sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Depressão das megacidades é mais comum entre os mais jovens

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Depressão da megacidade
Um artigo publicado na revista científica Depression and Anxienty revela: a Região Metropolitana de São Paulo (RMSP) tem a maior taxa de depressão em um grupo de 17 países.
A informação vem da "São Paulo Megacity", pesquisa feita pela Faculdade de Medicina da USP (FMUSP) que incluiu, entre outras ações, entrevistar 5.037 pessoas da RMSP maiores de 18 anos e com as características da população total. As entrevistas aconteceram entre 2005 e 2007. Os pesquisadores constataram que 10,9% dos entrevistados teve ao menos um episódio de depressão no ano anterior à entrevista. A taxa é mais alta que a de países como Estados Unidos, Alemanha, Colômbia e Ucrânia.
A "São Paulo Megacity" foi a parte brasileira de uma pesquisa internacional coordenada pela Universidade de Harvard, EUA, e pela Organização Mundial da Saúde (OMS), o "Levantamento Mundial de Saúde Mental" (WMHS, na sigla em inglês). No total, os pesquisadores estudaram 89 mil pessoas dos cinco continentes, perguntando sobre sintomas de doenças psiquiátricas e físicas, entre outros assuntos.

Depressão e idade
O objetivo do artigo, assinado por pesquisadores do WMHS, foi confirmar se a depressão atinge menos os idosos, como sugeriam estudos da década de 1990.
Alguns cientistas acreditavam que um erro metodológico era a causa da taxa menor entre os maiores de 60 anos: os pesquisadores poderiam ter confundindo sintomas de depressão com o de doenças físicas que atingem mais os idosos.
Mas, os dados obtidos pelo WMHS não confirmaram a hipótese. Os pesquisadores observaram que a presença ao mesmo tempo de depressão e doenças físicas é mais comum entre os jovens que entre os idosos.
A FMUSP estimou que a depressão afeta 11,9% das pessoas entre 35 e 49 anos da RMSP, a faixa etária mais atingida. Entre os maiores de 65 anos, a taxa cai para 3,9%. Já nos jovens entre 18 e 34 anos, a prevalência é de 10,4%.

Depressão desenvolvida
O país com a segunda maior porcentagem são os Estados Unidos. Lá a faixa etária mais atingida - de 18 a 34 anos - tem uma taxa de depressão de 10,4%. Nos idosos, a taxa cai para 2,6%.
"Nossas taxas de depressão estão muito próximas e tem um padrão semelhante aos países desenvolvidos", diz a líder do grupo que fez a pesquisa em São Paulo, Laura Helena Guerra de Andrade, médica do Instituto de Psiquiatria (IPq) do Hospital das Clínicas (HC) da FMUSP.
No grupo de países classificados como "em desenvolvimento", que inclui o Brasil, apenas uma em cada quatro pessoas que tiveram a doença buscaram ajuda. Nos países classificados como "desenvolvidos", a média foi de 53,4%.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Quem são os Dalits?

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Via blog http://curiosidadeseculturas.blogspot.com

DALITS SEMPRE DISCRIMINADOS


DALITS DISCRIMINADOS NA QUESTÃO DE SAÚDE

Poucas pessoas no mundo tem experimentado um nível de abuso e pobreza como os 300 milhões de Dalits ou "intocáveis" da Índia.

Por 3.000 anos eles tem vivido num ciclo de discrimação e desespero sem esperança de escape. Para os Dalits, dor e sofrimento são parte da vida. Eles estão presos a um sistema de castas que nega a eles adequada educação, água potável, empregos com decente pagamento e o direito à terra ou à casa própria. Discriminados e oprimidos, Dalits são freqüentemente vítimas de violentos crimes. Em 15 de Outubro no Estado de Haryana, cinco jovens Dalits foram linchados por uma multidão por tirarem a pele de uma vaca morta, da qual eles tinham legal direito para fazer. A Polícia, segundo consta, ficou parada sem nada fazer e permitiu que a violência continuasse.

Embora leis contra a descriminação de castas tenham sido aprovadas, a discriminação continua e pouco é feito para processar os acusados. Em anos recentes, porém, tem havido um crescente desejo por liberdade entre os Dalits e castas baixas hindus. Líderes como Ram Raj tem vindo a frente exigindo justiça e liberdade da escravidão das castas e da perseguição. Um detalhada "Carta dos Direitos Humanos dos Dalits" foi redigida com apelos para a Comunidade Internacional e para a ONU, na esperança que isto colocaria um pressão possitiva sobre o Governo Indiano. Mas pouco tem mudado – até recentemente.


Em Outubro de 2001, líderes Dalits se encontram com 740 líderes cristãos na Índia em uma histórica reunião. Eles concordaram em permitir que as pessoas sigam a Cristo, se estas pessoas decidirem por isso. Os líderes cristãos, em troca, se comprometeram ajudar esse movimento em massa, apesar dos riscos envolvidos.

Originalmente, alguns anos atrás, o líder Dalit (especificamente Ram Raj e outros) tinham se encontrado com certos cristãos na Índia que tinham recusado aceitar este esmagador número de pessoas em suas igrejas. Desencorajado, os líderes Dalits, como o líder Dr. Ambedkar então se converteram ao Budismo.



FATOS SOBRE OS DALITS

• A cada dia, três mulheres Dalits são estrupadas;

• Crianças Dalits são freqüentemente forçadas a sentarem de costas nas suas salas de aula, ou mesmo fora da sala;

• A maioria das pessoas das castas altas evitarão terem Dalits preparando a sua comida, por medo de se tornarem imundos;

• Em muitas partes da Índia, Dalits não são permitidos entrar nos templos e outros lugares religiosos;• 66% são analfabetos;

• A taxa de mortalidade infantil é perto de 10%;

• A 70% são negado o direito de adorarem em templos locais;

• 57% das crianças Dalits abaixo da idade de quarto anos estão muito abaixo do peso;

• 300 milhões de Dalits vivem em Índia;

• 60 milhões de Dalits são explorados através do trabalho forçado;

• A maioria dos Dalits são proibidos de beber da mesma água que os de castas mais altas.

