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terça-feira, 22 de agosto de 2023

VAGALUMES: Documentário da AMME Evangelizar mostra a evangelização de um povoado nordestino

 

A Missão AMME Evangelizar produziu o documentário Vagalumes (1h20), narrando a chegada e expansão do evangelho no povoado de Juá, no sertão nordestino.

Já pensou no que pode acontecer quando você obedece o chamado de Deus?
🌵
Vagalumes é o documentário que mostra os frutos do trabalho de evangelização pioneiro realizado no povoado do Juá, na época em que a região não tinha presença evangélica. Assista a este edificante trabalho:

domingo, 18 de junho de 2017

Como os cristãos devem se relacionar com os muçulmanos?

No outono passado, o jornal Times, do Reino Unido, apresentou aos seus leitores o uso do taweez[1] no sufismo sunita generalista dentro do islamismo. Por quê? Porque estava a noticiar a condenação de um salafista que havia assassinado um imã que praticava esta forma do islamismo[2].

A variedade do Islão

Os leitores do Times, já familiarizados com termos como sunita, xiita, sufismo e salafismo, estavam a conhecer mais uma vertente do islamismo, praticada por 41 % dos paquistaneses e 26 % dos nacionais do Bangladesh[3]. Como, pergunto eu, eles irão integrar esta informação nas categorias “radical” e “moderado” que a mídia costuma atribuir ao islamismo? E como podem os cristãos integrar a variedade do islamismo nas suas cosmovisões?
Como devemos olhar para o islamismo?
Ao longo das quatro décadas e meia desde que compreendi como Deus se preocupa com os muçulmanos, já escutei muitos debates acerca de como a missão cristã deve ser dirigida. Devemos nos focar no islamismo “popular” — na enorme percentagem daqueles que usam o taweez e cujas vidas são dominadas pelas crenças no jinn. Devemos nos focar no serviço — às mulheres que foram abusadas, às minorias que sofrem com o racismo e aos que vivem na pobreza. Devemos nos focar na apologética, na polêmica, no diálogo e na coexistência… ou talvez em questões políticas. Talvez os cristãos devessem estar na frente da batalha contra o terrorismo ao estilo do Estado Islâmico.
Por detrás destes debates estão perguntas sobre como deveremos olhar para o islamismo, que, por sua vez, encontram eco nas respostas polarizadas dadas aos muçulmanos, que estão a dividir o universo evangélico nos nossos dias. Creio que o principal problema é não sabermos como encaixar a variedade do islamismo nas nossas categorias de pensamento. À medida que o mundo secular luta com a dificuldade que é acrescentar o mundo do taweez no seu entendimento da “religião”, os cristãos também têm dificuldade para encaixar o islamismo na sua compreensão do mundo. Por isso, escolhemos categorias que já existem e nos focamos nos muçulmanos que cabem dentro delas. Os nossos mestres e pregadores precisam urgentemente ler a Bíblia de uma forma que permita a toda a igreja se relacionar com toda a variedade do islamismo e dos muçulmanos
PRECISAM
Se pensarmos assim, vemos que o desafio é ainda maior: o islamismo pode ser um caso especial, mas precisamos de uma cosmovisão bíblica que nos dê um enquadramento que permita o relacionamento com todos os povos de todas as fés. O meu livro, The Bible and Other Faiths,[4] procura fornecer isso mesmo: uma forma de ler a Bíblia que tem em conta o mundo religioso “por detrás” dos textos bíblicos, de forma a ajudar-nos a entender o nosso próprio mundo religioso. O meu livro mais recente, Thinking Biblically about Islam,[5] lida com o caso especial do islamismo.

Enquadramentos bíblicos

A obra Thinking Biblically about Islam desenvolve dois enquadramentos bíblicos de pensamento e aplica-os de duas formas:
Os enquadramentos bíblicos lidam, em primeiro lugar, com o desenvolvimento de uma compreensão da humanidade que inclui os muçulmanos e, em segundo, de uma forma de entender o islamismo. Ambas estão relacionadas porque o “islamismo” é praticado por seres humanos, e é por isso mesmo que apresenta tanta variedade.
As aplicações interrogam, para começar, sobre como podemos refletir acerca de vários aspectos do islamismo: o Corão, Maomé, a umma e a sharia; e, em segundo lugar, sobre como os nossos estudos bíblicos podem nos transformar em nossos relacionamentos com muçulmanos.
Esta análise de duas vertentes reflete uma tensão inerente a muita da polarização a que assistimos nas respostas cristãs ao islamismo: estamos tentando compreendê-lo como um sistema posterior a Jesus Cristo e que se vê a si mesmo como suplantando o cristianismo, enquanto tentamos nos relacionar com a enorme proporção de seres humanos que são muçulmanos. Por um lado, muitos cristãos sentem que o islamismo nunca deveria ter existido e que os muçulmanos são intrusos no seu mundo. Por outro, muitos cristãos vivem em lugares onde se relacionam com muçulmanos diariamente e têm amigos, colegas e familiares muçulmanos a quem amam.
Aqui está uma amostra dos dois enquadramentos bíblicos:

