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quarta-feira, 14 de outubro de 2026

Você conhece a Classificação de Países por Acesso à Bíblia?

 


A Iniciativa de Acesso à Bíblia é uma colaboração entre agências bíblicas e parceiros missionários que produz anualmente a Lista de Acesso à Bíblia (Bible Access Initiative - BAL, na sigla em inglês), fornecendo uma avaliação global clara e baseada em evidências de onde o acesso à Bíblia é mais restrito e onde a carência entre os cristãos é maior.

Destaques do BAL 2026

Mais de 500 milhões de cristãos em todo o mundo enfrentam restrições de acesso à Bíblia, enquanto barreiras socioeconômicas colocam as Escrituras fora do alcance de milhões de outros. A disponibilidade digital não garante o acesso: mais de 400 milhões de cristãos em 42 países vivem sem acesso à internet, enquanto 277 milhões em 48 países vivem em locais onde o acesso às Escrituras online é inseguro ou restrito.

Você pode ver o mapa interativo com a classificação dos países CLICANDO AQUI.

Você pode baixar o Relatório de 2026 (em inglês) CLICANDO AQUI.



domingo, 9 de agosto de 2026

"Os perseguidos sempre estarão com vocês": Uma reflexão sobre a perseguição - Justin Long

Igreja recentemente incendiada no Canadá


 https://justinlong.org/


A perseguição é prometida e predita por Jesus (Mateus 24). Ela não é comum nem incomum em muitas partes do mundo hoje. Pode ser confusa, pois às vezes as pessoas são perseguidas por sua fé, outras vezes por pertencerem a uma religião diferente e incompreendida, e outras ainda porque alguém deseja algo que os cristãos possuem (por exemplo, um imóvel, direitos de pastagem, um emprego, uma filha). A perseguição é o contexto em que o Evangelho se espalha e, muitas vezes, um amplificador que possibilita seu avanço.

As taxas de martírio têm oscilado ao longo dos anos, diminuindo de um pico de 3,7 milhões na década de 1970 para uma estimativa de 900.000 na década de 2020, embora se acredite que a queda tenha se estabilizado. Pesquisadores estimam que o número aumentará lentamente para cerca de 1 milhão por década até 2075 (Status of Global Christianity 2026).


Por um lado, o martírio — aqueles que morreram por Jesus — é como um relógio em si, como a “contagem regressiva para todos os povos não alcançados diante do trono” (Apocalipse 5:9, 6:9, 7:9). Mas devemos lembrar que a palavra mártir vem do grego original, martys, que significa “testemunha”. Ela se tornou o que é hoje porque muitas testemunhas na igreja primitiva morreram por sua fé. Dito isso, quando martys era usado nas Escrituras, raramente se referia a uma pessoa que havia morrido. O martírio é uma forma de testemunho em si, mas, embora não devamos evitá-lo se ele vier, é claro que não devemos buscá-lo (o que pode ser uma forma de orgulho espiritual).


O martírio em si faz parte da questão mais ampla da perseguição. Dados sobre hostilidade estatal (USCIRF) e hostilidade social (Portas Abertas) mostram que três vezes mais cristãos vivem sob severa hostilidade social (famílias, multidões, empregadores, amigos) do que sob severa hostilidade estatal (regulamentação, polícia, segurança interna). Os dados da Portas Abertas mostram ainda que a violência exerce menos pressão do que qualquer uma das cinco esferas da vida em 41 dos 72 países listados. Grande parte da perseguição se manifesta como desgaste diário (acesso a emprego, benefícios, casamento, cemitérios, mercados, saúde, expulsão da família, palavras, ameaças, intimidação, etc.) em vez de violência (ataque, lesão, morte). E uma minoria nada insignificante não tem nada a ver com fé: a violência entre muçulmanos e cristãos pode ser de natureza étnica e social (paralela à violência entre cristãos, como a violência entre kukis na Índia): é percebida como perseguição aos cristãos, mas não se resolve com mais tolerância a uma religião diferente. Menos monitorados são os locais onde os perseguidores não são a sociedade ou o governo, mas sim grupos criminosos.


O argumento apresentado pelo Christian Post é que a perseguição é uma questão de direitos humanos: ela deve ser interrompida. Todd Nettleton, da VOM (Voz dos Mártires), argumenta que, sim, é uma questão de direitos humanos, mas também é, biblicamente, o contexto da obra cristã e não pode ser realmente interrompida; precisamos nos unir aos cristãos em oração. Eu levaria o argumento um passo adiante: a perseguição é provocada pela reação das estruturas do pecado à propagação do Evangelho.


João 3:19-20 nos diz: “A luz veio ao mundo, mas os homens amaram mais as trevas do que a luz, porque as suas obras eram más. Pois todo aquele que pratica o mal odeia a luz e não se aproxima da luz, temendo que as suas obras sejam expostas”. O Evangelho é uma boa notícia, mas também é uma pedra de tropeço, uma loucura (1 Coríntios 1:23) e uma ofensa (Gálatas 5:11).


Os perseguidores são humanos. São prisioneiros do pecado e agem tanto de acordo com os hábitos que os aprisionam quanto em defesa deles. As estruturas do pecado não querem ser destruídas pelo Evangelho e lutarão contra ele. Essa é uma batalha espiritual, que não pode ser resolvida por leis. Ela só pode ser vencida pelo avanço e, por fim, pelo triunfo do Evangelho.


O Evangelho está avançando: rapidamente em alguns lugares e mais lentamente em outros. Os movimentos estão crescendo a uma taxa de 23% ao ano, dobrando de tamanho a cada três anos, e não conseguem manter esse ritmo sem, eventualmente, encontrar pessoas que se opõem ao seu avanço, por qualquer motivo. As pessoas estão percebendo, de repente, quantos seguidores de Cristo existem. Quase todos os grandes movimentos relatam aumentos significativos no número de traições, prisões, encarceramentos, apropriações de propriedades do movimento e até mesmo mártires.


