quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Jograis evangélicos e peças para Culto de Missões - Livro grátis


O Culto de Missões e todos os demais momentos de promoção missionária de sua igreja agora poderão contar com o excelente recurso que são os jograis e as representações teatrais. O livro gratuito Teatro Missionário Peças teatrais e jograis sobre Missões e Evangelização para igrejas evangélicas, chega para suprir uma lacuna e abençoar a todas as igrejas e grupos teatrais, auxiliando-os no esforço de promover o ardor evangelístico e missionário.
O e-book, de 245 páginas, foi organizado por Sammis Reachers e Vilma Aparecida de Oliveira Pires.

Para baixar o livro no site 4Shared (em formato PDF),CLIQUE AQUI.

Para baixar o livro no site 4Shared (em formato Word), CLIQUE AQUI.

Para leitura online ou download pelo site Scribd,CLIQUE AQUI.

*Caso tenha dificuldades em fazer o download, por favor, solicite-me o envio por e-mail: sreachers@gmail.com

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Portal de viagens Trabber é lançado no Brasil




O site de comparação de preços de viagens Trabber (trabber.com.br), líder na Espanha e América Latina, lançou seu portal brasileiro nesta sexta-feira no Brasil.

O serviço permite comparar os preços de passagens de avião, aluguel de carros e hotéis em mais de 85 portais e agências de viagens on line, sendo o único buscador de viagens do mundo que oferece preços do tipo "tudo incluído", com uma política de total transparência.

O "trabber.com" está presente em outros 12 países: EUA, Reino Unido, França, Alemanha, Itália, Espanha, Colômbia, Peru, Chile, Argentina, Venezuela e México

O serviço prevê firmar contato com mais companhias e agências brasileiras de viagens on line, a fim de desenvolver alianças neste mercado. Ele já inclui nas suas comparações de preços TAM, GOL, AZUL, além de Edreams, Decolar e Atrapalo.

Segundo o portal, França, EUA e Argentina são os destinos internacionais (de avião) preferidos dos brasileiros. Espanha, Portugal, Uruguai são os próximos na lista dos principais destinos.

"O Brasil se tornou um país de viajantes muito ativos, tanto dentro do país como na região, bem como na Europa e nos EUA, mas às vezes paga mais por suas passagens. Para que possam ser capaz de comparar preços de forma rápida e transparente, lançamos a nossa versão local do 'trabber.com' que é o 'trabber.com.br'. Desta forma ofereceremos um serviço mais personalizado e na moeda local aos brasileiros", destacou Oscar Frías, CEO e cofundador do Trabber.

O "trabber.com.br" permite que os viajantes comparem, e muitas vezes economizem centenas de reais, porque a mesma passagem para a mesma data pode ter uma diferença de até 60% de preços dependendo do portal que for adquirido.

Um exemplo é uma passagem entre São Paulo e Miami. Para a semana de 1º de dezembro pode variar entre R$ 2.046 e mais de R$ 4.500.

"O serviço leva a concorrência de preços aos mercados em que atua para beneficiar os viajantes", concluiu Frías

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Antes que eles deixem de existir: 29 tribos e culturas que resistem aos nossos tempos

