devido ao tráfico de órgãos.

Monir Moniruzzaman entrevistou 33 pessoas que venderam seus rins, em Bangladesh, e descobriu que eles tipicamente não recebem o dinheiro prometido e ainda carregam sérios problemas de saúde, que os deixam deprimidos, envergonhados e algumas vezes sem poder trabalhar.

Moniruzzaman comenta que as pessoas que vendem seus órgãos são exploradas por pessoas desonestas. A maior parte dos receptores dos órgãos são pessoas de Bangladesh que vivem em locais como os Estados Unidos, a Europa e o Oriente Médio. Como esse tipo de comércio é ilegal, os vendedores forjam os documentos para indicar que o vendedor e o receptor são parte da mesma família.

De acordo com Moniruzzaman, médicos, hospitais e empresas relacionadas fecham os olhos para esses atos ilícitos porque acabam lucrando com isso.

A maior parte das 33 pessoas de Bangladesh teve o rim removido na fronteira com a Índia. Geralmente, o vendedor pobre e o receptor rico se encontram em um local médio, e o transplante é realizado no momento.

“Isso é um sério tipo de exploração das pessoas mais pobres. Seus corpos viram negócios para prolongar a vida dos mais ricos”, comenta o pesquisador.

O trabalho inclui as experiências de Mehedi Hasan, um jovem de 23 anos que vendeu parte do fígado para um receptor rico de da capital de Bangladesh, Dhaka. Como muitos dos residentes pobres do país, Hasan não sabia o que um fígado era. O vendedor explorou isso, e disse que faria Hasan rico.

O receptor morreu pouco depois do transplante. Hasan recebeu apenas parte do dinheiro prometido, e agora está muito doente para trabalhar, andar longas distâncias e até respirar propriamente. De acordo com Moniruzzaman, ele pensa constantemente em se matar.

Os vendedores de órgãos geralmente conseguem suas “presas” através de anúncios falsos. Um deles, em um jornal de Bangladesh, prometia recompensar o doador de rim com um passaporte para os Estados Unidos. Moniruzzaman coletou mais de 1.200 anúncios similares para o estudo.

O comércio de órgãos está crescendo em Bangladesh, um país onde 78% da população vive com menos de dois dólares por dia (R$ 3,60). O preço médio por um rim é de 100 mil takas (cerca de R$ 2.510), um valor que tem baixado muito devido à intensa oferta.

Uma mulher anunciou que estava vendendo sua córnea para que pudesse alimentar a família. A justificativa era que precisava de apenas um olho para ver. O transplante não aconteceu, mas Moniruzzaman afirma que já houveram casos de córneas sendo vendidas.

Moniruzzaman afirma ser importante notar que a maior parte dos vendedores não fazem “escolhas astronômicas” no preço dos órgãos, pois são manipulados. Ele comenta que o mercado global de órgãos é um fenômeno relativamente recente – tornou-se possível com os avanços médicos dos últimos 30 anos, e representa uma das formas mais grotescas de exploração humana.

Para combater esse tipo de tráfico, o autor recomenda, entre outros passos:

Pressão global. Os Estados Unidos deveriam ter um papel ativo em pressionar os governos estrangeiros a entenderem o problema e acabar com os vendedores, receptores, médicos e pessoas envolvidas no negócio.
Transparência e garantia. O governo deveria garantir que todos os centros tenham registro para transplantes, e verificar a relação entre os doadores e os receptores.
Doação de órgãos após a morte. Países como Bangladesh não possuem um sistema em que as pessoas possam doar seus órgãos após morrer.
Moniruzzaman afirma que, realmente, o tráfico de órgãos não vai deixar de existir. “Mas com esforços colaborativos, podemos reduzir significativamente essa terrível violação dos direitos humanos”, diz. [ScienceDaily]

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

BANGLADESH



Dados gerais





Capital

Daca

Governo
Parlamentarismo, chefiado pelo presidente Iajuddin Ahmed desde 2002

População
158,7 milhões (25% urbana)

Área
143.998 km2

Localização
Sul da Ásia

Idiomas
Bengali, inglês

Religião
Islamismo 85,8%, cristianismo 0,7%, hindu 12,4%, budista 0,6%

População cristã
1,3 milhões

Perseguição
Algumas limitações

Restrições
A lei garante liberdade religiosa, mas os cristãos sofrem discriminação e violência



O território de Bangladesh localiza-se a leste da Índia e ocupa as planícies cortadas pelos rios Ganges e Bramaputra. Em conseqüência de sua localização, o país recebe grande quantidade de chuvas e está sujeito a inundações constantes.