Precisamos, portanto, de uma teologia do engajamento com o Evangelho que lide com isso: precisamos levar o Evangelho a lugares que não o têm, não esperando que o desejem, mas sim esperando que lutem contra ele. Sofrimento é o que suportamos. Risco é a probabilidade de o enfrentarmos. Insegurança é aceitar situações que não tentamos tornar seguras. Uma teologia do sofrimento sem uma predisposição para entrar em situações de insegurança — para ir sem qualquer promessa de proteção ou cessação da perseguição — é pouco mais do que tinta bonita em uma página.


Isso não significa que:

  • A perseguição significa que o Evangelho acabará por vencer. De certa forma, o fim é prometido (Mateus 24, Apocalipse), mas não nos é prometido quantos desses haverá (portanto, não devemos julgar porcentagens ou números), nem o prazo.

  • A perseguição cessará ou diminuirá à medida que a igreja crescer. Quando os cristãos forem maioria, a perseguição tende a se atenuar. Ainda assim, as dores do parto podem ser intensas e duradouras (veja o Oriente Médio e o Sul da Ásia), lugares que eram cristãos podem se tornar não cristãos (veja a Coreia do Norte) e governos podem exercer controle intenso por longos períodos (veja a China).

  • A proximidade com o risco é um indicador de fidelidade, e ser perseguido nos torna cristãos melhores. 1 Pedro 4:1 sugere um elemento de refinamento, mas a teologia básica ensina que nenhuma obra nos torna melhores; somente a graça nos coloca em posição correta aos pés da cruz. Não devemos buscar a perseguição e o martírio.

  • Perseguição que não é motivada pela fé não é perseguição de fato. A hostilidade ao Evangelho surge de diversas motivações, e o resultado final é o mesmo. Devemos perdoar e oferecer a outra face, independentemente do motivo da agressão.

  • Os perseguidores estão fora do alcance do Evangelho (porque, Paulo) — OU, que o nosso testemunho em meio à perseguição certamente levará um perseguidor ou testemunhas próximas à fé.


É reconfortante pensar que um governo ou uma força poderosa se posicione em defesa dos crentes, e comemoramos quando isso acontece (como ocorreu quando a China libertou o pastor Ezra Jin após o presidente dos EUA, Trump, mencionar o caso). Mas isso nem sempre acontece — os outros oito líderes da Igreja Zion House não foram libertados da mesma forma. E se sempre acontecesse, não seria uma forma de impor o Evangelho à força — vocês precisam ouvir essas pessoas? Isso não privaria o Evangelho de uma de suas formas mais poderosas de testemunho: como um crente reage quando está sob ataque? Da resposta à pergunta: “o que transparece de um discípulo quando ele está sob pressão”?


Contudo, isso não significa que não devamos agir em favor dos perseguidos. Biblicamente, devemos, porque somos um só corpo: “Lembrem-se dos que estão na prisão, como se estivessem presos com eles; e dos que são maltratados, visto que vocês também estão no corpo” (Hebreus 13:3). Devemos orar por eles, ajudá-los, amparar as viúvas e os órfãos, defender os presos e assim por diante. Devemos lembrar-nos de suas correntes — para estarmos ao lado deles como testemunha de como os cristãos agem uns para com os outros em momentos de perseguição.


É também uma bela ideia pensar que a perseguição trará à tona uma história de martírio maravilhosa, como a dos Quarenta Mártires de Sebaste (320 d.C.) — soldados em um lago congelado, um deles deserta em busca do calor oferecido caso renunciassem à sua fé, e um guarda se despe para tomar o seu lugar.


Mas essas histórias são casos isolados. A realidade comum é que o evangelho é uma ofensa contra a qual muitos no mundo lutarão e se esforçarão. Se odiaram Jesus, também nos odiarão. Não se pode impedir isso com leis, tratados ou força militar. Só pode ser impedido pelo avanço constante do Evangelho por meio do testemunho das vidas dos crentes que venceram “pelo sangue do Cordeiro e pela palavra do seu testemunho; pois não amaram a própria vida, mesmo diante da morte”.


Justin Long


Sobre mim: Passei 35 anos pesquisando e documentando grupos étnicos não alcançados; atualmente trabalho com a Beyond, que envia equipes para iniciar movimentos em locais com pouca ou nenhuma presença cristã. Este Resumo acompanha os eventos e tendências que moldam o acesso a esses locais — o que torna o trabalho possível e o que o dificulta. Compartilho notícias como guerras regionais ou proibições de vistos porque elas impactam o trabalho, não para discutir política interna. Para tornar essas informações úteis para todos, priorizo ​​links de acesso gratuito, com fontes globais e, em grande parte, seguros para acessar em regiões sensíveis.

https://justinlong.org/ 

terça-feira, 18 de abril de 2017

Carta da Sociedade Bíblica do Egito sobre atentados


http://www.ultimato.com.br

A Sociedade Bíblica do Egito divulgou uma carta em resposta aos dois atentados com bombas, que deixaram 46 mortos e uma centena de feridos no último domingo (09/04). Os dois ataques aconteceram em duas igrejas cristãs coptas, nas cidades de Alexandria e Tanta, quando estava sendo celebrada a missa de Domingo de Ramos.

A autoria das duas explosões foi assumida pelo grupo terrorista Estado Islâmico, que também se responsabilizou pela explosão que causou 29 mortes em dezembro de 2016, na catedral copta de São Marcos, no Cairo. Mês passado, cerca de 400 cristãos coptas deixaram suas casas na Península do Sinai por causa de ameaças de jihadistas ligados ao ISIS. Os coptas representam cerca de 10% da população egípcia é a minoria cristã mais antiga e mais numerosa do Oriente Médio.

A carta da Sociedade Bíblica do Egito diz que “o que está acontecendo no Egito não é uma lenda de 2000 anos atrás, mas um testemunho atual, vivo, do poder da fé cristã”. 

Leia a seguir a carta na íntegra:

*****
Não é apenas uma lenda

Caros amigos,

Agradecemos a todos que expressaram preocupação e orações, seguindo os bombardeios trágicos nas igrejas de Tanta e de Alexandria.

Domingo de Ramos é um dos dias mais festivos no calendário da nossa igreja. Cristãos egípcios carregam ramos de palmeiras com trançados artísticos. Eles cantam: Hosana ao Rei dos Reis! É um dia de celebração cheio de alegria. 