Jimmy Nelson
Lucina Ribeiro -   http://papodehomem.com.br
Vi essas fotos primeiro no IdeaFixa e, logo depois, no Hypeness. Achei realmente incríveis as imagens, mas senti falta de um pouco mais de informação sobre aqueles que estavam sendo retratados. Quais eram aquelas culturas? Como pensavam aquelas pessoas? De onde vieram? Não que fosse um problema dos respectivos sites que serviram de fonte – já que a proposta deles é exatamente mostrar o apelo estético e criativo –, mas aquilo despertou em mim uma certa curiosidade motivada por um pequeno insight:
A cada dia, morre um último integrante de uma cultura.
Com isso, nunca mais vamos poder saber o que essa cultura sabia, nunca mais vamos poder beber de todo um universo de conhecimentos e sabedorias que foram úteis e garantiram a sobrevivência desse grupo. E, sejamos humildes, temos muito o que aprender e lembrar, baseados nestes velhos mitos e tradições.
Jimmy Nelson é um fotógrafo que decidiu tomar para si a missão de registrar diversos grupos que estão desaparecendo com o contato com os dias de hoje.
Ele viajou o mundo com o objetivo de conhecer tribos e culturas ameaçadas de extinção. São 15 milhões de pessoas em 29 tribos.
Traçou uma jornada percorrendo os territórios da Etiópia, Indonésia, Papua Nová Guiné, Quênia, Tanzânia, Nova Zelândia, Mongólia, Sibéria, Nepal, China, Vanuatu, Argentina, Equador, Namíbia, Índia, Sibéria e a Península de Chukotka.
Encontrou com representantes de tribos CazaquesHimbaHuliAsaro, Kalam, Goroka, Chukchi,Maori, Mustang, Gauchos, Tsaatan, Samburu, Rabari, Mursi, Ladakhi, Vanuatu, Tibetanos, Huaroani, Drokpa, Dassanech, Banna, Karo, Hamar, Arbore, Dani, Yali, Korowai, Nenets e Maasai.
O resultado foi um documentário (cujo primeiro episódio está no Youtube) e um livro chamadoBefore They Pass Away, com informações e fotografias dos povos visitados.
Escolhi abaixo uma foto de cada, indicando qual é a tribo, de onde ela é e com uma tradução de citações das respectivas culturas, coletadas pelo Jimmy Nelson.

Cazaques (Cazaquistão)

Kazakh
“Bons cavalos e águias fortes são as asas dos Cazaques”

Himba (Namíbia)

himba
“Não comece um cultivo com gado, comece um cultivo com pessoas.”

Huli (Papua-Nova Guiné)

huli
“O conhecimento é só um rumor até que ele esteja nos músculos.”

Asaro (Papua-Nova Guiné)

asaro

Kalam (Papua-Nova Guiné)

kalam

Goroka (Papua-Nova Guiné)

goroka

Chukchi (Península de Chukotka)

"A forma como você trata seu cachorro determina seu lugar no paraíso."
“A forma como você trata seu cachorro determina seu lugar no paraíso.”

Maori (Nova Zelândia)

maori
“Minha linguagem é o meu despertar, minha linguagem é a janela para minha alma.”

Mustang (Nepal)

mustang
“Aquele que sente culpa tem a voz mais alta.”

Gauchos (Argentina/Equador)

gauchos
“Um gaucho sem um cavalo é apenas um meio homem.”

Tsaatan (Mongólia)

tsaatan
“Se não existissem renas, nós não existiríamos.”

Samburu (Quênia/Tanzânia)

samburu
“Um ouvido surdo encontra-se com a morte, um ouvido que ouve encontra-se com bênçãos.”

Rabari (Índia)

"É de manhã, não importa quando você acorde."
“É de manhã, não importa quando você acorde.”

Mursi (Etiópia)

mursi
“É melhor morrer do que viver sem matar.”

Ladakhi (Índia)

ladakhi
“A terra é tão severa e os desfiladeiros tão numerosos que apenas os melhores amigos ou piores inimigos visitariam você.”

Vanuatu (Vanuatu)

vanuatu
“Garotas são como galhos de árvore de urtiga – em qualquer solo que as plante, elas vão crescer.”

Tibetanos (Tibet)

"É melhor ouvir uma vez do que ouvir muitas."
“É melhor ouvir uma vez do que ouvir muitas.”

Huaroani (Argentina/Equador)

"Como nossos ancestrais viveram, assim vamos viver. Como nossos ancestrais morreram, assim vamos morrer."
“Como nossos ancestrais viveram, assim vamos viver. Como nossos ancestrais morreram, assim vamos morrer.”

Drokpa (Índia)

drokpa

Dassanech (Etiópia)

dassanech
“Um amigo próximo pode se tornar um inimigo próximo.”

Banna (Etiópia)

banna

Karo (Etiópia)

karo

Hamar (Etiópia)

hamar

Arbore (Etiópia)

arbore

Dani (Indonésia/Papua-Nova Guiné)

"Se a mão não faz nada, a boca não mastiga."
“Se a mão não faz nada, a boca não mastiga.”