Mais de 158 milhões de pessoas vivem no país, tornando-o a sétima nação mais populosa do planeta. A maior parte do povo bengalês vive nas regiões rurais e menos de 30% dos habitantes reside nas cidades. Um terço da população tem idade inferior a 15 anos, tornando Bangladesh um país muito jovem. A etnia bengali corresponde a 98% dos habitantes, e no que se refere à religião, dividem-se em muçulmanos e hindus. Cerca de 2% da população é constituída de grupos minoritários, sejam tribais ou formados por estrangeiros.

Bangladesh é uma das nações mais pobres do mundo. O país sofre com a superpopulação e com os constantes desastres naturais - como ciclones e inundações implacáveis - que resultam em grande número de mortes. Tais problemas, agregados à corrupção, têm obstruído qualquer tentativa organizada de se elevar o padrão de vida dos bengaleses. Em curto prazo, parece haver poucas esperanças que a pobreza venha a ser substancialmente diminuída.

A juta já foi um dos principais artigos de exportação do país, e enfrentou dias difíceis com o aumento da popularidade do plástico. Há um pequeno e privilegiado grupo de pessoas ricas e um grande número de pobres em Bangladesh. Devido ao desemprego, muitos bengaleses têm deixado o país à procura de trabalho na Malásia, em Cingapura e no Oriente Médio.

O país também está ameaçado de uma crise de alimentos, e o aumento dos preços pode se tornar um fenômeno comum. A alta do preço dos grãos no mercado internacional, as deficiências na agricultura nacional e as recorrentes enchentes são algumas poucas razões para essa crise.

Até 1947 o território bengalês pertencia à Índia e era conhecido como Bengala Oriental. Nesse ano, o Paquistão tornou-se uma nação independente e incorporou o território bengalês, cuja população era predominantemente muçulmana. A partir de então, Bangladesh passou a ser conhecido como Paquistão Oriental. Em 1971, inicia-se uma cruel guerra civil pela independência que culminou com a derrota do Paquistão pelas forças bengalesas apoiadas militarmente pela Índia. Desde então, os anos de vida deste país têm sido marcados por corrupção, instabilidade, assassinatos e 18 golpes de Estado. Uma ditadura militar de nove anos terminou em 1991 com a restauração da democracia e a eleição de uma mulher, Begum Khaleda Zia, como primeira-ministra.

A agitação social, entretanto, parece crescer. Em agosto de 2007, milhares de estudantes da Universidade de Daca revoltaram-se e atearam fogo a uma picape e outros dois veículos do Exército. Essa explosão logo ganhou proporções nacionais, e manifestos surgiram em outros campi. A sociedade apoiou os estudantes em uma campanha pelo fim do estado de emergência, promulgado em janeiro de 2007. A revolta durou dois dias, depois dos quais o governo estabeleceu um toque de recolher na cidade de Daca, por tempo indeterminado.

Muitos crêem que esse incidente indicou o aumento na insatisfação com o governo interino, por sua incapacidade de controlar a crescente inflação e por sua questionável corrupção. As enchentes que devastaram o país em 2007 somam-se a esses motivos.

Desde a independência até 1988, Bangladesh foi um Estado sem identidade religiosa, mas nesse ano o governo bengalês declarou o islamismo como a religião oficial do país. Esta decisão acirrou a tensão entre muçulmanos e seguidores de outras religiões.

Cerca de 85% da população professa o islamismo e a maioria dos muçulmanos é sunita. Os hindus correspondem à quase totalidade dos 15% restantes, porém ainda existem pequenos grupos de budistas, animistas e cristãos. Os hindus sofreram severas baixas devido a mortes e fugas de refugiados durante a guerra civil de 1971, mas apesar de sua desvantagem numérica, eles continuam sendo uma minoria influente e de voz ativa.

A Igreja

Entre os primeiros cristãos que chegaram a Bangladesh no século XVI, já figuravam missionários católicos. Entretanto, foi o ministério do missionário protestante William Carey, iniciado em 1795, que impactou profundamente o país. Hoje em dia, no entanto, o número de cristãos bengaleses é muito pequeno, apesar do extenso trabalho de vários missionários cristãos ao longo de décadas.