Aí a primeira bomba explodiu.

Imediatamente muitos cantores que participavam na liturgia mudaram suas vestes terrenas agora cheias de sangue por vestes de mártires, lavadas no sangue do cordeiro. (Ap 7.11). Poucas horas depois uma segunda bomba explodiu em Alexandria, onde um homem bomba suicida detonou seu explosivo do lado de fora da igreja São Marcos. Ao todo morreram 46 pessoas, deixando a celebração pela fé para celebrar por vista, encontrando seu Salvador face a face. Muitos outros ficaram feridos 

Os funerais eram uma mistura de lamentações e alegria, como um bispo explicou:

“É verdade, nós amamos o martírio. Mas também amamos a vida. Não odiamos a vida terrena. Deus nos criou na terra para viver, não para morrer. O fato que aceitamos a morte não significa que nosso sangue é barato, e não significa que não nos importamos. Não cometemos suicídio. Mas damos testemunho de Jesus, quer por meio de nossas vidas ou pela nossa transição para o céu. Se vivemos, vivemos para o Senhor, e se morremos, morremos para o Senhor.” 

A mídia está perplexa. Em muitas ocasiões, muçulmanos que ficaram irados com esse ódio cego e mau, expresso nessa atrocidade, ficam frustrados com os cristãos e sua conversa sobre amor e perdão. Assim como em ataques anteriores, o sentido de vingança é mínimo, enquanto famílias aceitam o martírio como um dom de Deus. 
Clique aqui para verificar o espanto de um entrevistador muçulmano com a atitude da viúva do porteiro que impediu o suicida de entrar na igreja em Alexandria, assim salvando muitas vidas. O que está acontecendo no Egito não é uma lenda de 2000 anos atrás, mas um testemunho atual, vivo, do poder da fé cristã.

Por favor, orem pela igreja dos Mártires enquanto ela procura aplicar fielmente os ensinos e o exemplo de Jesus para perdoar e continuar firmes. Orem por paciência em meio ao sofrimento e luto. Orem por vitória sobre a amargura e a ira. Orem pela nossa igreja e pelos líderes do governo;

E quando estiverem celebrando nesse fim de semana, que possam ser inspirados pelo testemunho de muitos cristãos egípcios cuja fé expressa o verdadeiro sentido da Páscoa.

Sinceramente em Cristo,

Ramez Atallah
Diretor Geral
Sociedade Bíblica do Egito

Tradução: Tonica van der Meer

sábado, 17 de janeiro de 2015

Boko Haram, o terror que ameaça a Nigéria

O maior PIB do continente tropeça na corrupção e na ineficiência e fica à mercê dos terroristas que sequestraram mais de 200 estudantes no norte do país

Edoardo Ghirotto - http://veja.abril.com.br/
Homem segura um cartaz pedindo a libertação das meninas sequestradas pelo Boko Haram
Homem segura um cartaz pedindo a libertação das meninas sequestradas pelo Boko Haram (Sumaya Hisham/Reuters/VEJA)
A comemoração da notícia de que a Nigéria havia superado a África do Sul e se tornado a maior economia do continente durou pouco. Menos de dez dias depois, o país mais populoso da África foi abalado pelo sequestro de mais de 200 estudantes no estado de Borno, nordeste do país. O grupo terrorista Boko Haram assumiu a autoria do rapto que mobilizou governos e personalidades de vários países em torno da campanha #BringBackOurGirls (‘Devolvam nossas Meninas’). Em vídeo, o chefe da organização, Abubakar Shekau, ameaçou vender as jovens e obrigá-las a se casar. O fato de Shekau ainda fazer propaganda do movimento é uma prova da incompetência do governo nigeriano em lidar com o problema, uma vez que o terrorista havia sido dado como morto pelo Exército em duas ocasiões.
“O Boko Haram foi de um grupo de pregadores, a um grupo armado, a um grupo terrorista, a insurgente, e agora quer se firmar como governo. Um dos principais problemas é que a resposta do governo para combatê-lo não está evoluindo tão rápido quanto o Boko Haram”, disse ao site de VEJA Adunola Abiola, fundadora do centro Think Security Africa, sediado em Londres.
Leia mais:

O Boko Haram foi criado em 2002 pelo clérigo muçulmano Mohammed Yusuf, que fundou um complexo religioso em Maiduguri, também no nordeste do país, onde a resistência da população à educação ocidental é grande. Os muçulmanos da região ainda se recusam a matricular suas crianças em escolas públicas e muitas famílias enviaram seus filhos para a escola islâmica que faz parte do complexo e que serve como um campo de recrutamento de jihadistas, como apontou a rede britânica BBC.
Boko Haram significa “a educação não islâmica é pecaminosa” e foi assim que o grupo ficou conhecido, apesar de seu nome completo dar uma ideia melhor de seus objetivos: ‘Pessoas Comprometidas com a Propagação dos Ensinamentos do Profeta e da Jihad’. A organização, de fato, não está interessada apenas em barrar a educação ocidental. Sua meta é implantar um estado islâmico na Nigéria. Este objetivo passou a ser buscado por meio da violência a partir de 2009, ano em que Yusuf foi capturado e morto. Desde então, tendo Shekau como novo chefe, os radicais já foram responsáveis por mais de 3.000 mortes. Eles são especialistas em matar “infiéis” – o que inclui policiais, políticos e clérigos de outras tradições muçulmanas, além de cristãos – e incendiar igrejas e instalações militares, não apenas no norte do país, mas em várias regiões, incluindo a capital, Abuja.
A base de ação, no entanto, está mesmo no norte, onde a defesa da sharia é algo presente. Contudo, mesmo as pessoas favoráveis a ela também são atingidas pela violência do Boko Haram e não acreditam que a conduta do grupo esteja de acordo com a lei islâmica. Além disso, a corrupção “aliena o governo, o Boko Haram e seus patrocinadores do espectro da população”, afirma Adunola.
O medo como arma – Na atual crise provocada pelo rapto das estudantes, o governo nigeriano mostrou mais uma vez despreparo para lidar com o terror. O Exército anunciou que as meninas haviam sido resgatadas, informação que foi desmentida pelos familiares das vítimas. Em outra declaração desastrada, antes do rapto das jovens, o presidente Goodluck Jonathan tentara minimizar a gravidade do terrorismo no país ao afirmar que Boko Haram era um “desafio temporário”. Até agora, as autoridades do país tiveram como foco derrubar linhas de comunicação e minar a habilidade operacional da organização. Em maio do ano passado, um estado de emergência foi declarado em três estados do norte onde a presença dos terroristas é mais forte: Borno, Yobe e Adamawa.
HO/Boko Haram/AFP
O terrorista Abubakar Shekau aparece discursando em um vídeo divulgado pelo Boko Haram
“O Boko Haram opera clandestinamente e desencadeia um ciclo vicioso de violência. E o governo tem utilizado meios opressivos e indiscriminados para lidar com o grupo, o que muitas vezes resulta em mortes de civis”, alertou Rona Peligal, vice-diretora da divisão africana na ONG Human Rights Watch (HRW). O grupo tem ainda outra arma perigosa em mãos: o medo. Segundo Adunola, a tática dos terroristas é subjugar a população civil com a ideia de que o governo não tem como protegê-la. “A luta real está em andamento nos corações e nas mentes dos civis e o governo não parece estar respondendo de forma eficiente a isso”.
Saiba mais:

Impacto econômico – Tendo o petróleo como a principal fonte de recursos, a Nigéria tem na falta de segurança um entrave para novos investimentos no setor. A agricultura é outro componente crucial para a economia e tem apresentado crescimento. E é da agricultura que vem a riqueza da maior parte da população nas regiões onde o Boko Haram se faz mais presente. “As pessoas não podem cuidar de suas fazendas devido à violência recorrente, e têm seu gado roubado por integrantes do grupo e outros bandidos”, lamenta Adunola.
Nesta semana, a capital Abuja foi sede do Fórum Econômico para a África, iniciado com um minuto de silêncio em apoio às famílias das vítimas. Na primeira sessão plenária do encontro, o presidente Jonathan agradeceu os países que se comprometeram a enviar especialistas para ajudar a resgatar as adolescentes e declarou que o sequestro “marca o início do fim do terrorismo na Nigéria”. Para o bem das estudantes, de suas famílias e do país, é bom que dessa vez a declaração do governante se confirme. 

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Perseguição na Rússia: Igreja é derrubada de madrugada em Moscou


IGREJA É DERRUBADA DE MADRUGADA EM MOSCOU
IGREJA É DERRUBADA DE MADRUGADA EM MOSCOU
A Igreja Pentecostal Santíssima Trindade foi demolida por equipe de demolição acompanhada pela polícia em Moscou, capital Russa, nesta semana.
Trabalhadores apoiados por policiais e voluntários civis, aparentemente com ordem judicial, começaram a demolir logo após meia-noite de 06 de setembro. O prédio de três andares foi totalmente destruído.
De acordo publicação CBN News, um membro da igreja que não foi identificado, explicou que o governo russo está mudando à “força” o local de algumas igrejas, dando-lhes terra em áreas mais remotas para construir novos edifícios.
Ainda de acordo com o relato, o governo pede que após a permanência em um território, as igrejas refaçam suas estruturas com alicerces de alvenaria, porém as licenças necessárias para construção têm sido negadas pelo próprio governo.
Quando uma congregação não cumpre o prazo, a terra é recuperada e tudo integrado torna-se propriedade do governo.
Grupos de direitos humanos e membros da igreja ficaram chocados com a demolição que ocorreu tarde da noite.
“Neste momento, as autoridades destruíram nossa igreja … agora são 04h30 – horário de Moscou”, escreveu um membro em um e-mail para Frank Wright, presidente e CEO da National Religious Broadcasters.
“Eles vieram à noite, para evitar conflitos com as pessoas”, continuou ele. “Alguns itens da igreja foram roubados, outros destruídos. Não podemos fazer nada, apenas orar e chorar”.
Grupos de direitos humanos dizem que a congregação da Santíssima Trindade Pentecostal tentou atender aos requisitos legais da cidade.
A Santíssima Trindade está entre muitas igrejas evangélicas expulsas de Moscou nos últimos meses. Alguns líderes cristãos temem que os incidentes sejam evidências de que a liberdade religiosa esteja desaparecendo na Rússia.
Fonte: The Christian Post

segunda-feira, 9 de julho de 2012

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Sudão: uma lição de genocídio anticristão

Os mais de um milhão de sudaneses mortos são o monumento da inutilidade da ONU na proteção dos direitos humanos dos inocentes.
Nasceu na África o Sudão do Sul, que teve sua independência e soberania formalmente reconhecido em 9 de julho de 2011. Não foi uma guerra contra os chamados colonizadores europeus que libertou a nova nação africana de uma dominação cruel. Na verdade, o povo Sudão do Sul, composto por animistas e cristãos, estava oprimido pelos sudaneses muçulmanos do Norte.

Mais de um milhão e meio de sudaneses foram mortos durante os anos em que os sudaneses muçulmanos estavam determinados a matar, estuprar e escravizar seus compatriotas cristãos e animistas do Sul. A imprensa mundial fala de um grande número de mortos como resultado de uma guerra, como se muçulmanos e cristãos tivessem lutado uns contra os outros em igualdade de atrocidades, escravidão e crucificações.
Entretanto, o genocídio que foi cometido não foi contra os muçulmanos. Os autores desse genocídio não são cristãos. A ONU quase nada fez para incomodar os muçulmanos do Norte do Sudão, a não ser oferecer condenações diplomáticas capazes de fazer qualquer ditador bocejar. Os mais de um milhão de sudaneses mortos são o monumento da inutilidade da ONU na proteção dos direitos humanos dos inocentes. A Missão Portas Abertas -   http://www.google.com/search?q=Sud%C3%A3o+site%3Ahttp%3A%2F%2Fwww.portasabertas.org.br%2F&hl=en&num=100&lr=&ft=i&cr=&safe=images&tbs= tem um registro público da perseguição aos cristãos no Sudão.