Uma visão da humanidade que inclui os muçulmanos

A base deste enquadramento é Gênesis 4 a 11. É uma análise padronizada do texto como um quiasmo (a letra maiúscula chi, do grego, parece um X). Ou seja, a sua estrutura é ABCB’A’ ou ABA’ ou ABCDC’B’A, etc. Os primeiro e último elementos “correspondem”, à medida que definem temas e assuntos, podendo repetir palavras. O elemento central é o ponto principal do assunto do texto. Os elementos intermédios “correspondem” (aqui são ambos genealogias) e indicam de que forma todo o argumento faz sentido.[6] Portanto, esta análise corresponde Gênesis 4 e 11, Gênesis 5 e 10 e, depois, considera Gênesis 6 a 9 como central.
Em Gênesis 1 a 3, aprendemos que todos os seres humanos, incluindo muçulmanos, são feitos à imagem de Deus e estão debaixo da queda. Gênesis 4 a 11 nos dá uma análise de um mundo religioso caído que pode ser lida como um quiasmo. O início e fim lidam com a religião à escala individual e societal. O ponto central é a história do dilúvio, e no meio estão as genealogias que são tão importantes em toda a estrutura de Gênesis:
A Capítulo 4: Os seres humanos fora do Éden procuram se aproximar de Deus através de um ato religioso. Não é evidente o porquê de um ser aceito e o outro rejeitado, mas fica claro que o resultado é a violência.
B Capítulo 5: Os seres humanos têm uma origem comum, e todos (exceto Enoque que aponta para uma esperança de vida) partilham a morte na sua genealogia.
C Capítulos 6 a 9: A resposta de Deus ao alastrar da violência é a ira e o sofrimento(6:6). A história do dilúvio é lida como demonstrando duas formas possíveis de Deus lidar com o mal: o juízo do dilúvio e o pacto de aliança que sucede ao sacrifício de Noé. Esta última indica a preferência de Deus, que se mantém por toda a história.
B’ Capítulo 10: As sociedades humanas têm uma origem comum e estão debaixo da mão provedora e doadora de vida de Deus.
A’ Capítulo 11: Os seres humanos têm a tendência de usar a religião para propagar o poder e o território de um povo em particular. Esta é a religião perigosa, que Deus irá julgar para limitar o mal que dela advém.
Esta análise nos fornece categorias simples, mas convincentes, para refletir sobre sunitas e xiitas, sufismo e salafismo, e sobre quem usa o taweez e os apoiantes do Estado Islâmico que matam idólatras.

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A: Religião individual. Podemos olhar para todos os muçulmanos como pessoas que tentam chegar a Deus, seja pelo exemplo de Abel ou com motivações iguais às de Caim. Podemos esperar lutas religiosas violentas por causa de questões sobre o que agrada a Deus
Portanto, este tipo de cisões é esperável entre sunitas e xiitas. Contudo, podemos também esperar que alguns dos sufistas, que buscam a face de Deus como um amante busca aquele a quem ama, sejam os “Abéis” do mundo muçulmano. A história nos leva a perguntar até que ponto conseguimos distinguir quais dos apoiantes do Estado Islâmico que sacrificam suas vidas são como Caim, e quais são como Abel.
A’: Religião social. É possível entender as várias dimensões políticas do islamismo como manifestações de uma tendência humana comum de juntar religião, etnia e poder[7] Podemos estar certos de que quando esta fusão ergue estruturas de poder exploradoras que se opõem a Deus, ele irá limitar os danos que elas causam à sua criação, que é boa.
B e B’: Genealogias. Tudo isto é a condição humana partilhada. Os muçulmanos não são intrusos no nosso mundo: todos fazemos parte do mundo de Deus. Uma das implicações disso é podermos esperar os padrões de Gênesis entre cristãos e entre muçulmanos também. Os cristãos também podem discutir sobre quem é aceitável diante de Deus. Os cristãos também podem lutar e matar-se uns aos outros. Os cristãos também podem usar a religião para construir impérios.
C: No centro de tudo está o problema do mal. Não me refiro à questão da origem do mal, embora o livro explore algumas das principais diferenças entre a posição muçulmana e cristã sobre o assunto, ao estudar a história de Adão no Corão e na Bíblia. Antes, a grande questão levantada pela história de Noé em Gênesis é: como é que Deus lida com o mal, e quais as implicações disso para a forma como os seres humanos devem lidar com mal em si mesmos e nos outros.
A minha esperança é que os leitores cristãos estejam agora partilhando um pouco da dor, da ira e do coração de Deus (Gn. 6:6). Espero também que, tal com Aquele a quem servimos, o leitor esteja decidido a preferir o caminho do sacrifício e do pacto de aliança em vez do caminho do juízo em resposta ao mal. Ele nos leva a Jesus e à sua cruz, ao sangue que clama tão mais alto do que o de Abel, o mártir. Talvez a nossa maior dor seja que a cruz e o sangue não existam no pensamento islâmico e, por isso, não são tidos em conta por quem usa o taweez ou pelos apoiantes do Estado Islâmico nas suas lutas contra o mal. E assim chegamos ao centro do segundo enquadramento analítico.Isto nos sugere uma chave para um pensamento biblicamente fundamentado acerca das variedades do islamismo: podemos descobrir o que estes muçulmanos em particular consideram ser o mal, e como estão a tentar lidar com isso. Um exemplo é a polarização entre quem usa o taweez e os apoiantes do Estado Islâmico. Os primeiros se focam no mal que os afeta e às suas famílias na vida diária. Eles lidam com isto através de rituais e, muitas vezes, tentando controlar o jinn que consideram ser responsável pelos seus problemas. Os apoiantes do Estado Islâmico concentram-se mais nos males políticos, que consideram serem causados por uma adoração errada. É frequente tentarem lidar com eles tentando destruir as causas.