Na foto abaixo, uma senhora Dalit faz suas atividades normais do dia-a-dia.

Isso mesmo, esta senhora dalit, ou seja, uma intocável, varre as fezes humana para sobreviver.

Mesmo nas cidades, aqui na Índia, ainda não temos serviço de esgoto disponível para todos e muitos dos esgotos são a céu aberto.

A função dos intocáveis eh "limpar", varrer estes esgotos com uma vassoura feita de fibra de coco.

Imagine o cheiro destes esgotos sob o calor de 46 graus do verao!

QUAL A MELHOR DEFINIÇÃO PARA UM DALIT.

Dalits são seres que na verdade não são humanos, só por não terem nenhuma casta, são animais e por isso tratados como tal, não como vacas é claro, pois elas são sagradas, Hare Baba!

O que pode ser
Pode ser...

Um mendigo indiano
Alguém que nasce sem pertencer a nenhuma casta
Alguém que foi expulso de sua casta
Uma mendiga indiana
Qualquer um que você queira sacanear

Tentando descobri-los
Se você descobrir que alguém é um dalit, alerte a todos para que não o toquem ou ficarão impuros, porém se vir a acontecer você deve tomar banho na água do rio Ganges oque é nojento, por isso evite ter contato físico com dalits.

Vida Sexual
Dalits podem ou não ter uma vida sexual normal, porém, eles não podem ser muito seletivos e tem de aceitar seu lugar e desfrutar de mulheres.


Por Gospel for Ásia – Dalit Awakening (tradução livre) http://www.dalit-awakening.org/index.html

sábado, 14 de agosto de 2010

Uma carta de missões da Índia para evangélicos brasileiros

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Clique na figura para estudar os 28 estados e sete territórios da Índia.
João Cruzué

Recebi dois longos e maravilhosos emails de um Irmão indiano em Cristo, do Estado de Kerala, Sul da Índia. Nós temos trocado informações há pelo menos uns quatro anos. Desde o tempo que ele era solteiro e eu brincava, dizendo que Jesus já tinha providenciado sua noiva. Ele achava um pouco difícil, porque em seu país, na verdade, as famílias é que acabam se "casando". E do jeito que falei, acabou acontecendo. Ele me enviou seu convite de casamento há uns dois anos. Também quero contar a "vergonha" que passei, quando um dia ele me falou que iria fazer um "House warming". Eu fiquei surpresa, pois achava que a Índia era muito quente para fazer alguma coisa ligada a aquecimento. "Irmão João", ele me falour "House Warming" é um culto de agradecimento e consagração que fazemos quando nos mudamos para um casa recém-construída..." Foi aí quer me dei conta da minha ignorância. Com vocês, então, um fonte de informação precisosa. O que os olhos de um jovem pentecostal indiano viu, também nós podemos ver. Obrigado pela leitura.


De Aby Mammen

"Amado irmão,

(Tradução de João Cruzué)

Estou feliz com sua preocupação com os missionários indianos. Primeiro, deixe e tentar responder as suas questões. Bem, o nome do Irmão cujo texto transcrevi para lhe enviar é Philip P. Eapen. Ele é meu primo segundo, da família de minha mãe, além de um abençoado escritor. Você pode ter acesso ao site dele, através deste endereço: www.philipeapen.com.

I - Sobre a necessidade de uma tradução atualizada da Bíblia para a língua malayalam. A tradução popular em malayalam usada pelos cristãos protestantes do Estado de Kerala tem cerca de 170 anos. Alguns vocábulos dessa tradução não são compreensíveis ou têm erro de tradução. Assim, tendem a usar a Bíblia inglesa para conseguir aclarar a interpretação dos versículos.

Em 1997, uma nova versão da bíblia foi publicada, mas ela não se tornou popular. O povo tem uma mentalidade tradicional e se adaptam aos novos métodos muito vagarosamente. Também, estas duas, são as únicas versões disponíveis. Além disso, seria muito bom que tivesse uma Bíblia de crianças em malayalam.

II. Sobre a perseguição no estado de Orissa. As notícias que vocês encontram sobre a perseguição em Orissa são apenas a versão divulgada pela mídia. Ela não mostra o quadro inteiro. A razão por trás do porquê os cristãos estão sendo alvo de perseguições na Índia está no aumento da taxa de crescimento das conversões ao cristianismo. Seria bom que você soubesse como o missionário australiano Graham Staines e seus dois filhos foram queimados vivos por extremistas Hindus. Ontem, eu soube de notícias de que dois pastores foram atacados em Bihar. Perseguições muito similares estão acontecendo com o povo nativo. Mas estes fatos não se tornam conhecidos a nível internacional, provavelmente, porque os povos afetado são minorias e pelo medo que existe em muitas mentes. Além disso, por seguir princípios cristãos, as pessoas não procuram tomar medidas legais contra seus perseguidores.

III - Quanto ao assunto da intimidação e isolamento do novo convertido e "house church."

Para compreender isso, você precisaria ler o texto integral e conhecer o contexto cultural daqui. Com relação ao "não envolvimento" é o costume geral de hoje nas igrejas. Em lugar de ser um lugar amigável, as igrejas intimidam e isolam o novos crentes. Em lugar de ter um culto relevante e atrativo, elas frequentemente usam de formas arcaicas de adoração, locais de acomodação, arquitetura, etc. Mas não pense que os crentes mais velhos tentam atormentar os novos convertidos na Igreja.

Para entender a respeito das formas não atrativas de louvor, eu vou lhe explicar mais. Primeiro, na Índia, as Igrejas pentecostais não têm bancos dentro da Igreja para o conforto das pessoas. Isto se deve principalmente por duas razões: Desde que o movimento Pentecostal se tornou proeminente neste país, as pessoas costumavam se assentar sobre esteiras no chão, principalmente porque nós considerávamos isto como a melhor postura para adorar a Deus sobre nossos joelhos do que se nos assentássemos confortavelmente nos bancos. Havia também o problema de disponibilidade de instrumentos musicais, que eram não muito bons como os de hoje. Eram tambores e clangores, as pessoas batem palmas quando cantam e não há coral nas pequenas Igrejas. Mesmo hoje, há muitas igrejas que não consideram que os instrumentos musicais não são efetivamente adequados para adorar!

