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sábado, 29 de novembro de 2014

PF facilita viagem de menores ao exterior



Brasília. Com o objetivo de diminuir a burocracia para pais que querem viajar com os filhos menores de idade ao exterior, a Polícia Federal (PF) incluiu nas alterações feitas no Sistema Nacional de Passaportes (Sinpa) a autorização de viagem para menores de idade no próprio passaporte. Com a medida, pais não serão mais obrigados a se deslocar para cartórios para reconhecer firma na hora de autorizar a viagem do filho.
Antes da mudança, o menor, para viajar desacompanhado ou com apenas um dos pais, precisava exibir a autorização impressa. Com a mudança, os pais podem optar, no momento da confecção do documento de viagem, em imprimir na página de identificação do próprio passaporte a autorização para viagem, que também constará nos sistemas da PF. Também pode ser incluída uma autorização parcial, em que é permitida a viagem com apenas um dos pais, ou então não conceder a autorização.

Além dessas mudanças, destaca-se também a inclusão do campo filiação no passaporte e um aviso automático que será enviado por e-mail pela PF quando o passaporte estiver a oito meses do vencimento.

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

23 dicas sobre bilinguismo para educar seus filhos



As brasileiras Regina Camargo e Eliana Elias são especialistas em educação infantil e há muitos anos moram em São Francisco, nos Estados Unidos. Elas também são mães e lideram um grupo de pais que organiza atividades para incentivar o ensino de português para crianças na região onde vivem. Regina e Eliana escreveram um artigo excelente, que contém a lista mais completa de dicas práticas sobre educação de crianças bilíngues que já encontrei em língua portuguesa, e gentilmente autorizaram a reprodução do artigo aqui no blog. As ótimas dicas das duas educadoras portanto seguem abaixo. Boa leitura!

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Brasil ou Brazil? Nossas crianças têm de escolher?

Por Regina Camargo e Eliana Elias

Muitos pais nos pedem sugestões práticas para continuarem a apoiar o desenvolvimento da língua portuguesa dentro de casa. A verdade é que existem muitas formas de se fazer isso, e nem todas as estratégias usadas serão bem sucedidas em todas as famílias. Temos que considerar várias diferenças: nível educacional da família, temperamento das pessoas envolvidas, línguas faladas por outros membros da família, etc. Porém, entendemos que a formação de uma identidade cultural sadia e o desenvolvimento de relacionamentos positivos dentro da família são fundamentais para qualquer aprendizado. Portanto, longe de criarmos uma lista completa, estaremos dividindo algumas sugestões que nos ajudaram na formação da nossa abordagem educativa.




1- Faça um esforço consciente - A perda da língua materna ocorre na maioria dos grupos de imigrantes. Quando a criança é cercada por uma língua dominante, ela tende a desenvolver a preferência pela língua falada na escola, na rua e nos meios de comunicação. Famílias de imigrantes que querem apoiar o desenvolvimento da língua materna têm de fazer um esforço consciente para que isso aconteça.

2- Cultive relacionamentos positivos - A língua não passa de um veículo para unir as pessoas. O ser humano nasce com o instinto natural de se comunicar, de compartilhar experiências com outros seres humanos. A base de todo aprendizado está no relacionamento. Relacionamentos positivos ajudam na formação de uma comunidade receptiva, que estimula a comunicação.

3- Mantenha a naturalidade - Muitos pais desistem de falar sua língua nativa quando seus filhos começam a responder na língua dominante. Outros se tornam militaristas, e forçam o uso do português dentro de casa, a ponto de transformarem as interações entre pais e filhos em algo extremamente negativo. O ideal é procurar um equilíbrio. A melhor forma de se cultivar a língua é criar um ambiente natural e positivo, onde nenhuma língua é proibida.

4- Crie um ambiente onde todos os membros da família possam conversar e trocar idéias- Muitos imigrantes levam uma vida muito corrida, sempre trabalhando muito. É preciso lembrar que a criação de rotinas familiares, como refeições, idas ao parque, passeios e eventos festivos formam a base da vida afetiva da criança. Temos que, deliberadamente, criar rituais onde os membros da comunidade possam achar oportunidades para comunicação diária.

5- Evite usar as crianças como intérpretes dos mais velhos - Crianças tendem a aprender a língua do país hospedeiro bem mais rapidamente que seus pais. Em muitas comunidades de imigrantes as crianças tornam-se tradutoras. Pesquisadores têm documentado os efeitos negativos que essas práticas, aparentemente inofensivas, têm na formação da identidade das crianças. Ter um papel de tamanha responsabilidade confunde a criança, que passa a ver os pais como incapazes. Essa mudança na hierarquia familiar traz problemas que são ainda mais visíveis nos adolescentes. Os pais que aprendem a língua dominante ou que procuram manter a hierarquia familiar intacta têm mais chance de manter um relacionamento sadio com seus filhos.