O enquadramento para entender o islamismo

Este enquadramento advém da transfiguração. Ao escrever o livro, compreendi a centralidade da transfiguração nos evangelhos sinóticos; o evangelho de João pode ser lido como uma exegese da transfiguração.[8]
As perguntas às quais a transfiguração responde são perguntas islâmicas: De que forma Jesus está relacionado com os profetas anteriores? O que significa que ele é o Messias? Como lidamos com o escândalo da sua insistência em sofrer uma morte humilhante?
Até aqui, os evangelhos estão largamente em harmonia com a visão corânica de Jesus, sendo que o Corão levanta as mesmas questões que os evangelhos. No entanto, os muçulmanos encontram respostas diferentes.[9] Eles negam a crucificação e colocam Jesus no mesmo nível de todos os outros profetas. Na verdade, eles revertem a transfiguração para depois desenvolver uma tradição profético-jurídica, com base numa figura que combina o paradigma da entrega da lei como alicerce da comunidade de Moisés, com o zelo monoteísta e de aplicação da lei de Elias.
Estas observações provocam uma releitura dos paradigmas jurídicos e proféticos representados por Moisés e Elias, pelo menos enquanto formas de lidar com os males do pecado humano. Por um lado, como pode o material bíblico nos ajudar a entender as forças e as fraquezas do islamismo? Por outro, por que motivo os relatos bíblicos destes profetas encontram o seu cumprimento na cruz de Cristo em vez de na Medina de Maomé?
Portanto, uma compreensão do propósito e da natureza, das riquezas e limitações da lei bíblica e do sistema dos profetas nos oferece algumas categorias para pensar acerca do islamismo; além disso, abre a possibilidade de uma forma de ler o Novo Testamento que ilumina o modo e o motivo para ser boas novas para os muçulmanos. De ponta a ponta, a Bíblia fala ao mundo do islamismo e para a desorientação do povo secular e cristão que está tendo dificuldades para o entender.
Qual a implicação para os líderes evangélicos? Vamos colocar a Bíblia “em conversa” seria com o pensamento islâmico e o povo muçulmano, pregando todos os desígnios de Deus ao nosso mundo que sofre.
Os muçulmanos ainda estão aguardando a vinda de Jesus e de outras figuras messiânicas, que vêm para lidar definitivamente com o mal, destruindo os maus e salvando os bons. Tal como os cristãos também aguardam o julgamento final, que diferença faz nas nossas vidas e naquilo que pregamos o fato de o Messias já ter vindo e de ter lidado com o mal na cruz?  A cruz é o sacrifício aceitável disponível para quem é como Caim tanto como para quem é como Abel. Ela desafia todas as fusões de religião e poder, juntando, de uma vez para sempre, o julgamento que purifica e a dor que perdoa. De que forma podemos fazer dessa cruz a base de todas as nossas respostas ao islamismo?

Notas

  1. Taweezé uma palavra do urdu geralmente traduzida como “amuleto”. Ela se refere a um objeto usado ao pescoço ou atado de outra forma na pessoa. Nele está contido um papel com alguns versos do Corão ou diagramas místicos. A sua preparação é realizada por um religioso bem conhecido do povo, sendo considerada uma forma de combater problemas que podem ir da doença física ao comportamento inaceitável ou à proteção contra a magia negra. 
  2. Para ler e saber mais sobre o debate em torno desta ocorrência, consulte, por exemplo, https://www.theguardian.com/uk-news/2016/sep/05/alleged-killer-imam-court-islamic-state-rochdalehttp://www.asianimage.co.uk/news/14748549.Why_was_use_of_taweez_s_so_offensive_to_killers_/ 
  3. Esta é, de acordo com o Times, a percentagem de pessoas que admitem usar o taweez num inquérito realizado pela Pew em 2006. The Times, 17, n.º 9 (2016): 15. 
  4. Ida Glaser, The Bible and Other Faiths (Langham: InterVarsity, 2005). 
  5. Ida Glaser and Hannah Kay, Thinking Biblically about Islam (Langham: Langham Global Library, 2016). 
  6. Muitas passagens bíblicas e livros apresentam esta estrutura. A e A’ indicam qual é o argumento, sendo que o ponto central é o elemento fundamental.. 
  7. Nota do editor: consulte o artigo de Jonathan Andrews intitulado “Living as a Christian, Registered as a Muslim?” (Vivendo como cristão, registado como muçulmano?) na edição de março de 2017 da Análise Global de Lausanne
  8. João 1:14 é a chave hermenêutica. 
  9. A extensão das respostas diferentes do Corão é um assunto de grande debate, especialmente onde os silêncios são preenchidos por tradições de polêmica anticristã. Consulte, por exemplo, o debate de questões em torno da crucificação na obra The Crucifixion and the Qur’an: a study in the history of Islamic thought, de Todd Lawson (Oxford: OneWorld, 2009). 

Photo credits

Feature image from ‘Making dua‘ by Omar Chatriwala (CC BY-NC-ND 2.0).
Ida Glaser é a diretora do Centre for Muslim-Christian Studies (Centro de estudos muçulmano-cristãos) em Oxford, no Reino Unido, associado à Crosslinks, agência missionária anglicana. É tutora associada em Wycliffe Hall e membro da Faculdade de Teologia e Religião na Universidade de Oxford. É co-editora da nova série Routledge Biblical Interpretation in Islamic Context series. Este artigo apresenta o seu último livro, Thinking Biblically about Islam (Langham, 2016).

sexta-feira, 22 de maio de 2015

UMA PONTE ENTRE AS COSMOVISÕES BUDISTA E CRISTÃ

A comunicação adequada para a comunicação do Evangelho entre budistas theravadaPor  Rev. Dr. Bantoon e Sra. Mali Boon-Itt, cedido pela Mission Frontier Magazine