Segundo, muitas igrejas são pobres e têm um número reduzido de pessoas. Em uma cidade haverá muitas igrejas - poucas igrejas grandes e a grande maioria de igrejas pequenas. Então, as pequenas igrejas não têm templos próprios. Construir uma igreja aqui, precisa de dinheiro e as despesas de construção não podem ser arcadas por poucos membros. Assim eles se reúnem na casa do Pastor ou alugam um salão para cultuar. É por isso que vem o nome "Igreja nas Casas." Mas, interessantemente, é isto que vemos no livro de Atos dos Apóstolos. Na maior parte das vilas, as igrejas são pobres e estão nas casas.

Mesmo se uma igreja tiver muitos membros, e conseguir levantar recursos para construir um templo, eles geralmente não procuram embelezar o ambiente ou tornar confortável seu interior com bancos e galerias decoradas... ou ter boa música para adorar. É assim porque a mentalidade das pessoas está satisfeita com o estilo tradicional de louvor. Eu também frequento uma Igreja no lar, mas nós temos um órgão elétrico para acompanhar o louvor.

Assim, quando uma visita não cristã chega na igreja ela não encontra um lugar confortável para se assentar, pois os crentes se assenta no assoalho, ouve hinos cantados sem música, escuta sermões muito demorados... isto faz da igreja um lugar pouco atrativo para os não crentes.

Um outro aspecto: usar jóias é considerado pecado pelos pentecostais daqui. Geralmente, em nosso país se dá muita importância a joalheria, especialmente as mulheres. Você pode ver que uma noiva estará adornada com muitos ornamentos em seu casamento. Os pioneiros pentecostais de nossas igrejas tiveram o cuidado de ensinar um estilo de vida simples. Eles decidiram pelo não uso de roupas caras, construção de grandes casas, e não querem o uso de jóias. Mas a medida que o tempo passa o não uso de jóias se torna um código normal de conduta na igreja. O povo passa a considerar isto como uma doutrina. Então, quando as pessoas não crentes vêm a igreja, elas são olhadas pelos crentes que não usam jóias e se sentem deslocadas. Costumeiramente, apenas as viúvas não usam jóias em nossa terra. Algumas igrejas não permitiram receber o batismo nem participar da ceia do Senhor se a pessoa usasse ornamentos, porque eles ficam temerosos de ir contra a tradição. Então, isto é um aborrecimento e uma intimidação para recém convertidos. Você encontra isso, porque as pessoas estão seguindo cegamente a tradição.

IV. Resumindo o meu primeiro email, para que você entenda melhor:

1 - O evangelismo aqui é feito por pouquíssimas pessoas/organizações. Os crentes em geral não consideram que eles foram chamados para evangelizar. Mas não era assim antigamente.

2. As Igrejas não são um lugar amistoso/alegre para os recém-chegados, como eu já expliquei acima.

3. Missões não estão acontecendo nas áreas ainda não alcançadas porque mesmo as organizações missionárias receiam ataques de não cristãos, pela falta de recursos financeiros, falta de bom relacionamento com pessoas de outros credos e pela inabilidade de convivência com povos em seu contexto cultural.

4 - O método de evangelismo pessoal tem sido bem sucedido. As pessoas trazem seus amigos mais íntimos ou parentes para Cristo, depois de insistentemente ministrar-lhes a um nível pessoal. Isto é o que chamamos evangelismo de amizade ou evangelismo nas casas. Evangelismo em massa, como uma convenção apenas ajudará ao criar um clima nas mentes das pessoas, que depois poderia ser feito um acompanhamento daqueles que mostram interesse em conhecer mais de Jesus.

5 - Igrejas baseadas em células: uma grande igreja pode querer pequenos grupos chamados de igrejas as quais podem ser suas reuniões de oração e esforços evangelísticos. Isto se torna muito eficaz.

6 - Muitas igrejas que são boas em evangelização não conseguem ser tão boas no ensino da Palavra. Assim, o discipulado não é bem feito, o que resulta em um grupo de crentes mal fundamentados na fé.

7 - Há igrejas que muita visão de engajamento em evangelismo transcultural, mas não tem recursos financeiros. Enquanto outras têm dinheiro de sobra mas falta o desejo de sair para evangelizar.

Um movimento de rápido de crescimento em Uttar Pradesh (o mais populoso e também o mais pobre estado da Índia) é protagonizado por uma igreja que opera com bem estar social. As pessoas evangelizam seus membros familiares. Ninguém de fora é envolvido. Os convertidos não atiram fora as práticas tradicionais que não vão de encontro à Palavra. Eles não praticam adoração de ídolos, mas seus casamentos, festivais, etc, ainda são celebrados em seus próprios costumes culturais. Daí, o seu rápido crescimento nos últimos 15 anos.

9 - Evangelizar com literatura é muito necessário agora. Também, tendo hinos, livros, material de treinamento, filmes em língua nativa.

5. How you can help missions :

To see the zeal and the burden you have in the progress of the gospel has encouraged us greatly, dear Brother. May God greatly bless you.

V - Como você pode ajudar a obra missionária na Índia.
Ao ver o zelo e o fardo que você tem em mente sobre o evangelho, tem grandemente nos encorajado, amado irmão. Que o Senhor possa abençoá-lo grandemente.

Eu posso ajudá-lo a conectar com missionários que realmente necessitam, por fazer missões em lugares muito difíceis. Eu tenho contatos com organizações missionárias que encontra muitas dificuldades em operar devido a falta de recursos. Por estes tempos, muitos hospitais dirigidos por missões estão fechando as portas ou se transformando em hospitais particulares, devido a falta de médicos cristãos comprometidos que estejam prontos para servir com baixos salários.