6- Crie oportunidades para a criação de projetos - Projetos simples, como pintar um quarto, fazer um bolo, escrever uma estória, costurar uma roupa ou confecionar um carrinho de madeira, proporcionam plataformas para desenvolvimento de vocabulário rico e um contexto de aprendizagem novo e cativante. Crianças amam um projeto!

7- Veja as crianças como fontes de inspiração - Observe as ‘paixões’ das crianças e incentive essas paixões. Futebol? Animais? Música? Quase todos os assuntos tornam-se ricas fontes de aprendizado.

8- Fique atento aos ‘erros’ - Tente não se tornar a ‘polícia linguística’ de seus filhos. A correção excessiva dos erros pode inibir o desenvolvimento natural da língua. Porém, fique atento aos erros. Eles podem ser fonte de informação interessante… uma das estratégias efetivamente usadas é repetir a frase corretamente durante a conversa. Outra é simplesmente ‘guardar’ o erro e falar sobre ele dentro de um outro contexto.

9- Crie um ambiente linguisticamente rico - Incentive boa música, livros e oportunidades para conversar. Leia! Leia! Leia! A força da leitura não pode ser minimizada. Livros desenvolvem o vocabulário, a capacidade de compreensão, o conhecimento geral e a criatividade.

10- Use um vocabulário variado e fuja das palavras comuns - O fato de estarmos morando fora do nosso país faz com que as fontes de inspiração linguísticas dos nossos filhos sejam limitadas. Por isso devemos fazer um esforço contínuo para darmos a eles a experiência de um vocabulário variado. Por exemplo: ao invés de dizer simplesmente “Que sorvete bom!”, exagere, diga “Esse sorvete está extremamente delicioso… nunca provei algo assim… um manjar dos Deuses!”.

11- Use gestos e repetições - A linguagem corporal tem um valor muito grande dentro da comunicação. Use e abuse de gestos para criar um contexto onde as palavras possam se encaixar normalmente. Se a criança não entender algo, evite a tradução. Mude as palavras, explique de outra forma. Use a tradução somente quando extremamente necessário.

12- Crie contextos diferentes e divertidos - Passeios, shows, brincadeiras e jogos são ótimas formas de estimular a imaginação e o uso da linguagem.

13- Estimule a formação de uma comunidade - Crianças e adolescentes precisam de ‘espelhos’ que reflitam suas realidades. A conexão com outras pessoas que desfrutam de experiências similares estimula a formação de uma identidade cultural sadia.

14- Demonstre interesse pela leitura e pela beleza da linguagem - Crianças imitam o comportamento dos pais. Seja expressivo sobre seu interesse pela beleza da língua portuguesa. Leia para seus filhos, leia com seus filhos e leia enquanto seus filhos estejam observando você.

15- Faça um investimento em materiais educativos - Evite entrar nas armadilhas da sociedade de consumo! Busque brinquedos educativos e reusáveis. O ato de brincar é importantíssimo para a formação cognitiva da criança.

16- Evite atividades passivas - Crianças que passam muitas horas na frente da televisão ou do computador perdem a chance de interagir ativamente com outras pessoas ou com materiais educativos.

17- Construa ‘pontes’ de entendimento entre a escola e a família - Mesmo as famílias que não falam a língua dominante devem desenvolver um papel ativo na escola. Procure formas de participar da vida escolar de seus filhos.

18- Cultive orgulho pela nossa cultura, língua e costumes - Nossa língua está intimamente conectada com nossa cultura.

19- Evite ser excessivamente patriótico - Um grande número das crianças brasileiras imigrantes não retornará ao Brasil. Viver com essa realidade é entender o papel que temos na formação de crianças que têm aptidão multicultural. É importante cultivarmos a apreciação por TODAS as culturas e línguas que nos cercam. E também importante não colocarmos a cultura hospedeira e a cultura brasileira em competição.

20- Fale abertamente sobre as diferenças culturais - Explicações simples como: “No Brasil as pessoas se cumprimentam com três beijinhos e aqui a gente aperta a mão.” São mais descritivas que julgamentos como: “No Brasil as pessoas são mais calorosas, aqui todo mundo é tão frio!”.

21- Fale sobre o processo de aprendizagem da língua, tornando-o consciente - O processo de desenvolver duas línguas é às vezes complicado. Conversando com as crianças sobre esse processo podemos ajudá-las a desenvolver ferramentas para que elas possam melhor enfrentar os desafios.