Nosso sonho é ver em breve um movimento histórico de budistas theravadas conhecendo a Cristo como Salvador. Esse também é o sonho e o desejo de seu coração?
O que tem impedido tal movimento e limitado a salvação dos budistas, apesar de décadas de empenho missionário? Alguns dizem que trabalhar entre budistas é como semear em terra rochosa. Alguns estão convencidos de que não há número suficiente de cristãos trabalhando e orando. Outros pensam que nossos métodos estão errados. Por exemplo, usando meios literários, quando a maioria dos budistas prefere meios orais e visuais de comunicação.[1]

O PROBLEMA: FALHA NA COMUNICAÇÃO PELA DISPARIDADE ENTRE AS COSMOVISÕES DE BUDISTAS E CRISTÃOS

Fiz duas perguntas para mim mesmo: 1) Por que é tão difícil os budistas aceitarem Cristo como Senhor e Salvador? 2) Por que, apesar de eu ser tailandês, pregar e ensinar na língua local, os que procedem de contextos cristãos apreciam minha mensagem, mas amigos tailandêses não cristãos não? Como pastor tailandês, precisei chegar à raiz dessa assunto. Com essa convicção e essas perguntas em mente procurei, por dez anos, identificar o problema, estudando o desenvolvimento do budismo e do cristianismo na Tailândia e a interação entre as duas religiões. Percebi que, sendo cristão, era difícil trabalhar com muitos tipos diferentes de budismo que são praticados na Tailândia. Descobri algumas situações que precisam ser consideradas.[2]
O problema principal é que a mensagem que os cristãos apresentam com tanto entusiasmo aos budistas é incompreensível, pouco atraente e irrelevante. Ocorreu-me que, assim como considero dificílimo tirar as lentes cristãs e colocar as budistas, também deve ser complicado para eles enxergarem a perspectiva cristã. A raíz do problema é que não temos comunicado de maneira eficaz porque não percebemos que as falhas de comunicação ocorrerão naturalmente devido a disparidade entre as cosmovisões de budistas e cristãos. Nós, cristãos tailandêses, não percebemos a necessidade de aprender a compreender o budismo theravada. Doutrinas expressadas num vocabulário cristão são em geral comunicadas pelos cristãos em termos incompreensíveis aos budistas. Um entendimento profundo do budismo nos ajudará a entender por que isso ocorre.[3]