Ocasionalmente eu ajuda financeiramente um hospital missionário tribal, que ministra para um tribo chamada Attapadi - Tribal Mission in India . Há também outra organização missionária chamada Missão Evangélica Indiana que está batalhando para pagar seus missionários. Eu tenho um amigo chamado Luke Titus que está trabalhando em missões em um lugar chamado Lahaul & Spiti localizado na cordilheira do Himalaia, um difícil trabalho de missões transculturais da minha terra junto a Himachal Pradesh.

Outra organização missionária é a Jesus mission in India.org. Saju Mathew da Missão Jesus, também é outro líder missionário que eu admiro. Ele tem campo de missões em Orissa onde as perseguições aconteceram. Também, Deus está usando-o em Moçambique, na África. Existem outros pobres missionários pioneiros que eu contato através de líderes missionários acreditados.
há Organizações missionárias com trabalho de assistência social acreditadas, através das quais elas podem receber dinheiro.

Se você me disser como deseja contribuir se de uma vez só, ou continuadamente, eu posso lhe dizer qual é a melhor forma para enviar os recursos. Também, você poderia transferir os fundos para as organizações missionárias ou diretamente para os missionários.

Meu email ficou bastante longo. Eu espero que tenha explicado claramente suas dúvidas. Por favor me diga de você precisa de mais informações. Eu estou certo disso, que aquele que iniciou um boa obra em ti, a aperfeiçoará até o dia da vinda de Cristo Jesus.(Filipenses 1:6)"


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cruzue@gmail.com

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Universidade Luso-Afro começa a tornar-se realidade em agosto de 2010

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A Universidade Federal da Integração Luso-Afro-Brasileira (Unilab) vai ocupar, a partir de novembro, um prédio cedido pela Prefeitura de Redenção (CE), onde vai desenvolver suas atividades até que a sede seja construída. A lei que criou a Unilab foi sancionada no dia 20 de julho de 2010. De acordo com o presidente da comissão de implantação da universidade, Paulo Speller, o prédio vai abrigar todas as atividades da instituição por cerca de dois anos – reitoria, biblioteca, salas de aula, laboratórios, restaurante.

Os cinco primeiros cursos, diz Speller, terão 350 vagas, sendo 175 para brasileiros e 175 para alunos dos cinco países africanos de língua portuguesa – Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe – e dos asiáticos – Timor Leste e Macau. As aulas estão previstas para o primeiro semestre de 2011.

A seleção dos estudantes brasileiros será com as notas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), e dos estrangeiros terá processos diferenciados. Segundo Speller, a instituição preparou uma versão das provas do Enem que podem ser aplicadas ou adotar o Programa Estudante-Convênio da Graduação (PEC-G), usado pelas universidades federais para selecionar alunos de outros países.

Os primeiros cursos são de enfermagem, agronomia, administração pública, engenharia de energia e licenciatura em ciências da natureza e matemática. Cada curso terá 70 vagas.

Ao mesmo tempo que define os espaços físicos para uso imediato, cursos, concursos para professores e servidores e seleção de alunos, Paulo Speller faz reuniões com a associação dos municípios do Maciço do Baturité, que representa 15 cidades, para escolher as áreas dos primeiros cursos de especialização a serem abertos pela Unilab. A instituição já identificou necessidades de quadros profissionais em saneamento básico e para a produção de flores, que é uma vocação regional e fonte de divisas de exportação para a Europa.

O diferencial da Unilab, segundo Speller, será a inserção regional e o olhar para as potencialidades e carências do estado e da região Nordeste, além do intercâmbio com os países africanos. Os países de língua portuguesa serão atendidos primeiro, mas o projeto da universidade prevê uma expansão gradual da oferta de vagas para todo o continente africano.

Até que a Unilab tenha quadros profissionais próprios e estrutura administrativa, ela terá apoio da Universidade Federal do Ceará (UFC), que é a tutora da instituição. Esse processo deve durar 12 meses. O professor Paulo Speller foi nomeado reitor da nova universidade e sua posse está prevista para agosto de 2010.

FONTE: Ministério da Educação
Ionice Lorenzoni - Jornalista

terça-feira, 27 de julho de 2010

Ministério do Turismo oferece cursos gratuitos de Inglês e Espanhol

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O Ministério do Turismo está oferecendo cursos de Inglês e Espanhol, online e gratuitos. Os cursos são oferecidos em três módulos, Básico, Profissional e Regional. Leia um trecho da apresentação dos cursos:

"Os cursos do Olá, Turista! permitem ao aluno interagir com a escola e com os conteúdos sem limite de acesso. A estrutura de atividades possibilita o desenvolvimento de todas as habilidades necessárias para que o aluno consiga se expressar dentro de um novo idioma, como: a fala, a escuta, a escrita e a leitura. Este tipo de solução atende desde alunos que não apresentam nenhum conhecimento do idioma até alunos do nível avançado."


Visite o site: http://www.olaturista.org.br/
Fonte: Blog Bradante

sexta-feira, 23 de julho de 2010

MAPA: A Terra no fim dos tempos

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terra-parada

Um funcionário da ESRI chamado Witold Fraczek usou o ArcGIS para modelagem de uma situação hipotética do nosso globo onde não houvesse o movimento de rotação (1.667 km/h no equador).
De acordo com esta simulação, o que está ao norte de Chicago e ao sul de Buenos Aires seria submerso. A água que se acumula sobre o Equador migraria para os polos, criando grandes oceanos separados por uma massa de terra contínua.

Cortesia do José Ildefonso.

Fonte: PopSci
Via  http://www.esteio.com.br/novoblog/blogs

domingo, 18 de julho de 2010

Caixa de ferramentas para tradutores

A lista de recursos on-line apresentada a seguir foi compilada por Fabiano Medeiros, do editorial da Ed. Mundo Cristão, com base em sugestões de vários tradutores. Many thanks ao Fabiano por autorizar a publicação dessas dicas tão úteis.

