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quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Conceito de tenda dobrável promete obtenção de água e energia para refugiados

Desastres naturais, guerras e disputas políticas são responsáveis pelo deslocamento de milhões de refugiados ao redor do mundo. Muitos deles procuram asilo em terras desconhecidas com uma simples tenda para chamar de lar.

Foi com isso em mente que Abeer Seikaly, uma arquiteta e designer que atualmente mora na Jordânia, criou a Weaving a Home (Tecendo um Lar), uma tenda que procura reexaminar o conceito arquitetônico tradicional ao criar uma estrutura capaz de prover mais conforto, como energia, água e calor, ao mesmo tempo em que é prática, leve e fácil de transportar.
Não é somente o conceito social da obra de Seikaly que é impressionante. A tenda está preparada para necessidades e dificuldades vividas por refugiados em diferentes locais do mundo. O astro da tenda é seu tecido, que tem células fotovoltaicas acopladas – elas absorvem radiação solar, de modo a transformá-la posteriormente em eletricidade, e servem também para o aquecimento de água, graças à proximidade da tubulação com o material de absorção da radiação solar.
Sistema de drenagem
Através de um sistema natural de termossifão, a água da chuva sobe em direção ao tanque de armazenamento de água. A tenda também possui um sistema de drenagem que impede inundamentos, além de ter uma estrutura feita para se adaptar a diferentes climas, como em situação de neve forte (foto acima), o que permite a abertura do material para a entrada do ar frio e a saída do ar quente; também é possível isolar o calor na tenda, caso o usuário deseje selar completamente as aberturas.
Para Abeer, o design do conceito deve ser capaz de preencher a lacuna entre necessidade e desejo, colocando nas mãos das pessoas em situação de fragilidade devido a conflitos políticos a capacidade de fazer seu próprio lar um local minimamente habitável.
Para saber mais sobre o design, confira o site de Abeer Seikaly.

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Casas de bambu que flutuam em inundações e custam 4 mil reais

As moradias foram idealizadas por arquitetos vietnamitas, mas seriam alternativa de baixo custo para as enchentes brasileiras

No Vietnã, assim como no Brasil, as populações de diferentes regiões sofrem com enchentes e inundações típicas do clima tropical. A cada ano, centenas de pessoas morrem no país ou ficam desabrigadas devido à força dos fenômenos naturais.
Para driblar esta realidade o escritório vietnamita H & P arquitetos criou um projeto de habitações sustentáveis de baixo custo, que flutuam sobre as águas. Para isso foi utilizado o bambu, considerado um dos materiais mais sustentáveis do mundo.
A Blooming Bamboo Home propõe uma estrutura leve e modular de rápida construção, mas muito resistente que custa o equivalente a 4 mil reais. A casa fica presa a amarras, âncoras e conexões sólidas, que ligam todas as peças e permite que a residência flutue durante uma enxurrada.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Papel de parede antiterremoto chega ao mercado




Reforço contra desabamentos
Acaba de chegar ao mercado o primeiro tecido de revestimento para paredes capaz de minimizar os efeitos de terremotos.
papel de parede contra terremotosvem sendo desenvolvido há vários anos por engenheiros do Instituto de Tecnologia Karlsruhe, na Alemanha.
Depois de reproduzir em laboratório o terremoto que devastou L'Aquila, na Itália, em 2009, a equipe multidisciplinar demonstrou os benefícios do material, sobretudo contra os desabamentos.
Embora não garanta a integridade total das casas e edifícios, o papel de parede antiterremotos deverá minimizar a queda de detritos, dando tempo às pessoas para sair das casas em segurança e às equipes de socorro para prestarem a assistência inicial.
Tecido compósito
O papel de parede sísmico é um tecido compósito feito de fibras de vidro e polímeros.
A elevada rigidez e a resistência à tração das fibras de vidro permitem que as paredes suportem melhor as tensões sofridas durante os terremotos, evitando que danos pontuais se transformam em fendas e rachaduras.
Se as fibras de vidro se romperem, o que pode ocorrer durante um terremoto mais forte, as fibras de polipropileno, que são elásticas, mantêm os segmentos da parede juntos, evitando sua queda imediata.
O tecido de reforço é aplicado sobre as paredes com uma espécie de argamassa pré-fabricada, que lembra mais um emplastro, como os usados em ferimentos - os pesquisadores chamam o material de "roupagem profilática".
"A colocação do produto no mercado transforma nossa ideia de laboratório em uma inovação concreta," comemorou Lothar Stempniewski, que desenvolveu o material com seu colega Moritz Urban.
A ideia inicial era proteger prédios históricos, mas o novo material mostrou-se adequado para construções de todas as idades.
Hospitais e escolas
Graças ao reforço, a queda de muros e paredes é retardada por horas e, nos melhores casos, é completamente evitada.
"Particularmente no caso de terremotos fracos e moderados, a maioria [das construções] dispensa qualquer reforço para evitar o colapso do prédio," disse Urban.
"No caso de uma catástrofe, poderemos ter benefícios suficiente se conseguirmos reforçar e proteger pelo menos infraestruturas críticas, como hospitais, escolas e casas de repouso," acrescentou Stempniewski.
O papel de parede antiterremoto está sendo colocado no mercado, inicialmente na Alemanha e na Itália, pela empresa Rofix, com o nome de "Sisma Calce".