RESPOSTAS ENCONTRADAS NA BÍBLIA

Exemplos da Bíblia mostram que precisamos deixar que o contexto do ouvinte nos guie no uso de vocabulário, métodos e ilustrações para explicar Deus, o que Jesus fez na cruz e sua ressurreição. Paulo mudava seu jeito de apresentar o evangelho de acordo com a audiência.[4] Os autores do Novo Testamento empregavam palavras e até termos religiosos provenientes do contexto local para explicar o que Deus fez por meio de Cristo. Infelizmente, em vez de aprender com exemplos bíblicos e apresentar o evangelho no contexto budista local, os cristãos esperam que os budistas compreendam nossa mensagem do mesmo jeito que nós, sem perceber que a interpretação de um budista é moldada pela cosmovisão budista. Assim, nossas boas novas não são boas novas para os budistas. Os cristãos locais precisam fazer com que o mistério da cruz seja relevante para os tailandêses budistas, levando em consideração que na cosmovisão budista palavras e ideias cristãs como expiação, sacrifício, redenção ou filhos adotivos não comunica nenhum significado relevante.
Vemos na Bíblia que a contextualização da mensagem é uma questão crucial no caminho para um grande avanço entre os budistas theravada. Isso significa explicar aos budistas o significado daquilo que Cristo fez na cruz em termos cuidadosamente selecionados que ajudem na compreensão e sejam significativos para a vida deles. Não significa simplesmente pegar palavras budistas para substituir as cristãs. Os budistas o considerariam negativo. A língua tailandêsa reflete a cosmovisão tailandêsa que, por sua vez, é sustentada pelo budismo. Não se pode simplesmente traduzir palavras de uma língua, esperando que transmitam o mesmo significado e nuances em outra língua com outra cosmovisão. Por exemplo, alguns termos cristãos nem existem na língua tailandêsa fora da igreja. Para a palavra comunhão, os cristãos usam a expressão as mak kee tham(literalmente, ensino acerca da unidade). Um tailandês não cristão não compreenderia que essa palavra significa “reunião para conhecer e apoiar um ao outro, partilharCOMIDA, cantar, orar e estudar a Bíblia”. Dificuldade semelhante ocorre com outros termos cristãos, entre eles: Deus, amor, fé, pecado, arrependimento, redenção, santificação, justificação, justiça, glorificação, e assim por diante. Muitos desses termos não existem na cosmovisão budista. Mesmo para os termos que têm um equivalente budista, os cristãos precisam gastar um tempo para explicar as semelhanças e diferenças entre os significados nas duas cosmovisões diferentes. Deixe-me explicar um pouco:
O que um cristão entende pela palavra “Deus” é bem diferente do que entende um budista. Para o budista, “deus” pode significar muitas coisas, mas o entendimento mais comum é que “deus” significa uma das muitas divindades que ocupam um espaço nas diferentes dimensões celestiais.
O alvo da vida para um budista é alcançar o nibbana, mas para o cristão, é ser salvo, se relacionar com Cristo e tornar realidade o Reino de Deus em sua vida. O budista pode entender isso como a pessoa fazendo algo em benefício próprio, a fim de alcançar o céu e ficar com Deus.
Para o budista, o céu e o inferno são dimensões celestiais e infernais hierárquicas em que os seres recebem as consequências de seus atos (kamma), mas para os cristãos, “o céu é a plenitude do Reino de Deus”, enquanto “o inferno é a separação eterna de Deus”.
Pecado: no budismo não existe esse conceito, só atos maus, bap – ou seja, ações negras (kamma), que no budismo são ações inábeis,akusala, que impedem a pessoa de atingir o nibbana. Para o cristão, pecado é desobediência a Deus, ficar aquém dos padrões divinos. Uma vez que no budismo não existe esse conceito de um Deus criador como no cristianismo, o entendimento do pecado como uma ofensa contra um Deus criador não faz sentido na cosmovisão budista.
Com essas diferenças, não é de se admirar que os budistas não entendam o cristianismo e o considerem incompreensível e irrelevante para a vida deles. Há várias áreas em que as palavras que os cristãos usam não comunicam aos budistas aquilo que os cristãos acreditam estar comunicando. É só quando os cristãos conhecem a cosmovisão budista e aprendem acerca da percepção que os budistas têm do cristianismo que podemos compreender o que realmente estamos dizendo. Conhecer pouco sobre a percepção budista a cerca do cristianismo tem resultado uma apresentação pouco sábia da mensagem cristã para os budistas theravada tailandêses.
Evidentemente, isso significa que a cosmovisão e a terminologia budista precisam ser compreendidas pelo comunicador cristão. Se isso não acontecer, o cristão desejoso de comunicar o evangelho não consegue avaliar ou entender as raízes das dificuldades de compreensão dos budistas em relação ao cristianismo. Ao tentar compreender a perspectiva budista, chegamos à conclusão de que são os cristãos que tem falhado na comunicação. Uma resposta cristã ao budismo pode ser desenvolvida de maneira mais efetiva depois de estudarmos a cosmovisão deles e percebemos como os budistas entendem nossa mensagem. É só quando tentam compreendê-los que os cristãos conseguem comunicar Cristo de maneira que realmente faz sentido para eles.
Talvez os cristãos nãos percebam, mas doutrinas budistas importantes estão bem incrustadas e são expressas no cotidiano dos budistas: linguajar, lei, moralidade, crença, cultura, tradição, arte e arquitetura. Assim, precisamos compreender o âmago das doutrinas budistas porque elas determinam a cosmovisão e o estilo de vida das pessoas. Ainda que a maioria do povo budista talvez não conheça a terminologia budista nem seja capaz de explicar doutrinas budistas, a maneira de pensarem, de praticarem o budismo e de verem o mundo está fundamentada no budismo. Precisamos compreender a base do budismo clássico para nos ajudar a avaliar e compreender as várias expressões do budismo que encontramos no mundo hoje. Como ilustração, considere a necessidade de aprender os princípios e teorias da matemática para aplicá-los a problemas matemáticos. Se o entendimento básico é precário, fica difícil, ou até impossível, resolver problemas matemáticos.
É necessário um conhecimento sadio do cristianismo e do budismo para uma comunicação eficaz. As palavras que escolhemos precisam transmitir toda a teologia cristã. Tome, por exemplo, o desafio de comunicar sobre o pecado aos budistas. Cristãos tailandêses usam a palavra bap (conforme já explicado). Precisamos compreender o que a palavra bap significa na cosmovisão budista e saber se ela comunica tudo o que “pecado” significa na cosmovisão cristã. Atualmente, a palavra bap, que os cristãos escolheram para falar do pecado, carrega significados bem distintos nas duas cosmovisões. Assim, vemos que o desafio desce ao nível de escolher as palavras corretas — criar conceitos e métodos para explicar a teologia cristã de maneira que um budista consiga compreender. Talvez, usando um conjunto de palavras ou cunhando novos termos a partir de palavras existentes em tailandês (ou na língua de determinado país budista), seremos capazes de comunicar, sem sermos mal compreendidos. Toda linguagem humana tem suas limitações. Não é possível explicar plenamente o mistério de Deus ou o mistério da cruz. O que se pode fazer é testemunhar e proclamar Cristo, para que possam ter um relacionamento íntimo com ele e se tornarem mais parecidos com o Senhor.
Essa tarefa requer a cooperação de pessoas de muitas disciplinas, como linguística e teologia. No contexto tailandês, isso conclama os que compreendem a cosmovisão local (a língua e a cultura tailandêsa), os que compreendem o budismo e os que compreendem o cristianismo.
A repercussão da contextualização da mensagem será extensa. As sociedades bíblicas, os cristãos e os evangelistas na Tailândia precisarão trocar alguns termos empregados na Bíblia em tailandês. A igreja local estabelecida precisará trocar termos com que está familiarizada, mas confundem os budistas. Não será fácil para a igreja já estabelecida substituir termos que são usados há quase duzentos anos por outros que possam comunicar melhor a mensagem da cruz aos budistas.
E se não encontrarmos termos melhores para comunicar a vida e o significado de Jesus de um modo que seja significativo e relevante para os budistas? Vamos continuar experimentando pouquíssima resposta de budistas ainda por muitas décadas. Amigos budistas que ouvirem nossa mensagem não compreenderão, ainda que usemos meios orais (não escritos) de comunicação, pois o conteúdo não fará a transmissão das necessidades reais de nossos ouvintes budistas. Mas se comunicarmos a mensagem da cruz com sensibilidade cultural, em termos com que os ouvintes budistas consigam interagir e serem transformados por eles, as palavras terão significado profundo para a evangelização e o discipulado. Cristãos tailandêses precisam estar prontos para transmitir o evangelho com clareza para os outros. Eles precisam crescer no entendimento das duas cosmovisões para espalhar o evangelho falando mais do que “Essa é a minha experiência, logo, creia”.