Yali (Indonésia/Papua-Nova Guiné)

yali

Korowai (Indonésia/Papua-Nova Guiné)

korowai

Nenets (Sibéria)

nenet
“Se você não beber sangue quente e comer carne fresca, está condenado a morrer na tundra.”

Masai (Quênia)

"Leões podem correr mais rápido, mas nós podemos correr mais longe."
“Leões podem correr mais rápido, mas nós podemos correr mais longe.”

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Crescimento da população mundial: explosão ou declínio?


O respeitado naturalista e apresentador de televisão britânico, David Attenborough, disse recentemente que o crescimento da população mundial estava "fora de controle".
Especialistas no assunto, contudo, acreditam que o número de pessoas no planeta deve atingir o pico em 40 anos - um crescimento mais lento do que em décadas anteriores.
Em quem devemos acreditar?
"A população mundial está crescendo fora de controle. Desde que eu comecei a apresentar programas, há 60 anos, a população humana triplicou," disse Attenborough em uma entrevista à BBC.
Em 1950, na época em que Attenborough começou sua carreira como apresentador, haviam 2,53 bilhões de pessoas no mundo. Sessenta e três anos depois, a última estimativa é que a população mundial é de 7.16 bilhões - cerca de 2,8 vezes maior.
Já a afirmação de que o crescimento está "fora do controle" é mais difícil de ser medida, mas poderia provavelmente ser interpretada como uma ideia de que a população continuará crescendo na mesma velocidade, e basicamente triplicará em 60 anos.
Se isso acontecer, a população do mundo poderia chegar a quase 40 bilhões até o final deste século.
Mas a última projeção da ONU prevê uma população de menos de 11 bilhões, um pouco mais de um quarto desse número.
Esse número ainda é 50% a mais do que temos hoje, mas mostra que a ONU espera um crescimento muito mais lento da população nas próximas décadas do que em décadas passadas.
Especialistas acreditam que mesmo a previsão da ONU está exagerada.
"Quando vi esses números eu percebi que eles, quase que certamente, estavam errados," disse Sanjeev Sanyal, estrategista global do Deutsche Bank. "Se você olhar para as taxas de fertilidade em grandes partes do mundo, elas estão agora abaixo do que é necessário para substituir a população."
"Grande parte da Europa, Japão, grandes países como a China, inclusive o Brasil, não produzem (os necessários) 2,2 ou 2,3 bebês (por mulher). Alguns deles estão muito abaixo desse nível e, como resultado, é quase certo que estes grandes países vão ver suas populações rapidamente em declínio em algumas décadas a partir de agora."
No geral, Sanyal prevê um quadro muito diferente do da ONU, com a população mundial chegando a 8,7 bilhões por volta de 2050, e caindo para cerca de 8 bilhões até o final do século.
Há espaço de sobra para discordância. Mas vamos torcer para que as divergências não sejam "fora de controle".

domingo, 6 de outubro de 2013

Gadget tradutor para celulares - Sigmo promete derrubar as barreiras do idioma

Sigmo
Na mão ou no pulso, com um botão você traduz – Imagem: Reprodução
Sigmo é um pequeno dispositivo útil para viagens internacionais. Ele tem um microfone e um alto falante capazes de reconhecer e traduzir mais de 25 idiomas diferentes.
Ele funciona conectado ao smartphone via Bluetooth. Um aplicativo define o idioma padrão. Com o idioma configurado, basta apertar um botão na lateral para o idioma do interlocutor e outro para traduzir para seu idioma preferencial. Infelizmente é necessário conexão com à internet no seu smartphone, mas os empreendedores pretendem disponibilizar um banco de vozes off-line.
Veja ele em ação:

O projeto, apesar de não ser revolucionário(no smartphone existem diversos aplicativos de tradução), significa praticidade. É um bom atalho para não sacar o smartphone, selecionar um aplicativo, marcar um idioma, pedir para a pessoa repetir e aguardar a tradução. Adicionalmente o dispositivo pode funcionar como ponte entre você e a Siri, do Apple iOS e talvez como viva voz para atender ligações.
Aluminium_Sigmo_Silver_and_Bronze
Edições especiais em alumínio – Imagem: Reprodução
Idealizado por empreendedores de São Francisco, nos Estados Unidos, o projeto já arrecadou cerca de 191 mil dólares no site de financiamento coletivo Indiegogo. O Sigmo custa 50 dólares para a cor branca, preta ou verde e 65 dólares para as cores prateado e dourado (para combinar com o novíssimo iPhone 5S).