Você tem sugestões para acrescentar à lista? Deixe um comentário.


DICAS DE DICIONÁRIOS E FONTES DE CONSULTA

1. A primeira dica é a seguinte. Descobri por acaso... No Google, você digita a palavra ou expressão seguida de DIC. Ex: overwhelming DIC. O resultado são as definições fornecidas pelos dicionários mais importantes...
2. Para quem prefere algo mais profissional, basta acessar o www.onelook.com e digitar ali a palavra ou expressão. O Onelook é uma espécie de portal dos melhores dicionários online, técnicos ou não.
3. Alguns endereços específicos (eu mantenho o ícone dos melhores na minha barra do IE, para fácil acesso):
Monolíngues inglês
Cambridge
http://dictionary.cambridge.org/ (há uma versão americana também)
Chamo a atenção de vocês para este dicionário por ser altamente prático. Como veem no exemplo abaixo, a Cambrige criou esse negócio de “apor” uma ETIQUETA em versal logo no início do verbete, já indicando o(s vários) campo(s) semântico(s). Isso facilita muito a consulta, porque remete você para o contexto imediato em que está trabalhando e reduz a perda de tempo na consulta por significados. Claro que isso não é possível em todos os verbetes... E não é algo que resolve todos os problemas. Mas ajuda muito em muitos casos! Ex:
get was found in the Cambridge Advanced Learner's Dictionary at the entries listed below.
Longman
Excelente.
Oxford
Excelente.
American Heritage Dictionary
Excelente.
Merriam-Webster
Outro grande nome, claro, ao lado de Cambridge, Oxford, Longman, Random House, American Heritage.
The Free Dictionary
Eu gosto bastante deste, particularmente.
Dictionary.com
Já conhecia, mas usava pouco. Foi o Robinson que chamou a minha atenção para o seu valor e utilidade, e de fato estou comprovando. Vale a pena! Outra coisa legal é que ele conta com um bom tesauro. É possível assim encontrar as palavras alistadas também por associação semântica o que facilita às vezes a compreensão do termo ou a percepção de seu uso e abrangência.
YourDictionary.com (inclui outros idiomas e áreas técnicas)
Answers.com
Indicado por Renato Fleischner.
Urban Dictionary
Este, eu queria que vocês me ajudassem a avaliar. Parece se tratar de um dicionário open source (com participação do público internauta). Isso torna a fonte vulnerável a erros! Outro problema que quero ressaltar, antes de mais nada: o dicionário traz verbetes que refletem um uso atualíssimo da língua inglesa. Traz até mesmo coisas que não se encontram em dicionário algum online. Só que, junto também, vem todo tipo de palavra e expressão de baixo calão. É um dicionário que expressa a língua inglesa como ela é usada hoje nas ruas, nas cidades, nas famílias, nos relacionamentos. Mas já encontrei aí termos e expressões para traduções do Manning, p. ex., que não achei em nenhum outro lugar. A Susana Klassen também o utiliza e confirmou a validade que eu suspeitava que tivesse.
Schott's Vocabulary
Do New York Times. Além de informativo é, por vezes, bastante divertido. Indicação de Susana Klassen.
Monolíngue português
Aulete Digital
É preciso baixar na máquina para ter acesso. Uma vez na máquina, só funciona se a pessoa estiver plugada. Mas estou gostando muito dessa versão atualizada (em atualização) do gigante Caldas Aulete. Que acham?
O Caldas Aulete também possui uma versão somente online: http://aulete.uol.com.br/site.php?mdl=aulete_digital. (Indicação de Vanderson Moura.)
Michaelis
Indicação de Vanderson Moura.
Priberam
Indicação de Vanderson Moura.
Infopédia
Indicação de Vanderson Moura.
VOLP online
Indicação extraída do blog de Judson Canto.
Bilíngues inglês-português/português-inglês
Babylon
Já usei mais no passado, mas é uma boa opção bilíngue (quem me relembrou foi a Silvia). Vou voltar a usar para me certificar de seu valor. Mas é uma marca já consagrada.
Word Reference
Ainda estou conhecendo, mas o diferencial aqui é que se trata de um bilíngue (com opções de outras línguas). Se usarem também, por favor ajudem a verificar se é mesmo bom.
Michaelis
Não tão bom quanto o Webster’s inglês-português editado pelo Antônio Houaiss, mas quebra um galho bom até, né?
Im Translator
Indicação de Vanderson Moura.
Reverso
Indicação de Vanderson Moura.
Sensagent
Indicação de Vanderson Moura.
ECTACO
Indicação de Vanderson Moura.
Lingoes
Indicação de Vanderson Moura. (“Descarrega-se o programa em si e também os módulos desejados; a quantidade de dicionários disponíveis é enorme, bastante abrangente.”)
Everest
Indicação de Vanderson Moura. (“Parece o genérico tosco do Babylon. Porém, mesmo carecendo de mais cuidado em sua elaboração, seu dicionário inglês-português é surpreendente.”)
Dicionários por especialidade
The Phrase Finder
Ainda estou conhecendo, mas já me quebrou alguns galhos...
Online Etymology Dictionary
Já me quebrou galhos.
Dictionary of difficult words
Sugestão de Susana Klassen.
Corpus (indicações de Robinson Malkomes)
WebCorp Live
Não um dicionário, mas uma ferramenta de pesquisa que mostra o termo ou expressão pesquisado em seu contexto em inúmeras páginas da internet. É como um Google mais focado na questão linguística. Seria um levantamento da ocorrência do termo ou expressão no “corpus” da internet (?). O Robinson poderá definir isso melhor. Bem, é um recurso ótimo para quem escreve em inglês, como os tesauros. Mas também auxilia muito na compreensão de palavras e expressões, uma vez que as vemos em uso no contexto, em uma infinidade de situações. Facilita para captarmos o sentido mais pleno, ou os diferentes sentidos, ou os usos variados do termo em questão.
Corpus of Contemporary American English (COCA)
Coletado de fontes diversas publicadas entre 1990 e 2009, é o mais recente à disposição na Internet. São 400 milhões de palavras. Traz um interessante corpus de palavras usadas entre 1920 e 2000 pela TIME (com 100 milhões de entradas!). É atualizado quase semestralmente (a cada período de 6 a 9 meses).