A ONU, que se gaba de se preocupar com os direitos humanos de meninas e mulheres, não interveio enquanto milhares delas estavam sendo estupradas no Sudão. As feministas ocidentais também não abriram a boca. Será que há uma exceção para homens muçulmanos que estupram?
Em pleno século XX e XXI, a escravidão descarada dos sudaneses muçulmanos contra os cristãos e animistas foi praticada bem debaixo do nariz da ONU e das nações. Os oportunistas que dizem lamentar a escravidão do passado mal levantaram um dedo para deter a escravidão bem nos dias de hoje.
O governo dos Estados Unidos, que intervém em qualquer país com a desculpa gasta de proteger direitos humanos, nunca invadiu o Sudão para impedir o genocídio que virou história.
Mesmo que os americanos tivessem invadido, é pouco provável que os cristãos escapariam de massacres. Para proteger seus próprios interesses, o governo dos EUA tem uma política de não incomodar os muçulmanos. Assim, por onde passam as forças militares americanas, os muçulmanos se sentem à vontade para perseguir os cristãos com mais liberdade. Esse foi o caso do Iraque e do Afeganistão. Depois que os americanos invadiram esses países, a minoria cristã iraquiana e afegã ficou muito mais à merce da violência islâmica do que antes.
No caso do Sudão, muitos cristãos foram martirizados, até mesmo com crucificações literais, porque aparentemente as bestas islâmicas achavam que ninguém os incomodaria. De fato, a OTAN não jogou nenhuma bomba nos muçulmanos do Norte. E mesmo que americanos tivessem invadido o Sudão, que benefício os pobres cristãos negros teriam?
Contudo, a ONU, os EUA, a Europa e outros fariam vista grossa se o caso fosse inverso? E se um milhão de muçulmanos corresse perigo de ser massacrado por cristãos, com centenas de crianças e mulheres muçulmanas sob risco de estupros e escravidão?
Será que a ONU, os EUA, a Europa e outros esperariam, sentados em suas poltronas confortáveis, a concretização cruel de um genocídio contra os muçulmanos para iniciar uma burocrática solução diplomática?

Fonte: Julio Severo

sábado, 5 de março de 2011

Leis contra a blasfêmia se tornam instrumento político islâmico

No século XVII, Galileu Galilei foi punido por realizar descobertas científicas consideradas ofensivas à Igreja Católica. Ironicamente 400 anos depois, o conceito de blasfêmia - que aos poucos foi sendo apropriado pelo islamismo - continua no centro das discussões. O assassinato do governador da província paquistanesa de Punjab, Salman Taseer, e a sentença de pena de morte à cristã Asia Bibi, também no Paquistão, chamaram a atenção do mundo ao conceito tão retrógrado quanto intolerante, que muitos países insistem em usar, calcados em justificativas religiosas para fins políticos.

    Os primeiros registros de conceitos semelhantes às leis da blasfêmia, citados por especialistas, surgiram na Europa e até hoje países como Polônia, Grécia e Irlanda ainda aplicam muitas das restrições. Contudo, as penas mais severas e a instrumentalização da lei para fins políticos, para aniquilar minorias religiosas e até para justificar ataques terroristas ocorrem com mais frequência em países islâmicos. “As atuais leis da blasfêmia parecem ser produto das ansiedades modernas sobre o lugar do Islã no mundo e da preocupação dos governos com a insegurança política e a falta de legitimidade”, diz Khaled Abou El Fadl, professor de Direito Islâmico, na Universidade da California, Los Angeles (Ucla) e uma das maiores autoridades do mundo no que se refere à legislação islâmica. “Estas leis são sempre aplicadas em uma perspectiva política contra oponentes políticos. Elas se tornaram claramente ferramentas para o abuso de poder”, completa o especialista, que foi apontado pelo presidente George W. Bush em 2003 para integrar a Comissão Americana para Liberdade Religiosa Internacional (Uscirf, na sigla em inglês).

    É difícil precisar o número exato de países que aplicam leis contra a blasfêmia ou que punem de maneira severa as “ofensas contra religiões”. Mas, em geral trata-se dos regimes que usam a Sharia (lei islâmica) ou nações cujo código penal é interpretado a partir dela. Analistas consultados pelo site de VEJA destacam a Arábia Saudita, o Irã e o Paquistão como os países que têm mais registros deste tipo de punição no mundo moderno. Contudo, casos recentes foram registrados também em outros locais, como a Indonésia, onde um cristão está sendo julgado e pode ser condenado a cinco anos de prisão por blasfêmia. Mais de 1.000 muçulmanos, que exigem pena de morte ao acusado, queimaram igrejas e atacaram um tribunal em protesto.

    Nos últimos anos, radicais também realizaram manifestações e ações extremamente violentas em todo o mundo contra o que chamaram de “atos ofensivos ao Islã”. Entre os casos mais emblemáticos está o do desenhista dinamarquês Kurt Westergaard, que fez uma caricatura de Maomé com uma bomba debaixo do turbante, em 2005. A ilustração provocou distúrbios em vários países islâmicos, que resultaram na morte de 150 pessoas e um boicote comercial aos produtos dinamarqueses. A proibição da construção de minaretes (torres das mesquitas de onde se anuncia aos muçulmanos a hora das orações), na Suíça, também causou protestos de islamitas e a polêmica ganhou projeção planetária ao ser levada à Organização das Nações Unidas (ONU) e à União Europeia.

Intolerância

   Em diversos países islâmicos, o simples fato de alguém questionar as leis contra a blasfêmia é motivo para a ira dos radicais. “O problema é que as pessoas que pedem o fim destas leis podem ser assassinadas, o que impede até mesmo esta discussão. É muito perigoso no momento”, diz Gareth Price, especialista em Paquistão do The Royal Institute of International Affairs (Chatham House), fundado em 1920 na Inglaterra, referindo-se ao assassinato de Taseer que defendia o fim da lei no país. “Muitas pessoas de opiniões mais liberais no Paquistão tinham esperança de que esta lei fosse repelida, mas não foi. Por causa da força dos partidos islâmicos nenhum governo teve coragem de fazer isso”, afirma o autor do livro Afghanistan and Pakistan: Gaining a Grip (Afeganistão e Paquistão: Um Olhar Aprofundado, em tradução livre).