Quase todos os muçulmanos convertidos ao cristianismo mantêm sua fé em segredo, embora existam alguns poucos exemplos de vilas inteiras voltando-se a Cristo e testemunhando publicamente sua conversão. No entanto, a maioria desses cristãos é formada por camponeses pertencentes a castas hindus inferiores, ou membros de pequenas tribos (estes últimos são comprovadamente mais receptivos ao cristianismo). O pequeno número de cristãos (0,84% da população) e a divisão em pelo menos 32 denominações têm enfraquecido sobremaneira a posição cristã. Nem os católicos nem os protestantes estão envolvidos fortemente com o evangelismo. Ao longo dos anos, a atuação cristã tem se concentrado mais na esfera da educação.

A Igreja em Bangladesh sobrevive em meio à dificuldade. As atividades evangelísticas cresceram com as mais de cem novas igrejas formadas por ex-muçulmanos, acrescentadas apenas em 2007.

A Perseguição

O governo bengalês prudentemente decidiu não colocar em risco a ajuda ocidental que recebe e não adotou um processo aberto de islamização do país. Mas países islâmicos participam do programa nacional de ajuda humanitária, afetando políticas em detrimento dos convertidos e de outras organizações cristãs.

Apesar de os muçulmanos fundamentalistas constituírem uma minoria, eles se esforçam incansavelmente para pressionar o governo atual a adotar o rigoroso cumprimento da sharia. Com a crescente participação de nações islâmicas, notadamente do Oriente Médio, no programa de auxílio ao país, o governo acredita que deva fazer concessões aos sentimentos muçulmanos. Isso poderia afetar drasticamente os direitos civis dos cidadãos não muçulmanos.

A maior parte da perseguição se dá na zona rural. A influência dos clérigos muçulmanos é forte em muitas dessas comunidades. Novos convertidos tornam-se, então, vítimas da perseguição, e são socialmente marginalizados. Em muitos casos são agredidos, proibidos de ter acesso aos poços artesianos da vila, e coagidos a renunciar sua fé.
Nessas comunidades, eles ainda podem ser pressionados pela família. Casamentos são desfeitos quando um dos cônjuges se converte, e divórcios são incentivados pelos sogros.

Em junho de 2007, moradores muçulmanos do distrito de Nilphamari, armados com bastões de madeira, espancaram violentamente 10 novos cristãos convertidos e ameaçaram incendiar a casa deles, caso não deixassem a vila. Dois líderes foram ameaçados de morte, caso continuassem a evangelizar.

A polícia se negou a registrar a queixa dos cristãos e ainda os ameaçou de prisão por "converter muçulmanos", caso insistissem no registro da ocorrência. Os muçulmanos que participaram do ataque gritavam: "Ninguém virá salvar vocês. Nós somos mais fortes do que vocês!". Durante a agressão, um dos cristãos conseguiu pegar o telefone e ligar para um líder cristão de uma cidade próxima e disse: "Estão batendo na minha esposa. Por que fariam isso com ela? Agora estão vindo na minha direção".

Muitas das vítimas foram encaminhadas para hospitais, e uma casa acabou destruída no ataque, que ocorreu depois do batismo de 42 cristãos em um rio. Dias depois, as autoridades de uma mesquita em Durbachari impediram o acesso dos cristãos à única fonte de água potável existente na região. Desde então, os cristãos precisam andar 600 metros carregando para buscar água.

Motivos de Oração

1. A Igreja sofre com o alto índice de pobreza. Ore para que cristãos de todo o mundo possam suprir as necessidades de Bangladesh, particularmente na área econômica.

2. O país tem sido assolado por inúmeros desastres naturais. Peça a Deus para que a Igreja local consiga desenvolver projetos que possibilitem uma resposta rápida a esses eventos que se repetem quase todos os anos.

3. Bangladesh tem sido prejudicado pela turbulência política interna. Ore para que os cristãos bengaleses sejam ministros de restauração e reconciliação, e desenvolvam um espírito de caridade em todo o país.

Fontes
- 2007 Report on International Religious Freedom (http://www.state.gov/g/drl/rls/irf/2007/)
- CIA Factbook 2008 (https://www.cia.gov/library/publications/the-world-factbook/)
- Países@ (http://www.ibge.gov.br/paisesat/main.php)
- Open Doors International

Missão PORTAS ABERTAS - http://www.portasabertas.org.br

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FOTOS


Assembléia Nacional, em Daca (capital)


Mãe com seu filho


Forte Lalbagh, um dos pontos turísticos em Daca


Trânsito de bicicletas (na verdade, os tradicionais triciclos que são usados em todo o sul e sudeste asiático como 'táxis')


Favelas em Daca (ou Dahka), a Capital do país


Criança aos pés de mangueira (para quem não sabe, as mangueiras são originárias daquela região)


Rua movimentada

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