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Como evitar deslizamentos

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Niterói 07/04/2010 - Sammis Reachers
 
DESLIZAMENTOS 
Geralmente, os deslizamentos acontecem nos morros e podem trazer sérios problemas, principalmente na época em que ocorre muita chuva. Os deslizamentos causam desabamentos e soterramentos.

Se você mora em morro ou encosta, aqui vão algumas dicas:

• Plante grama e capim nas encostas do terreno. As raízes penetram no solo, evitando assim seu desmoronamento.

• Evite plantar bananeiras e árvores grandes como manga, mamão, abacate, entre outras.
Elas acumulam muita água no solo e podem provocar deslizamentos de terra.

• Evite também cortes e aterros nas encostas para não enfraquecer o terreno.

• Nunca construa próximo a barrancos. Quanto maior for a distância que você deixar, maior será a segurança para a sua moradia.

• Sabia que o lixo jogado nas encostas acumula água? Isso vai deixá-lo mais pesado e, se escorregar, vai arrastar o solo junto com ele.

• Nunca jogue água de pia, tanque ou chuveiro nas encostas. Além de ser errado e
contaminar o solo, umedece a área e aumenta o risco de deslizamento.

• O melhor a fazer para a prevenção é instalar canaletas ou tubos para o escoamento dessas águas usadas.

Atenção aos primeiros sinais de perigo:
• Observe no terreno se árvores, postes ou muros estão com alguma inclinação anormal.
• Observe rachaduras, trincas ou saliências no chão ou nas paredes.
• Observe se o local tem água mais barrenta que o normal. Pode ter algum cano com vazamento e infiltrando-se pelo terreno.
O que você deve fazer:
• Saia imediatamente do local.
• Procure abrigo em lugares sem perigo de deslizamento.
• Informe a Defesa Civil. Ligue 199. A Defesa Civil quer proteger a sua casa.

POLÍCIA MILITAR
190
BOMBEIROS
193
DEFESA CIVIL
199

Fonte: Coordenadoria Estadual de Defesa Civil - SP

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

O que fazer em caso de terremoto


Placas tectônicas da terra

NOS PRIMEIROS SEGUNDOS
Apagar o fogo, desligar o gás e desconectar da tomada os aparelhos elétricos que estiver usando
Proteger-se embaixo de uma mesa resistente (se possível cobrir a cabeça com uma almofada ou toalha)
Abrir a porta para garantir a fuga
Não sair correndo para a rua durante o terremoto. O melhor é procurar um lugar seguro dentro do próprio recinto
Se estiver dirigindo, estacionar imediatamente e desligar o motor

NOS PRIMEIROS MINUTOS
Em caso de incêndio, apagar imediatamente utilizando o extintor ou gritar  (incêndio!) para alertar os vizinhos
Tentar colher o máximo de informação possível pela televisão ou rádio

DEPOIS DE CINCO MINUTOS
Verificar o local de refúgio mais próximo (ter sempre à mão a mochila de emergência)
Quem mora próximo à praia, deve ficar atento ao alerta de maremoto (tsunami). Nesse caso, buscar refúgio em um terreno elevado
Ficar longe de muros de concreto e máquinas automáticas
Evitar passar por lugares próximos a rochedos, pois pode ocorrer um desmoronamento
Não refugiar-se no automóvel
Buscar os filhos na escola
Aguardar os familiares no local de refúgio combinado por pelo menos 12 horas


MAIS ALGUMAS DICAS:

Em caso de terremoto, procure ficar calmo. Segundo estatísticas, as maiores causas de ferimentos, em caso de terremoto, são pánico e fogo.