British National Corpus (BNC)
Contém 100 milhões de palavras usadas no inglês britânico em fontes publicadas do final do século 20 até 2007. Fontes incluem "extracts from regional and national newspapers, specialist periodicals and journals for all ages and interests, academic books and popular fiction, published and unpublished letters and memoranda, school and university essays, among many other kinds of text".
Corpus eletrônico da USP
A USP está trabalhando com um corpus eletrônico bastante abrangente (Português-Inglês) que tem por objetivo servir de suporte a pesquisas linguísticas, principalmente nas áreas de tradução, terminologia e ensino de línguas.A primeira versão ficou disponível em outubro de 2009 na rede. Mas ainda está em desenvolvimento. Vale a pena acompanhar.
Memória de tradução
MyMemory
Uma ferramenta fantástica! Trata-se na verdade de um lugar na Internet para onde diferentes tradutores uparam suas memórias de tradução. Então, você seleciona língua de saída e de chegada, digita o termo ou expressão e encontra todas as traduções (no contexto) que foram upadas por diferentes tradutores com aquele termo ou expressão. O resultado vem assim... ex.:
That is wishful thinking. Isso é confundir os desejos com a realidade.
Everything else is wishful thinking. Tudo o resto são sonhos de uma noite de Verão.
In these circumstances, preparing for Congo 's reconstruction is wishful thinking. Nas circunstâncias actuais, a preparação da reconstrução da República Democrática do Congo não passa de um wishfull thinking.
E assim por diante... Vai ter todo tipo de coisa, aproveitável ou não. Mas é muito legal.
Só que parece que o recurso é de Portugal; então, se encontra muita tradução com um português lusitano. Ora, pois!
Bíblia
Bible Gateway
É possível ler um texto ou livro bíblico em várias versões e em alguns idiomas.
http://www.bibliaonline.net/acessar.cgi?pagina=avancadaIndicado por Cecília Eller. É possível digitar uma passagem e lê-la ao mesmo tempo nas versões RA, NVI e NTLH.

http://bibliaonline.com.br/
Indicado por Cecília Eller. Traz a RA, a RC e a Corrigida e Revisada fiel.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Curso de Tradução BÍblica (módulo Antropologia Cultural e Fenomenologia)


Mais informações, acesse: http://www.mackenzie.br/18421.html  

Ajude-nos a divulgar!
Por conta de um subsídio, a parceria APMT/ALEM/SIL oferece, desta vez, uma oportunidade ÚNICA: bolsa de 50% para os primeiros 20 inscritos, ou seja, dos 210 reais, você só pagará 105 reais, sendo que 50 reais devem ser pagos na inscrição, para efetivar a matrícula. Se você não efetuar o pagamento no dia do vencimento do boleto, você perderá a bolsa. Fique atento à data e se o boleto não chegar ao seu e-mail no mesmo dia da inscrição, envie 1 e-mail para dex@mackenzie.com.br ou ligue para (11) 2114-8190. Faremos o controle das inscrições por ordem de chegada.

sexta-feira, 9 de julho de 2010

ANGOLA: Conheça o mercado popular Roque Santeiro

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Revista National Geographic Brasil, 03/2009

Por André Vieira
Foto de André Vieira
 Vende-se de tudo no Roque: de parafusos a sexo, de eletrônicos a 
perfumes franceses. O caos impera em todas as seções, como a que 
vende peças de moto, a maioria usadas.

"Se não tem no Roque, é porque ainda não foi inventado." A afirmação do escritor angolano Pepetela é categórica e permeada de admiração e intimidade. Em toda sua obra, esse tal Roque é personagem constante.

O Roque que tem de tudo a que Pepetela se refere é o Roque Santeiro, principal mercado de Luanda, capital de Angola. Não é um mercado qualquer. O nome grandioso foi inspirado no assunto que dominava as rodas de conversa da capital na época de sua fundação, a telenovela brasileira Roque Santeiro. É um apelido que pegou, ninguém sabe exatamente por quê.

Ao atravessar suas vielas, fica claro que Pepetela tem razão. O Roque tem de tudo. É o melhor retrato de uma harmonia caótica e bem resolvida. Em seu auge, na década de 1990, era considerado o maior entreposto a céu aberto da África, com 7 mil barracas registradas na administração e outras tantas mais fora dos registros e funcionando a plenos pulmões.

Nessas vielas encontra-se de tudo o que existe e pode ser comercializado. Parafusos, sexo, cigarros, bicicletas, eletrônicos, dólares, euros, filmes, CDs e DVDs piratas, perfumes franceses, uísque escocês, ternos italianos, peças para carros do mundo inteiro, caixões feitos ali mesmo, legumes e verduras direto da horta, peixe fresco recém-pescado do Atlântico, carne de boi, de porco, de caça, de frango, material esportivo, roupas do Brasil com a última moda da novela das 9, modelitos fashion da Europa e dos Estados Unidos, livros didáticos e remédios e medicamentos doados por governos estrangeiros para serem distribuídos de graça, material de construção, apliques de cabelo e o que mais se imaginar ou precisar. É uma infinidade de produtos e serviços à disposição do freguês. À pronta entrega, de forma a fazer inveja a qualquer loja de departamentos do mundo, mesmo virtual. E, se você não encontrar o que procura aqui no Roque, pode estar certo que é porque não existe...

Numa sociedade sufocada por um Estado repressor e uma burocracia soviética, o Roque é um raro local em Angola em que o empreendedorismo é premiado e as oportunidades estão disponíveis a todos. Mercado livre é uma expressão que se aplica ao Roque como a outros poucos lugares do mundo. Irônico num país que ainda traz uma foice e um martelo em sua bandeira.