22- Evite usar o português como forma de chamar a atenção das crianças - Temos que procurar construir laços positivos com o português. Por isso, usar o português somente para corrigir o comportamento das crianças não é recomendável.

23- Procure manter laços com sua família brasileira - A tecnologia nos disponibiliza muitas formas de continuarmos a ter contato com nossas famílias no Brasil. Telefonemas, cartas, e-mails e vídeos se tornam influências poderosas na formação das crianças. Meus filhos, por exemplo, adoram receber vídeos dos tios, tias e primos. Nesses vídeos, alguns membros da família contam estórias, outros leêm livros e outros simplesmente mandam recados.

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via blog Filhos Bilíngues -  http://filhos-bilingues.blogspot.com.br/

[O artigo acima foi publicado originalmente no site Contadores de Estórias]

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Os 10 piores países no mundo para ser e ter crianças segundo ONG



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O mundo está presenciando uma onde atentados por causa de religião, e em meio a estes conflitos  uma ONG internacional  divulga uma lista dos 10 piores lugares do mundo para se ter e criar filhos. Esta lista faz nos lembrar que existe focos mais importantes que precisa ser cuidado, como este

A ONG internacional Save The Chlidren (Salvem as Crianças, em tradução livre) lançou esta semana uma lista com os melhores e os
piores países do mundo para ter e criar filhos.
Segundo os dados, a cada ano, 6,9 milhões de crianças morrem antes de completar cinco anos de idade. Do total de mortes, 43% delas acontecem no primeiro mês de vida do bebê.
Confira a relação dos lugares e comente…
Entre os piores países para nascer está Madagascar. A ilha do sul da África apresentou progresso nos últimos anos, mas ainda possui índices baixíssimos de desenvolvimento infantil, copando a 10ª colocação entre os piores, com mortalidade infantil de 62 mortos de a cada mil crianças que nascem, e 0,9% de índice de escolaridade primária.
 pior pais do mundo para criar filhos é Serra Leoa, que possui um surpreendente índice de mortalidade infantil, 174 mortes a cada mil nascidos vivos.
Além disso, 21% dos menores de cinco anos estão abaixo do peso, e pouco mais da metade, 55% das crianças, tem acesso à água potável.
A Eritréia é  colocado da lista. No país localizado no chifre da África, 35% dos menores de cinco anos nascidos estão abaixo do peso ideal.
O índice de mortalidade infantil chega a 61‰, e 45% das crianças conseguem frequentar a escola primária.
Com um índice de mortalidade infantil de 178‰, Mali ocupa a colocação da lista.
A taxa de escolaridade primária neste país é de 82%, mas apenas 0,88% chegam à escola secundária.
O Iêmen é o  pior país para criar um filho.
Nesse país árabe, 43% das crianças menores de cinco anos estão subnutridas. E 77% delas morrem antes de completar um ano de vida
Em  lugar está a República Democrática do Congo. O índice de mortalidade infantil no país africano é de 170‰.
Além disso, 24% dos nascidos até cinco anos estão abaixo do peso e apenas 45% deles têm acesso à água potável
O Afeganistão aparece na 4ª colação entre os piores países do mundo para nascer.
O país, que vive em guerra desde 2001, possui uma taxa de mortalidade infantil de 149‰.
Além disso, 33% das crianças que chegam aos cinco são subnutridas e apenas metade delas tem acesso à água potável.
O top 3 da lista começa com o Chad, onde 173‰ recém-nascidos morrem antes de completar um ano.
A taxa de desnutrição entre os menores de cinco anos do país é de 30%, e apenas 51% das crianças consomem água tratada.
Lá, 90% dos estudantes frequentam a escola primária, mas apenas 0,7% chegam a frequentar a escola secundária.
 pior país do mundo para ser criança é o Níger.
Lá, a taxa de mortalidade infantil chega a 143‰, e menos da metade das crianças, 49%, tem acesso à água potável.
Dos 71% que ingressam na escola primária, apenas 0,8% chegam ao ensino secundário.
Segundo as análises da ONG Save The Children, o pior lugar do mundo para uma criança nascer é a Somália.
Um dos países mais pobres da África, considerado pela ONG como o pior para se criar um filho, tem uma taxa de mortalidade infantil de 180‰. Ou seja, a cada mil crianças que nascem, 180 morrem antes de completar o primeiro ano de vida.
Além disso, apenas 29% das crianças têm acesso à água potável.
Dos nascidos que chegam aos cinco anos, 32% são subnutridos.
Em relação à educação, a taxa da escolaridade primária é de 32%. Destes, apenas 0,55% continuam seus estudos e chegam à escola secundária.
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