Poderá ocorrer falhas no fornecimento de luz, água, gás, serviço telefônico e internet. As lojas e supermercados poderão ficar fechados por alguns dias. Por isso é importante tomar algumas precauções, tais como:
  • ter reserva de aguá potável, média de quatro litros por pessoa/dia, para cinco dias;
  • ter comida, principalmente enlatada ou seca, suficiente para sua família, por um período de 3 dias, no mínimo;
  • ter água sanitária ou pastilhas para purificar água;
  • mantenha um estojo (kit) de primeiros socorros, com as embalagens fechadas e dentro da validade;
  • tenha sempre a mãos um apito; um rádio a pilhas e lanterna com baterias novas;
  • aprenda e ensine a todos em sua casa como desligar o gás e a central de eletricidade de sua casa;
  • guarde em lugar seguro e de fácil acesso um fogão de campanha, barraca de acampamento, cobertores, remédios de uso continuado e um par extra de óculos, se for o caso;
  • tenha em casa um extintor de incêndios, carregado, certifique-se de que você e os demais moradores de sua casa sabem operá-lo;
  • não coloque móveis em lugares que poderão atrapalhar as saídas de casa. (portas e janelas);
  • prepare uma mochila e deixe-a perto da porta de saída com roupas quentes, lanternas, kit de primeiros socorros, dinheiro cash, toalha, papel higiênico, água, comida, um par de sapatos com solado duro, luvas para prevenir-se de vidros quebrados e cópia de seus documentos pessoais, (passaporte, carteira de identidade, certificado militar, título de eleitor, certificado de saúde, etc),
  • tenha um plano para que seus familiares contatem, por telefone, determinados parentes ou amigos fora da área de risco. Estabeleça dois locais para a familia se encontrar. Um local  poderá ser perto de sua casa e outro distante, caso não seja possível retornar a área de sua casa.
  • Tenha em mente as dificuldades de  viagens depois de grandes terremotos.

Fontes: http://www.ipcdigital.com/br
http://www.portalconsular.mre.gov.br

domingo, 17 de janeiro de 2010

Reforço de construções poderia salvar vidas em caso de terremoto, dizem especialistas





Especialista recomenda concreto com mais aço para evitar desabamento

Regras mais rígidas para a construção civil e prédios adaptados para terremotos podem evitar muitas das mortes em terremotos como o de terça-feira, no Haiti, de acordo com especialistas entrevistados pela BBC Brasil.

Medidas "relativamente baratas", como o uso de concreto armado reforçado com aço e a construção de cinturões externos para conter desabamentos poderiam evitar mortes e possibilitar o tratamento de feridos após o tremor.

Este tipo de investimento seria particularmente importante no Haiti, que, segundo o sismólogo Brian Baptie, da British Geological Survey (BGS), a agência geológica britânica, "provavelmente" enfrentará outros tremores de magnitude forte "nos próximos 50 a 100 anos", já que o país está sobre uma placa tectonicamente ativa.

Um exemplo claro da diferença que a construção pode fazer foi dado por Douglas Given, coordenador do sistema de alarme da agência de pesquisas geológicas dos Estados Unidos (USGS, na sigla em inglês)

Em 1994, um terremoto de 6,4 pontos na escala Richter na Califórnia causou 60 mortes. No ano seguinte, um tremor de potência semelhante matou 640 pessoas nas proximidades de Osaka, no Japão.

Hospitais e ONU
Em ambos os casos, a população da região beirava os 2 milhões de habitantes. O que fez essa diferença, segundo Given, foi a qualidade das construções.

No Haiti, o país mais pobre das Américas, ela pode ser ainda mais gritante.

"Sistemas de alarme são muito caros e provavelmente seriam a solução errada para o Haiti.

Uma mudança no código de construção civil faz mais sentido", afirmou.

O sismólogo da BGS, Brian Baptie, concorda com o colega americano.

Ele afirmou à BBC Brasil que existem medidas relativamente baratas que deveriam ser usadas pelo menos para reforçar construções estratégicas.

"Em um país como o Haiti, é preciso equilibrar os custos, então é importante garantir que alguns prédios, como hospitais e a sede das Nações Unidas, por exemplo, sejam construídas de forma a não ruir", disse o sismólogo.

Ele citou medidas de custo "relativamente baixo", como o uso de concreto armado mais resistente, com uma espécie de cinturão externo que evita que construções caiam totalmente.
Dessa forma, serviços essenciais como hospitais e agências humanitárias poderiam continuar atuando nos dramáticos dias que se seguem a um grande terremoto.

"Não estamos falando de sistemas de amortecedores que reduzem tremores em prédios. Refiro-me a medidas relativamente baratas", disse Baptie.

Fonte: http://www.bbc.co.uk/portuguese
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