"Não vim parar aqui por opção, mas por questão de sobrevivência", explica Rasta Luis, que vende camisetas com o ícone do reggae Bob Marley enquanto sonha com sua própria carreira de músico. Marinheiro em um navio pesqueiro de bandeira coreana, um trabalho árduo e com poucos direitos a seu favor, há seis anos Luis sofreu um acidente no qual morreram dois de seus colegas de tripulação. "Mamãe não queria que eu fosse mais para o mar", recorda-se, sem chegar a lamentar por seu destino. O mercado foi o caminho natural a ser escolhido no leque de opções que ele tinha à disposição. De lá Luis tira seu sustento, ali tem seus amigos. "Aqui não tem patrão; a gente faz um dinheiro e consegue sobreviver."

Localizado no Sambizanga, hoje um dos bairros mais populosos e violentos de Luanda, o mercado espalha-se por 1 quilômetro quadrado, com vista privilegiada para o porto e a baía de Luanda. Caminhar por ele requer agilidade, capacidade de driblar sujeira, protuberâncias em várias alturas, carregadores com seus carrinhos de mão abarrotados, candongueiros enlouquecidos e compradores apressados que sabem seus caminhos e não estão muito dispostos a se desviar deles. Um mergulho mais profundo também requer aguçada sensibilidade para, sob uma superfície harmônica e frequentemente festiva, enxergar mal resolvidas tensões étnicas, políticas e regionais que permeiam a sociedade angolana, da qual o mercado é um inchado microcosmo. Ali é um lugar de coabitação, não de integração.

A primeira visão do Roque é intimidadora. Ele é imponente em sua dimensão, e sua reputação faz com que os sentidos de alerta fiquem mais sensíveis, principalmente visão e olfato. O nariz é o órgão humano que mais intensamente vivencia o mercado - nem sempre com prazer. Deixar pela primeira vez a estrada principal que o margeia, e que faz a ligação com o centro de Luanda, a meros 5 quilômetros dali, e entrar no emaranhado de vielas comerciais que ficam um pouco abaixo da pista, é como mergulhar em um novo mundo. Logo que se chega, a sensação é de caos absoluto, uma mistura frenética de gente, sons, odores, poeira e lama fluindo sem trégua entre um labirinto de barracas que parecem prestes a desabar com o menor esbarrão. Circulando pelas vielas, porém, aos poucos o lugar vai apresentando uma lógica própria, e o receio inicial dá lugar a uma sensação de acolhimento. Descobre-se logo que as barracas são agrupadas por setores em que se concentra a venda de determinados produtos. Nas extremidades ficam aquelas que oferecem comida, cada uma especializada na culinária de alguma região ou etnia angolana. No meio estão os improvisados cinemas, com sessões ininterruptas de filmes de ação ou clips de kuduro, espécie de funk angolano que é a trilha sonora dos musseques, como são chamadas as favelas de lá.

Mas o Roque é muito bem localizado geograficamente, e é por essa posição privilegiada que está com seus dias contados. A qualquer momento, ele será removido para dar lugar a um condomínio de luxo, e parte dos comerciantes será transferida para um novo mercado, que já está em construção a 50 quilômetros dali, no extremo oposto da cidade. Ninguém sabe quão pacífica será a desocupação. A julgar pelas últimas desocupações saneadoras há pouco promovidas pelo governo angolano, sangue deve ser derramado.

Para quem depende do mercado, ele é a própria vida. "O Roque tornou-se uma forma de viver, não só de vender. Mas de estar com o outro, de conviver", diz Marcelo Ciavatti, um padre salesiano argentino que comanda o Centro Dom Bosco. "O mercado abriu em Luanda a possibilidade de todos comerem a cada dia, por meio de uma troca de produtos e serviços." Na enorme sede em frente ao mar de barracas e em casas espalhadas pela área, o Dom Bosco oferece creche, escola, ensino profissionalizante e centros de saúde a boa parte dos que vivem do mercado.

O fim anunciado do Roque é sintomático de uma era. Graças a enormes reservas de petróleo, Angola vem sofrendo uma transformação radical. Isso sem falar em algumas mal contadas jazidas de diamantes na fronteira com o Congo. Apenas seis anos depois do término de uma guerra civil de três décadas, a economia angolana é uma das que se expandem em ritmo mais acelerado no mundo, a taxas de 25%, 15% ao ano. Enquanto Angola era comunista, o capitalismo selvagem do Roque foi a salvação, permitindo que os luandinos e boa parte dos angolanos fora dos círculos privilegiados com acesso ao poder comessem, se vestissem e ainda encontrassem algum entretenimento. Mas hoje o decadente Roque não combina com a nova visão de progresso que as autoridades têm do país.

"Vamos ser claros: eu sou um político", me adianta, de forma clara, Kitokolo. Uma pausa e ele continua com sua voz grave e bem articulada. "Estou aqui para defender os interesses do partido. Você pode fazer o seu trabalho livremente, desde que mostre apenas o que é bom. O que for ruim você ignora." Foi assim que as portas do mercado me foram abertas. O Roque é um lugar público, mas "público" em Angola não significa acessível a todos. "Sempre que andar por aí, você vai com alguém da administração para garantir sua segurança", me oferece Kitokolo.

Até o fim da guerra civil, fotografar na rua era proibido. Ainda hoje, andar com uma câmera na mão pode ser algo um tanto desconfortável. A preocupação com a minha segurança por parte de Kitokolo, na verdade Vitorino Sabalo Kitokolo, de 49 anos, parece justificada. Não só pelo fato de o cargo ter sido oferecido a ele sete anos antes, depois que seu antecessor fora assassinado numa emboscada em uma viela do mercado. Fazer um retrato completo do Roque é fazer também um retrato detalhado da cidade que o gerou e do país que o abriga, e o momento político é complicado. A política em Angola costuma ser bem mais violenta e brutal que seus mercados. Mas esses grandes mercados refletem, como a água de uma poça na rua, a situação turbulenta que o país atravessa em seu milagre econômico.