    Foram justamente estas nações islâmicas, como o Paquistão, que conseguiram passar uma resolução na ONU, em dezembro de 2010, sobre “o combate à difamação das religiões”. A medida, que contou com 79 votos a favor, 67 contra e 40 abstenções na Assembleia Geral da entidade, foi criticada por diversos grupos de defesa de direitos humanos, alegando que a estreita margem mostraria a decadência do conceito. “A cada ano que passa, mais países reconhecem que as leis para proteger as religiões contra difamação ou críticas aumentam a intolerância e a violação dos direitos humanos em vez de reduzir o problema pretendido”, disse Leonard Leo, presidente da Comissão para Liberdade Religiosa Internacional.

Origem

    As primeiras versões dos conceitos que se aproximam das atuais leis da blasfêmia se perdem na história. Diversos registros surgiram na Europa na Idade Moderna. Ao longo dos anos, a Grã-Bretanha se tornou um dos países mais proeminentes, com registros datados do século XVI. No século XVII, a blasfêmia foi declarada uma ofensa contra o “common law” (sistema legal inglês). Ela foi usada, originalmente, para perseguir ateus e preservar o cristianismo. Mas, depois serviu para proteger dogmas e crenças da Igreja Anglicana.

    De acordo com El Fadl, o conceito foi distribuído a algumas colônias do país por meio do “Commonwealth” (comunidade britânica). “O Paquistão moderno, por exemplo, foi fortemente influenciado pela administração britânica na Índia”, diz ele. “É por isso que, nos anos 1980, a lei da blasfêmia paquistanesa continuou a usar termos e frases que faziam sentido na tradição anglicana, mas não na islâmica.”

    As leis da blasfêmia foram incluídas ao Código Penal do Paquistão em 1986. Entre as proibições estão ofender o Corão, insultar o profeta Maomé ou qualquer uma de suas esposas e seus parentes. Uma ofensa ao Islã é punida com pena de morte. Segundo o jornal paquistanês Dawn, 964 pessoas foram indiciadas por blasfêmia entre 1984 e 2004. Apesar de muitas terem sido sentenciadas à morte, não há registros de execuções, já que muitas condenações foram modificadas na apelação.

    Atualmente, as leis da blasfêmia são duramente criticadas por serem usadas de maneira política e pelo fato de discriminarem minorias religiosas. Diversos países, organismos internacionais e até o papa Bento XVI pressionam o presidente do Paquistão, Asif Ali Zardari, em favor de uma cristã condenada à morte em novembro de 2010 por “blasfemar” o profeta Maomé. Asia Bibi, de 45 anos e mãe de quatro filhos, apelou da decisão e aguarda a posição da Justiça. Na foto da galeria acima, ela aparece ao lado de Taseer. O governador de Punjab foi assassinado no início de janeiro por um de seus seguranças justamente por se opor às leis da blasfêmia. Por mais assustador que pareça, dias depois, 50.000 pessoas saíram às ruas Karachi para apoiar o assassino e protestar contra a revisão das normas.

    O Irã tem um Código Penal com uma série de leis abrangentes e vagas. Nele, insultar a religião islâmica pode levar à prisão e até à pena de morte. De acordo com Payan Akhavan, iraniano e professor de Direito Internacional na Universidade McGill no Canadá, o conceito também é instrumentalizado e usado contra minorias religiosas e oponentes do regime.

    “O que o governo diz é: ‘nós somos a República Islâmica, nós representamos o Islã e se você nos criticar, estará criticando o Islã. Portanto, estará insultando Deus”, afirma o especialista, que foi um dos primeiros promotores do Tribunal Penal Internacional da ONU, em Haia, e atuou em grandes casos, como o do ex-presidente da Iugoslávia, Slobodan Milosevic. “Insultar Deus e o Islã pode levar à pena de morte. Então, se você criticar o supremo líder por corrupção, também estará criticando Deus e pode ser sentenciado à morte. Este é o tipo de construção ideológica.”

    Apesar de ter a maior população muçulmana do mundo, a Indonésia é um estado secular, que desenvolveu uma reputação de pluralismo e Islã moderado. Contudo, segundo o livro sobre o impacto das leis da blasfêmia sobre os direitos humanos escrito pela organização que defende os direitos humanos Freedom House, há receios de que o pluralismo no país esteja em decadência com o aumento de ataques contra minorias religiosas. Entre elas, grupos cristãos e o movimento Ahmadi, cujos seguidores acreditam que Maomé não é o último profeta do Islã. O documento ressalta também o crescimento de medidas governamentais e judiciais para coibir a liberdade de religião e de expressão na Indonésia. Grande parte disso, de acordo com a Freedom House, se deve à aplicação das leis da blasfêmia. Elas foram introduzidas ao Código Penal em 1965 e punem com até cinco anos de prisão ofensas às seis religiões reconhecidas no país.

    Em 8 de fevereiro, mais de 1.000 muçulmanos incendiaram duas igrejas e atacaram um tribunal na ilha de Java. Eles ficaram enfurecidos ao saber que a promotoria havia pedido uma pena de cinco anos de prisão para um católico acusado de distribuir folhetos com mensagens consideradas ofensivas ao Islã. De acordo com a polícia local, o grupo considerou a sentença “leniente” e pedia pena de morte ao réu.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Navegue de forma anônima em sites de países fechados ao Evangelho


Cada vez que uma pessoa acessa a Internet, seja em casa ou fora, o PC está enviando e recebendo informações através da Internet, que podem ser interceptados por qualquer método por outros.

Para evitar, por exemplo, que as outras pessoas saibam o nosso endereço de IP, você pode usar qualquer software ou aplicação Web que permite disfarçar tal numeração, e assim 'o outro lado' não pode nem mesmo conhecer o nosso país de origem.

Uma das ferramentas da web que eu recomendo, nestes casos, é Anonymouse.org, uma simples aplicação que pode acessar qualquer site anonimamente, sem deixar vestígios e ou nenhuma informação real.
A coisa boa é que Anonymouse.org não apresenta nenhum problema. Na verdade, se quisermos utilizá-lo você verá que uma vez dentro do site, basta digitar o endereço desejado em um campo que é indicado na interface do aplicativo e pronto.