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Fotógrafo registra costumes, vestimentas e rituais de povos africanos


O fotógrafo Phyllis Galembo documenta, desde os anos 80, rituais, vestimentas, fantasias, máscaras, costumes e práticas religiosas de povos tradicionais da África. Seus ensaios também registram a influência da cultura africana no Caribe e América do Sul.
Além da beleza estética das fotos, elas também carregam mensagem política de resistência dos povos e culturas. Confira galeria.

Via IdeaFixa.

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Conheça os dois troncos linguísticos de onde se originaram as línguas indígenas faladas no Brasil

http://pib.socioambiental.org

Troncos e famílias

Dentre as cerca de 150 línguas indígenas que existem hoje no Brasil, umas são mais semelhantes entre si do que outras, revelando origens comuns e processos de diversificação ocorridos ao longo do tempo.
Os especialistas no conhecimento das línguas (lingüistas) expressam as semelhanças e as diferenças entre elas através da idéia de troncos e famílias lingüísticas. Quando se fala em tronco, têm-se em mente línguas cuja origem comum está situada há milhares de anos, as semelhanças entre elas sendo muito sutis. Entre línguas de uma mesma família, as semelhanças são maiores, resultado de separações ocorridas há menos tempo.
Veja o exemplo do português:
No que diz respeito às línguas indígenas no Brasil, por sua vez, há dois grandes troncos - Tupi e Macro-Jê - e 19 famílias lingüísticas que não apresentam graus de semelhanças suficientes para que possam ser agrupadas em troncos. Há, também, famílias de apenas uma língua, às vezes denominadas “línguas isoladas”, por não se revelarem parecidas com nenhuma outra língua conhecida. 
É importante lembrar que poucas línguas indígenas no Brasil foram estudadas em profundidade. Portanto, o conhecimento sobre elas está permanentemente em revisão.
Conheça as línguas indígenas brasileiras, agrupadas em famílias e troncos, de acordo com a classificação do professor Ayron Dall’Igna Rodrigues. Trata-se de uma revisão especial para o ISA (setembro/1997) das informações que constam de seu livro Línguas brasileiras – para o conhecimento das línguas indígenas (São Paulo, Edições Loyola, 1986, 134 p.).

Tronco Tupi


Tronco Macro-jê

 

sábado, 21 de setembro de 2013

‘A população síria aprendeu a viver com medo, mas ninguém quer a guerra’, conta missionária brasileira


Raquel Elana, ao centro, com refugiados sírios na periferia de Mafre
Foto: Arquivo pessoal
Raquel Elana, ao centro, com refugiados sírios na periferia de MafreARQUIVO PESSOAL




RIO — Aos 40 anos, a brasileira Raquel Elana passou quase metade da vida como voluntária no Oriente Médio. Já são 17 anos como missionária da Igreja Batista, os últimos seis meses na Jordânia, ajudando refugiados que deixaram a Síria, país vizinho mergulhado numa guerra civil que já deixou 100 mil mortos nos últimos dois anos e meio. Antes, esteve em lugares como Líbano e territórios palestinos, onde conviveu com mulheres que sofriam por causa da opressão masculina.