O Roque é temido como um antro de criminalidade. Mas, para todos com quem converso por lá, ele anda bem mais calmo e seguro que no passado. Mesmo assim, não é aconselhável a nenhum estrangeiro andar por ali sem apresentações. Meu anjo da guarda é Virgilio Batista Nzuanga, de 49 anos, mais conhecido como seu Makassamba. É presidente da associação dos comerciantes do mercado. Makassamba, como muitos, chegou a Luanda fugindo da guerra em sua província natal, o Uige, na fronteira com o Congo. Quando se instalou no Roque, o lugar ainda era um terreno vazio. "Um local em que as pessoas encontravam esperança", lembra-se, um tanto nostálgico dos bons velhos tempos.

Makassamba não é propriamente um comerciante. Seu negócio é alugar espaço para que os comerciantes autênticos guardem as mercadorias. A liderança dele vem de sua antiguidade por ali e da suave habilidade de persuadir sem confrontar. O portão do modesto complexo de alvenaria, onde sua extensa família vive em uma pequena casa num dos lados de um amplo pátio rodeado de depósitos individuais, é a grande prova da penetração do Roque na economia do país. De manhã bem cedo, caminhões encostam para carregar produtos que serão levados às províncias do interior. O mercado é também um dos principais centros de distribuição e abastecimento de Angola.

Apesar de ter encolhido nos últimos anos, o Roque é enorme. Sua administração registra 5 535 comerciantes - alguns operam sozinhos por conta própria; outros empregam quatro, cinco pessoas. Não há estimativas exatas, mas Kitokolo acredita que, diariamente, de terça a domingo (na segunda, o mercado fecha para limpeza e higienização), mais de 20 mil compradores circulem por suas barracas. "Quase toda Luanda se abastece no Roque", resume o orgulhoso administrador. A origem do Roque Santeiro é fruto de outra era, de um tempo sombrio que a maioria dos angolanos gostaria de esquecer. Em 1974, quando a Revolução dos Cravos transformou Portugal em uma democracia e, da noite para o dia, derrubou a já decadente aventura colonial lusitana, ficaram como rastro nações desestruturadas. A debandada abrupta detonou uma guerra entre grupos que lutavam pela independência. Ganhou o Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), liderado pelo carismático médico e poeta Agostinho Neto. Com a União Soviética a seu lado, o presidente transformou o país numa república marxista. O Brasil foi o primeiro a reconhecer o novo governo.

A vitória do MPLA não pôs fim ao conflito civil. Pelo contrário. Em plena Guerra Fria, um novo satélite soviético na África não poderia ser bem-visto pelos Estados Unidos e seu principal aliado na região, a África do Sul, que passaram a municiar a opositora União Nacional pela Independência Total de Angola (Unita), partido liderado por Jonas Savimbi. Nos anos 80, com o recrudescimento do conflito, o interior angolano tornou-se um campo de batalha. Luanda, poupada pela guerra, transformou-se num campo de refugiados gigante. A população da cidade, que na época da independência mal passava dos 500 mil habitantes, logo pulou para quase 2 milhões - hoje entre 5 e 8 milhões de pessoas. Para sobreviver, esse mar de desesperados foi aos poucos transformando as ruas da Luanda comunista em um enorme e caótico mercado livre. O Roque Santeiro foi o grande esplendor dessa era.

Em 1986, a prefeitura cedeu um vasto terreno baldio no norte da cidade para virar um mercado informal. Antes, em 1977, o local foi usado para a execução em massa de "inimigos do povo", angolanos que discordavam do regime. O episódio ficou conhecido como o "27 de Maio". A despeito desse passado, o lugar mostrou-se perfeito para sediar o Roque. Com o porto de Luanda logo abaixo da colina, o novo mercado recebia os produtos dali desviados, e que raramente chegavam às lojas controladas pelo governo. Bem abastecido e farto, o Roque tornou-se destino obrigatório aos habitantes de Luanda.

Na companhia de meu guia, em pouco tempo eu já circulo sozinho pelo mercado, sempre sendo saudado ou convidado para uma conversa nas barracas. A desconfiança inicial com a minha cor da pele, graças à proximidade de Makassamba, logo dá lugar à curiosidade das pessoas. Testemunho alguns roubos e brigas, e também corpos de jovens baleados que amanheceram desovados no mercado. Mas o único incidente do qual fui vítima aconteceu ao fotografar a captura de um ladrão. Policiais me detiveram em um cubículo na administração, junto com o ladrão. Pela atitude agressiva deles, o meu crime parece mais grave que o do delinquente. Quase uma hora depois, sou liberado, sem muita chateação, quando Kitokolo é localizado por telefone e determina que os policiais me deixem ir. A burocracia em Angola tem seus subterfúgios de agilidade.

A guerra acabou em 2002, quando forças do governo mataram Jonas Savimbi. A despeito da riqueza emergente, o futuro de Angola é incerto. Uma coisa, porém, é clara: hoje, mesmo depois de todas as transformações, sobretudo cosméticas, que mergulharam o país na era dos shopping centers e hipermercados de rede, não existe nenhum entreposto em Angola onde se encontre tanta variedade de produtos e de gente como no Roque Santeiro. Nem tanta oportunidade e alegria nas feições desse povo sofrido.

"Não sei o que vou fazer se sair daqui. Vou encontrar dinheiro onde?", questiona uma vendedora de copos que, desde 1995, tira seu sustento do mercado. Na luta diária, mandou os quatro filhos para a escola. Proeza difícil em Angola. Ela chegou ali depois que as batalhas devastaram seu vilarejo, no interior. Seu marido foi perdido para a guerra. Do governo nunca recebeu nada. No Roque encontrou apoio e solidariedade. "As colegas se ajudam. Quando uma fica doente, as amigas vão sempre visitar, levar um pouco de comida." Nesses anos, as dificuldades foram muitas. Fome, graças ao mercado, ela nunca passou. "Vamos sentir saudade do Roque Santeiro."

http://viajeaqui.abril.com.br/national-geographic
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