CONSCIÊNCIA: O PRIMEIRO PASSO EM DIREÇÃO AO CORAÇÃO DOS BUDISTAS

A consciência do problema de comunicação entre cosmovisões diferentes é o ponto chave para comunicar Cristo de tal modo que possa alcançar corações budistas. Isso é crucial para a mensagem do evangelho para os budistas na Tailândia e se aplica a outros contextos. Embora o judaísmo, o cristianismo e o islamismo tenham muitos pontos óbvios de contato em suas cosmovisões, isso não é tão óbvio no hinduísmo, no confucionismo e nas várias correntes do budismo (theravada, mahayana, xintoísmo, etc.). Que fique claro: se eu não tiver consciência de que, quando falo tailandês com amigos budistas tailandêses, eles podem não compreender o que desejo comunicar, eu posso ter a impressão de que eles têm coração duro ou que a mensagem caiu em terreno rochoso. Em vez de analisar como apresentei a mensagem, posso ser induzido a pensar que tudo o que preciso é orar mais e pedir ao Espírito Santo que derreta o coração deles. Precisamos sim de oração e de crer que somente o Espírito Santo é quem convence a todos do pecado, mas não podemos ignorar que somos chamados a comunicar e testemunhar o evangelho de forma compreensível. A cosmovisão do outro e o entendimento que eu tenho do outro determina o entendimento que eles têm de minha mensagem. Quando tenho consciência de que preciso transpor cosmovisões quando estou comunicando Cristo, fico mais atento a como estou anunciando o nosso Salvador. Terei mais cuidado para escolher palavras e métodos de comunicação e vou me certificar se a pessoa realmente entendeu o que eu queria comunicar.
Necessitamos urgentemente encontrar um meio efetivo de comunicar Cristo aos budistas, de modo que aquilo que comunicamos possa realmente tocar-lhes o coração. A tarefa de tornar o cristianismo compreensível aos amigos budistas exigirá grande sabedoria, uma vez que as ideias e os conceitos cristãos são muito estranhos e muito diferentes das ideias budistas na Tailândia. Assim, precisamos adequar a mensagem cristã ao contexto budista para ajudá-los a compreender Cristo. Os budistas poderão então perceber que a mensagem cristã não é inteiramente estranha a eles, receber novos insights e perceber que há uma resposta alternativa ao sofrimento humano ou dukkha.
Nosso sonho é que a comunidade budista abrace a mensagem do evangelho dentro de seu contexto cultural e desencadeie um avanço entre budistas theravadas.
 Rev. Dr. Bantoon e Sra. Mali Boon-Itt
Dr. Bantoon e Mali Boon-Itt são um casal que trabalha junto para o aprimoramento da comunicação da mensagem cristã a fim de torná-la compreensível e relevante para budistas tailandêses. Rev. Dr. Boon-Itt escreveu vários ensaios e uma tese de doutorado ligados a esse tópico. Ele é o pastor titular da 4a. Igreja Suebsampantawong em Bancoque, Tailândia.
O artigo original “Bridging Buddhist-Christian Worldviews” foi generosamente cedido pelo Mission Frontier Magazine, edição de novembro-dezembro de 2014, e traduzido em português pelo Martureo.
Notas
[1] Veja uma explicação das diferenças entre esses tipos de comunicação em www.ask.com/question/difference, entre a comunicação oral e escrita.
[2] Por exemplo: a igreja não consegue incentivar e preparar os cristãos para que sejam sal e luz na sociedade budista; pelo contrário, os tiramos dela e os colocamos em ambientes totalmente novos com novos amigos, vocabulário e tradições cristãs ocidentais. A sociedade tailandêsa entende o cristianismo como uma religião estrangeira (ocidental). Tailandêses que se tornam cristãos perdem a identidade cultural local. Novos convertidos não são orientados quanto à maneira de se relacionarem com a sociedade local como um nativo que crê em Cristo. Eles descobrem que precisam se desligar da família e da antiga sociedade. Não se faz nenhum esforço para formar uma identidade cristã tailandêsa, de modo que os cristãos locais possam ser vistos como cidadãos que não abandonaram suas raízes, pelo contrário, continuam sendo tailandêses de verdade. Insistimos para que aceitem Cristo, apesar de eles não terem compreendido o significado e as implicações disso. É como se os estivéssemos vacinando contra Cristo: eles acham que já o conhecem e que foram salvos. O parto prematuro diminui as chances de permanecerem firmes na fé.
[3] Três boas fontes para compreender o problema:
  • Boon-Itt, Bantoon. 2011 “What is being communicated to Buddhists”. In: Suffering: Christian Reflections on Buddhist Dukkha. Paul De Neui, ed. Pasadena: William Carey Library, 1-22.
  • Boon-Itt, Bantoon. 2007 “A study of the dialogue between Christianity and Theravāda Buddhism in Thailand as represented by Buddhist and Christian writings from Thailand in the period of 1950 – 2000”. Ph.D. dissertation, St John’s College, Nottingham, United Kingdom.
  • youtube.com/watch?v=_B_kVieeqSQ
[4] Veja Atos 13, 14 e 17.