Raquel, que também é professora e tem diversos livros sobre as missões publicados - o próximo será pela editora Multifoco - trabalhou na Jordânia, na periferia de al-Mafraq, ajudando refugiados que deixaram o campo de Zaatari, o maior do país, com 120 mil pessoas. A ONU calcula que pouco mais de 30% dos dois milhões de sírios que deixaram o país vivem nos campos. A grande maioria foge da polícia e acaba encontrando uma vida difícil nas cidades.
- Dentro do campo há várias organizações não governamentais, mas, mesmo com a ajuda, muitos saem de lá porque vivem sem ter o que comer ou o que vestir. Eu atendia cerca de cem famílias por mês, fornecendo cestas básicas, remédios e conforto espiritual - afirma.
Na Jordânia, país predominantemente muçulmano, Raquel tem que lidar ainda com o conflito religioso. Lá, ela é voluntária, e não missionária da Junta Administrativa de Missões (Jami). A professora conta que já chegou a ser interrogada por policiais por ser cristã. E lembra a destruição de Maaloula, vila de cristãos ortodoxos, praticamente destruída pela guerra civil.
- Usamos a palavra “voluntário”. Missionário lá tem outro teor, diferente do daqui. Eles pensam que nosso objetivo é a conversão, o que não é verdade - explica ela, que já atendeu até os rebeldes do Exército Livre da Síria.
Com a iminência de uma intervenção militar americana - nos últimos dias mais distante devido ao acordo russo-americano - o grupo de religiosos que trabalha com os refugiados está menor. Os que ficaram, de outras missões, têm trabalho dobrado, numa situação cada vez mais caótica. E embora a maioria dos jordanianos não acredite que o país vá se envolver em uma possível guerra, muitos temem que a economia afunde ainda mais e que o número de refugiados aumente.
- A população toda aprendeu a viver com medo, mas ninguém quer a guerra. Nem os jordanianos nem os refugiados, que, em sua maioria, não apoiam o Bashar (al-Assad, o presidente sírio), mas também não querem ajuda dos rebeldes. Eles estão depressivos. O povo chora muito pela destruição da Síria. Estão revoltados com os dois lados - afirma a missionária, que tem planos de voltar no ano que vem para continuar o trabalho.



segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Aprenda a construir fogões ecológicos, que consomem muito menos lenha


Os chamados fogões ecológicos são fogões à lenha, que foram projetados para consumirem o mínimo de lenha possível e gerando a maior quantidade calor, maximizando assim os resultados. Além de produzirem menos fumaça e serem mais saudáveis.

Tal conhecimento pode ser muito útil para o missionário, notadamente em contextos rurais ou  silvícolas. E tanto para uso próprio do missionário, como para que possa ser ensinado aos povos a quem ele dedica-se a servir, trazendo um excelente conhecimento para auxiliar toda a comunidade.

Apresentamos aqui diversos textos, vídeos e outros itens sobre a construção de alguns tipos de fogões ecológicos. 

Compartilhe estas informações com aqueles para quem elas possam ser úteis!

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Fogões Ecológicos melhoram a qualidade de vida de agricultores


Reduzir o uso de lenha e obter um cozimento eficiente, reduzir a emissão de fumaça e minimizar os problemas de saúde, diminuir o esforço do trabalho da mulher, grande responsável pelo transporte de lenha, são alguns dos benefícios dos fogões ecológicos, uma experiência que vem mudando a vida de cerca de 200 famílias agricultoras na região do Polo da Borborema daAgricultura Familiar e Agroecologia (AS-PTA).

As famílias do Polo conheceram essa experiência em 2010, depois de uma visita de intercâmbio, quando um grupo de 30 agricultores, em sua maioria mulheres foi ao município de Afogados da Ingazeira (PE). Animadas com o que viram, as famílias começaram a experimentar o modelo do fogão, de início com 20 implementações que foram a base da organização de 10 fundos rotativos solidários, responsáveis pela rápida disseminação da experiência na região.

No dia 22 de agosto de 2013, um grupo de 25 agricultores e agricultoras dos municípios de Massaranduba, Queimadas, Remígio, Lagoa Seca e Alagoa Nova participaram de uma oficina de construção para teste de outro modelo de fogão ecológico, que também conheceram em Pernambuco. O local escolhido para a realização da atividade foi a casa da agricultora Maria de Fátima Fernandes Barros, ou Dona Fatinha, como é conhecida na comunidade Cantagalo, em Massaranduba. 