Acesse: http://anonymouse.org/


via www.internetizado.com

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Preparando Missionários para Campo de Risco


Assembléia da APMB, Campinas, 07 de abril de 2000
                                                                                                                                 Barbara Helen Burns
De acordo com David Barrett, especialista em estatísticas do Cristianismo mundial, nos últimos 30 anos o Cristianismo cresceu com velocidade tal que o mundo inteiro está rapidamente chegando ao ponto de ser evangelizado. O número de testemunhos cresceu de 300 mil a 760mil entre 1970e 1997, horas evangelismo subiu de 99 bi a 432 bi, o número dos não evangelizados caiu de 37,6% em 1970 para menos que 19% em 1997, fazendo com que 80% do mundo seja evangelizado! E estamos perto de alcançar o resto não evangelizado! MAS, realmente 80% do mundo já é alcançado? Vamos olhar para uns país exemplar —Kabuli, um dos maiores sucessos de missões na história, com 80% cristão. Evangélicos e pentecostais compõem 25% da população. Tem havido avivamentos grandes. Não é preciso mandar mais nenhum missionário para lá.

POREM — Kabuli é outro nome para RUANDA! Um africano especialista diz que Ruanda é um exemplo de um pais com a igreja evangélica que tem 30 km. de extensão e um centímetro de profundidade! As igrejas evangélicas cresceram ao ponto de ter estatus e poder político no pais. Mas, onde está o senhorio de Jesus Cristo?? Porque a tanta tragédia, tortura e matança? Muitos estão perguntando: Como poderia ter acontecido tal massacre num pais assim? Chegaram a concluir que era por duas razões principais:
1.      Cristianismo era apenas um verniz, uma cobertura superficial em cima de um estilo de vida secular em que os antigos valores eram em quase nada mudados.
2.       A igreja tinha uma liderança hierárquica, dominadora, sem discipulado dos crentes como verdadeiros sacerdotes. Era uma liderança elitista.

Na opinião de Engel esta situação reflete a realidade na maior parte do mundo: materialismo, corrupção política, inclusive entre evangélicos, poucos ricos ficando cada vez mais ricos, destituição de pobres, cidades perigosas, moralidade que próxima a de Sodoma e Gomorra. Ele pergunta: Porque com tantos crentes tudo está piorando? Porque fica em silêncio a igrejafrente este desastre que está acontecendo?

Em Ruanda a superficialidade cristã levou os líderes e crentes optar pela luta racial em vez de ser fiel ao Senhor. COMO FAZER? Como fazer para preparar e enviar missionários criados num ambiente semelhante, que vão ser e fazer discípulos perseverantes em situações terríveis, como Ruanda?

Há algumas reflexões sobre isto, na luz de tudo que temos ouvido estes dias.
Nós não podemos prepara ou treinar ninguém!
A.     Preparo depende do aluno, se ele quer aprender, ou sabe aprender. Isto implica:
1.      Na seleção dos alunos
2.      Na sensibilidade do professor em conhecer as capacidades de cada aluno e tentar começar o preparo a partir do seu nível.
B.     Preparo depende de Deus—é Ele que prepara. Ele põe pessoas, experiências, tira, põe outras. Podemos fazer parte do currículo de Deus na vida de uma pessoa, mas reconhecendo que a final de contas é Ele que trabalha com Seus servos em fazê-los aptos para o trabalho específico que tem para cada um.

O preparo nunca pára, e nunca chegamos a sermos “preparados”. Sempre estamos no processo de aprendizado, professor e aluno (todos somos “alunos”). Temos que ter, e desenvolver nos alunos, atitudes de aprendiz — de como aprender, do gosto de aprender, do desejo de continuar aprendendo. Colossenses 1:9-12 mostra o ciclo de aprendizado e crescimento no conhecer e obedecer.

Assim nós, como professores, podemos ser modelos de como ser aprendiz e servo de Deus.
A.     1 Pe 5:3 diz que o pastor deve ser “modelo do rebanho”.
B.     Paulo diz para os gálatas que devem segui-lo, pois ele se tornou como eles (Gl 4:12). Ele deu tudo para eles, o Evangelho, e se necessário teria arrancado os próprios olhos para eles (vs 19). Paulo se investiu neles com o mais alto amor e preocupação pelo bem estar deles.
C.     C. O modelo fala muito mais alto do que palavras. Então, como eu SOU
-Tenho paciência?
-Tenho zelo pelos alunos e pelas almas/povos?
-Tenho humildade, ou sou elitista também?
-Tenho perseverança nas dificuldades? Ou reclamo, desisto, rejeito?
-Tenho vida de oração e dependência no Senhor?
-Procuro conhecer e obedecer a Bíblia?
-Invisto minha vida para os outros?