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Série de TV ensina a compartilhar o evangelho com muçulmanos


Série ensina a compartilhar o evangelho com muçulmanosSérie ensina a compartilhar o evangelho com muçulmanos
A emissora Al Hayat TV está transmitindo a série “Verdade Aberta” com o objetivo de ensinar aos cristãos como evangelizar os muçulmanos que chegam nos Estados Unidos com o objetivo de buscar melhores oportunidades de trabalho e educação e até mesmo para fugir da opressão de seus países.
Os vídeos exibidos tentam responder perguntas do tipo “como devem responder os cristãos ao terrorismo islâmico?”. A produção parte do princípio de que os ataques terroristas podem causar, em algumas pessoas, medo de seus vizinhos muçulmanos.
A produção mostra primeiramente aspectos da cultura islâmica e suas crenças religiosas. A apresentadora Amani Mostafa acredita que com esses documentários será possível fazer com que a população americana entenda mais sobre o tema. “Creio que ajudará nosso país a estar bem equipado para lidar com o terrorismo e tratar com as pessoas”, disse ela.
O co-produtor da série, Tim Clemens, comenta que a ideia de realizar vídeos para falar sobre o tema surgiu quando seus filhos começaram a estudar com crianças muçulmanas. “Me senti pouco preparado e ignorante sobre esta outra cultura”, afirmou.
A apresentadora foi escolhida não só por ser a estrela de AL Hayat TV, mas também por ser uma ex-muçulmana, assim como toda a produção de “Verdade Aberta” ela acredita que os ocidentais precisam entender a cultura dos muçulmanos antes de iniciar qualquer relação com eles.
Sobre a evangelização, Mostafa diz que não é preciso temer quando for compartilhar a fé com islamitas, porque estes anseiam em estar perto de Deus. “Quando uma pessoa cristã vem e me apresenta o Deus que ama e adora, é revelador”, disse.
O grande diferencial desse material é a produção feita por ex-muçulmanos, além de Mostafa o diretor Wajdi Iskander também se converteu ao cristianismo e entende o que é necessário saber antes de falar de Jesus para uma pessoa que crê no Corão e na profecia de Maomé.
“Como muçulmano, eu sempre me perguntava como Deus pode humilhar-se e vir como um homem para a Terra? Creio que a pergunta é por que Deus queria se tornar homem?.. Para mim o problema se resolveu quando soube que Deus se colocaria no nível do homem porque ele ama o homem”. Com informações CPAD News.

sábado, 13 de julho de 2013

Melodias haitianas embalam cultos em Porto Velho - RO


João Fellet
Enviado Especial da BBC Brasil a Rondônia - http://www.bbc.co.uk/portuguese
Atraídos por empregos nas usinas do rio Madeira, desde 2011 ao menos 3 mil imigrantes do Haiti se mudaram para Porto Velho, capital de Rondônia. E, no Estado com o maior percentual de evangélicos do país, algumas igrejas travam uma disputa por suas almas.

Igrejas disputam fiéis haitianos em Rondônia
A Assembleia de Deus foi a primeira a erguer um templo só para o grupo e diz já ter convertido 100 haitianos.
A poucos quilômetros dali, uma igreja adventista engrossou seu rebanho ao incorporar cerca de 30 haitianos. A igreja também terá um templo só para os imigrantes e diz facilitar a inserção do grupo na sociedade.

Enquanto as igrejas buscam fieis entre os imigrantes, alguns haitianos adeptos do vodu buscam locais mais simpáticos às suas crenças originais. Num terreiro de candomblé ketu, três haitianos descobriram que alguns dos orixás cultuados em seu país também são adorados por religiões afrobrasileiras.

LEIA TAMBÉM:

Igrejas evangélicas disputam imigrantes haitianos em Rondônia
Haitianos adeptos do vodu buscam no candomblé alternativa a igrejas

sábado, 17 de novembro de 2012

Filmes evangelísticos em diversas línguas para download gratuito



O Ministério Indigitech é um ministério especializado em oferecer recursos contextualizados para apoiar a obra missionária.
Eles disponibilizam filmes evangelísticos em diversas línguas, e em diversos formatos, para download gratuito.
Mas não apenas isso: o site oferece ainda muitos outros recursos para download e dicas de utilidade missionária, como listas de links por temas, e muito mais.


Visite a página principal para explorar os recursos disponíveis: http://www.indigitech.net/

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Os Estados menos evangelizados do Brasil


Missões Nacionais
Pesquisa de dados por João Cruzué/Blog Olhar Cristão
Estats 

João Cruzué

Complementando a postagem anterior darei sequência às informações já obtidas dos dados coletados da publicação de 2011 do economista Marcelo Neri da CPS/FGV- Fundação Getúlio Vargas. Estes dados revelam que os estados brasileiros com o menor percentual de evangélicos (estimativamente) são Piauí, com 8,2% e Sergipe, com 10,7%. Em contrapartida, o Estado do Acre é o que possui o maior número de evangélicos: 36,64%, seguido de Rondônia, com 30,88%. Outra informação interessante são os Estados que estão abaixo da média dos 20,23%, a começar por Pernambuco, Minas Gerais...

Como é de conhecimento dos leitores, elaborei uma previsão em abril de 2009 sobre o percentual de evangélicos para o Censo de 2010. Com base nas informações colhidas na primeira metade da década passada, em que houve uma interrupção na perda de fiéis da Igreja Católica, estabeleci a estimativa de um percentual de 19% para a população evangélica. Entretanto, depois de 2003, a saída de fiéis da Igreja Católica voltou a crescer, segundo o Prof. Neri, em percentuais acentuados nos mesmos níveis da década dos. 90s.

Também como é de conhecimento geral, os agentes do IBGE não usaram um questionário padrão com um ítem específico para contagem de pessoas por religião. Aliás, isto sempre foi feito por amostragem estatística. Daí, como o resultado do item "religião" não foi ainda divulgado pelo Censo IBGE 2010, o único trabalho confiável é do economista Marcelo Côrtes Neri do CPS/FGV. Ele e sua equipe pesquisaram milhares de questionários e microdados do IBGE e chegaram à estimativa de 20,23% da população evangélica, no final de 2009.