Durante todo o dia foi realizada na prática a confecção de um fogão, detalhando todas as etapas de preparação do material que é utilizado. O momento mais delicado é o revestimento da parte de metal do forno com barro refratário para não causar posteriores rachaduras e o impedimento da circulação do calor na hora do uso.

"O objetivo da atividade foi construir e estudar um novo modelo de fogão ecológico capaz de dar autonomia às famílias, desde a construção até sua manutenção. Acreditamos que as tecnologias devam ir se adequando às necessidades e às realidades dos agricultores e das agricultoras. É assim que temos fomentado e incentivado a troca de experiências entre os grupos de agricultores" explica Ivanilson Estevão da Silva, assessor técnico da AS-PTA, que acompanhou a oficina. Estão programadas mais duas oficinas que serão realizadas uma na região do Polo e outra na área de atuação doPatac.

Dona Creonice do Assentamento Oziel Pereira em Remígio, receberá a próxima oficina. Pintora e pedreira por vocação, Creonice está entusiasmada com a possibilidade de poder construir seu próprio fogão, além de poder ajudar na construção dos fogões de suas vizinhas. As oficinas estão inseridas no conjunto das ações do Projeto Terra Forte, que tem o objetivo de contribuir para a reversão e prevenção dos processos geradores da desertificação e do empobrecimento da população no semiárido brasileiro. 

O Projeto Terra Forte é realizado pela AS-PTA e pelo Polo da Boborema em parceria com a Agrônomos e Veterinários Sem Fronteiras (AVS) e o Patac, com o cofinanciamento da União Europeia(UE).

Para saber mais, leia :
FONTE: AS-PTA

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A ONG Ider (Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Energias Renováveis) preparou um manual em pdf que ensina a construir o modelo de fogão ecológico por eles desenvolvido.

Para baixar o Manual, CLIQUE AQUI

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Com apoio do PNUD, indígenas Guarani-Kaiowá usam fogão ecológico como tecnologia social


Ainda não havia amanhecido na aldeia e Delma Gonçalves, 41, já caminhava há duas horas até o local em que os indígenas costumam recolher lenha. O caminho de volta, no entanto, era o mais penoso: sob o sol forte, tinha de carregar nas costas um feixe de 20 quilos de madeira. Dona Delma é uma das indígenas Guarani-Kaiowá da aldeia de Panambizinho, a 250 km da capital Campo Grande, no Mato Grosso do Sul.
Durante anos, três vezes por semana, essa foi sua rotina matinal. “Tinha muitas dores na coluna. Eu chegava tão cansada que mal dava conta de cozinhar”, conta Delma. O fogo para fazer o almoço era feito no chão, de modo precário, com algumas latas para tapar o vento e uma resistência de geladeira improvisada como grelha.
Além de aumentar as dores na coluna, o fogo improvisado produzia muita fumaça, prejudicando a saúde dos moradores, principalmente das crianças, que sofriam com doenças respiratórias e tinham agravados casos de pneumonia, bronquite, sinusite e asma. Há alguns meses, a construção de fogões à lenha ecológicos de alta eficiência energética tem ajudado a mudar a realidade da família de Delma e de outras dezenas de famílias indígenas na aldeia de Panambizinho.
Desenvolvida por ONGs parceiras em um outro projeto do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) sobre eficiência e sustentabilidade energética na Caatinga, a tecnologia social para a construção do fogão ecológico está sendo adaptada à realidade indígena do Cerrado sul-mato-grossense. Ao contrário dos fogões à lenha tradicionais, que levam cimento e ferro na construção, o fogão ecológico utiliza apenas materiais de baixo custo e que podem ser encontrados na própria região como areia, argila, barro e tijolos de barro.
Esta iniciativa do PNUD faz parte de um programa conjunto com outras agências da ONU cujo objetivo é promover a segurança alimentar e nutricional de mulheres e crianças indígenas no Brasil. Ao todo, o projeto beneficia, direta e indiretamente, cerca de 53 mil indígenas no país. A tecnologia é considerada modelo de sustentabilidade e a intenção é que ela seja usada em outros projetos semelhantes ao redor do mundo. “O intercâmbio de boas práticas é um dos principais objetivos do Programa”, conta Carlos Castro, Coordenador da Unidade de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável do PNUD Brasil.
Os materiais, aliados ao desenho mais estreito da cavidade para a lenha, funcionam como isolantes térmicos naturais, ajudando a reter o calor por mais tempo. A placa de argila que fica em contato com o fogo evita o desperdício de energia, conduzindo calor de forma contínua e prolongada. Como as placas se mantêm quentes por até 5 horas, mesmo depois de extinto o fogo, é possível cozinhar alimentos mais duros sem uma supervisão constante. “Antes não comia feijão. Agora como”, lembra Delma.