Podemos passar informações (e o aluno vai aprender, dependendo da receptividade e capacidade, e da didática do professor)
A.     O que não devemos ensinar? Engel disse:
1.      Há uma omissão crítica no ensino da Grande Comissão - “. . . fazei discípulos de todas as nações, batizando-os e ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado”. A ênfase tem sido na evangelização, mais que a formação espiritual e a transformação social, que são os resultados do Reino de Deus! “Tudo que Jesus ordenou” (Mt 28:19) inclui o que Ele falava e fazia para ensinar. Devemos tomar mais a sério o modelo que Ele deixou. Devemos zelar para que nossos alunos têm profundo conhecimento da vida e do ensino de Jesus Cristo.
2.      Não deve fazer com que a evangelização mundial se torne um empreendimento controlável, baseado em ciências sociais e de empresas, como marketing, com alvos mensuráveis (só). O surgimento de lemas atraentes e ênfase apenas em crescimento numérico tem criado muito entusiasmo momentâneo. Muitos querem fazer tudo rápido, sem levar em consideração o preparo necessário.
3.      Não deve enfatizar uma obsessão com sucesso em termos de números, sem levar em conta a necessidade de levar a pessoa a compreender o Evangelho suficiente para ver as implicações para sua vida. Jesus Cristo tem que se tornar o Senhor da vida inteira – inclusive em relações econômicas, justiças social e integridade e santidade de vida cristã. Chegou a hora de largar o triunfalismo do sucesso estatístico, e voltar para a simplicidade e profundidade das diretrizes bíblicas.
4.      Não deve ensinar uma contextualização relativista, facilitando a entrada de sincretismo. Adaptação sem limites. Adaptamos o evangelho a agenda do consumidor, para ser aceitável, mesmo sacrificando princípios bíblicos. Enfatizamos os benefícios do evangelho, sem falar do custo. Vamos nos submeter ao relativismo do pós-modernismo, onde a Bíblia é relativa às culturas, ou vamos nos manter firmes seguindo uma hermenêutica que a própria Bíblia nos proporciona?
5.      Há o perigo de uma eclesiologia defeituosa. Que tipo de igrejas estamos plantando? A igreja leva a mensagem ao mundo, mas no mesmo tempo é a mensagem ao mundo. Precisamos de líderes-servos, e igrejas onde todos são ministros. Ensino sobre modelos de igreja do missionário - a igreja leva a mensagem e É a mensagem.
B.     O que devemos ensinar?
1.      Devemos ensinar o arroz e feijão de Cristianismo e missiologia. Muitas vezes esquecemos dos assuntos básicos e substituímos novidades por ter novidades, ou conceitos exóticos apenas para ganhar a admiração dos alunos. A missiologia deve incluir conceitos de vida,  comunicação e estratégias evangelísticas e de discipulado transculturais. Antropologia, Contextualização, Linguística, Religião, História de Missões, Teologia Contemporânea de Missões, Estratégia Missionária, Missões Urbanas, Implantação da Igreja, Discipulado e Didática Transcultural são algumas matérias básicas para o futuro missionário. Ele deve aprender se despojar do seu etnocentrismo e aprender viver e comunicar de forma relevante e transformadora no meio do novo povo.
2.      Devemos ensinar Bíblia como base em toda a missiologia (2 Tm 3:14-17 e 4:1-5). A importância da integração de teologia e missiologia não pode ser enfatizado suficiente. Não podemos preparar o aluno de ter uma bagagem missiológica bonita, sem ter conteúdo dentro da bagagem—conteúdo sólido das verdades cristãs supra culturais. Este ensino deve incluir (a) a base bíblica da razão da própria missão da igreja e (b) o conteúdo do ensino a ser feito nocampo missionário. Infelizmente muitos missionários quase iletrados quanto a Bíblia têm saído para trabalhar ao redor do mundo. Como vão “fazer discípulos”?
3.       Devemos ensinar caráter cristão. Como “viver de modo digno do Senhor” (Ef 4:1) com os colegas e o povo receptor? Como, em humildade, investir com amor e esmera na vida dos outros? Falta de caráter é uma das principais razões do retorno precoce do missionário, e deve ser levado a sério no preparo.
4.      Devemos ensinar sobre os povos como são apresentados na Bíblia e na realidade, para conhecer nosso mundo da ótica de Deus—povos amados por Deus e necessitados de perdão e salvação.
C.     Como devemos ensinar?
1.      Muitas vezes ensino para o professor se resume em estar numa sala de aula, ensinando face a face. Queremos que o aluno aprende o que estamos falando para poder repetí-lo do nosso agrado. Temos que ensinar para que o aluno aprende aprender, e tenha gosto de aprender. Como fazer isto?
2.      O melhor ensino acontece na vida, andando junto com o aluno, ombro a ombro no ministério do Senhor, como Jesus fez com Seus discípulos:  -aprendendo também no caminho-ministrando juntos -enfrentando a vida juntos em comunidade e comunhão no trabalho, no cotidiano e nas dificuldades.
Tudo isto se chama DISCIPULADO.
As soluções do Engel:
A.     Começa com conhecimento íntimo e profundo de Deus, manifesto na comunidade da Igreja. Os Apóstolos, na maioria morreram mortes violentas, com fidelidade e alegria (Aramis C. DeBarro. Doze Homens, Uma Missão, Ed. Luz e Vida, 1999). Porque? Tinham estado com Jesus! O conheciam profundamente e sabiam porque estavam morrendo! Nosso treinamento, muitas vezes secularizado, tem a tendência oposta. Somos formais, preocupados com status, notas, diploma e posição. Esquecemos da alegria em servir o Senhor juntos.
B.     Evangelismo não é uma metodologia, mas o resultado de um estilo de vida baseado no profundo amor aos outros, respeito e prontidão de ouvir as suas mais profundos pensamentos e desejos. Um missionário em Portugal falou que a tendência é“evangelismo impessoal” em vez de “evangelismo pessoal”.
C.     Não podemos pensar que de repente poderemos completar o evangelismo mundial. Esta urgência artificial faz com que pessoas não sejam preparados, mas apressadamente vão aos campos.
D.     Os métodos seculares de empresa, tecnologia, e ciências sociais devem ser utilizados apenas para auxiliar o ensino. Temos que reconhecer que é o Espírito Santo que trás convicção, regeneração e santificação.
E.      Renovar a obediência a Grande Comissão na sua totalidade.
F.      Depender da intercessão.
G.     Enfatizar o ensinamento bíblico sobre líderes que são servos.
H.     Deixar claro que a expansão do Reino inclui todas as camadas da sociedade, sem barreiras sociais dentro da própria igreja!
I.       Parar de depender, e criar dependência, das nações ricas para nos ajudar, compreendendo que há muitos recursos locais.
 Oração é essencial em todo processo. Oração é reconhecer poder do Espírito Santo e nossa total dependência em Deus. Parece que para mim o preparo para campos de risco requer muito poder - milagres, o sobrenatural, fé, e compromisso até o fim. Oração pelos alunos e com os alunos seria a chave para a vida de poder.

Parece que já ouvimos tudo isto muitas vezes. Mas creio que ainda pouco fazemos.  As vezes exige coragem para quebrar tradições educacionais e eclesiásticas para realmente cumprir o currículo de Deus nas nossas vidas e a dos alunos.

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