Com base na publicação da equipde de Marcelo Neri, "Novo Mapa das Religiões no Brasil", e dos resultados da população por Estados do IBGE, elaborei a tabela acima acrescentando uma coluna para a quantidade estimada de evangélicos por estado, multiplicando o percentual da primeira fonte pela população oficial do Censo 2010, do IBGE.

Meu objetivo com esta síntese em forma de tabela é fornecer dados aceitáveis para eventuais planos de evangelização de Igrejas e Ministros, focados nas áreas menos evangelizadas. A pregação bíblica do Evangelho necessariamente leva Jesus (e não uma religião) aos que ainda não O aceitaram formalmente.

Em Cristo, 

Irmão João Cruzué 
 via http://confeitariacrista.blogspot.com/

sexta-feira, 13 de maio de 2011

MISSÕES NO SERTÃO - QUAL A SUA PARTE?


A evangelização do mundo é um fato singular na história do cristianismo em todos os tempos. O cristianismo em sua forma pura e essencial tem como objetivo primordial apresentar ao homem perdido a oportunidade da Salvação. 

O Novo Testamento é um livro essencialmente missionário. Os Evangelhos relatam a obra missionária de Jesus e o livro de Atos é uma narrativa do trabalho missionário dos apóstolos, sobretudo do Apóstolo Paulo e seus inúmeros cooperadores e auxiliares. 

Missionários foram espalhados pelo mundo, impulsionados e dirigidos pelo Poder de Deus e desta forma o Evangelho atingiu os povos. Paulo, o maior dos primeiros missionários foi usado por Deus para levar o Evangelho ao império romano. 
Hoje, a necessidade de evangelizar o mundo é um grande desafio, pois vivemos em um mundo de crenças conflitantes, confusas, de problemas complexos e de uma tremenda necessidade espiritual. 
A humanidade confusa e aflita pergunta: ”Para onde caminha a humanidade?” Quem conhece a Bíblia sabe que Deus controla os ponteiros do tempo. Em meio à confusão geral, a mão Onipotente de Deus movimenta-se, executando seu plano e propósito imutável. 
O grande evangelista George Whitifield afirmou: “Estou esperando a vinda do Filho de Deus”. Mas ele não ficou de braços cruzados sem nada fazer. Ele gastou a sua vida na proclamação da mensagem de salvação. 
Somos impactados e impulsionados a viver proclamando a nossa geração que Jesus Cristo é a Única Esperança para a humanidade. A suprema tarefa da Igreja é a evangelização do mundo. Missões: o desafio continua. 


O Nordeste é a segunda região mais populosa do Brasil, com mais de 50 milhões de pessoas, uma das mais problemáticas do mundo. O Nordeste brasileiro tem sido alvo das mais terríveis secas registradas em nosso país; secas essas que dizimam seres humanos e animais. A seca, a injustiça social e a falta de vontade política fizeram com que os sertões nordestinos se tornassem “miseráveis” e em muitos lugares inabitáveis. No nordeste também milhares de pessoas são vítimas da pior seca e da maior calamidade: viver sem esperança de Jesus Cristo. A região do Sertão tem sido a menos evangelizada do Brasil. Cerca de 200 cidades possuem menos de 1% de evangélicos, além de muitas outras vilas, povoados e comunidades que não têm nenhuma presença da igreja de Jesus Cristo. O povo sertanejo vive escravizado por toda sorte de escravidão que você possa imaginar. Precisamos alcançar o sertão com a mensagem de esperança de Jesus. Sua evangelização é questão de honra ao nosso Deus e de socorro ao sertanejo que se degenera numa ignorância que só dá lucro idolatria ao reino das trevas. O Projeto Missionário “alcançando o Sertão” nasceu da necessidade de uma ação missionária que corresponde ao clamor do povo sertanejo. “de fato, tenho visto a aflição do meu povo... e tenho ouvido seu clamor por causa dos opressores”. (Êxodo 3: 7). Quem quer aceitar este desafio?A aflição do Povo Sertanejo é uma realidade constante e histórica.
1 – As duras secas;
2 – Os terríveis sofrimentos;
3 – Os exploradores e opressores;
4 – As injustiças (sociais e espirituais);
5 – A seca, a fome, a miséria, a falta de expectativa e esperança;
6 – A pior seca – Viver sem a esperança de Jesus.
      A história do Nordeste sempre foi marcada pela: Exploração, violência e preconceito. O sociólogo Gilberto Freyre disse: “O Nordeste tem uma história de uma estrutura social rígida, de senhores e escravos, de casas grandes e senzalas, de sobrados e mocambos”.
     A realidade atual: 15 milhões de Nordestinos Sertanejos vivendo dentro de um contexto de sofrimento social e espiritual. O Sertão Nordestino tem sido uma terra de aflição, sofrimento e opressão.
     Podemos ser instrumentos de libertação entre o povo sertanejo, mas para isso é necessário ação, iniciativa, generosidade, doação e disposição para ser usado por Deus na expressão de solidariedade em prol do povo sertanejo. Vamos juntos alcançar e ajudar a mudar a história deste povo.
   “A evangelização do mundo tem passagem obrigatória pelo Sertão”. 

  Investir na EVANGELIZAÇÃO do Sertão não é uma caridade: É uma PARCERIA que ajuda a promover a oportunidade de salvação e libertação de vidas.  

    Pr. Silvany Luiz
 E-mail:   sluizrn@yahoo.com.br
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