Tempo de construção do fogão

3 dias e meio são suficientes para construir o fogão e a estrutura de cobertura que o protege do sol e da chuva.
A tecnologia social está sendo adaptada pelo PNUD com ajuda do Fundo para alcance dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (F-ODM), criado com doação do governo espanhol.
Programa Conjunto “Segurança Alimentar e Nutricional de Mulheres e Crianças Indígenas no Brasil” (PCSAN) é realizado por cinco organismos da ONU (PNUDFAO,OITOPAS/OMS e UNICEF), em parceria com o Governo brasileiro.

Saúde e meio ambiente

A família de Dona Elza também é uma das beneficiárias da construção do fogão ecológico (PNUD/Gilmar Ganache)A saúde dos moradores também agradece, especialmente a das crianças. Além de mais nutridas, elas apresentam menos doenças respiratórias com a eliminação da fumaça nociva dentro de casa. Com o fogão ecológico, estes gases agora são levados pelo vento através das chaminés. Para o meio ambiente, os impactos são igualmente positivos. “O uso de lenha traz outras duas vantagens: independência dos fornecedores de gás e a não produção de gás de efeito estufa”, diz Castro.
A alta eficiência energética do fogão torna possível o uso de gravetos finos, folhas secas, sabugos de milho e cascas de árvore como combustível, que podem ser encontrados nos quintais das casas, onde estas famílias fazem os plantios agroflorestais. Um dos objetivos é que as famílias deixem de usar somente lenha grossa. A lenha mais fina possibilita o manejo ao redor da casa, diminuindo o impacto ambiental.
As longas jornadas de dona Delma para buscar lenha agora se limitam a visitas ao quintal, recolhendo pequenos galhos que caem das árvores. Essa redução do tempo de jornada para buscar lenha, também propicia um maior cuidado com o quintal, com os animais criados e com as plantas cultivadas nele.
“Uso o tempo pra cuidar das crianças e da casa. Posso tirar o mato, lavar roupa, varrer o terreiro. Também consigo cuidar da plantação”, conta a Kaiowá enquanto toma seu tereré. A população indígena no Brasil soma cerca de 800 mil pessoas. Os Guarani-Kaiowá são a segunda maior etnia do país.
Para os Kaiowás, o fogo tem um significado espiritual: é sinônimo de purificação. Em geral, ele é controlado pelas mulheres, que abraçam a responsabilidade de unir e alimentar a família. É ao redor deste fogo, agora sustentável e saudável, que dona Delma e outras mulheres indígenas de Panambizinho alimentam não apenas as necessidades físicas de suas famílias, mas também uma tradição milenar.

Fogão geoagroecológico Guarani-Kaiowá

Conheça a história do fogão ecológico contada a partir da perspectiva dos próprios indígenas. O vídeo acima foi inteiramente produzido pela Associação Cultural de Realizadores Indígenas (ASCURI), como parte de uma iniciativa do PNUD que trabalha a inclusão digital nas aldeias.
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Fogão a Lenha sem Fumaça

A Universidade Federal de Viçosa, através de seu Departamento de Engenharia Agrícola, também produziu e disponibilizou um Manual ensinando a construir um Fogão a Lenha sem Fumaça.

Para baixar o Manual, CIQUE AQUI.


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